sexta-feira, 9 de março de 2012

A Espiã - (Zwartboek) - 2006




Filme do diretor holandês PAUL VERHOEVEN quem tem em sua extensa lista de trabalhos sucessos como ROBOCOP - O POLICIAL DO FUTURO (1987) e INSTINTO SELVAGEM (1992), traz a história de uma judia holandesa que durante a ocupação Alemã na segunda gerra mundial, entra para um grupo de resistência e acaba se tornando uma espiã.


O filme tem um tom de suspense, com a heroína tentando, em sua primeira parte, fugir da Holanda, contudo, em uma sequência de acontecimentos inesperados, meio que por acaso ela se ve envolvida com a resistência. Sua perspicácia a leva a se tornar peça importante e de uma forma muito acertada, o filme te prende no drama da jovem, que é repesentada pela bela CARICE VAN HOUTEN e teve seu roteiro trabalhado por mais de 20 anos pelo diretor Paul Verhoeven e pelo roteirista Gerard Soeteman, depois de realizar a pesquisa de um um outro filme de 77.


Todas as cenas de canto, foram interpretadas pela própria Carice, que apropósito, fica mais deslumbrante ainda nelas e consegue fazer com que nos fixemos na história de sua personagem com um carinho todo especial.


Minha Nota: 7.0
IMDB: 7.9

A Casa dos sonhos - (Dream House) - 2011




Juro que eu não estava animado para ver esse CASA DOS SONHOS, A (2011), mesmo o filme contando com a presença de nomes como DANIEL CRAIG, RACHEL WEISZ e NAOMI WATSS, duas atrizes por quem sou completamente apaixonado. Acredito que o cartaz de divulgação, que passa a idéia de um filme de terror, foi que mais me desmovitou, mas venci essa rejeição e encarei e confeço que fui completamente surpreendido.


Um fato interessante que foi divulgado sobre o filme é que seu diretor, JIM SHERIDAN autor de filmes notáveis como MEU PÉ ESQUERDO (1989) e EM NOME DO PAI (1993) e o chefe da produtora Jim Robinson, tiveram várias discussões sobre questões do roteiro o que ocasionou a recusa dos atores Daneil Craig e da Atriz Rachel Weisz de comparecer na promoção do filme. Outro fato interessante, é que os dois atores se apaixonaram durante as filmagens e se casaram logo após terminarem o filme.


O filme tem uma trama envolvente e surpreendente que só por esses motivos, já valem seus curtos 92 minutos de duração. Acredito que a idéia inicial do diretor, era fornecer o mínimo de dados para que o espectador ficasse o mais perdido durante sua exibição, mas talvez com as modificações, algumas novas cenas foram inseridas. Não sei como seria a obra no conceito inicial do diretor, mas gostei muito do resultado final.


Acho que o único problema é na sua solução, que acontece muito abruptamente, mas que não tira o brilho do filme.


Minha Nota: 6.8
IMDB: 5.7

Jovens adultos - (Young Adult) - 2011




JOVENS ADULTOS (2011) é um filme do diretor canadense JASON REITMAN que já fez trabalhos que garanharam destaque como AMOR SEM ESCALAS (2009), JUNO (2007) e OBRIGADO POR FUMAR (2005) e que na minha opinião é o melhor deles, e além disso, conta com a exuberante CHARLIZE THERON que interpreta uma escritora balzaquiana, co-autora de uma franquia de livros adolescentes que já está em sua fase de decadência e que resolve largar sua vida monótona e desorganizada mas localizada em uma cidade grande, para reencontrar um antigo namorado de sua pequena cidade natal e que não vê desde a sua adolescência, com o intuito de reconquistá-lo.


O filme é um drama comédia, cheio de duplicidade e com uma história que é mostrada de forma carinhosa pelo diretor, mas com sua personagem principal, sofrendo decepções que ela faz questão de não ver, colocando o alcool como vávula de escape e um velho conhecido como confidente, por ser uma figura que por ser mais fracassado como ela acredita, lhe dá um apoio para continuar a acreditar que é superior a tudo que largou na cidade que tanto odeia.


Essa obra é uma nova parceira do diretor com a roterista DIABLO CODY, autora de JUNO (2007) e recebeu indicação de melhor no Globo de Ouro para a atriz para Charlize Theron que mesmo num papel de uma mulher infeliz e em constante busca pelo sucesso, aparece deslumbrante nos momentos que se produz para os encontros com seu ex.


Minha Nota: 6.4
IMDB: 7.0

Borboletas negras - (Black Butterflies) - 2011




Vi esse filme depois de me interessar pelo post lido no blog do Ailton Monteiro, que fez comentários que despertaram minha curiosidade sobre a obra.


Se trata de um drama com cara de biografia, sobre uma das poetisas mais famosas na África, Ingrid Jonker, que teve um trecho de seu poema mais famoso, citado por Nelson Mandela no seu discurso de posse do Parlamento africano.


Na obra, vemos que seus pais e avós morreram quando ainda ela e sua irmã aidna eram muito crianças, mas já são adotadas por quem se revelaria mais tarde, um ministro da censura do regime do Apartheid, que ia contra sua vida totalmente desregrada, repleta de sexo e alcool, além de poemas que se revelavam contra o sistema que ele apoiava.


Interessante a observeção pertinente do Ailton, pois realmente em filmes sobre grandes escritores, vemos algum distúrbio social que sempre aflinge essas pessoas, fazendo com que seu comportamente sempre seja motivo de críticas ou vistos como totalmente incorretos.


O filme conta com a belíssima atriz holandesa CARICE VAN HOUTEN no papel de Ingrid e que foi premiada no festival de Tribeca, tem uma narrativa interessante, apesar da fraquesa existencial da personagem, incomodar um pouco.


Minha Nota: 6.2
IMDB: 5.9

quarta-feira, 7 de março de 2012

Os Incompreendidos - (Les quatre cents coups) - 1959


Bom, vi esse INCOMPREENDIDOS, OS (1959) por sempre ter escutado falar do marco do cinema FRANÇOIS TRUFFAUT e sempre que posso, tento assistir a filmes conceituados e feitos por grandes mestres, mesmo correndo o risco de encontrar obras que podem ter envelhecido, o que não me daria a mesma impressão que causaram na época de suas realizações.

Esse filme é o primeio longa metragem de Truffaut como diretor e conta a história de um menino que se mostra rebelde como toda a crinça e que por seu comportamento, acaba acompanhado por outros rebeldes que o inserem em pequenos delitos, como matar aula, forjar cartas de seus pais com justificativas para suas faltas e pequenos roubos, que vão se tornando uma constante em seu comportamento, visto que seus pais são bastante ausentes, o que lhe deixa bastante tempo para fazer o que bem entender e andar por onde queira.

O filme retrata tudo com muita calma, com sequências grandes dos garotos passeando por Paris, entrando em cinemas, bares, para praticar seus delitos, além de várias cenas que mostram o ensino rígido da época e o comportamento dos estudantes que desde os primórdios é o mesmo, afinal de contas, todos já fomos crianças um dia. Os atos e constantes fugas do garoto levam seus pais a lhe entregarem para a polícia e o jovem ser dirigido a um internato.

O filme recebeu indicações de Melhor roteiro original, Melhor filme e ganhou o prêmio de Melhor diretor em Cannes, mas meus receios se comprovaram, achei o filme muito lento em seu desenrolar, com sequências muito extensas das perambulações do jovem e na minha opinião, não conseguiu criar uma empatia com o espectador.

Minha Nota: 6.4
IMDB: 8.2

Martha Marcy May Marlene - (Martha Marcy May Marlene) - 2011


Acho que vi em algum lugar que MARTHA MARCY MAY MARLENE (2011) foi o filme ganhador do prêmio de melhor diretor para SEAN DURKIN no festival de Sundance e por isso quis ver o filme.

A bela personagem de ELIZABETH OLSEN começa fugindo de uma espécie de comunidade, que ao passar do longa se mostra mais como uma ceita, para depois, ser acolhida por sua irmã que não a vê e nem tem notícias a dois anos. Daí pra frente, o diretor alterna situações vividas, com os hábitos adquiridos no tempo que a personagem esteve junto aos membros da tal ceita e aos poucos, são revelados os motivos que a levaram abandonar a vida que ela levou durante os dois anos de desaparecimento.

Ela se mostra insatisfeita na vida que leva com sua irmã, mas ao mesmo tempo, mostra que sequelas de alguns momentos de sua permanência na fazenda em que vivia em comunidade, ficaram em sua personalidade, a tornando revoltada na maior parte do tempo, o que inferniza a irmã e o marido, que levam uma vida normal, mas que também são mostrados com seus problemas, na busca constante por dinheiro, ter filhos e melhorar a relação dos dois.

Sem cenas realmente comoventes, ou que interajam com o espectador, que passa a ser apenas um observador de uma sequência de atitudes muitas vezes incompreensíveis tomadas pela heroína da trama e que são explicadas em seguida, de forma constante, até que seu final, chega sem ser anunciado e sem marcar. Talvez esse tenha sido o charme notado pelos apreciadores da obra que premiaram o diretor.

Minha Nota: 5.4
IMDB: 7.3

Quero Ficar com Polly - (Along Came Polly) - 2004


O que fazer quando se está ao lado de uma mulher maravilhosa mas dormindo, ou tentando dormir. Bom, eu antigamente ficava com uma insônia das grandes, mas acredito que com o passar dos anos, o peso da idade não me deixa mais com tanta insônia, mas atualmente estou aproveitando o desconforto para assistir qualquer reprise que passe na TV acabo, começando por volta de 22:00 ou 23:00 horas, foi o que me levou a assistir a comédia QUERO FICAR COM POLLY (2004), além é claro, da presença da sempre maravilhosa JENNIFER ANISTON, que a propósito, acho que nunca vi fazendo um papel em que não estivesse encantadora e cativante.

A comédia que também conta com BEN STILLER e com a presença ilustre de PHILIP SEYMOUR HOFFMAN que é o único personagem com passagens realmente engraçadas, trata de um gerente de riscos que é traído por sua esposa no primeiro dia de sua lua de mel. Enquanto tenta se recuperar da decepção amorosa, cruza seu caminho uma ex-colega do tempo de escola, que é totalmente o inverso dele, mas que ele por alguma razão, acredita que é uma ótima chance de consertar sua vida amorosa.

O filme é dirigido por JOHN HAMBURG que fez o sucesso ENTRANDO NUMA FRIA (2000) e segue uma fórmula que é meio que padrão para as comédias românticas da época, ou seja, não acrescenta em nada, mas cumpre bem o seu papel como entretenimento.

Minha Nota: 6.2
IMDB: 5.8

terça-feira, 6 de março de 2012

Jane Eyre - (Jane Eyre) - 2011


O filme retrata em vídeo, um dos principais romances ingleses que conta a história de uma menina, que depois da morte de seus pais, é trancada por sua tia em um colégio interno e fica isolada do mundo durante vários anos. Depois, se torna tutora de uma criança em uma mansão, até que conhece seu contratante e os dois se apaixonam. 

O romance mostra a impossibilidade do amor vivido entre classes sociais diferentes além de elementos de suspense, que aparecem na história obscura que o patrão esconde de todos.

Me incomodou um pouco a inconstância do personagem de MICHAEL FASSBENDER, que sem propósito, tinha alterações de humor, que não ficaram claras, o que prejudicou um pouco sua atuação, mas em contrapartida, a heroína vivida por MIA WASILOWSKA é cativante. Com toda sua inocência e força, apesar de continuar sendo a mesma adolescente que nos fascinou em MINHAS MÃES E MEU PAI (2010).

Um filme que não emociona e vale, na minha opinião, apenas como registro de uma escritora que teve seu estilo e sua idéia principal servindo de inspiração para diversas outras obras.

Minha Nota: 6.4
IMDB: 7.4

Shakespeare Apaixonado - (Shakespeare in Love) - 1998


Acredito que é a terceira vez que vejo esse SHAKESPEARE APAIXONADO (1998) e sempre me emociono muito em diversos momentos do filme. Confeço que refletindo um pouco, acho que grande parte dessa emoção, se deve ao texto do escritor, que me traz memórias afetivas vindas da leitura de trechos do livro Romeu e Julieta, que é uma obra prima absoluta. Mas não há como negar que o filme tem méritos suficientes para emocionar até quem nunca ouviu falar de Shakespeare, se é que existe alguém nesse planeta que não o conheça.

Muinto interessante mostrar o autor sem inspiração, por não ter uma musa inspiradora. E mais interessante ainda, fazer com que a sua musa, lhe inspire justamente em sua peça de maior sucesso, Romeu e Julieta.

A presença de GWYNETH PALTROW é cativante e JOSEPH FIENNES também está muito bem. Eles dão o tom de romantismo e beleza, que toda obra do grande mestre Shakespeare nos mostra com louvor. 

O filme do diretor inglês JOHN MADDEN, que recentemente dirigiu o bom LIMITE DA MENTIRA, NO (2010), foi premiadíssimo ganhando Óscar de Melhor filme, Atriz, Atriz coadjuvante e Roteiro original, além de indicações nas categorias de Diretor e Fotografia, além de categorias técnicas. Além do Óscar, o filme arrebatou diversos festivais.

Minha Nota: 6.4
IMDB: 7.4

segunda-feira, 5 de março de 2012

Menino do pijama listrado, O - (The Boy in the Striped Pyjamas) - 2008


Já faz algum tempo que recebo recomendações de vários amigos, para ver esse MENINO DO PIJAMA LISTRADO, O (2008) e hoje resolvi completar meu dia com esse filme que ganhou alguns prêmios em festivais menores e teve sua indicação em outros nas categorias Melhor atriz, Melhor diretor e Ator revelação para o jovem ASA BUTTERFIELD que é também o ator principal de INVENÇÃO DE HUGO CABRET, A (2011).

Histórias sobre o holocaustro da segunda guerra mundial, dificilmente não comovem. Talvez por que o simples fato da existência de uma mancha tamanha na história da humnidade, já o suficiente para deixar qualquer pessoa consternada. Contudo, o assunto já foi tratado tantas e tantas vezes, que chegou a se falar que estava esgotado e eu sou um dos partidários desse pensamento, mas a abordagem desse filme, é um pouco mais sutil e acaba levando realmente vários méritos.

Confeço que me senti incomodado com o excesso de inocência da criança de oito anos interpretada pelo ator mirim Asa Butterfield. Além disso, mesmo vendo uma história totalmente comovente, não consegui me emocionar durante o tempo de exibição da película, o que não tira o brilho do filme, que realmente é uma obra sensível e digna de uma visitada.

Minha Nota: 6.6
IMDB: 7.8

Anônimo - (Anonymus) - 2011


Sempre me interesso por qualquer coisa que fale da obra de William Shakespeare, pois seus textos, me marcaram profundamente desde a leitura de trechos de Romeu e Julieta.

A obra do diretor ROLAND EMMERICH que também é o responsável por filmes como DIA DEPOIS DE AMANHÃ, O (2004) e 2012 (2009) é cheia de filmes catástrofe, mas dessa vez, ele opta por mostrar uma teoria de que não foi Shakespeare o responsável pela criação de suas obras e  sim um membro da realeza britânica. O roteiro desse filme foi escrito em 1998, mas com o lançamento de SHAKESPEARE APAIXONADO (1998) ficou engavetado até o ano passado.

Na minha opinião, o ponto alto do filme, são as peças de Shakespeare arrebatando a todos com seus textos fascinantes e nesse filme, mostrados com um caráter político de grande importância. A mescla feita também com os acontecimentos da época, dando características históricas para a obra e deixando o espectador mais desavisado, com a impressão de se tratar de uma trama realmente acontecida.

Acredito que se o autor, tivesse tentando capturar um pouco mais do sentimento do autor ao escrever obras que entraram para a história da literatura mundial, esse filme tivesse um sucesso maior, pois toda a carga emocional, que é pequena, diga-se de passagem, ficou por conta dos breves momentos de encenação das peças e a comoção causada no público pelos textos.

Minha Nota: 6.4
IMDB: 6.8

domingo, 4 de março de 2012

Educação - (An Education) - 2009


A leitura desse filme faz parte de um dos projetos que tenho para esse ano, que e ver todos os indicados ao Oscar de 2000 até hoje e EDUCAÇÃO (2009) foi candidato a melhor filme no ano de 2010, que teve por vencedor nessa categoria o discutível GUERRA AO TERROR (2009). Mas isos é um outro assunto. Além dessa importante indicação, o filme também concorreu nas categorias de melhor atriz e melhor roteiro adaptado. Ganhou alguns prêmios ainda teve várias indicações em grandes festivais.

A história é realmente interessante. Uma brilhante estudante inglesa, se esforça para conseguir ingressar em uma faculdade pública, para isso, seus pais investem o dinheiro necessário e contado. Mas ao mesmo tempo, por ser muito inteligente, ela percebe que existem falhas por trás dos motivos educacionais pregados pelo seu pai principalmente, que acredita que estudando em Oxford, ela conhecerá um advogado conceituado que irá lhe dar um futuro promissor.

Em meio a essa confusa convivência familiar, aparece um homem mais velho, que conquista a menina já de cara, com seu porte de cavalheiro, bem diferente dos garotos de sua idade que passam a não lhe chamar mais tanto a atenção. É interessante como a menina joga na cara de todos que a cercam e tentam lhe alertar sobre seu futuro, sobre suas certezas, ms como na vida, aprende de uma forma bastante contundente, que a experiência de vida é muito importante, pois aprendemos ensinamentos que não encontramos na escola.

O filme é da diretora dinamarquesa LONE SCHERFIG que também dirigiu o excelente UM DIA (2011) mas me desagradou um pouco, a forma com que a família tratava a menina e a forma como ela mesmo é dura com as pessoas que tentam lhe aconselhar. E achei compreensível demais essas pessoas depois perdoarem as coisas de uma forma muito rápida.

Minha Nota: 6.4
IMDB: 7.4

sexta-feira, 2 de março de 2012

Método Perigoso, Um - (A Dangerous Method) - 2011



Um filme novo é sempre bom para acompanhar o que está sendo feito e ficar atualizado ainda mais quando esse filme é o novo trabalho do diretor DAVID CRONENBERG que ficou famoso por obras como MOSCA, A (1986) e MARCADAS DA VIOLÊNCIA (2005) que vi alguns trechos, mas que não tenho em minha memória com definição, por isso preciso ver novamente para poder avaliá-lo, apesar de ainda não ser um fã incontestável do diretor.


A obra conta também com a participação de grandes nomes como VIGGO MORTENSEN que demorei bastante para reconhecer no papel de Sigmund Freud, a belíssima KEIRA KNIGHTLEY, que me incomodou um pouco nas primeiras cenas, em que sua personagem está completamente louca e descontrolada e com MICHAEL FASSBENDER ator de vários títulos de sucesso nos últimos anos, fazendo o papel de Carl Jung.


Confeço que não sou afeito desse segmento da medicina. A psicanalise. Mas não tenho como me contrapor a teorias de grandes nomes desse ramo, que a tornaram uma das mais respeitadas ciências. É difícil não conhecer alguém que faz análise nos dias de hoje.


Esse MÉTODO PERIGOSO, UM (2011) conta basicamente, como a psicanálise se desenvolveu, através das discussões entre Freud e Jung. Ele 20 anos mais jovem, propunha alguns contrapontos as teorias de Freud, criticando principalmente o enfoque que Freud dava ao sexo. Além disso, a obra mostra a personagem de Keira, como uma paciente que Jung cura e que mais tarde se torna amante do médico.


O filme teve indicação para o prêmio de melhor ator coadjuvante para Viggo Mortensen no Globo de Ouro e ganhou prêmio de melhor ator para Michael Fassbender no festival National Board of Review.


Acredito que por se tratar de um assunto tão complexo, que é a psiquê humana, e estar recheado de extensos diálogos sobre o assunto, eu tenha me sentido um pouco cansado e disperso em diversos momentos, mas não deixa de ser um trabalho com uma direção acertada, uma fotografia muito bonita e shows de interpretação durante toda sua duração.


Minha Nota: 6.6
IMDB: 6.7

Despedida em Las Vegas - (Leaving Las Vegas) - 1995


Confesso que deve ter sido a terceira vez que vi DESPEDIDA EM LAS VEGAS (1995) e apesar de não ter sofrido o mesmo impacto que senti da primeira, o filme continua fantástico e não perde seu efeito.

Trata-se da história de um roteirista de Hollywood, alcóolatra, que perdeu tudo, decide beber até a morte. O início do filme já dita todo o ritmo da obra. Antes dos créditos iniciais, já temos mostra do quanto o personagem de Nicolas está doente, como na cena magistral em que ele não consegue assinar um cheque, por estar com as mãos tremendo por efeito da abstinência. Depois de algumas dozes, no início da manhã, ele volta ao banco com uma personalidade totalmente alterada, confiante, e faz a assinatura. É simplesmente genial.

Além disso, o filme trata de dois rejeitados pela sociedade e o personagem de Elizabeth, recebe um tratamento que nunca experimentou daquele dependente químico, que mostra carinho e admiração. Uma história de amor e desgraças, vindas das vidas sofridas de seus protagonistas.

O diretor MIKE FIGGIS chegou a cogitar a hipótese de abandonar o projeto, depois que o autor da autobiografia John O'Brien se suicidou apenas 2 semanas após o início da produção, mas resolveu concluir o filme em homenagem ao criador.

NICOLAS CAGE faz juz ao Oscar que ganhou, com uma interpretação fantástica, depois de ter feitos pesquisa de campo visitando vários alcóolatras hospitalizados devido aos excedssos de bebida e a maravilhosa ELIZABETH SHUE que está mais sexy do que nunca e muito convincente no seu papel. Ela entrevistou prostitutas e dançarinas de boates de striptease em Las Vegas para se fundamentar em sua interpretação.

Minha Nota: 7.6
IMDB: 7.6

quinta-feira, 1 de março de 2012

Bet blue - (37°2 le matin) - 1986



Acredito que por conta das indicações e prêmios e de tanto ouvir falar sobre o conceituado BET BLUE (1986). O filme francês realmente foi premiado em festivais menores nas categorias de melhor filme e melhor diretor e foi indicado ao Oscar e ao Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro.


É também a estréia da atriz BÉATRICE DALLE no cinema, mas só depois de dar uma olhada no IMDB vi que é a vilá do INVASORA, A (2007), filme que me impressionou muito pela quantidade de violência e no qual a atriz faz um papel sem tanto destaque. Voltando ao filme francês, acredito que todas as indicações e burburinho em torno do filme, se devem pelas cenas de nudez, que acontecem em uma parcela muito grande do filme, mas sem um erotismo por tras delas, na verdade, numa forma de naturalismo, que para a época acredito que era bem incomum, inclusive com o nú masculino sendo explorado a todo momento.


A beleza da persoagem de Béatrice é cativante, contudo a loucura que a arrebata em diversos momentos, não tem um fundamento explicado no filme, o que chega a incomodar, pois é essa loucura a precursora de diversas cituações que alteram radicalmente a vida do seu parceiro no filme e que dão os caminhos que a obra toma.


Um final também inesperado, pode ser o motivo da obra ter recebido tantas críticas boas, mas confeço que não me arrebatou. Do que posso falar de positivo é a música, muito sutil e bonita que acompanha a obra e dos momentos de erotismo que são bem explorados, mesmo o diretor já revelando a nudez de seus atores desde o início, mostrando que nudez não é sinônimo de erotismo e que para se conseguir esse resultado, é necessário talento.


Minha Nota: 6.0
IMDB: 7.2