segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Estudante, O - (The first grader) - 2010


O diretor inglês JUSTIN CHADWICK fez diversos trabalhos para a TV e esse O ESTUDANTE (2010) é apenas o segundo longa metragem feito pelo diretor para o cinema.

A verdadeira história de um queniano, ex combatente da liberdade que aos 84 anos,  tem que lutar pelo seu direito de ir à escola pela primeira vez para obter a educação que ele nunca poderia pagar.

O filme consegue emocionar, apesar de não ter acontecido comigo, acredito que pela forma que vi o filme, de maneira fragmentada, mas é uma história emocionante e muito bonita. Que além de retratar a luta de um homem já idoso pelo direito de estudar, aborda temas como o preconceito, valorizar o passado de uma nação e a luta pelos seus ideais.

Com um andamento correto e uma fotografia que consegue retratar a pobreza que assola algumas regiões africanas, o filme mostra várias qualidades, inclusive nas interpretações de OLIVER LITONDO e da bela EMILY NJOKI que fazem os papeis do ex combatente que deseja educação e da obstinada professora que abraça o desejo do velho homem. 

Um aspecto que chegou a me incomodar no filme, é a falta de clareza, a obscuridade sob a qual são mantidos, os fatos que antecederam a independência do pais, apensar de entender que o diretor quis mostrar apenas o sofrimento pelo qual o ser protagonista passou até aquele momento da sua vida, mas não tem como não exaltar o valor da bela história contada. O filme arrecadou um prêmio da opinião pública em um festival menor.

Minha Nota: 6.0
IMDB: 7.1

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Elas - (Elles) - 2011


Trabalho da diretora polonesa MALGORZATA SZUMOWSKA que foi escolhida para dirigir esse ELAS (2011) depois que as produtoras do filme viram seu filme anterior. Eu particularmente, não conhecia nenhum trabalho da diretora até então.

O filme conta a história de alguns dias na vida de uma jornalista, interpretada pela bela e talentosíssima atriz francesa JULIETTE BINOCHE, que mergulha nas histórias de duas prostitutas para escrever uma matéria para a revista onde trabalha em meio a uma vida conturbada cuidado de seus dois filhos e um marido aparentemente nada presente.

A obra se revela um filme de atores, mas apenas com a luz da magnífica Juliette iluminando a cena. Sua interpretação é fabulosa e carrega o filme nas costas. Fica a impressão de que ela consegue passar para as moças que interpretam as jovens entrevistadas, seus dotes de atriz, pois as cenas em que as atrizes aparecem juntas, são a grande força do filme, que nesse texto fica parecendo ter realmente uma força muito grande, mas infelizmente, todo esse talento não consegue transformar a obra em um filme grande, quiçá apenas interessante.

Uma curiosidade, foi uma mentira contada pela atriz polonesa JOANNA KULIG, que interpreta uma das meninas, que disse a diretora que sabia falar francês e por achar essa atitude corajosa a chamou para fazer o papel.

Minha Nota: 5.6
IMDB: 5.8

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Memórias - (Stardust Memories) - 1980


Sou obrigado a confessar que depois de ter visto vários filmes ao longo da minha vida, não tantos quanto eu gostaria de ter visto é claro, mas muitos a ponto de me tornar apaixonado por essa arte que serve a diversos propósitos, de entreter a sensibilizar, sou surpreendido por sentimentos que não consigo explicar ao certo. Lembro que algo parecido aconteceu quando vi MENINA DE OURO (2004) em que no lugar de me emocionar ou levar as lágrimas, como eu já esperava, me deixou engasgado. Liberalmente engasgado. 

Dessa vez, vendo esse MEMÓRIAS (1980), diretor mais do que renomado WOODY ALLEN, senti uma sensação de iluminação em seu final, que confesso nunca havia ocorrido em nenhum outro momento.

No filme, temos a história de um diretor muito conhecido, como sempre interpretado pelo próprio Allen, que ao assistir uma retrospectiva de sua obra, relembra dos acontecimentos de sua vida, seus amores e fontes de inspiração de seus filmes.

É incrível como ele faz uma crítica ao seu trabalho, as suas neuroses, ao seu comportamento na sociedade, mencionando o seu narcisismo, aos fãs que o atormentam constantemente, enfim, ele deixa claro vários pontos que realmente fazem todo o sentido para suas obras, mas que no lugar de serem problemas em seus filmes, são o que fazem de WOODY ALLEN um verdadeiro gênio, apesar do diretor negar veemente que o filme não é auto biográfico e sim, totalmente fictício. Não tem como não reverenciar um craque como esse. Allen também confessou que MEMÓRIAS (1980) juntamente com A ROSA PÚRPURA DO CAIRO (1985) são seus trabalhos favoritos.

Minha Nota: 6.4
IMDB: 7.3

Morte pede carona, A - (The Hitcher) - 2007


Decidi no meu final de noite de quarta feira, assistir a esse terror que já havia passado em outras oportunidades, A MORTE PEDE CARONA (2007) do diretor DEVE MEYERS que tem nesse o seu segundo trabalho para o cinema, mas já tendo em seu currículo uma série de shows, vídeo clipes e filmes para tv.

A obra é uma refilmagem de A MORTE PEDE CARONA (1986) que foi um filme que eu vi na época e que fez um certo reboliço, pois naquele momento, com a mídia que tínhamos, ninguém imaginava que coisas tão abomináveis pudessem acontecer a pessoas que dessem carona a um estranho. Hoje em dia, não se espera algo muito diferente do mostrado na obra.

O roteiro é o mesmo de seu antecessor, que teve na interpretação do ator RUTGER HAUER seu ponto forte, ele que vinha de um trabalho que o projetou para o estrelato, O FEITIÇO DE ÁQUILA (1985), além de outros. Inclusive usaram até mesmo cenas que tornaram o filme forte, como a do carona no carro de uma família, sentado atrás de um bicho de pelúcia, do lado do filho do casal.

Nessa nova versão, o resultado é até satisfatório para os apreciadores do gênero. O filme chega a criar uma certa atmosfera de tensão e também consegue pregar pequenos sustos. Vale dizer que a presença da jovem e belíssima atriz SOPHIA BUSH é um colírio para os olhos, além de ter algumas canções bem legais de fundo.

Acredito que o filme só não deixa uma melhor impressão, por que quem viu o original, não se surpreende com a nova versão, o que perde grande parte do divertimento.

Minha Nota: 5.6
IMDB: 5.5

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

A culpa é sua - (Por tu culpa) - 2010


Terceiro longa da diretora argentina ANAHÍ BERNERI e que conta uma noite na vida de uma mãe que está tomando conta de seus dois filhos e que tenta trabalhar enquanto as crianças agitadas brincam.

O filme é um drama lento, que tenta nos colocar dentro das dificuldades que a mãe passa com suas crianças agitadas e hiperativas, ligações de seu marido que está em viagem a trabalho e de sua mãe que é distante e muito ocupada. Depois que um dos meninos se machuca, a mãe resolve levá-lo ao hospital, onde o pediatra acredita que as crianças estejam sofrendo violência doméstica.

A diretora consegue em determinados momentos, colocar o espectador envolvido em desvendar o que realmente acontece por trás desse drama familiar, já que não são passadas muitas informações para o público, anteriores aos acontecimentos daquela noite e o tom que é escolhido para iniciar a trama, chega a deixar qualquer um confuso, quando é mostrada uma brincadeira entre a mãe e os filhos, de uma maneira que chega a nos despertar um certo suspense por sua solução, contudo, esse tom se perde no decorrer do filme, que parece arrastado em sua solução e sem muitos acertos.

Não acontece o desenvolvimento de nenhum dos personagens, o que incomoda, e ficamos a mercê de acompanhar a história sem que nenhum novo fato mude esse tom monótono e contemplativo que é adotado pela diretora. 

Uma frase que li sobre o filme e que poderia até acrescentar valor a obra é: "somos nós que os outros vêem, ou somos nós que nos permitimos ser vistos pelos outros? A opinião dos outros é que delimita a nossa própria identidade". Contudo, essa reflexão, me parece um pouco forçada e não é abordada no filme de forma adequada na minha opinião.

Minha Nota: 5.0
IMDB: 7.0

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Desisto - (Hemel) - 2012


Esse é o segundo trabalho da diretora alemã SACHA POLAK que teve seu primeiro longa lançado diretamente para a TV e antes disso, fez 3 curtas e passa por um curto período na vida de uma adolescente que parece viver um drama na busca por diferenciar o sexo e o amor. Sem ter conhecido sua mãe e convivendo esporadicamente com um pai que troca de relacionamentos com uma frequência grande, ela mostra uma revolta muito grande, sempre com aparições ácidas e constrangedoras, que tenta gritar o quanto está revoltada, mas sem sequer entender ao certo por qual motivo.

O filme tem um andamento lento, que tenta nos envolver no drama dessa moça, HANNAH HOEKSTRA que parece muito fisicamente com a atriz EMMA WATSON e é na interpretação dessa jovem atriz que o filme consegue ganhar uma certa força, já que tanto o roteiro, quanto os diversos cortes inseridos no filme, temos a sensação de estarmos perdidos, o que obviamente era o objetivo de sua diretora, mas que acaba revertendo o trunfo, em seu principal ponto fraco na minha opinião. 

Apesar de algumas cenas fortes, no que diz respeito aos envolvimentos sexuais pelos quais sua protagonista passa, nada de muito expressivo é mostrado na tela, mas essa temática de sofrimento e desse tema tão atual, que é a dificuldade que muitas pessoas vem pregando quanto a dura realidade pela qual passamos, de afastamento humanitário e cada dia mais preocupação pelo ter no lugar do ser, valeu ao filme um prêmio dado pelo voto popular para a diretora SACHA POLAK em um festival alemão.

Minha Nota: 5.4
IMDB: 5.4

terça-feira, 31 de julho de 2012

Busca da terra do nunca, Em - (Finding neverland) - 2004


É impressionante o poder de emocionar que esse filme tem sobre mim. Se me recordo bem, essa é a 5ª vez que veja EM BUSCA DA TERRA DO NUNCA (2004) do diretor alemão MARC FORSTER, que também é autor de obras como A ÚLTIMA CEIA (2001), A PASSAGEM (2005) e MAIS ESTRANHO QUE A FICÇÃO (2006). Obras que tem valor inegável para qualquer pessoa que goste de cinema. 

Acredito que o poder de emocionar que uma obra tem sobre seu espectador, depende demais da vivência dessa pessoa diante da história que é contada e nesse filme, o diretor nos conta como um escritor teatral, cria a história de Peter Pan, o menino que desistiu de crescer, que por si só já é uma história fantástica criada para crianças, mas que com o tempo, vem tendo sua verdadeira temática discutida, dando origem até  mesmo a teorias psicológicas sobre pessoas que não cresceram emocionalmente.

Além de uma história emocionante, ainda temos presente nesse filme, interpretações esplendidas dos já consagrados JOHNNY DEPP e de KATE WINSLET, sem deixar de falar da presença do garoto FREDDIE HIGHMORE que está brilhante no papel do garoto que sofre demais com a perda recente de seu pai. O filme também não é só emoção e lágrimas e a presença de DUSTIN HOFFMAN como produtor teatral, preocupado com os custos e ganhos que suas peças lhe proporcionam, dá o tom cômico que torna a obra ainda mais agradável.

A fotografia é de uma beleza e uma delicadeza mágica. E acho que não me cansarei nunca de falar dessa obra que é tão querida por mim.

O filme concorreu ao Óscar de melhor filme, melhor ator e melhor roteiro adaptado além de outras categorias menores e levou a estatueta de melhor trilha sonora original, perdendo o prêmio principal para MENINA DE OURO (2004).

Minha Nota: 9.2
IMDB: 7.8

Chave, A - (La chiave) - 1983


Mais um filme da obra do diretor italiana TINTO BRASS visto. Dessa vez, um filme da década de 80, quando o diretor ainda não expunha por completo e com a mesma ênfase que fez nos anos 2000, os órgãos genitais tanto masculino quanto feminino, mas já nesse A CHAVE (1983), temos novamente o erotismo como tema principal da obra.


No filme, um professor de arte, casado a vários anos com uma bela mulher, tenta descobrir uma forma de reacender o fogo de seu casamento e usa de um recurso interessante, deixa a chave de seu escritório a mostra, para que sua mulher consiga ler o que ele escreve em seu diário. Nesse diário, ele coloca esse desejo de reacender o seu casamento e de que sua mulher se torne mais solta e se renda a seus desejos mais secretos. Para isso, ele envolve o namorado de sua filha na trama, fazendo que com que sua mulher comece um caso com o rapaz.


Belíssima a atriz italiana STEFANIA SANDRELLI, como é comum na obra desse diretor, de trazer belas mulheres em suas projeções. Ele continua a usar alguns recursos que são recorrentes ao seu trabalho. Espelhos, mulheres se lavando ao bidê ou mesmo em uma bacia, a câmera fixa em um ponto do quarto, enfim, tudo que é característico de seu cinema. Inclusive, algumas locações, se repetem na bela Itália que é usada de fundo para suas histórias.


Um fato interessante, é que o filme aproveita para registrar um pouco da empolgação italiana com a guerra que se aproxima e com a influência fortíssima de Mussolini e da filosofia fascista que imperou na Itália nessa época.


Mas assim como vários elementos recorrentes de sua obra são apresentados, a fraqueza do enredo está presente também nessa obra, mas também como sempre, não retira do filme as idéias controversas sobre a relação homem, mulher e sexo, que o diretor propõe discutir e que trazem uma profundidade maior do que a simples exibição do erotismo exacerbado na tela.


Minha Nota: 5.4
IMDB: 5.4

domingo, 29 de julho de 2012

Sei que vou te amar, Eu - (Eu sei que vou te amar) - 1986


Filme dirigido e escrito pelo crítico de cinema e jornalista ARNALDO JABOR, que conta a história de um jovem casal recém separado, que se encontram para tentar esclarecer os motivos que os levaram a separação.


Na verdade, tudo é muito poético e nesse clima de poesia e lirismo, o diretor aproveita para propor uma discussão que muda seu foco a cada instante. Hora o ponto de vista masculino da relação hora o ponto de vista feminino. Mais que isso. O diretor adentra o complexo universo de sentimentos pelos quais quaisquer casais passam, com as cobranças, momentos de rotina, dificuldades, todas essas coisas que são pertinentes a todo casamento.


A atriz FERNANDA TORRES tem um desempenho memorável, que lhe rendeu a Palmal de Ouro de Cannes, aos 21 anos de idade, contudo, o lirismo excessivo e uma dose muito forte de loucura na solução do enredo que intriga tanto e nos faz pensar tanto, faz com que a obra perca um pouco do seu brilho, mas de qualquer forma, uma obra que trada da dura tarefa de discursar sobre o amor e suas infinitas interpretações.


Minha Nota: 6.0
IMDB: 6.5

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Busca de um Assassino, Em - (Texas Killing Fields) - 2011


Esse é apenas o segundo longa metragem dirigido pelo americano AMI CANAAN MANN mas que apresenta um elenco de jovens e talentosos atores, digno de grandes diretores de Hollywood.


Baseado em uma história verídica, o filme nos traz de volta uma temática que não está mais tão em uso. O filme policial com elementos de investigação, vários suspeitos e um serial killer. Mas seu ponto alto, são as interpretações dos talentosos SAM WORTHINGTON, JEFFREY DEAN MORGAN, CLOE GRACE MORETZ e da encantadora JESSICA CHASTAIN.


A história é bem amarrada e mostra dois policiais bem diferentes. Um policial benevolente, recém-chegado a cidade, que demonstra preocupação com o próximo e que está bastante afetado pelos assassinatos cometidos na cidade e um outro que também se afeta com os ocorridos, mas que demonstra uma postuma mais durona, e tenta se manter atento aos casos apenas de sua jurisdição.


Com uma atmosfera de intriga interessante e alguns personagens bem construídos, o filme me chamou um pouco a atenção, mas não chega a ser uma obra prima, pois o diretor se entrega a várias soluções fáceis, que diminuem a obra na minha opinião.


Minha Nota: 6.0
IMDB: 5.4

terça-feira, 24 de julho de 2012

Deus abençoe a américa - (God bless america) - 2011



Desde 2001 o diretor e ex-ator BOBCAT GOLDTHWAIT vem lançando filmes, hora direto para a TV, hora para o circuito de cinema, mas sem conseguir fazer nada notável pelo visto. Esse DEUS ABENÇOE A AMÉRICA é a minha primeira experiência com seu trabalho. 


O filme conta a história de um homem de meia idade, fracassado, solitário, que não suporta mais o excesso de futilidade, maus modos, falta de valores e respeito ao próximo que vê ao seu redor, seja na TV seja na sua vizinhança seja em seu ambiente de trabalho.


O início da obra é promissor, a medida que o diretor consegue imprimir um certo requinte de violência, que traduz talvez, a vontade escondida dentro de cada um, em tratar assuntos que se tornaram corriqueiros mas que são vergonhosos e que muitas vezes imaginamos poder solucioná-los como acontece no grande clássico UM DIA DE FÚRIA (1993), contudo, soluções fáceis, que são encontradas, mesmo que um pouco destoantes da realidade, acabam diminuindo um pouco os efeitos do filme.


Tudo bem que se trata de uma comédia, o que já dá ao seu realizador a liberdade de não se preocupar em encontrar soluções plausíveis para cada problema proposto, além utilizar o exagero para a maior parte das situações que critica e apoia, fazendo uma mistura dos dois aspectos não deixando claro para o espectador de que lado ele está, mas não posso deixar de falar do que me incomodou. Como comédia, são poucos os momentos de humor encontrados, apesar do sarcasmo estar presente quase que constantemente nos diálogos e chega a ser interessante o clima indie que o filme nos proporciona, apesar dos seus personagens, deixarem claro que não suportam esse tipo de filmes, como no diálogo em que falam o quanto detestam os autores de JUNO (2007).


Uma diversão leve, que mesmo exagerada, mostra um pouco da estupidez atual da humanidade e de como estamos deixando de lado, valores que poderiam tornar nosso mundo um lugar mais agradável para se viver, não só nos Estados Unidos da América.


Minha Nota: 5.0
IMDB: 7.4

Following - (Following) - 1998


Primeiro trabalho do fantástico diretor inglês CHRISTOPHER NOLAN, que se consagrou com o comentadíssimo BATMAN - O CAVALEIRO DAS TREVAS (2008), mas de quem eu não consigo deixar de me lembrar do clássico AMNÉSIA (200) além é claro do memorável A ORIGEM (2010).

E é imediatamente antes de Amnésia que o diretor lança o seu primeiro longa metragem, esse FOLLOWING (1998), dirigido e escrito pelo inglês, e que conta a história de um jovem escritor londrino, que começa a seguir estranhos na rua para colher material para seus trabalhos, mas acaba se envolvendo em algo que não esperava.

Impressionante como o filme parece ser um rascunho de Amnésia, com sua montagem nada linear, mas de uma forma que somente o diretor mesmo para conceber, pois com uma narrativa toda quebrada, ele nos municia de pequenas informações, que servem apenas para nos mergulhar na trama e no desejo por descobrir mais e mais da história que ele está contando.

O diretor mostra um domínio tão profundo de sua técnica, que consegue surpreender até mesmo o espectador mais afeito desse gênero, com suas inúmeras reviravoltas na trama, nos levando para destinos que são impensáveis para qualquer audiência.

Um primor, que talvez peque apenas na falta de recursos financeiros, que poderiam lhe render uma obra bem mais elaborada visualmente.

Minha Nota: 7.0
IMDB: 7.6

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Garotos de programa - (My Own Private Idaho) - 1991



Esse é um dos trabalhos do início da carreira do diretor americano GUS VAN SANT que posteriormente foi aclamado por trabalhos como ELEFANTE (2003) e GÊNIO INDOMÁVEL (1997). Na verdade, se trata de seu terceiro longa metragem e traz atores como RIVER PHOENIX e KEANU REEVES em início de carreira.

Na trama, temos dois amigos que vivem nas ruas de Portland como garotos de programa, embarcam numa viagem em busca do passado de um dos rapazes.

O filme tem algo desses filmes de viagem pois os protagonistas em diversos momentos, se encontra em localidades completamente diferentes, além disso, o diretor mostra também uma certa fixação com a estrada, com longas cenas de seus protagonistas hora parados apenas com uma estrada e o céu cheio de núvens como suporte. Outra impressão que fica ressaltada, são as cenas de sexo, onde o diretor abdica da cena em si, e mostra uma série de poses sensuais, como que em um ensaio fotográfico, mostrando de forma muito rápida, com cortes curtos, a beleza dos corpos envolvidos no ato, para em seguida, mostrar os atores depois do ato concluído.

Tirando essas impressões que demonstram uma certa mão de autoria de Gus Van Sant, o roteiro do filme não é forte, inclusive, essa é uma outra característica do trabalho do diretor, que não soluciona suas tramas, deixando a cargo de seu espectador, o desfecho que melhor lhe convier, o que é uma qualidade, mas que nesse filme me incomodou, pois seus personagens tão carentes de um passado, se mostram bastante perdidos e talvez essa sensação, que vem tomando conta de minha vida atualmente, tenha surtido um efeito de rejeição ao trabalho do autor.

O filme foi indicado e vencedor de diversos pequenos festivais nas categorias de diretor para GUS VAN SANT e ator para RIVER PHOENIX.

Minha Nota: 5.4
IMDB: 7.0

terça-feira, 17 de julho de 2012

Carne trêmula - (Carne trémula) - 1997



Sempre gostei muito dos trabalhos do espanhol PEDRO ALMODOVA e esse CARNE TRÊMULA (1997) mantém o padrão do diretor, trazendo uma história muito bem amarrada e intrigante, que mantém a atenção do espectador presa a cada acontecimento mostrado na tela.


O filme conta a história de de um rapaz depois de deixar a prisão, vai atrás de sua antiga paixão, que agora está casada com um ex-policial, jogador de basquete e paralítico.


O mérito do filme vem da forma como as histórias e os personagens se envolvem, tudo isso com a Espanha passando por um regime militar de repressão forte. Estão presente no trabalho, além do roteiro que é um primor, belíssimas atuações de LIBERTO RABAL e JAVIER BARDEM.


A presença da belíssima atriz italiana FRANCESCA NERI, enche a tela com sua beleza e carisma. Também podemos ver ÁNGELA MOLINA, com que o diretor trabalhou por várias vezes e uma pontinha da maravilhosa PENÉLOPE CRUZ.


Minha Nota: 6.8
IMDB: 7.5

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Ken Park - (Ken Park) - 2002



Depois de um bom tempo sem nenhuma nova postagem e também sem nenhum filme visto voltamos as atividades. E para retornar, irei primeiro escrever sobre um filme que já havia visto uma parte mas faltava concluir, o controverso e ousado para sua época KEN PARK (2002).


O filme conta a história de alguns jovens e os problemas que cada um identifica na sua vida. Uns vivendo com os pais sempre com vidas desregradas e a margem da sociedade.


Recheado de cenas impactantes que servem tanto para chocar quanto talvez para alertar ao público como a mente de um jovem pode ser conturbada, pelo menos é o caso dos jovens desse filme, a história tem uma ligação tênue, mas seu roteiro parece ter sido escrito apenas para impactar e escandalizar.


Mesmo para um filme de dez anos atrás, os temas continuam completamente tabus e são explorados fortemente.


Minha Nota: 5.4
IMDB: 5.9