terça-feira, 8 de maio de 2012
Para sempre - (The vow) - 2012
Não havia visto nada até então, do diretor americano MICHAEL SUCSY, mas como sempre falo, adoro um filme romântico, comédia ou não, pois geralmente esses filmes me emocionam e eu ador me emocionar e não foi diferente nesse PARA SEMPRE (2012).
O filme, baseado em uma história real, conta sobre um romance que começou como qualquer outro, mas que teve um problema para o casal que parecia inseparável, um acidente com o carro do casal, fez com que a esposa perdesse a memória e se lembrasse apenas de fatos de antes dos dois se conhecerem.
A situação em si já é dramática e pode ser abordada de diversas formas. O diretor optou por não ousar e não sair muito do padrão, pintando um homem muito paciente ao estremo, que quer reconquistar sua esposa esperando que ela recupere sua memória e no papel da desmemoriada está a belíssima e fascinate RACHEL MCADAMS, que é talvez o ponto forte do filme com sua beleza e com uma interpretação acertada de uma mulher confusa, que não se lembra de seu passado e está se sentindo uma completa estranha em sua nova vida.
O trabalho surte o efeito esperado, faz a gente se emocionar, mas a falta de ousadia talvez seja o maior pecado da obra.
Minha Nota: 6.4
IMDB: 6.6
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Patrulha Estelar - (Space Battleship Yamato) - 2010
Na verdade, o que me despertou para ver esse filme, foi o fato de ter vivo na memória o desenho da década de 80 que mais me marcou, principalmente por sua canção e pelos combates interplanetários inesquecíveis, além do fato, de em como todo desenho japonês, a raça humana ser vista e mostrada como detentora de uma garra que não acaba mesmo quando a situação parece impossível de se resolver.
Um pouco disso é mostrado nesse PATRULHA ESTELAR (2010), principalmente a utilização da música tema é feita de uma forma muito louvável e nos traz a sensação saudosista do desenho, também vale ressaltar a presença na tela da belíssima oriental MEISA KUROKI, que faz o papel de uma piloto de caça muito habilidosa.
A história é tirada da primeira parte da saga que foi exibida e conta a vigem feita pela tripulação do encouraçado espacial Yamato que parte em busca de uma fonte de cura para a radiação que assola a terra, mas para isso, ela tem que ir para uma outra galáxia onde fica o planeta Iscandar e enfrentar os inimigos de Gamilon.
O filme cai bastante por conta da interpretação japonesa, que por natureza é muito afetada e exagerada, mas isso já é natural deles, como vi também em BATALHA REAL (200) mas que não me incomodou tanto. Além disso, o roteiro se perde em alguns momentos e não consegue repassar o quanto eram empolgantes os combates no espaço, em que a habilidade dos pilotos era ressaltada e tinham um efeito bastante satisfatório.
Minha Nota: 6.6
IMDB: 6.0
Batalha Real - (Batoru rowaiaru) - 2000
Filme do diretor japonês KINJI FUKASAKU, o grande destaque desse filme, inicialmente é seu roteiro. 42 estudantes adolescentes japoneses são capturados e levados a uma ilha deserta e forçados a disputar um jogo no qual apenas um sairá vivo.
Apesar de ter uma certa lógica por trás do roteiro, falta um contexto para o mesmo. Aparentemente a imprensa divulga sem recriminar o jogo, contudo, não é mostrada nenhuma reação do restante da população. O jogo se justifica pelo simples fato dos alunos se rebelarem contra o sistema de ensino empregado. E mesmo a imprensa cobrindo o vencedor de um jogo anterior, parecem não ter medo do que essa rebelião pode acarretar para eles.
Mas deixando o princípio frágil de seu roteiro de lado, o filme vai ganhando força, se focando em cada morte e a forma com que os alunos vão descobrindo que se trata de algo sério e que realmente correm perigo naquela ilha para onde são levados.
Além do foco dado para as mortes, que são mostradas uma a uma, inclusive com relatórios feitos de hora em hora sobre as novas baixas acontecidas na última hora, o diretor mostra que os alunos se dividem em grupos que acreditam que poderão sair do jogo de uma outra forma que não seja o massacre de todos e essas relações, que acontecem nos pequenos grupos formados, também dá uma nova vida ao filme, que termina da forma que começou, sem muita explicação, mas deixando um resultado que impressiona pela sua boa condução e realização.
Minha Nota: 6.8
IMDB: 7.8
domingo, 6 de maio de 2012
Antes que o mundo acabe - (Antes Que o Mundo Acabe)
O filme é a estréia da diretora ANA LUÍZA AZEVEDO na direção de longas metragens e é baseado no livro de mesmo título apresentado pela diretora por seus filhos. Com uma narrativa apoiada no recurso de voice-over, ora com a irmã mais nova ora com o pai do protagonista, fazendo narrativas que lembram muito os textos de JORGE FURTADO em seus trabalhos, mas mesclada com canções que dão nova roupagem ao recurso, o filme conta a história de um adolescente e seu universo de descobertas, amigos e amores próprios da idade e a sua relação com a aparição de cartas de seu pai, que ele não conhece desde que nasceu.
O pai tenta justificar para o filho, o que aconteceu para que ele deixasse tanto ele quanto a mãe antes de seu nascimento. Ele fotógrafo, quer registrar coisas fantásticas que acontecem no mundo nos dias de hoje e que tem um tendência a acabar, principalmente com a crescente globalização pela qual passamos e com essa roupagem, o filme aproveita para abordar assuntos realmente interessantes.
Além disso, uma subtrama de uma paixão adolescente se desenrola durante todo o filme, o que ao mesmo tempo pode ser considerado o ponto frágil do filme, como pode ser o que conquiste grande parte do público, por sua delicadeza e beleza próprias do tema.
A obra ganhou diversos prêmios no Festival de Paulínia e na Mostra de cinema de São Paulo.
Minha Nota: 6.4
IMDB: 7.1
Amantes - (Two Lovers) - 2008
Terceiro filme do diretor JAMES GRAY que fez anteriormente CAMINHO SEM VOLTA (200) e DONOS DA RUA, OS (2007) esse AMANTES (2008) conta a história de um homem solteiro que vive com seus pais e se vê dividido entre a bela e misteriosa vizinha que acaba de se mudar e a amável filha de uma família de amigos, apresentada por seus pais.
O começo do filme já mostra que o personagem de JOAQUIN PHOENIX é uma pessoa perturbada ou que está passando por algum momento muito difícil, já que ele tenta se matar. Mas ao chegar em casa e ver a reação de sua mãe, podemos concluir acertadamente que ele tem algum problema psicológico emocional.
Talvez a existência desse problema, justifique todo o argumento do filme, já que a personagem de sua vizinha, interpretada pela maravilhosa GWYNETH PALTROW por quem ele se apaixona perdidamente, o faz de bobo mais de uma vez e somente uma pessoa muito inocente ou com problemas, poderia aceitar e cometer novos erros assim.
A personagem de VINESSA SHAW é meiga, linda e muito ligada as tradições, além disso, parece estar interessada realmente no perturbado rapaz, por já ter cruzado outras vezes com ele e já estar observando-o.
O que talvez não tenha me agradado muito, é a conclusão do filme, que mostra toda uma gama de fatos que não geram consequências para os envolvidos. Isso acaba criando uma sensação de desconforto para o espectador, mas também, pode ser justamente a intenção de seus criadores.
Minha Nota: 6.4
IMDB: 7.1
sábado, 5 de maio de 2012
Guerra nas Estrelas - (Star wars) - 1977
Já tem um bom tempo que quero reservar um tempo para assistir novamente todos os 6 filmes da saga de GUERRA NAS ESTRELAS (1977) e aproveitar a oportunidade para apresentar ao meu filho, Marco Túlio, esse trabalho, que na verdade, é como uma tatuagem na cabeça da gente, pois é muito difícil não encontrar referências desse trabalho, em desenhos, hqs, enfim, até mesmo em seriados americanos, de tanta força que esses filmes possuem.
Esse era apenas o terceiro trabalho de GEORGE LUCAS na direção de longas metragem e conta a história de um garoto de fazenda que une forças aos rebeldes para salvar o universo da ameça criada pelo império, a estrela da morte. Esse é o quarto capítulo da história e Lucas disse que resolveu começar a contar a história desse capítulo, por não ter recursos técnicos para os capítulos anteriores, que segundo ele, precisariam de mais tecnologia disponível do que existia na época.
Na verdade, o resultado conseguido é simplesmente fantástico, o filme não tem nada em excesso, nada que o torne massante ou demorado, sua duração é exatamente o tamanho necessário. A história é dinâmica, e apesar de um elenco que não encanta por seu carisma, exceto HARRISON FORD que consegue fazer um capitão mercenário cativante e engraçado, mas o diretor consegue aplicar a importância de cada personagem, sem precisar de atuações brilhantes para que eles conquistem o público. Outro ponto fortíssimo do filme, é seu roteiro, que é perfeito e cheio de elementos que contam uma história sem precisar revelar muito por trás dela, e ainda assim, mostram um capítulo que tem início, meio e fim.
O filme recebeu indicação a Melhor filme, Diretor, Ator Coadjuvante e Roteiro Original, mas arrebatou todos os prêmios da academia considerados hoje em dia como técnicos e o mesmo ocorreu no Globo de Ouro.
Minha Nota: 8.8
IMDB: 8.8
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Chave de Sarah, A - (Elle s'appelait Sarah) - 2010
Filme do diretor francês até então desconhecido para mim GILLES PAQUET-BRENNER, esse CHAVE DE SARAH, A (2010) conta a história de uma jornalista que parte em uma peregrinação atrás de uma vítima do episódio acontecido na França em 1942, em que centenas de judeus foram confinados em um velódromo durante o início da segunda guerra mundial e das consequências trágicas desse episódio na vida da família dessa vítima.
Utilizando o recurso de hora contar a história através da pequena Sarah e em outro momento através da jornalista que está escrevendo sobre o episódio que envergonhou a história francesa, o filme mostra que o passado é remoto e intrincado, mas a persistência e devoção demonstrada pela personagem de KRISTIN SCOTT THOMAS, que vê a sua vida ligada a história de Sarah, quando está para se mudar para um apartamento onde a menina viveu no ano de 1942.
Toda a luta para desvendar a história revelam uma mulher que está se refugiando nessa catástrofe, para amenizar e fugir de problemas pessoais pelos quais está passando com seu marido e a sua gravidez. Remexendo no passado, ela traz a tona mesmo sem ter a intenção de fazer isso, pois é motivada apenas por sua curiosidade, um passado que não era revelado aos envolvidos.
Como que por milagre, nos vemos totalmente envolvidos pela história e o diretor consegue emocionar profundamente ao espectador, quando o filme se aproxima de seu final. Uma verdadeira demonstração de como o cinema pode ser fascinante e ao mesmo tempo, cumpre o papel de informar e nos unificar com a história da humanidade.
Minha Nota: 7.2
IMDB: 7.3
Albergue, O - (Hostel) - 2005
Já faz tempo que ALBERGUE, O (2005) foi lançado e eu já havia visto algumas partes sem nunca concluir o filme e coloquei ele dessa vez dentro da minha lista de filmes a serem vistos já que o nome de ELI ROTH sempre está ligado ao nome de um dos diretores de que mais gosto, QUENTIN TARANTINO que é produtor executivo dessa obra. Me parece que ele gosta de produzir filmes de gêneros que são sua preferência pessoal e sempre vale a pena saber e se inteirar das preferências desses monstros sagrados do cinema.
O filme conta a história de três amigos que estão fazendo uma viagem pela Europa e que ficam sabendo de um lugar na Eslováquia, onde garotas maravilhosas adoram fazer sexo com qualquer estrangeiro, contudo, a trama se revela um filme cheio de sadismo e tortura psicológica.
Na verdade, o filme é muito sangue e muita mulher bonita, sem conseguir causar uma empatia em seu espectador e nem mesmo uma forma de identificação com qualquer um de seus personagens. Parece ser usado como uma válvula de escape para colocar na tela, violência e brutalidade e parece ter um público que tem uma atração forte por filmes assim.
Nem mesmo a sensação de medo e terror que muitos podem imaginar encontrar aqui, não estão presentes, na verdade, esse é um de muitos títulos que primam o gore acima de tudo, cenas de pura violência e dilaceração de membros de pessoas vivas, apenas para ver o quanto elas irão gritar e se desesperar nesses momentos.
A história tem um papel secundário e sempre é resolvida em poucos segundos, deixando espaço para o que realmente a obra da valor.
Minha Nota: 6.2
IMDB: 5.8
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Crime delicado (Crime delicado) - 2005
Minha primeira experiência oficial com o trabalho do cineasta BETO BRANT, digo oficial por que já vi INVASOR, O (2002) e também MATADORES (1997), mas como já faz um bom tempo que vi esses trabalhos e preciso revê-los para emitir algum parecer, considero esse CRIME DELICADO (2005) minha primeira experiência.
Na história, um respeitado crítico de teatro, se encanta por uma jovem modelo de nu artístico que tem relacionamento com um pintor. A partir daí, ele começa a questionar sua solidão e os sentimentos que passam por ele com relação a modelo, gerando ciúme além da dificuldade de conviver com o desejo.
O filme ganhou prêmios de Melhor Roteiro, Melhor Diretor e Melhor fotografia em diversos festivais brasileiros, além da indicação em outras categorias.
Quanto ao meu parecer, o diretor consegue deixar palpável o erotismo que fascina o protagonista do filme, vinda da modelo, que demonstra ser uma pessoa que vive bem com sua deficiência, mas ao mesmo tempo, precisa de bebida e remédio tarja preta, para continuar vivendo bem. O crítico, é um personagem que tem total controle de seu mundo, muito direto em seus comentários e consciente de seu trabalho. O encontro dos dois, serve para tirá-lo de seu eixo, fazendo com que ele experimente inseguranças e incertezas.
O roteiro é muito simples e um tanto quanto frágil. Na verdade, achei um pouco forçado tanto os textos, quando os fragmentos de peças mostrados, todos aparentemente com o objetivo de elevar o nível intelectual da obra, que pode ser notado também tanto nos textos escritos pelo personagem de MARCO RICCA quanto nas pinturas feitas da modelo de uma perna só.
O envolvimento também acontece de forma muito rápida, talvez fruto de um isolamento ao qual o personagem do crítico se propunha. Mas de qualquer forma, a falta de segurança da modelo ao acusar o personagem do crítico no chamado crime delicado, também enfraquece um pouco a obra que tem uma duração muito curta e serve mais para questionar do que realmente mostrar algo.
Minha Nota: 5.8
IMDB: 6.5
2 coelhos - (2 coelhos) - 2012
Ta certo que como o filme 2 COELHOS (2012) é o primeiro longa metragem do diretor AFONSO POYART tanto na direção, quanto no roteiro de um longa metragem, fica fácil falar que o rapaz colecionou um monte de referências que fazem parte de seus preferidos diretores e efeitos especiais e que os despejou todos em seu filme, mas o que não pode deixar de se falar, é que ele fez isso com um talento fantástico.
O filme conta a história de um rapaz, perto de completar 30 anos, que não tem ainda definido um rumo para sua vida e que narra para os espectador, uma história cheia de reviravoltas e não linear, apresentando diversos personagens e seus defeitos.
A dinâmica do filme é muito boa. Conseguindo prender a atenção do espectador até mesmo quando esse está prestes a desistir de entender o que se passa na trama, que diga-se de passagem, por não ser contada de forma linear e de fácil compreensão, já que esse é o principal objetivo do diretor, esconder o plano de seu protagonista para poder causar em quem assiste uma nova surpresa ao final de cada elipse do filme.
Além disso, a não utilização de estrelas ou carinhas conhecidas em mais personagens, é um bom artifício para que assim, fique mais fácil se prender a história e não a um ou outro personagem. Efeitos especiais dos mais diversos tipos são empregados e com sabedoria na maior parte dos casos, tudo em prol da dinâmica que o filme emprega desde o seu início.
Alguns pontos negativos e falhas podem ser notados, como a falta de estrutura de alguns personagens, como o de CACO CIOCLER, o excesso na utilização de efeitos como as sequências que rementem a SUCKER PUNCH - MUNDO SURREAL (2011) ou até mesmo a falta de comoção em qualquer ponto do filme, sejam um problema pois não cria um vínculo direto com o público, mas nada disso consegue diminuir o resultado final da obra, que por ser uma obra de estréia, merece na minha opinião, mais crédito ainda. E quanto ao vínculo, podemos dizer que 2 coelhos cria um vínculo direto com a diversão.
Minha Nota: 7.8
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Era uma Vez na Anatólia - (Bir zamanlar Anadolu'da) - 2011
Meu primeiro filme do diretor turco NURI BILGE CEYLAN que também foi meu primeiro filme turco, na verdade não foi a experiência gratificante que eu esperava, inda mais depois de ter visto que o crítico Pablo Villaça havia indicado 5 estrelas para essa obra.
Na verdade, esse ERA UMA VEZ EM ANATÓLIA (2011) é um filme bastante contemplativo, com uma narrativa sem pressa de contar a sua história e que aproveita para relatar pequenos fatos e situações, através da peregrinação de seus personagens, um grupo de policiais e dois suspeitos de um crime, através das estepes de Anatólia.
Coisas como a ausência de energia elétrica, a necessidade de um necrotério para que os mortos fiquem conservados e tenham um lugar para que seus parentes vindos de longe possam se despedir, além de uma trama inesperada, nascida de uma história contada entre dois personagens do grupo, são subtramas que tentam manter a atenção do espectador para o filme, que não tem muito a mostrar e faz questão de não revelar nada, deixando o espectador a deriva da viagem, assim como seus personagens estão.
Um dos méritos que podem ser exaltados no filme, são as tomadas feitas através do distanciamento da câmera, logo no início do filme, mas que também são repetidas durante a sua longa duração, inclusive, o diretor consegue um efeito dos faróis do comboio de 3 carros e da poeira de uma beleza ímpar, contudo, a narrativa lenta e a duração muito comprida, prejudicam muito o resultado final na minha opinião, tornando o filme cansativo e desinteressante.
Minha Nota: 6.2
IMDB: 8.0
Malu de bicicleta - (Malu de bicicleta) - 2010
Baseado no romance de Marcelo Rubens Paiva de mesmo nome, MALU DE BICICLETA (2010) conta a história de um empresário paulista que está passando um tempo no Rio de Janeiro e cruza com uma moça por quem ele se apaixona e começa um romance.
Com direção de FLÁVIO R. TAMBELLINI, o filme tem muito da história de Dom casmurro, pois, o personagem de MARCELO SERRADO se envolve com a maravilhosa FERNANDA DE FREITAS que já tem um monte de amigos e com isso, coloca uma pulga atrás da orelha de seu amado, que começa a se consumir por conta disso.
Senti falta de um maior foco nas cenas dos envolvimentos do protagonista com seus casos. Apenas uma cena entre ele e Fernanda Freitas, não passou a paixão entre os personagens da forma que deveria ser feito.
Além disso, o envolvimento com a personagem de MARJORIE ESTIANO completa o ciclo da catástrofe, mas isso é imposto e fica superficial.
Minha Nota: 5.8
IMDB: 6.2
Amanhã nunca mais - (Amanhã nunca mais) - 2011
Primeiro trabalho na direção de longas metragens de TADEU JUNG, esse AMANHÃ NUNCA MAIS (2011) conta a história do personagem de LÁZARO RAMOS, um médico-anestesista que trabalha em excesso e não sabe dizer não. Com o casamento em crise graças a sua ausência constante, ele enfrenta uma noite inusitada para chegar com o bolo do aniversário de sua filha antes do final da festa.
O filme começa com a apresentação dos créditos sendo feita enquanto as ruas de São Paulo são mostradas de dentro de um carro em alta velocidade, como num jogo de corridas o que somado a uma fotografia urbana e música de Arnaldo Antunes, dá um tom agoniante e meio depressivo.
Depois da sequência inicial, o personagem está preso em um engarrafamento e ai o filme volta uma semana para tentar explicar a estória que o personagem está vivendo naquele momento.
Com esse recuo no tempo, mal vemos que o personagem de Lázaro é casado com a maravilhosa FERNANDA MACHADO, tem uma sogra detestável, na verdade a palavra mais acertada seria asquerosa e uma filha. Um pouco reprimido, existe uma certa tratativa com o aparentemente sempre azarado personagem, que em alguns momentos até tenta se impor, mas sempre é engolido pelas pessoas a sua volta que o exploram o tempo todo. Mas tudo isso, é o pano de fundo para uma séria de sequências que vem a seguir, que tem por único objetivo fazer com que a gente ria das desgraças do personagem.
Acredito que se o tom dado ao personagem de Lázaro não fosse tão sério, seria mais fácil se divertir com as situações pelas quais ele passa, pois apresentado como foi, alguns podem ter um certo remorso de achar graça das desventuras do herói.
Minha Nota: 6.4
IMDB: 4.6
Las acacias (Las acacias) - 2011
Primeiro filme argentino que vejo que não tem o ator Ricardo Darin como protagonista. Na verdade, cheguei até esse LAS ACACIAS (2011) depois de ter lido um post do crítico de cinema Pablo Villaça que deu 5 em 5 estrelas para o filme e resolvi conferir a dica do famoso crítico.
O filme conta a história de um caminhoneiro solitário que está no Paraguai para buscar um carregamento de madeira com destino a Argentina e que dá carona para uma mulher e sua filha de cinco meses que também estão indo para a capital desse país.
Esse é o primeiro trabalho do diretor PABLO GIORGELLI em longa metragens que não seja o formato de documentário e ele passa a maior parte da obra, nos mostrando a viagem dos personagens, com a câmera fixa, sem movimentos, hora um movimento muito suave para em seguida novamente, fixar a câmera nas reações sutis de cada personagem ao longo do curso.
E acredito que essa fixação da câmera seja a grande arma do trabalho, pois assim, são captados momentos verdadeiramente mágicos como a garotinha brincando com a tampa da garrafa de mate, parando um choro quase que por encanto. Em outro momento, é captado um sorriso quando ela vai para o colo do caminhoneiro que se oferece para pegá-la pela primeira vez na obra. Ou ainda, o momento que sua mãe está dormindo, e enquanto o caminhoneiro está brincando com ela, ela adormece, tudo isso como se fosse uma atriz completamente ciente de seu papel e de seu trabalho.
Minha Nota: 6.8
IMDB: 7.1
terça-feira, 1 de maio de 2012
Bonecas Russas - (Les poupées russes) - 2005
Já nos créditos iniciais do filme, mostrados em um mosaico com cenas dessa obra e de seu antecessor, vemos um cuidado que a tornam um pequeno primor.
Cinco anos após o verão que passaram juntos em Barcelona, o personagem de ALBERGUE ESPANHOL (2002) se encontra ainda em uma vida conturbada tanto profissionalmente quanto amorosamente. Em busca de descobrir sua verdadeira relação com o amor e com a vontade de escrever seu livro, em meio a trabalhos pequenos que lhe tomam o tempo e não garantem sua independência financeira.
Ainda ressaltando os diálogos como é característica do cinema francês, o diretor nos brinda com diversas frases maravilhosas, colocadas em cenas sempre muito bem empregadas, que trazem a narrativa para um patamar agradável e interessante a todos aqueles que já eram fãs do primeiro trabalho. Outro fator que reforça o valor dado aos diálogos, é o emprego da câmera acelerada, que também foi utilizada no trabalho anterior e a presença dos mosaicos, como meio de incrementar a informação passada, sem esquecer do humor refinado que cada personagem traz em sua composição.
Em diversos momentos, veio a memória o trabalho de RICHARD LINKLATER com sua obra maravilhosa de ANTES DO AMANHECER (1995) e ANTES DO PÔR-DO-SOL (2004), com momentos singelos de beleza e romance como a muito não via. Isso tudo mostrado na forma de pequenas histórias fragmentadas, que servem para contar a visão do autor diante do amor e dos relacionamentos entre homens e mulheres.
Todos esses fatores resultam num trabalho, a meu ver, mais forte e maior que o seu primeiro filme, tornando BONECAS RUSSAS um trabalho mais maduro e agradável de CÉDRIC KLAPISCH.
Minha Nota: 7.6
IMDB: 7.0
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