segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Os Vingadores - The Avengers - (The avengers) - 2012


Demorei um pouco mas consegui até que enfim assistir a esse OS VINGADORES - THE AVENGERS (2012), realização do diretor americano JOSS WHEDON que não tem tantos trabalhos de destaque assim em seu currículo, mas é o responsável pelo bom SERENITY (2005).

Na trama, A S.H.I.E.L.D. reúne uma equipe de super-humanos, o intuito de deter uma ameaça que põem em risco o futuro da humanidade e da o nome para essa iniciativa de Vingadores.

O filme é irrepreensível no que diz respeito aos efeitos visuais. A tecnologia veio para tornar coisas impossíveis de se pensar, fluir na tela de forma natural e totalmente aceitável. Principalmente a construção do Hulk, me deixou impressionado. Além disso, as sequências dos combates, e cenas de luta, estão muito bem pensadas, como aconteceu no trabalho de 2005 de Whedon.

Fiquei um pouco incomodado com a duração excessiva e principalmente com a falta de peso na participação dos membros do time de heróis. É claro que a participação de um Thor, ou de um Homem de Ferro, sempre vai ser mais marcante do que a de um Gavião Arqueiro, contudo, ficou destinado tanto ao Gavião, quanto a Viúva e principalmente ao Capitão América, uma ponta pouco significante, lhes restando apenas uma ou duas cenas pontuais, que justifiquem sua participação na trama.

Acredito que a maior parte dos erros, tenha ficado a cargo do Capitão América. Não sei se vou falar besteira aqui, mas até ver esse filme, eu não me lembrava muito de qualquer ser que encostasse a mão no herói com roupa de bandeira. Não tem como não falar também, de como se torna besteira para o roteiro, explicar de onde Banner conseguiu o controle sobre o gigante esmeralda da metade do filme para frente. Mais um incômodo, e agora eu juro que é o último, todo mundo no filme é um comediante. Até mesmo o personagem de Loki, que é um semi deus de outro planeta, parece um humorista vindo de um palco de stand up.

Mas em contrapartida, não me incomodou o número de personagens que são abordados. Para um universo vasto como é o universo das HQs, é fácil entender que a presença de alguns personagens, deve ser justificada, ou serve para que a sua utilização seja melhor explorada em trabalhos futuros.

De qualquer forma, é impossível ficar contra a realização de um trabalho tão bem cuidado quanto foi esse filme, o que garante que projetos futuros continuem existindo e trazendo para as telas, esse universo fantástico que os quadrinhos nos mostrou.

Minha Nota: 7.4
IMDB: 8.5

Antes do Pôr-do-Sol - (Before Sunset) - 2004


ANTES DO PÔR-DO-SOL (2004) é a continuação de ANTES DO AMANHECER (1995) e o mais interessante desse filme, é que seus personagens se reencontram exatamente 9 anos depois da realização do primeiro filme. Com os mesmos protagonistas.

Isso torna a experiência completamente intimista. Fazendo com que o público compartilhe com profundidade dos dramas vividos e das expectativas geradas pelos personagens da obra.

Passados esses nove anos, o personagem de ETHAN HAWKE escreveu um romance sobre a noite que passou a nove anos atrás com a personagem de JULIE DEPY e os dois acabam se encontrando em Paris.

O filme consegue mostrar que a maturidade chegou para ambos os personagens, mas a obra tem o mesmo tom da antecessora, com diálogos extensos sobre vários aspectos rotineiros da vida e das vidas dos personagens, matando as curiosidades que cada um tinha sobre o que o outro fez durante todo esse tempo que passaram longe uns dos outros.

Temos a oportunidade de ver Julie interpretar uma canção belíssima, ela que tem uma carreira consolidada na França também como cantora. E esse na minha opinião, é o ponto alto do filme. Apesar de ficar bastante comovido também no início da obra, quando o personagem de Ethan confeça ter comparecido ao encontro em Viena, 6 meses depois como combinaram.

Um filme romântico, que completa a obra anterior com maestria.

Minha Nota: 7.4
IMDB: 8.0

Antes do amanhecer - (Before Sunrise) - 1995


Vencedor do festival internacional de Berlin com esse filme, o diretor americano RICHARD LINKLATER  teve um reconhecimento mundial obtido através desse ANTES DO AMANHECER (1995) em que conta a história do encontro que durou apenas uma noite, entre dois jovens que passam pela belíssima Viena.

Eu estava imaginando que o impacto em mim, que ANTES DO AMANHECER (1995) teve na primeira vez que eu o vi, seria maior do que nessa segunda apreciação. Contudo, o carisma de seus protagonistas, as interpretações carregadas de verdade e os textos fascinantes que além de discutir assuntos dos mais diversos de forma leve e pessoal, conseguem fazer com que acompanhemos essa descoberta mútua que os personagens experimentam durante o longa, fizeram com que meu prazer fosse maior ainda do que da primeira vez.

Interessante o quanto os diálogos do diretor exploram, o fato dos dois terem consciência em grande parte do filme, de que não ficarão juntos. O que lhes permitem apenas curtir o momento, sem a necessidade de desvendar todos os segredos por trás da outra pessoa, como é o costume quando estamos conhecendo alguém que escolhemos dividir o resto de nossas vidas. Além disso, os diálogos de Linklater, permitem aos seus personagens, falar de suas necessidades e frustrações experimentadas no amor, de uma forma livre e descomprometida.

Como é de costume, novamente fui as lágrimas na cena em que os protagonistas simulam uma conversa telefônica. Acredito que até hoje não tenha visto algo tão romântico e tão inteligente. Você poder dizer a uma pessoa tudo que pensou sobre ela, mas indiretamente, como se estivesse falando dela para o seu ou a sua melhor amigo ou amiga é brilhante. E é o primeiro momento do filme que JULIE DELPY começa a soltar o seu francês, que realmente é um charme inegável.

Não pude deixar de notar nessa segunda apreciação, que essa cena também, é o marco que indica que os personagens terão que começar a lidar com a ideia do que fazer depois que o dia amanhecer. Não posso deixar de comentar sobre a beleza e o carisma de JULIE DELPY, que como falei, está simplesmente irresistível. Também a fotografia da belíssima Viena, é parte essencial do filme, acrescentando mais beleza ainda a obra, inda mais com a sacada do diretor, de projetar a solidão de seus personagens, ao mostrar os pontos pelos quais seus personagens passaram em sua estada na cidade.

Minha Nota: 7.4
IMDB: 8.0

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

E Aí... Comeu? - (E Aí... Comeu?) - 2012


Terceiro longa com FELIPE JOFFILY na direção e conta a história de três amigos, que sempre se encontram em um bar para conversar sobre os problemas de suas vidas.

Baseado em um texto de MARCELO RUBENS PAIVA que também assina o roteiro do filme, se trata de uma comédia romântica, que teoriza a necessidade que todo homem tem de ter uma mulher ao seu lado, mesmo com todos os problemas e conflitos que isso possa gerar para a sua vida.

O filme não funciona como comédia nem mesmo como um filme romântico, apesar de ser feito para causar risos para sua platéia. Com um elenco de atores brasileiros como MARCOS PALMEIRA, SEU JORGE e DIRA PAES, o filme transcorre sem conseguir, na minha opinião, causar nenhuma empatia de seu público se tornando um divertimento pobre e fácil de se esquecer.

Como mérito, consegui enxergar apenas a presença da belíssima atriz JULIANA SCHALCH e de JULIANA ALVES que faz apenas um ponta pequena.

Minha Nota: 5.0
IMDB: 5.8

Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet - (Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street) - 2007


É sempre muito prazeroso para mim, ver os trabalhos do diretor americano TIM BURTON, apesar de não me agradar muito essa necessidade que o diretor tem de trazer seus trabalhos mais recentes, a recorrente utilização de recursos que tornam seu cinema apoiado sobre os efeitos visuais e novas experiências na forma de realizar seus filmes. 

Nesse SWEENEY TODD - O BARBEIRO DEMONÍACO DA RUA FREET (2007), temos a história de um barbeiro, que busca vingança contra um juiz que lhe tomou seus amores e sua vida adorada. Para isso, ele se junta a sua inquilina, numa empreitada que lhe proporciona aos poucos, saciar sua sede de vingança matando todos os vermes e pessoas que não tenham parentesco de Londres.

No filme, temos a presença dos já costumeiros protagonistas dos trabalhos de Burton, JOHNNY DEPP e HELENA BONHAM CARTER, esposa do diretor, que sempre empregam bem o estilo exótico e sombrio que o diretor tanto parece gostar.

Confesso que tive dificuldades de ter que brigar contra o sono durante o filme, mas alego esse problema ao gênero de musical, que nunca me agradou e que é sempre uma barreira que procuro transpor, pois, em casos como esse, me permito ouvir os atores em interpretações magistrais. Além do que, a música é o ponto alto do filme, que tem o tom de drama, como em uma ópera, inclusive nos desfecho de seus acontecimentos.

Minha Nota: 6.6
IMDB: 7.6

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Primeira coisa bela, A - (La prima cosa bella) - 2010


Trabalho do premiado diretor italiano PAOLO VIRZÌ, esse filme conta a história de um professor de italiano, descontente com sua vida, que é obrigado a retornar à sua cidade natal, para ajudar sua irmã no momento em que sua mãe está condenada a morrer de câncer e tem pouto tempo de vida.

Apesar de sua protagonista, sempre se apresentar com um ar leve, mesmo diante de todas as adversidades que a vida lhe apresenta, o filme tem um carga dramática que é refletida em seu filho mais velho, que mesmo depois de adulto, mostra que em seu interior, um imenso vazio, que ele não sabe como preencher e que lhe causa uma angústia que ressalta aos olhos, o obriga a buscar constantemente por drogas ou remédios que lhe preencham de alguma forma.

O diretor volta nas recordações desse personagem, para mostrar ao público o quão difícil foi sua vida até ali, hora sem uma mãe que era o lado bom de sua vida, hora sem o pai, que era através de sua tia, o lado disciplinador e que trazia a carga de cobrança que sentimos sobre nossos ombros.

Um dos méritos da obra, é não solucionar e nem mesmo julgar qualquer um de seus personagens, deixando para o público, a contemplação de vidas que passam por problemas como qualquer um de nós enfrentamos em nossos dia a dia, nos mostrando que tudo é sofrido, mas nem sempre, temos que levar tudo a ferro e fogo, e muitas vezes, como o personagem da mãe diz ao filho, um banho de mar pode solucionar muitas coisas.

O filme nos traz também a beleza das atrizes MICCAELA RAMAZZOTTI, esposa do diretor, e de CLÁUDIA PANDOLFI, no papel da filha adulta da protagonista.

A PRIMEIRA COISA BELA (2010) foi indicado a 18 prêmios no principal festival de cinema italiano e foi o representante do país no Óscar 2010.

Acredito que a única coisa que incomoda é o excesso de leveza da protagonista, seja quando jovem ou já idosa, que tem justificada essa leveza, quando a mesma serve para defender seus filhos dos problemas que a vida lhes reserva, mas a personagem não se incomoda ou sente tanto essas adversidades refletidas em outros momentos de sua vida, como se tudo não estivesse acontecendo com ela.

De qualquer forma, um trabalho muito bonito que chegou até a me emocionar.

Minha Nota:  7.2
IMDB: 7.1

Segredo da cabana, O - (The Cabin in the Woods) - 2011


Primeiro filme como diretor do americano DREW GODDARD e conta a história de um grupo de adolescentes que planejam passar o final de semana em uma cabana isolada na floresta.

O filme, como todo filme de terror, se utiliza de uma série de clichês, mas com uma nova dinâmica para empregá-los. Esse novo formato, propõe uma solução diferente do que se tem visto, contudo, o resultado final não resulta para seu espectador, no principal elemento que ele busca nesses filmes, o terror.

Sua história e a dinâmica com a qual é contada, torna esse filme em uma obra de ação e suspense, que leva seu espectador até o seu final, com o intuito de ver onde vai parar seu roteiro sem base sólida e cheio de reviravoltas.

É possível notar diversas referências a elementos utilizados em grandes clássicos do gênero, como UMA NOITE ALUCINANTE (1987) por exemplo, que acabam tornando a obra em uma experiência divertida mas facilmente esquecível.

Minha Nota: 5.6
IMDB: 7.4

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Bruno - (Bruno) - 2009


Quinto filme do diretor LARRY CHARLES e o segundo do diretor com o ator inglês SACHA BARON COHEN que conta a história de um apresentador de um show grotesco que moda que faz sucesso na Alemanha, após ser demitido, vai para os Estados Unidos em busca de fama.

Na verdade, o filme traz o humor controverso de Sacha para as telas e como sempre, ofende uma série de grupos e principalmente os gays com suas piadas e cenas que abusam da nudez masculina como forma de tentar levar o público as gargalhadas.

No formato de falso documentário, que já havia sido utilizado em seu trabalho anterior, BORAT - O SEGUNDO MELHOR REPÓRTER DO GLORIOSO PAÍS CAZAQUISTÃO VIAJA À AMÉRICA (2006), o filme segue seu enredo, levando seu personagem principal a buscar a fama a todo custo, nem que para isso tenha que se tornar heterosexual.

Talvez a única sequência do filme que valha a apreciação, quando Sacha conversa com um religioso e tenta se inscrever no exército. Mas com um humor forçado, principalmente em temas que não tem nenhuma graça ou pelo menos são abordados de forma que não surte o efeito desejado, o filme acaba se tornando deprimente, com uma série de cenas que não se justificam e muitas vezes saem de seu enredo, apenas para tentar fazer rir.

Minha Nota: 4.4
IMDB: 6.0

Borat - O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América - (Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan) - 2006


Primeiro trabalho que o diretor LARRY CHARLES faz juntamente com o ator britânico SACHA BARON COHEN e que conseguiu levar os holofotes da mídia americana para todos os seus trabalhos subsequentes.

Na história, um repórter Kazakistanês, é enviado aos Estados Unidos para aprender no maior país do mundo com sua equipe de documentário, contudo, após assistir um show de TV, se apaixona pela atriz PAMELA ANDERSON e muda seus objetivos para encontrar e se casar com a atriz.

Novamente temos o humor contundente da dupla, que a todo momento faz piadas com temas sempre controversos envolvendo religião, racismo e sexo. As piadas, muitas delas de mal gosto, nem sempre surtem efeito, mas um mérito pode ser visto, que é o da insistência no tema, até que se consiga o objetivo de fazer rir na opinião de seus realizadores, mas que na minha opinião, não tem efeito algum.

A título de curiosidade, o ator Sacha Cohen teve as filmagens interrompidas por 91 vezes, graças a presença da polícia que era requisitada em diversas locações.

O filme chegou a ser indicado ao Óscar de melhor ator e ganhou diversos prêmios pelo mundo, de melhor ator e melhor comédia além de faturar o Globo de Ouro de melhor ator.

Minha Nota: 4.4
IMDB: 7.4

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Âncora: A Lenda de Ron Burgundy, O - (Anchorman: The Legend of Ron Burgundy) - 2004


Primeiro filme que vi do diretor americano ADAM MCKAY e que agora não me recordo mais por que tive a vontade de ver, mas confesso que me arrependi amargamente.

No filme temos a história de um jornalista estúpido, que é âncora do jornal local, em San Diego, que é unanimidade na pequena cidade, em plena década de 1970, em que a realidade masculina de âncoras, domina. Até que uma jornalista do sexo feminino, inteligente, é contratada e começa a ameaçar o cargo do machão.

Nem mesmo a aparição de uma verdadeira constelação de humoristas como PAUL RUDD, STEVE CARELL, SETH ROGEN, WILL FERRELL, BEN STILLER e BLACK JACK entre outros, conseguem salvar me nada o enredo idiota e as piadas fraquíssimas que aparecem na tela. Eu até imaginei que o contexto fosse parte de algum mito americano e que a caracterização talvez funcionasse para as pessoas que conheciam o personagem que inspirou a obra, mas agora tenho minhas dúvidas.

Outra presença que vale ressaltar é da bela CHRISTINA APPLEGATE que compõe o par de âncoras que disputam o cargo na trama, mas nada além de sua beleza.

Minha Nota: 4.8
IMDB: 7.2

domingo, 2 de setembro de 2012

Proibido proibir - (Proibido proibir) - 2007


Terceiro filme do diretor chileno JORGE DURÁN, essa produção Brasil/Chile conta a história de três amigos no Rio de Janeiro: que se envolvem em um triângulo amoroso e ainda tem um envolvimento com um assassinato que pode separar sua amizade.

O roteiro tem por foco central o relacionamento da estudante de arquitetura com um estudante de sociologia que divide sua casa com um estudante de medicina. Com o passar do tempo, a moça se vê atraída pelo amigo de seu namorado, mas juntamente com esse ocorrido, o pano de fundo utilizado pelo diretor, acaba se tornando o seu tema central. A violência impune da polícia do Rio de Janeiro, que assassina um camelô, mas durante o assassinato, seu irmão testemunha o crime e passa a ser perseguido, mas acaba sendo ajudado por alguns estudantes, que por sua vez, se veem envolvidos na trama.

Contando em seu elenco com estrelas como o ator CAIO BLAT e a bela e jovem atriz MARIA FLOR, que fazem parte do triângulo amoroso do filme, nem o relacionamento dos amigos, nem os assassinatos, ganham a importância necessária para atrair seu público, criando um certo distanciamento que incomoda o olhar.

O filme ganhou prêmios de melhor filme, melhor diretor e melhor ator em festivais pelo mundo.

Minha Nota: 5.4
IMDB: 7.1

Pequeno Nicolau, O - (Le petit Nicholas) - 2009


Filme do diretor francês LAURENT TIRARD de quem confesso não conhecia nenhum de seus trabalhos, cheguei até esse O PEQUENO NICOLAU (2009) por indicação de um colega de trabalho que gostou muito da obra.

A história de um garoto de existência feliz junto a seus pais que o amam, até que um dia, acredita que irá ganhar um irmão e toda a sua vida irá mudar.

O filme já começa com a entrada dos créditos em grande estilo, com a apresentação de vários livros em formato de kirigami. A seguir, somos apresentados a uma fotografia com muitas cores e a um grupo de crianças que são simplesmente cativantes. O humor francês está presente também em toda obra, conseguindo nos fazer atingir risadas em boa parte das piadas colocadas com esse fim.

Todos esses elementos já são base para uma história de sucesso. E isso acontece com esse filme francês singelo e que brinca com o universo imaginativo das crianças. Talvez a película peque em alguns momentos que poderia ser melhores realizados, principalmente no convívio entre os pais e o pequeno Nicolas, que só fica melhor na parte final do filme.

Talvez isso seja intencional. Mas Acredito que a realização do primeiro ato poderia ter sido feita de maneira melhor. O filme também consegue emocionar, talvez não com a intensidade pretendida pelo diretor, mas de qualquer forma, é um bom filme e para toda a família.

Minha Nota: 6.6
IMDB: 7.0

Fica comigo esta noite - (Fica comigo esta noite) - 2006


Consequência de uma série de acasos, me fizeram chegar até esse filme, FICA COMIGO ESTA NOITE (2006), trabalho do diretor JOÃO FALCÃO, de quem vi e gostei muito de A MÁQUINA (2005) e que é pai de CLARICE FALCÃO, menina que também faz parte do elenco e que foi, através de sua música, que iniciou essa série de acasos que me trouxeram aqui.

O filme conta a história de um escritor e desenhista de quadrinhos, que durante uma discussão com sua esposa, morre inesperadamente, mas não aceita não ter tido a oportunidade de se despedir e principalmente, de memorizar esses que seriam os últimos momentos ao lada da pessoa que ele amava tanto.

Nem a presença dos atores ALINE MORAES e VLADMIR BRICHTA consegue fazer o filme engrenar. Acredito que uma coletânea de ótimas ideias, mas que não puderam ser realizadas com sucesso, seja um resumo bom para descrever a obra. Não só os efeitos especiais não foram satisfatórios. Mas até mesmo as passagens das cenas não possuem uma fluidez que dê ao filme um resultado mais satisfatório, o que é uma pensa, por que como disse, a ideia inicial é ótima.

Minha Nota: 5.4
IMDB: 6.0

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Ditador, O - (The Dictator) - 2012


É o primeiro trabalho do Roteirista e ator inglês SACHA BARON COHEN que vejo. Na verdade, não havia visto até então seu trabalho mais comentado, BORAT - O SEGUNDO MELHOR REPÓRTER DO GLORIOSO PAÍS CAZAQUISTÃO VIAJA À AMERICA (2006) por ter lido sobre as piadas de mal gosto e escatológicas até em algum lugar. E como comédia nunca foi um primeiro gênero de minha preferência, não me preocupei em assistir a obra. Contudo, depois de ver esse O DITADOR (2012), sob direção do americano LARRY CHARLES, parceiro de Sacha em trabalhos anteriores, acho que vou me dar a esse trabalho.

Já disse que não tinha interesse no trabalho desse artista, mas depois de ler a crítica de Pablo Villaça sobre o filme, resolvi conferir por mim mesmo e confesso que me surpreendi positivamente. O humor não é refinado, mas não tem como negar, que mesmo que não funcione no início seu estilo de piadas, a gente acaba se entregando ao riso e acaba realmente rindo de coisas e situações, que são completamente abomináveis e que não conseguimos imaginar a princípio, piadas que possam ser proferidas sobre esses assuntos, mas os realizadores conseguem nos fazer rir com elas.

Na história, um ditador arrisca sua vida para garantir que a democracia nunca chegue ao seu país, enfrentando alguns problemas para reassumir seu posto perdido nos Estados Unidos.

O roteiro não tem nada de novo. Uma história simples e soluções fáceis são vistas o tempo todo na tela. Mas sacadas como a cena de tortura, o parto, o discurso final, enfim, inúmeras cenas, nos brindam com pequenas piadas e até mesmo grandes sacadas que valem a duração do filme.

Minha Nota: 6.4
IMDB: 6.6

Baixio das bestas - (Baixio das bestas) - 2006



Filme do diretor pernambucano CLÁUDIO ASSIS autor do premiado AMARELO MANGA (2002) e que conta a história de um rapaz que se apaixona por uma adolescente, explorada por seu avô, que a leva a um posto de gasolina, para mostrá-la nua para quem lhe pague por isso.

Os trabalhos do diretor, sempre tem como pano de fundo, cenários sofridos do norte brasileiro, mostrando toda a pobreza e falta de recursos de seus habitantes. Nesse BAIXIO DAS BESTAS (2006), o diretor mostra um grupo de jovens que tentam se refugiar de suas vidas miseráveis, através das drogas, violência e sexo.

Como em seu trabalho anterior, Cláudio incomoda com a forma que mostra a violência, como contra a prostituta que é agredida durante uma festa ou mesmo nas cenas em que a jovem  é explorada por seu avô em todos os sentidos. 

O filme não se prende a seu roteiro, não sendo uma obra de amor. Mas tenta mostrar, acredito eu, os efeitos que o meio de vida de seus personagens levam, tem em suas vidas, resultando em diversos momentos, em violência de toda a espécie. Seja a violência demonstrada pelos adolescentes com as prostitutas, seja do avô para com sua neta ou através da amargura que o personagem demonstra o tempo todo pela vida.

Incomoda e serve como mais um documento dessa região do Brasil que ainda parece abandonada por nossos governantes. O filme recebeu prêmios de Melhor filme, atriz, ator coadjuvante e atriz coadjuvante no festival de Brasília e no Grande Prêmio de Cinema Brasileiro.

Minha Nota: 5.4
IMDB: 5.7