sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Romance - (Romance) - 2008


Esse é o quarto trabalho do diretor pernambucano GUEL ARRAES diretor e roteirista de sucessos como LISBELA E O PRISIONEIRO (2003) e o inesquecível O AUTO DA COMPADECIDA (2000). Sou fã de seus trabalhos e estava muito empolgado para ver esse ROMANCE (2008) já que além da presença de Guel no roteiro, conta com a caneta do também fantástico JORGE FURTADO.


A história é sobre um casal de diretor e atriz, que iniciam uma peça que vai contar a história de Tristão e Isolda na agitada e conturbada cidade de São Paulo até que a atriz da companhia recebe o convite para fazer novelas no Rio de Janeiro.

O filme foi muito prazeroso para mim, pois ver uma série de citações de grandes obras que enaltecem o amor, como romântico inveterado, é fascinante e filmes que fazem isso, já ganham vários pontos comigo. Além disso, é indiscutível a riqueza que a atriz LETÍCIA SABATELA traz para a obra, enquanto que o ator WAGNER MOURA, apesar de uma interpretação meio blasé em diversos momentos do filme, também cumpre bem o papel de apaixonado.

Acredito que a apenas a falta de coesão entre as partes do filme, seja o motivo principal para que esse fosse considerado o melhor trabalho de Guel Arraes. Esse trabalho levou os prêmios de melhor ator, melhor atriz coadjuvante, figurino e maquiagem no Grande Prêmio Brasil de Cinema.

Minha Nota: 6.2
IMDB: 6.8

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Guerra é guerra - (This Means War) - 2012


É sempre bom a gente se descontrair com um trabalho como esse GUERRA É GUERRA (2012) do diretor americano MCG, que sempre está a frente de trabalhos considerados como blockbusters.

Nessa comédia, dois agentes da CIA disputam qual dos dois ficará com uma garota que acabam de conhecer. Como os dois são super espiões, vale usar todos os recursos disponíveis no seu intuito final.

O filme tem a bela e talentosa atriz, para o gênero é claro, REESE WITHERSPOON e o novato e talentosíssimo TOM HARDY, que engrandecem a obra e nos proporcionam um clima descontraído e interessante durante toda a sua exibição.

O descomprometimento comum das comédias românticas está presente e nem atrapalha em nada o desenrolar da trama, contudo, não consegui entender o motivo do diretor deixar o público torcer por um dos espiões e o frustar depois. Mas a diversão é garantida com certeza.

Minha Nota: 5.8
IMDB: 6.3

Delicadeza do amor, A - (La délicatesse) - 2011


Esse é apenas o segundo trabalho do diretor francês DAVID FOENKINOS e o primeiro longa metragem do mesmo e conta a história de uma mulher, recém casada e apaixonada, que perde seu marido inesperadamente. Para ocupar sua cabeça, ela se dedica toda sua vida ao trabalho mas acaba, quase que sem ver, se envolvendo com um colega de trabalho.

Acredito que a intenção do diretor, foi a de mostrar o processo delicado que é, amar uma pessoa. Como não acontece quando a gente quer, da forma que a gente quer, com a pessoa que a gente quer.

Como qualidade gritante, o filme traz a belíssima a interpretação da atriz AUDREY TAUTOU no papel da mulher que perdeu seu grande amor e que acredita que não encontrará outra pessoa que supra essa perda. Outra interpretação brilhante, que dá o tom cômico que é tão agradável no filme, é a do do ator FRANÇOIS DAMIENS que interpreta o colega de trabalho que se vê envolvido por sua chefe caxias e hiperativa.

Talvez a falta de seriedade que é exigida pelo gênero comédia tire um pouco do que poderia ser um trunfo, que é sensibilizar o espectador que se envolva com a história dos colegas de trabalho que constroem aos poucos um caso de amor.

Minha Nota: 5.4
IMDB: 6.3

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios - (Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios) - 2011


Filme do diretor paulista BETO BRANT, de quem vi dois trabalhos. O excelente O INVASOR (2002) e o controverso e complicado CRIME DELICADO (2005). Cheguei até esse EU RECEBERIA AS PIORES NOTÍCIAS DE SEUS LINDOS LÁBIOS (2011) graças a uma crítica publicada pelo Pablo Vilaça, que dava 4 estrelas para o filme.

Na história temos um fotógrafo itinerante, que se estabelece em uma pequena cidade no interior do Pará e lá conhece uma bela mulher que serve como modelo para suas fotos. Interessante ter lido uma sinopse do próprio cinema em cena que denomina o fotógrafo como representante do olhar, o pastor da palavra e a mulher o corpo.

Relendo a crítica de Vilaça, não tenho como discordar do crítico no que diz respeito a beleza das interpretações de GUSTAVO MACHADO que representa a paixão do olhar do fotógrafo por sua musa, ZÉ CARLOS MACHADO que representa a fé, a palavra que cria a cura e CAMILA PITANGA que representa o corpo. Corpo esse que foi machucado pelos homens. Homens esses que resgataram e salvaram e novamente destruíram essa heroína.

E realmente a interpretação e entrega da atriz carregam o filme nas costas, mas na minha opinião, não o transformam em uma grande obra. Apesar de desempenhar um papel que considero importantíssimo de denunciar o crime mais hediondo que é cometido atualmente contra a floresta amazônica, o filme não se resolve com clareza em seu roteiro, o que prejudica muito sua apreciação.

O filme ganhou prêmios de melhor atriz, melhor ator, melhor filme e melhor fotografia em festivais que participou.

Minha Nota: 5.6
IMDB: 7.0

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Homem de sorte, Um - (The Lucky One) - 2012


É o segundo trabalho que vi do diretor de Uganda SCOTT HICKS e já de cara confesso que não gostei muito mas mais para frente vou explicar por que.

A história conta sobre um fuzileiro naval viaja para a Louisiana depois de cumprir três turnos no Iraque, a procura de uma mulher desconhecida que através de sua foto, salvou sua vida por mais de uma vez durante a guerra.

As histórias contadas por NICHOLAS SPARKS, escritor de sucesso americano, autor de vários livros de sucesso e do incrível DIÁRIO DE UMA PAIXÃO (2004), tem um caráter novelístico muito forte. Tramas que sempre tem elementos que as tornam praticamente impossíveis para seus leitores, mas que prazeirosamente, vêm os destinos de seus personagens, superar todas as dificuldades impostas pela vida, para que acabem suas histórias juntos, mostrando que o amor sempre vence.

Em Diário de uma paixão, filme que gostei muito, acredito que a interpretação de RYAN GOSLING e a beleza de RACHEL MCADAMS, dão alma ao filme e arrebatam aos seus espectadores. É interessante, que todas as obras adaptadas para o cinema vindas desse escritor, sempre encontram casais belos, quando não talentosos, como seus protagonistas, o que acontece também nesse HOMEM DE SORTE, UM (2012), contudo, somente a interpretação da veterana BLYTHE DANNER, traz algo de crível para a trama, que é muito caricata e prejudica a apreciação da obra. 

Mas mesmo com todos os defeitos que estou colocando aqui, o filme é satisfatório para quem gosta de um filme romântico com as pequenas etapas de conquista que o amor exige que passemos.

Minha Nota: 5.0
IMDB: 6.1

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Deus só Atende aos Domingos - (Des nouvelles du bon Dieu) - 1996


Também foi através do blog Filmes com legenda que cheguei até a esse DEUS SÓ ATENDE AOS DOMINGOS (1996) do diretor francês DIDIER LE PÊCHEUR e confesso que a surpresa foi grata. Esse é o primeiro longa de Didier como diretor e já de cara, ele nos entrega um trabalho no mínimo interessante.

A história conta a busca de um grupo de pessoas, por Deus, ou pelo escritor que redige nossas vidas da forma que bem entende. Isso baseado na obra de um romancista que acaba de cometer suicídio.

Com um roteiro muito intrigante, que lembra bastante o espetacular MAIS ESTRANHO QUE A FICÇÃO (2006), o diretor consegue nos prender a trama de seus lunáticos personagens com toques de um humor muito refinado, que não nos faz rir, mas que proporciona situações que são engraçadas por si só. Mas o mérito todo, está em mesmo se tratando de um filme de comédia, seu assunto pode ser levado a sério e pode fazer sentido no ápice de seus devaneios.

Apesar de ter visto poucos trabalhos dessa atriz, o filme serviu para que eu matasse a saudade de ver novamente na tela da bela atriz portuguesa MARIA DE MEDEIROS.

O filme valeu um prêmio de melhor diretor em um pequeno festival de Nova York.

Minha Nota: 6.2
IMDB: 7.0

Língua das Mariposas, A - (La lengua de las mariposas) - 1999


Cheguei até esse filme do diretor espanhol JOSÉ LUIS CUERDA graças a um blog que frequento e do qual, retiro algumas coisas que me interessam.

Nesse A LÍNGUA DAS MARIPOSAS, uma criança vai aos seus primeiros dias de aula, receosa do que lhe espera e acaba se fascinando ao conhecer um professor maravilhoso que lhe ensina diversas coisas novas e também uma nova forma de ver o mundo.

O mérito principal do filme, é a relação professor aluno, interpretada com maestria tanto pelo professor FERNANDO FERNÁN GÓMEZ, quanto pelo aluno, MANUEL LOZANO. Além disso, temos como plano de fundo, as ideias que rondavam a Espanha antes da sua guerra civil ser declarada.

O que torna a obra frágil é seu roteiro, que não tem uma diretriz rígida no que diz respeito a contar a história de seus personagens, se tornando uma verdadeira passagem pelas experiências vividas pelo seu protagonista, o garoto que está descobrindo o mundo, mas que principalmente peca muito ao terminar de forma abrupta e incoerente com seu desenvolvimento.

O filme ganhou diversos prêmios em festivais pelo mundo de diretor e roteiro adaptado.

Minha Nota: 5.8
IMDB: 7.4

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Margaret - (Margaret) - 2011


Esse é apenas o segundo do diretor e roterista americano KENNETH LONERGAN que fez antes desse MARGARET (2011) o indicado a Óscar CONTE COMIGO (2000) que preciso ver. Cheguei até esse filme, graças a um belíssimo texto escrito pelo Ailton Monteiro, que enaltecia muito a obra.

Na trama, uma jovem garota, testemunha um acidente de ônibus em que a mesma tem uma certa culpa e acaba, ficando presa a resolução judicial desse ocorrido.

Além de belíssimas interpretações, tanto de ANNA PAQUIN quanto do elenco de apoio repleto de estrelas, o filme consegue diversas discussões como valores humanos, maturidade, convivência entre filhos e pais separados, as ilhas ambulantes que nos tornamos com os tempos corridos pelos quais passamos, racismo, terrorismo, certo e errado, enfim, é sensacional a gama de assuntos abordados e que não sofrem nenhuma influência do diretor, que sempre escolhe em seus diálogos, defensores para os dois lados das moedas que são mostrados.

A citação que leva o nome do filme e que é lida pelo personagem de MATTHEW BRODERICK, fala de envelhecer e de como os sentimentos com o passar do tempo, são tratados diferente dentro de nossos corações e mentes.

Minha Nota: 7.0
IMDB: 6.6

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Shortbus - (Shortbus) - 2006


Este é o segundo trabalho como diretor do americano JOHN CAMERON MITCHELL e mesmo com uma carreira curta com 3 longas e 2 curtas, o diretor já foi bastante premiado em pequenos festivais com seus trabalhos.


O filme conta a história de um casal gay que quer iniciar uma experiência de abrir o seu relacionamento para que conheçam novas pessoas. Uma terapeuta sexual que não consegue ter orgasmos e uma dominatrix que não aguenta mais o seu trabalho.

Todos esses personagens se encontram em um clube subterrâneo, que tem o sexo livre como principal atrativo, além de oferecer espaços para Um grupo de nova-iorquinos apanhados em seu ambiente romântico-sexual convergem em um salão subterrâneo famoso por sua mistura de música, arte, política e carnalidade.

Para rodar a cena da orgia, tanto o diretor quanto os cinegrafistas, ficaram nus, para deixar os atores mais a vontade.

Minha Nota: 6.0
IMDB: 6.5

Estudante, O - (The first grader) - 2010


O diretor inglês JUSTIN CHADWICK fez diversos trabalhos para a TV e esse O ESTUDANTE (2010) é apenas o segundo longa metragem feito pelo diretor para o cinema.

A verdadeira história de um queniano, ex combatente da liberdade que aos 84 anos,  tem que lutar pelo seu direito de ir à escola pela primeira vez para obter a educação que ele nunca poderia pagar.

O filme consegue emocionar, apesar de não ter acontecido comigo, acredito que pela forma que vi o filme, de maneira fragmentada, mas é uma história emocionante e muito bonita. Que além de retratar a luta de um homem já idoso pelo direito de estudar, aborda temas como o preconceito, valorizar o passado de uma nação e a luta pelos seus ideais.

Com um andamento correto e uma fotografia que consegue retratar a pobreza que assola algumas regiões africanas, o filme mostra várias qualidades, inclusive nas interpretações de OLIVER LITONDO e da bela EMILY NJOKI que fazem os papeis do ex combatente que deseja educação e da obstinada professora que abraça o desejo do velho homem. 

Um aspecto que chegou a me incomodar no filme, é a falta de clareza, a obscuridade sob a qual são mantidos, os fatos que antecederam a independência do pais, apensar de entender que o diretor quis mostrar apenas o sofrimento pelo qual o ser protagonista passou até aquele momento da sua vida, mas não tem como não exaltar o valor da bela história contada. O filme arrecadou um prêmio da opinião pública em um festival menor.

Minha Nota: 6.0
IMDB: 7.1

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Elas - (Elles) - 2011


Trabalho da diretora polonesa MALGORZATA SZUMOWSKA que foi escolhida para dirigir esse ELAS (2011) depois que as produtoras do filme viram seu filme anterior. Eu particularmente, não conhecia nenhum trabalho da diretora até então.

O filme conta a história de alguns dias na vida de uma jornalista, interpretada pela bela e talentosíssima atriz francesa JULIETTE BINOCHE, que mergulha nas histórias de duas prostitutas para escrever uma matéria para a revista onde trabalha em meio a uma vida conturbada cuidado de seus dois filhos e um marido aparentemente nada presente.

A obra se revela um filme de atores, mas apenas com a luz da magnífica Juliette iluminando a cena. Sua interpretação é fabulosa e carrega o filme nas costas. Fica a impressão de que ela consegue passar para as moças que interpretam as jovens entrevistadas, seus dotes de atriz, pois as cenas em que as atrizes aparecem juntas, são a grande força do filme, que nesse texto fica parecendo ter realmente uma força muito grande, mas infelizmente, todo esse talento não consegue transformar a obra em um filme grande, quiçá apenas interessante.

Uma curiosidade, foi uma mentira contada pela atriz polonesa JOANNA KULIG, que interpreta uma das meninas, que disse a diretora que sabia falar francês e por achar essa atitude corajosa a chamou para fazer o papel.

Minha Nota: 5.6
IMDB: 5.8

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Memórias - (Stardust Memories) - 1980


Sou obrigado a confessar que depois de ter visto vários filmes ao longo da minha vida, não tantos quanto eu gostaria de ter visto é claro, mas muitos a ponto de me tornar apaixonado por essa arte que serve a diversos propósitos, de entreter a sensibilizar, sou surpreendido por sentimentos que não consigo explicar ao certo. Lembro que algo parecido aconteceu quando vi MENINA DE OURO (2004) em que no lugar de me emocionar ou levar as lágrimas, como eu já esperava, me deixou engasgado. Liberalmente engasgado. 

Dessa vez, vendo esse MEMÓRIAS (1980), diretor mais do que renomado WOODY ALLEN, senti uma sensação de iluminação em seu final, que confesso nunca havia ocorrido em nenhum outro momento.

No filme, temos a história de um diretor muito conhecido, como sempre interpretado pelo próprio Allen, que ao assistir uma retrospectiva de sua obra, relembra dos acontecimentos de sua vida, seus amores e fontes de inspiração de seus filmes.

É incrível como ele faz uma crítica ao seu trabalho, as suas neuroses, ao seu comportamento na sociedade, mencionando o seu narcisismo, aos fãs que o atormentam constantemente, enfim, ele deixa claro vários pontos que realmente fazem todo o sentido para suas obras, mas que no lugar de serem problemas em seus filmes, são o que fazem de WOODY ALLEN um verdadeiro gênio, apesar do diretor negar veemente que o filme não é auto biográfico e sim, totalmente fictício. Não tem como não reverenciar um craque como esse. Allen também confessou que MEMÓRIAS (1980) juntamente com A ROSA PÚRPURA DO CAIRO (1985) são seus trabalhos favoritos.

Minha Nota: 6.4
IMDB: 7.3

Morte pede carona, A - (The Hitcher) - 2007


Decidi no meu final de noite de quarta feira, assistir a esse terror que já havia passado em outras oportunidades, A MORTE PEDE CARONA (2007) do diretor DEVE MEYERS que tem nesse o seu segundo trabalho para o cinema, mas já tendo em seu currículo uma série de shows, vídeo clipes e filmes para tv.

A obra é uma refilmagem de A MORTE PEDE CARONA (1986) que foi um filme que eu vi na época e que fez um certo reboliço, pois naquele momento, com a mídia que tínhamos, ninguém imaginava que coisas tão abomináveis pudessem acontecer a pessoas que dessem carona a um estranho. Hoje em dia, não se espera algo muito diferente do mostrado na obra.

O roteiro é o mesmo de seu antecessor, que teve na interpretação do ator RUTGER HAUER seu ponto forte, ele que vinha de um trabalho que o projetou para o estrelato, O FEITIÇO DE ÁQUILA (1985), além de outros. Inclusive usaram até mesmo cenas que tornaram o filme forte, como a do carona no carro de uma família, sentado atrás de um bicho de pelúcia, do lado do filho do casal.

Nessa nova versão, o resultado é até satisfatório para os apreciadores do gênero. O filme chega a criar uma certa atmosfera de tensão e também consegue pregar pequenos sustos. Vale dizer que a presença da jovem e belíssima atriz SOPHIA BUSH é um colírio para os olhos, além de ter algumas canções bem legais de fundo.

Acredito que o filme só não deixa uma melhor impressão, por que quem viu o original, não se surpreende com a nova versão, o que perde grande parte do divertimento.

Minha Nota: 5.6
IMDB: 5.5

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

A culpa é sua - (Por tu culpa) - 2010


Terceiro longa da diretora argentina ANAHÍ BERNERI e que conta uma noite na vida de uma mãe que está tomando conta de seus dois filhos e que tenta trabalhar enquanto as crianças agitadas brincam.

O filme é um drama lento, que tenta nos colocar dentro das dificuldades que a mãe passa com suas crianças agitadas e hiperativas, ligações de seu marido que está em viagem a trabalho e de sua mãe que é distante e muito ocupada. Depois que um dos meninos se machuca, a mãe resolve levá-lo ao hospital, onde o pediatra acredita que as crianças estejam sofrendo violência doméstica.

A diretora consegue em determinados momentos, colocar o espectador envolvido em desvendar o que realmente acontece por trás desse drama familiar, já que não são passadas muitas informações para o público, anteriores aos acontecimentos daquela noite e o tom que é escolhido para iniciar a trama, chega a deixar qualquer um confuso, quando é mostrada uma brincadeira entre a mãe e os filhos, de uma maneira que chega a nos despertar um certo suspense por sua solução, contudo, esse tom se perde no decorrer do filme, que parece arrastado em sua solução e sem muitos acertos.

Não acontece o desenvolvimento de nenhum dos personagens, o que incomoda, e ficamos a mercê de acompanhar a história sem que nenhum novo fato mude esse tom monótono e contemplativo que é adotado pela diretora. 

Uma frase que li sobre o filme e que poderia até acrescentar valor a obra é: "somos nós que os outros vêem, ou somos nós que nos permitimos ser vistos pelos outros? A opinião dos outros é que delimita a nossa própria identidade". Contudo, essa reflexão, me parece um pouco forçada e não é abordada no filme de forma adequada na minha opinião.

Minha Nota: 5.0
IMDB: 7.0

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Desisto - (Hemel) - 2012


Esse é o segundo trabalho da diretora alemã SACHA POLAK que teve seu primeiro longa lançado diretamente para a TV e antes disso, fez 3 curtas e passa por um curto período na vida de uma adolescente que parece viver um drama na busca por diferenciar o sexo e o amor. Sem ter conhecido sua mãe e convivendo esporadicamente com um pai que troca de relacionamentos com uma frequência grande, ela mostra uma revolta muito grande, sempre com aparições ácidas e constrangedoras, que tenta gritar o quanto está revoltada, mas sem sequer entender ao certo por qual motivo.

O filme tem um andamento lento, que tenta nos envolver no drama dessa moça, HANNAH HOEKSTRA que parece muito fisicamente com a atriz EMMA WATSON e é na interpretação dessa jovem atriz que o filme consegue ganhar uma certa força, já que tanto o roteiro, quanto os diversos cortes inseridos no filme, temos a sensação de estarmos perdidos, o que obviamente era o objetivo de sua diretora, mas que acaba revertendo o trunfo, em seu principal ponto fraco na minha opinião. 

Apesar de algumas cenas fortes, no que diz respeito aos envolvimentos sexuais pelos quais sua protagonista passa, nada de muito expressivo é mostrado na tela, mas essa temática de sofrimento e desse tema tão atual, que é a dificuldade que muitas pessoas vem pregando quanto a dura realidade pela qual passamos, de afastamento humanitário e cada dia mais preocupação pelo ter no lugar do ser, valeu ao filme um prêmio dado pelo voto popular para a diretora SACHA POLAK em um festival alemão.

Minha Nota: 5.4
IMDB: 5.4