quarta-feira, 2 de maio de 2012

Las acacias (Las acacias) - 2011


Primeiro filme argentino que vejo que não tem o ator Ricardo Darin como protagonista. Na verdade, cheguei até esse LAS ACACIAS (2011) depois de ter lido um post do crítico de cinema Pablo Villaça que deu 5 em 5 estrelas para o filme e resolvi conferir a dica do famoso crítico.


O filme conta a história de um caminhoneiro solitário que está no Paraguai para buscar um carregamento de madeira com destino a Argentina e que dá carona para uma mulher e sua filha de cinco meses que também estão indo para a capital desse país.


Esse é o primeiro trabalho do diretor PABLO GIORGELLI em longa metragens que não seja o formato de documentário e ele passa a maior parte da obra, nos mostrando a viagem dos personagens, com a câmera fixa, sem movimentos, hora um movimento muito suave para em seguida novamente, fixar a câmera nas reações sutis de cada personagem ao longo do curso.


E acredito que essa fixação da câmera seja a grande arma do trabalho, pois assim, são captados momentos verdadeiramente mágicos como a garotinha brincando com a tampa da garrafa de mate, parando um choro quase que por encanto. Em outro momento, é captado um sorriso quando ela vai para o colo do caminhoneiro que se oferece para pegá-la pela primeira vez na obra. Ou ainda, o momento que sua mãe está dormindo, e enquanto o caminhoneiro está brincando com ela, ela adormece, tudo isso como se fosse uma atriz completamente ciente de seu papel e de seu trabalho.


Minha Nota: 6.8
IMDB: 7.1

terça-feira, 1 de maio de 2012

Bonecas Russas - (Les poupées russes) - 2005


Já nos créditos iniciais do filme, mostrados em um mosaico com cenas dessa obra e de seu antecessor, vemos um cuidado que a tornam um pequeno primor. 


Cinco anos após o verão que passaram juntos em Barcelona, o personagem de ​​ALBERGUE ESPANHOL (2002) se encontra ainda em uma vida conturbada tanto profissionalmente quanto amorosamente. Em busca de descobrir sua verdadeira relação com o amor e com a vontade de escrever seu livro, em meio a trabalhos pequenos que lhe tomam o tempo e não garantem sua independência financeira.


Ainda ressaltando os diálogos como é característica do cinema francês, o diretor nos brinda com diversas frases maravilhosas, colocadas em cenas sempre muito bem empregadas, que trazem a narrativa para um patamar agradável e interessante a todos aqueles que já eram fãs do primeiro trabalho. Outro fator que reforça o valor dado aos diálogos, é o emprego da câmera acelerada, que também foi utilizada no trabalho anterior e a presença dos mosaicos, como meio de incrementar a informação passada, sem esquecer do  humor refinado que cada personagem traz em sua composição.


Em diversos momentos, veio a memória o trabalho de RICHARD LINKLATER com sua obra maravilhosa de ANTES DO AMANHECER (1995) e ANTES DO PÔR-DO-SOL (2004), com momentos singelos de beleza e romance como a muito não via. Isso tudo mostrado na forma de pequenas histórias fragmentadas, que servem para contar a visão do autor diante do amor e dos relacionamentos entre homens e mulheres.


Todos esses fatores resultam num trabalho, a meu ver, mais forte e maior que o seu primeiro filme, tornando BONECAS RUSSAS um trabalho mais maduro e agradável de CÉDRIC KLAPISCH.


Minha Nota: 7.6
IMDB: 7.0

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Poder sem limites - (Chronicle) - 2012



Já havia lido algumas coisas sobre PODER SEM LIMITES (2012) e o que mais me incomodava era o fato de ser um filme estilo found footage ou falso documentário em que a câmera não sai da mão do interlocutor, mas na verdade, esse foi um dos recursos que mais me interessou e foi usado no filme como trunfo.


É verdade que a utilização do recurso, incomoda pois é no mínimo problemático imaginar uma pessoa que filme todos os momentos de sua vida. Chega a ser preocupante ou doentio e não só uma forma de criar uma barreira entre o mundo e você, como é citado no filme. Mas se você consegue se desencanar desse incômodo, consegue aproveitar bem mais o filme, inclusive aproveitar os momentos que o recurso se transforma em arma, quando aparecem as tomadas feitas do alto, ou na sequência em que um determinado combate é mostrado apenas por câmeras de pessoas que o presenciaram, essa sacada foi realmente fantástica.


Na história, três jovens amigos de colégio, ganham superpoderes depois de fazer uma descoberta incrível e que não é explicada, pois não é o foco principal. A partir daí, os três fazem novas descobertas a cada dia contudo, algumas coisas saem do controle.


O filme teve seu título em português escolhido pelo voto popular, que é bem diferente do título original, mas caiu muito bem para a obra.


Além do problema da câmera na mão, que já mencionei, a história tem um argumento muito simplório, que também pode incomodar ao espectador, pois as justificativas das ações não são fortes, mas se isso for deixado de lado também, o filme cresce muito, chegando a ser considerado como melhor filme do ano por diversas pessoas.


Minha Nota: 6.8
IMDB: 7.4

Albergue Espanhol - (L'auberge espagnole) - 2002



Dessa vez, pude notar como fica evidente o cinema francês pelo que é mais conhecido, os diálogos. E isso feito de uma forma criativa pelo diretor francês CÉDRIC KLAPISCH que consegue prender a atenção do espectador a história, sem o deixar cansado e desinteressado.


ALBERGUE ESPANHOL (2002) conta a história de um estudante francês de economia que se muda para um apartamento em Barcelona, que é dividido por outros seis jovens de vários pontos da Europa, cada um com sua nacionalidade, costumes e idioma.


Repleto mulheres lindas, como as atrizes JUDITH GODRÈCHE, francesa e que interpreta uma esposa reprimida por sua timidez, a atriz belga, CÉCILE DE FRANCE que interpreta uma lésbica que divide o quarto com o personagem principal e que tem uma sequencia fantástica em que lhe ensina como agradar uma mulher, a atriz espanhola CRISTINA BRONDO, a espanhola IRENE MONTALÀ que faz um pequeno papel como mulher de um bar que é bastante frequentado, e a atriz britânica hoje em dia bastante conhecida KELLY REILLY, que interpreta a organizada do albergue, o enredo nos envolve com as descobertas do herói vivido por ROMAIN DURIS, que é filho de um economista francês, com o qual parece ter pouco convívio e uma mãe ripe, da qual prefere manter distância por não concordar com seu meio de vida e costumes.


Além de uma experiência muito agradável de idiomas diferentes, que sempre me atraem muito nos filmes que vejo, temos também um pouco da importância do Catalão na Espanha e também, um pouco do complexo ninho de pensamentos e sentimentos dos quais somos formados, todas essas vivências nos são passadas através do personagem de Romain, que está perdido numa verdadeira busca por si próprio.


O filme me agradou muito e só não foi mais marcante, por que os relacionamentos são tratados de forma superficial, sem mostrar um verdadeiro envolvimento entre os personagens, que acredito que poderia ter sido explorado de forma melhor pelo diretor.


Minha Nota: 6.6
IMDB: 7.3

Jogo de Amor em Las Vegas - (What Happens in Vegas) - 2008


Antes de dormir na noite de ontem, acabei me deparando com essa comédia que nunca havia terminado e resolvi ver até o seu final, apenas para fechar o balanço do mês de abril, já que vi frustada a minha tentativa de levar meu filho e minha sobrinha para assistir a JOGOS VORAZES (2012).


Na verdade trata-se de uma comédia romântica sem nenhum atrativo a não ser a presença dos astros ASHTON KUTCHER e da belíssima e sempre carismática CAMERON DIAZ.


O filme conta a história desse casal, que não se dá bem já no primeiro encontro, mas que por insistência do personagem de Ashton, saem juntos para um jantar em Las Vegas, e depois de uma noite de bebedeira, acordam casados no dia seguinte. Para piorar as coisas, os dois ganham um prêmio de 3 milhões de dólares, contudo, para conseguir receber o prêmio, terão que provar que podem viver como casal durante seis meses.


Na verdade, acredito que a melhor parte do filme, sejam as aparições pequenas de ZACH GALIFIANAKIS, que depois se revelou como o astro maior da franquia SE BEBER NÃO CASE (2009).


Minha Nota: 6.2
IMDB: 6.0

Românticos Anônimos - (Les émotifs anonymes) - 2010


Meu filme de estreia do diretor frances JEAN-PIERRE AMERIS que fez esse divertidissimo ROMANTICOS ANONIMOS (2010) que conta a historia de um casal de problematicos.


Um dono de uma chocolateria que tem problemas de relacionamento com sua timidez excessiva e manias incontrolaveis e uma gourmet que e dona do chocolate mais criativo da Franca mas que nao consegue lidar com o sucesso ou qualquer tipo de pergunta ou notoriedade.


Esse casal improvavel se junto por acaso e as situacoes que os levam a se juntar, sao retratadas com um humor refinado e uma delicadeza muito peculiar.


A bela atriz ISABELLE CARRE foi premiada com o Cezar de Melhor atriz com uma interpretacao sutil e deliciosa, enfim, com certeza uma surpresa grata.


Minha Nota: 6.8
IMDB: 6.8

domingo, 29 de abril de 2012

Histeria - (Hysteria) - 2011



Comédia romântica da diretora TANYA WEXLER sobre uma história de amor que utiliza como pano de fundo, a descoberta do primeiro vibrador portátil por volta de 1880.


De maneira bem humorada, o filme mostra como era conhecida a chamada doença Histeria que dá nome ao filme e que na época era tratada com massagens manuais que traziam sensações que levavam embora os sintomas da então conhecida doença.


A presença da bela MAGGIE GYLLENHAAL e da lindíssima FELICITY JONES são os pontos fortes dessa comédia que tem realmente alguns momentos engraçados graças as consultas feitas e as personagens que vão se consultar para o tratamento de histeria, mas nada disso conseguem elevar o filme a um status muito maior de que uma diversão oba e temporária.


Minha Nota: 6.2
IMDB: 6.8

Guia do Mochileiro das Galáxias, O - (The Hitchhiker's Guide to the Galaxy) - 2005



O diretor GARTH JENNINGS não tinha nenhum trabalho de expressão quando fez esse GUIA DO MOCHILEIRO DAS GALÁXIAS, O (2005) e olhando toda a sua obra, até hoje não emplacou nada demais relevante.


Nessa roubada que coloquei meu filho, depois de ficar animado com um início promissoramente engraçado, que conta a história de um terráqueo que numa bela manhã, descobre que sua casa será demolida e está inconsolável com esse fato, até que um amigo lhe diz que a terra será exterminada em poucos minutos e que ele é um alienígena.


O interessante é que o filme conta com a belíssima ZOOEY DSCHANEL e com o talentoso SAM ROCKWELL mas não emplaca em momento algum. Apesar de ser baseado em um livro campeão de vendas, o roteiro é fraco e não ajuda a história a fluir e se tornar algo pelo menos engraçado para uma comédia.


Um verdadeiro desperdício de tempo.


Minha Nota: 5.4
IMDB: 6.6

Bronson - (Bronson) - 2008


Terceiro filme de minha lista do diretor dinamarquês NICOLAS WINDING REFN, que até agora tem um trabalho que gostei muito DRIVE (2011) e um que não fez muito sentido para mim VALHALLA RISING (2009). Esse BRONSON (2008) é anterior a Valhalla Rising e conta a história de um jovem condenado a 7 anos de prisão por roubar um posto de correios, mas que passa 30 anos em confinamento solitário e adquiri dentro da cadeia a personalidade de Charles Bronson além de se tornar o preso mais famoso da Inglaterra.


O filme tem um ritmo fantástico em seu começo, nos conduzindo pela mente de um personagem louco, violento, que está perdido sem encontrar um sentido definido para a sua vida, mas que depois de entrar em uma cadeia, descobre um objetivo pelo qual se empenha ao máximo.


O personagem que da título a obra, Bronson, é interpretado pelo ótimo TOM HARDY que fez o incrível WARRIOR (2011) recentemente, além de outros títulos de expressão. Outro fator positivo do filme, é uma estética moderna que ao mesmo tempo, nos remete ao trabalho LARANJA MECÂNICA do diretor STANLEY KUBRICK, filme que entrou para a história graças ao seu caráter agressivo e futurista.


Talvez o problema desse Bronson, esteja no roteiro, que apesar de já ser frágil antes mesmo do início do filme, só demonstra sua fragilidade quando vamos chegando ao final, quando o diretor perde um pouco a noção de para onde levar seu trabalho, mas esse aspecto não prejudica de forma drástica a obra que é no mínimo curiosa.


Minha Nota: 6.4
IMDB: 6.9

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Coração Louco - (Crazy Heart) - 2009


Existem vários atores que por seu carisma, fazem com que a gente veja seus filmes sem querer saber sequer do que se trata. Ainda existem aqueles que não fazem diferença alguma por que não vemos neles esse carisma nem conseguimos nos ver em seus lugares, em suas histórias, que eu acho que é um dos maiores méritos que um ator pode conseguir e almejar. Ainda penso que existem aqueles que por algum motivo ou por alguns filmes que tenham feito, nos fazem ter uma certa rejeição com seus trabalhos.


JEFF BRIDGES é um ator que para mim sempre se enquadrou no segundo caso. Nunca achei que fosse um ator fantástico e nunca consegui gostar muito de um trabalho seu, exceto em GRANDE LEBOWSKI (1998) que é um trabalho dos irmãos Coen, de quem sou fã incontestável, mas não tenho como negar que o trabalho de Bridges nesse filme é irretocável, mas ainda assim não conseguiu conquistar minha simpatia incontestável.


Posso dizer que isso mudou, pois CORAÇÃO LOUCO (2009) se tornou um divisor de mares no trabalho de Bridges pra mim. O filme conta a história de um músico country já decadente, que é obrigado a fazer pequenas apresentações pelo país e depois de um episódio marcante, se vê obrigado a se livrar do vício por álcool e mudar sua vida.


Além da interpretação de Jeff Bridges que é algo de primoroso, o diretor consegue nos mergulhar no mundo da música country e em suas letras cheias de regionalismo e ritmo hipnótico. A presença de MEGGIE GYLLENHAL também é uma cartada certeira, que encanta sempre que aparece em cena e faz o papel de uma mulher que justifica qualquer tipo de sacrifício da parte de um homem.


O filme foi premiado com o Óscar e com o Globo de Ouro nas categorias de Melhor ator, para JEFF BRIDGES e Melhor canção original, além de indicado para o Óscar de Melhor atriz coadjuvante.


Minha Nota: 7.6
IMDB: 7.3

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Homem elefante, O - (The Elephant Man) - 1980


Esta é a minha terceira experiência com o conceituado diretor DAVID LYNCH que ganhou esse status depois de CIDADE DOS SONHOS (2001), considerado por vários cinéfilos o filme do século. Lembro que já vi esse HOMEM ELEFANTE, O (1980) mas já não tinha nenhuma memória sobre o filme.


Trata-se da história de um médico, interpretado pelo ator ANTHONY HOPKINS, que se depara em um circo que passava por Londres, com um homem deformado. Ele fica curioso pelo caso e acaba ajudando o homem que era explorado pelo dono do circo como uma coisa que apenas lhe servia para o propósito de arrecadar dinheiro das pessoas que queriam ver a deformidade.


O filme é uma mostra do quanto a humanidade está despreparada para encarar o diferente. Além disso nos faz refletir também, sobre até onde nossos atos podem ser considerados como realmente desprendidos e desinteressados.


Alguns trechos do filme são fascinantes, como a cena em que a atriz que vai conhecer o personagem do homem elefante, faz um trecho de Romeu e Julieta juntamente com ele. Outro momento deslumbrante e comovente, é na casa do médico, quando o homem diz que queria que sua mãe o visse com tantos amigos, pois quem sabe assim, ele lhe aceitasse melhor.


Minha Nota: 7.0
IMDB: 8.3

Valhalla Rising - (Valhalla Rising) - 2009


Confesso que depois de passar da metade desse VALHALLA RISING (2009) do diretor dinamarquês NICOLAS WINDING REFN responsável pelo excelente DRIVE (2011), me concentrei em tentar observar recorrências em seu trabalho, visto que o filme mesmo para mim, não estava mais agradando de forma alguma.


Na obra, é contada a história de um guerreiro insuperável do ano 1000 depois de cristo, que era mantido como prisioneiro apenas para realizar combates que ele sempre vencia, até que um dia ele se liberta matando seus mestres e começa uma peregrinação que nunca fica muito clara.


As semelhanças que pude observar nos trabalhos do diretor, é que tanto seu personagem, um guerreiro de um olho só interpretado por MADS MIKKELSEN, não fala nada, o que lembra muito o herói de Drive que era um sujeito de poucas palavras. Além disso, o diretor é bastante contemplativo enquanto não temos nenhuma cena de ação, sem pressa em acelerar os acontecimentos, dando um tempo grande para que o espectador possa desfrutar da paisagem ou do clima de introspecção do filme, enquanto que as cenas de ação, não poupam esse mesmo espectador de sangue e fúria.


Quanto aos problemas, a história não fica clara, deixando quem assiste ansioso demais por uma solução ou explicação que não ocorre, o que chega a ser um pouco frustante.


Minha Nota: 6.0
IMDB: 5.9

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Fora de Rumo - (Derailed) - 2005


Filme do diretor sueco MIKAEL HAFSTROM que caiu no gosto de hollywood e que já fez trabalhos como RITUAL, O (2008) e 1408 (2007) filme que ainda tenho que ver, esse FORA DE RUMO (2005) por algum motivo, eu não me lembro por completo e nem tinha anotado em nenhum lugar que já havia visto, mesmo tendo lembranças de trechos e da história meio que por alto.


A história começa com o envolvimento do personagem de CLIVE OWEN com a belíssima JENNIFER ANISTON depois dela pagar pela sua passagem de trem. Daí para frente, ele começa a sofrer chantagem de um assaltante mas o roteiro é bem mais complexo e cheio de viradas do que uma simples sinopse possa contemplar.


O filme tem um ótimo ritmo e uma história envolvente, o que acredito que elevou bastante o status de revelação do diretor Mikael Hafstrom, mas o envolvimento familiar é muito superficial, coisa que costumo sentir nos filmes de Clive Owen, apesar de não ter tantos filmes do ator assim vistos para um julgamento mais preciso, mas sem dúvida nenhuma, é um filme a cima da média.


Minha Nota: 6.6
IMDB: 6.5

Em um Mundo Melhor - (Hævnen) - 2010


Interessante o novo trabalho da diretora dinamarquesa SUSANNE BIER da qual eu já havia visto o premiado DEPOIS DO CASAMENTO (2006), que sempre trabalha com histórias sobre gente comum que muitas vezes são submetidas a acontecimentos inesperados que exigem que tenhamos um comportamento para o qual não fomos avisados que teríamos que ter.


Nesse UM MUNDO MELHOR, EM (2010) duas famílias tem seus caminhos entrelaçados pela amizade de seus filhos. Um dos garotos perdeu a sua mãe recentemente e o outro está no meio da separação de seus pais.


Chama a atenção para o bom gosto das imagens exibidas, com cores muito bonitas e de bom gosto. Além disso, a diretora apenas nos mostra uma série de fatos que geram consequências e como seus personagens, cada um com a sua formação social, lidam com esses fatos e mais, como seus filhos lidam com as atitudes tomadas pelos pais.


O filme ganhou Óscar de Melhor filme estrangeiro, Globo de ouro na mesma categoria além de prêmio de Melhor diretora em um festival europeu. 


É uma obra delicada como só uma mulher pode produzir e ao mesmo tempo corajosa, pois não é feita para arrebatar multidões, mas para expor uma visão pessoal da vida e de como se portar diante de suas adversidades.


Minha Nota: 6.6
IMDB: 7.6

terça-feira, 24 de abril de 2012

Adeus, primeiro amor - (Un amour de jeunesse) - 2011


Filme da diretora francesa MIA HANSEN-LOVE, esse ADEUS, PRIMEIRO AMOR (2011), conta a história de um casal de adolescentes que termina seu relacionamento, depois que o rapaz resolve se descobrir, viajando pelo mundo e abandonando sua amada, que após a separação, se dedica aos estudos e se forma, construindo uma nova vida, principalmente amorosa com um de seus professores. Contudo, nenhum dos dois personagens, conseguem apagar da memória, as recordações da vida juntos, que ganham ainda mais força em seus corações, depois que eles se reencontram alguns anos mais tarde, revivendo assim todos os sentimentos e experiências pelas quais passaram juntos.

O filme ganhou o prêmio de Menção Especial no Festival de Locarno, mas não conseguiu me envolver ou mesmo me emocionar. Talvez as interpretações tanto da jovem atriz LOLA CRÉTON quanto do jovem SEBASTIAN URZENDOWSKY são melancólicas imprimindo na obra, uma tristeza muito grande, mesmo quando os jovens se reencontram. 

Um mérito a ser ressaltado, é que a diretora consegue abordar de uma forma rápida e precisa, a força que une qualquer jovem apaixonado, mesmo de uma forma superficial, além de respeitar os momentos de intimidades dos personagens de forma muito bonita.

Minha Nota: 5.2
IMDB: 6.3