terça-feira, 6 de março de 2012

Shakespeare Apaixonado - (Shakespeare in Love) - 1998


Acredito que é a terceira vez que vejo esse SHAKESPEARE APAIXONADO (1998) e sempre me emociono muito em diversos momentos do filme. Confeço que refletindo um pouco, acho que grande parte dessa emoção, se deve ao texto do escritor, que me traz memórias afetivas vindas da leitura de trechos do livro Romeu e Julieta, que é uma obra prima absoluta. Mas não há como negar que o filme tem méritos suficientes para emocionar até quem nunca ouviu falar de Shakespeare, se é que existe alguém nesse planeta que não o conheça.

Muinto interessante mostrar o autor sem inspiração, por não ter uma musa inspiradora. E mais interessante ainda, fazer com que a sua musa, lhe inspire justamente em sua peça de maior sucesso, Romeu e Julieta.

A presença de GWYNETH PALTROW é cativante e JOSEPH FIENNES também está muito bem. Eles dão o tom de romantismo e beleza, que toda obra do grande mestre Shakespeare nos mostra com louvor. 

O filme do diretor inglês JOHN MADDEN, que recentemente dirigiu o bom LIMITE DA MENTIRA, NO (2010), foi premiadíssimo ganhando Óscar de Melhor filme, Atriz, Atriz coadjuvante e Roteiro original, além de indicações nas categorias de Diretor e Fotografia, além de categorias técnicas. Além do Óscar, o filme arrebatou diversos festivais.

Minha Nota: 6.4
IMDB: 7.4

segunda-feira, 5 de março de 2012

Menino do pijama listrado, O - (The Boy in the Striped Pyjamas) - 2008


Já faz algum tempo que recebo recomendações de vários amigos, para ver esse MENINO DO PIJAMA LISTRADO, O (2008) e hoje resolvi completar meu dia com esse filme que ganhou alguns prêmios em festivais menores e teve sua indicação em outros nas categorias Melhor atriz, Melhor diretor e Ator revelação para o jovem ASA BUTTERFIELD que é também o ator principal de INVENÇÃO DE HUGO CABRET, A (2011).

Histórias sobre o holocaustro da segunda guerra mundial, dificilmente não comovem. Talvez por que o simples fato da existência de uma mancha tamanha na história da humnidade, já o suficiente para deixar qualquer pessoa consternada. Contudo, o assunto já foi tratado tantas e tantas vezes, que chegou a se falar que estava esgotado e eu sou um dos partidários desse pensamento, mas a abordagem desse filme, é um pouco mais sutil e acaba levando realmente vários méritos.

Confeço que me senti incomodado com o excesso de inocência da criança de oito anos interpretada pelo ator mirim Asa Butterfield. Além disso, mesmo vendo uma história totalmente comovente, não consegui me emocionar durante o tempo de exibição da película, o que não tira o brilho do filme, que realmente é uma obra sensível e digna de uma visitada.

Minha Nota: 6.6
IMDB: 7.8

Anônimo - (Anonymus) - 2011


Sempre me interesso por qualquer coisa que fale da obra de William Shakespeare, pois seus textos, me marcaram profundamente desde a leitura de trechos de Romeu e Julieta.

A obra do diretor ROLAND EMMERICH que também é o responsável por filmes como DIA DEPOIS DE AMANHÃ, O (2004) e 2012 (2009) é cheia de filmes catástrofe, mas dessa vez, ele opta por mostrar uma teoria de que não foi Shakespeare o responsável pela criação de suas obras e  sim um membro da realeza britânica. O roteiro desse filme foi escrito em 1998, mas com o lançamento de SHAKESPEARE APAIXONADO (1998) ficou engavetado até o ano passado.

Na minha opinião, o ponto alto do filme, são as peças de Shakespeare arrebatando a todos com seus textos fascinantes e nesse filme, mostrados com um caráter político de grande importância. A mescla feita também com os acontecimentos da época, dando características históricas para a obra e deixando o espectador mais desavisado, com a impressão de se tratar de uma trama realmente acontecida.

Acredito que se o autor, tivesse tentando capturar um pouco mais do sentimento do autor ao escrever obras que entraram para a história da literatura mundial, esse filme tivesse um sucesso maior, pois toda a carga emocional, que é pequena, diga-se de passagem, ficou por conta dos breves momentos de encenação das peças e a comoção causada no público pelos textos.

Minha Nota: 6.4
IMDB: 6.8

domingo, 4 de março de 2012

Educação - (An Education) - 2009


A leitura desse filme faz parte de um dos projetos que tenho para esse ano, que e ver todos os indicados ao Oscar de 2000 até hoje e EDUCAÇÃO (2009) foi candidato a melhor filme no ano de 2010, que teve por vencedor nessa categoria o discutível GUERRA AO TERROR (2009). Mas isos é um outro assunto. Além dessa importante indicação, o filme também concorreu nas categorias de melhor atriz e melhor roteiro adaptado. Ganhou alguns prêmios ainda teve várias indicações em grandes festivais.

A história é realmente interessante. Uma brilhante estudante inglesa, se esforça para conseguir ingressar em uma faculdade pública, para isso, seus pais investem o dinheiro necessário e contado. Mas ao mesmo tempo, por ser muito inteligente, ela percebe que existem falhas por trás dos motivos educacionais pregados pelo seu pai principalmente, que acredita que estudando em Oxford, ela conhecerá um advogado conceituado que irá lhe dar um futuro promissor.

Em meio a essa confusa convivência familiar, aparece um homem mais velho, que conquista a menina já de cara, com seu porte de cavalheiro, bem diferente dos garotos de sua idade que passam a não lhe chamar mais tanto a atenção. É interessante como a menina joga na cara de todos que a cercam e tentam lhe alertar sobre seu futuro, sobre suas certezas, ms como na vida, aprende de uma forma bastante contundente, que a experiência de vida é muito importante, pois aprendemos ensinamentos que não encontramos na escola.

O filme é da diretora dinamarquesa LONE SCHERFIG que também dirigiu o excelente UM DIA (2011) mas me desagradou um pouco, a forma com que a família tratava a menina e a forma como ela mesmo é dura com as pessoas que tentam lhe aconselhar. E achei compreensível demais essas pessoas depois perdoarem as coisas de uma forma muito rápida.

Minha Nota: 6.4
IMDB: 7.4

sexta-feira, 2 de março de 2012

Método Perigoso, Um - (A Dangerous Method) - 2011



Um filme novo é sempre bom para acompanhar o que está sendo feito e ficar atualizado ainda mais quando esse filme é o novo trabalho do diretor DAVID CRONENBERG que ficou famoso por obras como MOSCA, A (1986) e MARCADAS DA VIOLÊNCIA (2005) que vi alguns trechos, mas que não tenho em minha memória com definição, por isso preciso ver novamente para poder avaliá-lo, apesar de ainda não ser um fã incontestável do diretor.


A obra conta também com a participação de grandes nomes como VIGGO MORTENSEN que demorei bastante para reconhecer no papel de Sigmund Freud, a belíssima KEIRA KNIGHTLEY, que me incomodou um pouco nas primeiras cenas, em que sua personagem está completamente louca e descontrolada e com MICHAEL FASSBENDER ator de vários títulos de sucesso nos últimos anos, fazendo o papel de Carl Jung.


Confeço que não sou afeito desse segmento da medicina. A psicanalise. Mas não tenho como me contrapor a teorias de grandes nomes desse ramo, que a tornaram uma das mais respeitadas ciências. É difícil não conhecer alguém que faz análise nos dias de hoje.


Esse MÉTODO PERIGOSO, UM (2011) conta basicamente, como a psicanálise se desenvolveu, através das discussões entre Freud e Jung. Ele 20 anos mais jovem, propunha alguns contrapontos as teorias de Freud, criticando principalmente o enfoque que Freud dava ao sexo. Além disso, a obra mostra a personagem de Keira, como uma paciente que Jung cura e que mais tarde se torna amante do médico.


O filme teve indicação para o prêmio de melhor ator coadjuvante para Viggo Mortensen no Globo de Ouro e ganhou prêmio de melhor ator para Michael Fassbender no festival National Board of Review.


Acredito que por se tratar de um assunto tão complexo, que é a psiquê humana, e estar recheado de extensos diálogos sobre o assunto, eu tenha me sentido um pouco cansado e disperso em diversos momentos, mas não deixa de ser um trabalho com uma direção acertada, uma fotografia muito bonita e shows de interpretação durante toda sua duração.


Minha Nota: 6.6
IMDB: 6.7

Despedida em Las Vegas - (Leaving Las Vegas) - 1995


Confesso que deve ter sido a terceira vez que vi DESPEDIDA EM LAS VEGAS (1995) e apesar de não ter sofrido o mesmo impacto que senti da primeira, o filme continua fantástico e não perde seu efeito.

Trata-se da história de um roteirista de Hollywood, alcóolatra, que perdeu tudo, decide beber até a morte. O início do filme já dita todo o ritmo da obra. Antes dos créditos iniciais, já temos mostra do quanto o personagem de Nicolas está doente, como na cena magistral em que ele não consegue assinar um cheque, por estar com as mãos tremendo por efeito da abstinência. Depois de algumas dozes, no início da manhã, ele volta ao banco com uma personalidade totalmente alterada, confiante, e faz a assinatura. É simplesmente genial.

Além disso, o filme trata de dois rejeitados pela sociedade e o personagem de Elizabeth, recebe um tratamento que nunca experimentou daquele dependente químico, que mostra carinho e admiração. Uma história de amor e desgraças, vindas das vidas sofridas de seus protagonistas.

O diretor MIKE FIGGIS chegou a cogitar a hipótese de abandonar o projeto, depois que o autor da autobiografia John O'Brien se suicidou apenas 2 semanas após o início da produção, mas resolveu concluir o filme em homenagem ao criador.

NICOLAS CAGE faz juz ao Oscar que ganhou, com uma interpretação fantástica, depois de ter feitos pesquisa de campo visitando vários alcóolatras hospitalizados devido aos excedssos de bebida e a maravilhosa ELIZABETH SHUE que está mais sexy do que nunca e muito convincente no seu papel. Ela entrevistou prostitutas e dançarinas de boates de striptease em Las Vegas para se fundamentar em sua interpretação.

Minha Nota: 7.6
IMDB: 7.6

quinta-feira, 1 de março de 2012

Bet blue - (37°2 le matin) - 1986



Acredito que por conta das indicações e prêmios e de tanto ouvir falar sobre o conceituado BET BLUE (1986). O filme francês realmente foi premiado em festivais menores nas categorias de melhor filme e melhor diretor e foi indicado ao Oscar e ao Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro.


É também a estréia da atriz BÉATRICE DALLE no cinema, mas só depois de dar uma olhada no IMDB vi que é a vilá do INVASORA, A (2007), filme que me impressionou muito pela quantidade de violência e no qual a atriz faz um papel sem tanto destaque. Voltando ao filme francês, acredito que todas as indicações e burburinho em torno do filme, se devem pelas cenas de nudez, que acontecem em uma parcela muito grande do filme, mas sem um erotismo por tras delas, na verdade, numa forma de naturalismo, que para a época acredito que era bem incomum, inclusive com o nú masculino sendo explorado a todo momento.


A beleza da persoagem de Béatrice é cativante, contudo a loucura que a arrebata em diversos momentos, não tem um fundamento explicado no filme, o que chega a incomodar, pois é essa loucura a precursora de diversas cituações que alteram radicalmente a vida do seu parceiro no filme e que dão os caminhos que a obra toma.


Um final também inesperado, pode ser o motivo da obra ter recebido tantas críticas boas, mas confeço que não me arrebatou. Do que posso falar de positivo é a música, muito sutil e bonita que acompanha a obra e dos momentos de erotismo que são bem explorados, mesmo o diretor já revelando a nudez de seus atores desde o início, mostrando que nudez não é sinônimo de erotismo e que para se conseguir esse resultado, é necessário talento.


Minha Nota: 6.0
IMDB: 7.2

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Tiranossauro - (Tyrannosaur) - 2011


Esse filme marca a estréia do inglês PADDY CONSIDINE na direção de um longametragem e conta a história de dois personagens atormentados por sua existência cada um com seus problemas pessoais.

Podemos dizer que em um momento incial nos deparamos com o personagem otimamente interpretado por PETER MULLAN completamente descontrolado e rancoroso, descontando sua raiva incontida em tudo que vê e sem uma explicação de seus motivos. Dessa forma, ele acaba se cruzando com o personagem de OLIVIA COLMAN que nesse primeiro momento, se mostra como uma boa samaritana que procura ajudar o homem que aparece perdido e machucado em sua porta.

Em um segundo momento, novos fatos são mostrados e os dois personagens mostram ter facetas mais parecidas do que demonstraram no início, numa espécie de inversão de papéis.

O filme ganhour prêmios em pequenas mostras de melhor filme, melhor atriz, roteiro e diretor. É um trabalho que realmente nos põe pra pensar sobre como expor sentimentos, como controlá-los e os efeitos dessas escolhas sobre as outras pessoas. Talvez eu não tenha me identificado com o personagem por ser uma pessoa que não exponho muito meus sentimos, mas que não trago nenhuma carga emocional por conta dessa escolha.

Minha Nota: 6.4
IMDB: 7.6

Como loucos - (Like Crazy) - 2011


COMO LOUCOS (2011) é um filme do diretor DRAKE DOREMUS que já fez alguns trabalhos menores e independentes e trata-se de um romance de dois jovens, uma britânica e um americano em época de faculdade e que se vêem na iminência de se separar quando chegam as férias. Com esse trabalho, o filme ganhou o prêmio de melhor filme em SUNDANCE, o que deu um destaque grande para a obra.

O filme inicia em uma atmosfera muito adolescente, e ganha um pouco de densidade depois que os jovens se separam. Cada um a sua maneira, tenta conviver com a ausência do outro, mas a força do tempo que passaram juntos, prevalece na cabeça dos dois. Como diria a música MESMO QUE MUDE da banda BIDÊ OU BALDE, "É sempre amor, mesmo que acabe".

Um dos destaques do filme, é a beleza de FELICITY JONES, que está completamente apaixonante, ela fascina na tela. Cheguei a me lembrar do fascínio que EVANGELINE LILLY me causou na série Lost. Outro fator interessante é que o diretor mostra que o tempo, a vida, nos muda. E essa mudança, mais o tempo de separação do casal, faz com que o amor ainda exista, mas esteja atrelado as pessoas que se apaixonaram no passado.

Minha Nota: 6.6
IMDB: 6.8

Aos Treze - (Thirteen) - 2003


Acho que essa foi a terceira vez que vi TREZE, AOS (2003) da diretora CATHERINE  HARDWICKE, que fez sua estréia com essa obra que lhe valeu diversos prêmios de festivais menores e uma indicação de atriz coadjuvante para a talentosíssima HOLLY HUNTER.

A câmera da diretora da mostras de autoria desde seu início com movimentos rápidos de close e uma agilidade digna de um adolescente de 13 anos. Além disso, a diretora emprega um tom de gelo perto da conclusão da trama, mostrando que a personalidade de todos os personagens, está se perdendo, mostrando que eles estavam se igualando a medida que se aprofundavam nos problemas de cada indivíduo.

Lembro que a história me marcou muito quando vi o filme pela primeira vez, por ter duas filhas que ainda tinha idade um pouco inferiro a 13 e me deixou completamente horrorizado com as possibilidades que a vida e as pessoas com as quais convivemos durante nossa existência, podem trazer.

Outro fato muito interessante é que o filme foi roterizado pela diretora juntamente com a atriz NIKKI REED, que colocou histórias pessoais em diversos dos fatos mostrados no filme, o que torna ainda mais marcante os fatos relatados.

Um filme que continua grande e forte, surtindo um efeito de alerta e ao mesmo tempo, trabalhando emocionalmente os problemas de todos os personagens mostrados.

Minha Nota: 6.8
IMDB: 6.9

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Vencer - (Vincere) - 2009


No final desse mês de fevereiro eu estou terminando alguns filmes baixados a algum tempo, dos quais não me lembro mais os motivos que me levaram a baixá-los e coincidentemente, muitos deles são filmes biográficos.


Esse VENCER (2009) conta a história de Ida Dalser, a amante de Benito Mussolini, que foi trancada como louca, por não aceitar esquecer a sua situação de amante do ditador e querer revelar ao povo italiano, seu relacionamento com o Duce e o fruto dessa relação, seu filho Benito.


Uma história comovente e bastante triste, pois Ida deu apoio fundamental para que o ditador chegasse ao posto supremo de líder da Itália fascista tando ideologicamente quanto financeiramente, contudo, o filme retrata tudo isso de uma forma morosa e longa, que prejudica o interesse em tempo integral de sua duração.


Acredito que esse seja o principal ponto fraco da obra, visto que as interpretações tanto de GIOVANNA MEZZOGIORNO quanto de FILIPPO TIMI no papel de Mussolini são primorosas e valem a pena, pois a obra tem um valor histórico que não pode ser descartado.


O filme recebeu prêmios no festival de Chicago de melhor diretor, ator, atriz e fotografia.

Minha Nota: 6.6
IMDB: 6.9

Sete Dias com Marilyn - (My Week with Marilyn) - 2011


Realmente a atuação de MICHELLE WILLIAMS como MARILYN MONROE, que foi indicada tanto ao Globo de Ouro quanto ao Oscar de melhor atriz é sensacional. Confesso que não tive essa mesma impressão em um outro filme pelo qual tenho uma afeição muito grande NAMORADOS PARA SEMPRE (2010), mais pelo fato de ter me identificado muito emocionalmente com a obra. 

Voltando a SETE DIAS COM MARILYN (2011), durante os seus noventa e poucos minutos de exibição, é impossível não notar o poder de sedução que esse eterno símbolo sexual conseguia exercer não só sobre os homens, mas sobre todos que estivessem ao seu redor, por isso todo o mérito para Michelle é merecido.

Uma citação do filme é marcante e totalmente pertinente, "uma estrela que queria ser uma grande atriz", mas que não precisava ser uma grande atriz. Sua presença ilumina todos aos seu redor.

Falo isso tudo sem ter visto nenhum filme de Marilyn, mas não tem como terminar o filme sem ficar com vontade de baixar e ver uma obra da atriz.

A obra como um todo, não passa de uma biografia das semanas de gravação do filme PRÍNCIPE ENCANTADO, O (1957) dirigido pelo célebre LAURENCE OLIVIER e retrata Marilyn como uma atriz problemática, cercada por bajuladores e angustiada por sua insegurança como atriz, apagada pela força de seu nome e seu status de estrela, solitária mesmo cercada o tempo todo por marido, auxiliares e empresários.

Minha Nota: 6.6
IMDB: 7.3

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Os Descendentes - (The Descendants) - 2011


Realmente o filme faz juz a todo o burburinho criado ao seu redor. Trabalho do diretor ALEXANDER PAYNE do também aclamado SIDEWAYS - ENTRE UMAS E OUTRAS (2004) que ainda não vi, nesse DESCENDENTES, OS (2011) temos um trabalho sensível em que um pai, que vive para o trabalho, fechando grandes negócios e sem tempo para a sua família, se vê obrigado a voltar para a casa e cuidade de suas filhas de 10 e 17, depois da sua mãe sofrer um acidente de lancha.

O drama do pai que não sabe como conviver com suas filhas, já que passou tanto tempo longe delas se ocupando de ganhar dinheiro, é agravado pela situação da mulher, que não vai sair do coma segundo os médicos e que deixou por escrito que gostaria que tivesse seus aparelhos desligados caso estivesse em uma situação dessas e piora mais depois que sua filha mais velha lhe conta que sua esposa o estava traindo.

Algumas citações feitas durante o filme me chamaram muito a atenção como, a de Clooney que cita seu pai dizendo que devemos dar aos nossos filhos dinheiro suficiente para que eles façam coisas que gostem, mas não o suficiente para que não tenham mais o que fazer e de que a família é como um arquipélago, formado por cada membro e a sua individualidade.

O filme que é passado todo no Havaí, coloca o espectador no clima com canções típicas que dão um tom todo especial para o clima de cada sequencia. Outro ponto favorável, é a discussão proposta pelo filme, quanto a influência do homem branco que está chegando ao local, com o intuito de modificar a paisagem natural e belíssima das ilhas. 

Vencedor do Globo de Ouro de melhor filme drama e também da categoria melhor ator o filme ainda recebeu indicações para melhor filme, direção, ator, roteiro adaptado e edição no Oscar, mas não levou nenhum dos prêmios.

É tocante a atuação de GEORGE CLOONEY que está realmente fantástico no papel e o mais interessante da obra, é que ela nos leva num clima de pesar muito forte e chega a uma cartase em seu final, que premia a obra perfeitamente.

Minha Nota: 7.4
IMDB: 7.6

Piratas da informática - (Pirates of Silicon Valley) - 1999


Para mim que trabalho no meio da informática não tem como não ser empolgante ver retratada a história de dois dos maiores nomes da história dessa que é hoje, uma das prinpais fontes de conhecimento e que fornece ferramentas para tudo que fazemos hoje em dia, seja em qual profissão for, a criação dos computadores portáteis como conhecemos hoje em dia.

E quando esses nomes são nada mais nada menos do que BILL GATES e STEVE JOBS, acho que até mesmo quem não é do meio já ouviu falar deles. Um fundador da Microsoft que é esmagadoramente a empresa que mais tem softwares instalados nos computadores do mundo e o outro, fundador da Apple, marca conhecida pelos dispositivos mais fantásticos e elegantes do meio eletrônico.

Me impressionou no filme, o retrato de um Steve Jobs agressivo, muito provavelmente por uma carência de uma vida afetiva mais desenvolvida, que comandou com braço de ferro o início de sua empresa, que criou a informática que todos utilizamos em nossos computadores pessoais, com uma visão de futuro absurdamente avançada para sua época. Quanto a Bill Gates, eu já havia escutado por alto, lendas sobre a sua capacidade de não criar nada e sim, se aproveitar de algo já criado, para conseguir modificar e surgir com o Windows, sistema operacional divulgado mundialmente. Interessante citar que ele já tinha a idéia de se tornar necessário a todos, para que todos dependessem dele, que é o que acontece até hoje em todo mundo.

Outro ponto importante, é que Steve também, teve muito sucesso, aproveitando idéias que outras pessoas achavam idiotas, como a criação do mouse, que foi recusada pelos altos empresários da Xerox.

O filme recebeu indicações para as categorias melhor filme, elenco, roteiro, edição e edição de som do prêmio Emmy.

Enfim, o filme cumpre o papel de informar e mostrar como tudo foi criado e adaptado até chegar no que utilizamos nos dias de hoje, daí o nome de piratas, símbolo, segundo o filme, que foi utilizado na Apple durante um bom tempo.

Minha Nota: 6.4
IMDB: 7.0

The Sunset Limited - (The Sunset Limited) - 2011



Depois de passado algum tempo para assimilar esse terceiro trabalho do consagrado ator TOMMY LEE JONES agora como diretor, percebo que a intenção por trás da obra é fantástica. 


Seu personagem, após ser salvo pelo personagem de SAMUEL L. JACKSON também ator consagrado de Hollywood, os dois se vêem no apartamento de Samuel que é um religioso que quer entender o motivo que levaram seu convidado a tentar um ato tão contundente contra si mesmo.


Durante todo o decorrer do filme, que acontece todo dentro do simples apartamento de Samuel num suburbio qualquer americano, acontece um diálogo criativo e initerrupto entre os dois, onde o pastor, tenta falar de Deus para o professor e cético personagem de Tommy. A grande sacada, acredito eu, é que nada que é tentado pelo personagem de Samuel surte efeito contra a fundamentada falta de crença do culto personagem de seu convidado e para dar a grande virada no andamento da coisa, o professor consegue argumentação para deixar o pobre crédulo sem argumentos.


Acredito que qualquer pessoa que veja o filme, não consegue decifrar que a força da fé, da crença em Deus, vai fraquejar frente a uma pessoa desesperada que quer tirar a própria vida. E assim, temos uma discussão acirrada sobre crenças e sobre a verdadeira necessidade de se ter uma fé em um ser qualquer superior, e o que realmente acontece depois dessa vida que temos aqui na Terra.


O filme é uma produção da HBO e não teve espaço nas salas de cinema.

Minha Nota: 5.4
IMDB: 7.4