terça-feira, 2 de outubro de 2012

Control - (Control) - 2007


Filme do holandês ANTON CORBIJN que tem em seu currículo trabalhos com bandas como Metálica e U2 e que trás esse CONTROL (2007), baseado na história do vocalista da banda pós-punk Joy Division que se suicidou aos 23 anos de idade.

O filme retrata um adolescente introspectivo e criativo, que se casa muito cedo e que entra para a banda depois de assistir a uma apresentação dos Sex Pistols, quando ele decide que quer estar em cima do palco e não do outro lado.

Com uma trilha sonora que encanta, até mesmo pessoas que não são tão conhecedoras do rock inglês da época, como é o meu caso e com uma fotografia em preto e branco que ajuda a dar o clima de depressão que ronda o enigmático vocalista, o diretor nos brinda com um trabalho que não deixa claro os motivos que levaram o jovem ao suicídio, mas ao mesmo tempo mostra a sua dificuldade em lidar com o relacionamento amoroso que tinha com uma jornalista belga e sua esposa, com quem teve uma filha. Inclusive, vale dizer que é belíssima a atriz romena ALEXANDRA MARIA LARA.

Lendo um pouco a história da banda, podemos ver que o filme é bem fiel aos fatos, inclusive, meu prazer em ver o filme foi aumentado, ao ver que o mesmo conversa com o trabalho A FESTA NUNCA TERMINA (2002) que retrata o cenário musical da época.

Vendo ao obra, me senti um pouco triste, por não termos o mesmo cuidado com nossa música, que na minha opinião, ainda não teve um trabalho com uma produção e um cuidado tão grande, quanto esse CONTROL (2007) nos brinda.

Minha Nota: 7.0
IMDB: 7.7

Grande ano, O - (The Big Year) - 2011


Filme do diretor DAVID FRANKEL, também realizador de MARLEY E EU (2008) e do O DIABO VESTE PRADA (2006), esse O GRANDE ANO (2011) conta a história de dois entusiastas da observação de pássaros que tentam derrotar o recorde do arrogante e impiedoso atual recordista mundial, em um ano de competição.

Na verdade se trata de uma comédia que conta com a presença de nomes importantes do meio. OWEN WILSON, JACK BLACK e STEVE MARTIN. 

Isso por si só, já faz com que o espectador se prepare para dar boas risadas, o que não acontece no filme. Na verdade, é uma história amarrada em um argumento um tanto quanto diferente. Sobre uma competição anual, que consiste em registrar o maior número de pássaros de diferentes espécies que serão visualizados ou fotografados durante um ano.

No desenrolar do filme, vemos que são vários os temas abordados. Amizade, o problema de se pesar os valores de sua vida. O que vale mais? Correr atrás de seu sonho ou perder o tempo de convívio com as pessoas que realmente importam na sua vida.

Tratando desses assuntos de uma forma um tanto quanto superficial, o filme não consegue nem fazer rir, nem emocionar. Acredito que nem mesmo os amantes dos pássaros, consigam se empolgar com a competição que nos parece boba e sem sentido. Acredito que a apenas a cena das duas águias possa trazer alguma emoção para seu espectador, mas não aconteceu assim para mim. Como um turista fala em determinado momento do filme, apenas os americanos mesmo para transformar em competição a observação de pássaros.

Minha nota: 4.8
IMDB: 6.1

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Alien, o Oitavo Passageiro - (Alien) - 1979


Segundo longa metragem do diretor inglês RIDLEY SCOTT para o cinema e já um clássico que o consagrou para a posteridade como componente do time de grandes diretores do cinema e que posteriormente, teve uma continuação de muito sucesso, ALIEN, O RESGATE (1986) dessa vez dirigido por JAMES CAMERON e mais recentemente, teve um possível prólogo de sua história, dirigido pelo próprio Scott PROMETHEUS (2012).

Na história de ALIEN, O OITAVO PASSAGEIRO (1979), uma nave de mineração, tem sua rota alterada, para que seus tripulantes investiguem uma mensagem aparentemente de SOS, e com isso, aterrissa em um planeta distante e em outra galáxia, possibilitando a entrada de um passageiro indesejado em sua nave.

Com cenários que podem ser considerados futuristas e tecnológicos até mesmo para o ano de 1979, somando-se uma trilha sonora criativa e clássica que funcionam positivamente para o clima de terror e suspense que permeia toda a obra, o diretor consegue nos prender e carimbar um dos vilões que seria a partir de então, mais temidos e que ainda seria referenciado em uma série de trabalhos até mesmo em outras mídias.

Como protagonista e heroína de sua obra, temos a atriz americana SIGOURNEY WEAVER em início de carreira, esse que era apenas o seu terceiro longa metragem para o cinema. É ela a responsável por uma cena que é o ápice do longa e que reúne, sensualidade e um suspense de tirar o fôlego de qualquer espectador.

Claro que eu já havia visto o filme a muito tempo atrás e pelo fato de ter visto recentemente Prometheus e de ainda não ter uma nota para a sequência de filmes de título Alien, me incumbi de dar uma repassada por esses filmes. O argumento de Alien pode ter seus furos, o que costuma acontecer em filmes de terror e suspense, que precisam de algumas justificativas, as vezes de peso duvidoso, para que seus personagens se coloquem em situações de perigo, que vão causar o susto desejado em seu espectador, no caso desse filme, o gato é quem cumpre essa função, mas sem prejudicar demais toda a trama, inclusive, se tornando peça fundamental como poderá ser comprovado em trabalhos futuros..

Minha Nota: 6.6
IMDB: 8.5

domingo, 30 de setembro de 2012

Poder Paranormal - (Red Lights) - 2012


Segundo trabalho do diretor espanhol RODRIGO CORTÉS em solo americano, ele que havia realizado o bom ENTERRADO VIVO (2010), agora nos brinda com um trabalho que trata do universo da paranormalidade.

Esse PODER PARANORMAL (2012), traz a história de uma psicóloga e seu assistente, que viajem pelo país, investigando possíveis casos de paranormalidade, no intuito de comprovar se existe ou não alguma fraude acontecendo em tais casos.

Confesso que o diretor conseguiu despertar meu interesse com o tema proposto, o que na minha opinião é o principal ponto positivo do filme. Temos a crença, a fé, colocada de lado a princípio em sua história, em prol de analisar friamente os casos de manifestações espirituais que são apresentados. Apesar do diretor fazer um uso excessivo do recurso de som, para causar vários sobressaltos de seu espectador na sua cadeira, o filme segue firme em seu propósito de usar a racionalidade acima de tudo.

Como pontos negativos, acredito que o filme não tem uma fluidez entre sua primeira parte, onde os caçadores de charlatões perseguem e solucionam alguns casos, de forma didática e clara. Contudo, depois que o filme se torna uma obsessão entre o aluno de SIGOURNEY WEAVER interpretado por CILLAIN MURPHY e o paranormal interpretado por ROBERT DE NIRO, o filme começa a revelar algo que fica escondido durante toda a projeção, e que contradiz tudo que é pregado desde o início da projeção, o que na minha opinião, é um verdadeiro tiro no pé.

Minha Nota: 5.8
IMDB: 6.2

Infiéis, Os - (Les infidèles) - 2012


Esse filme francês teve a colaboração de 6 diretores dessa nacionalidade e em seu roteiro, cinco outros franceses, dentre eles, o ganhador do Óscar de melhor ator por O ARTISTA (2011), JEN DUJARDIN, que aparece na maior parte dos 10 pequenos curtas que compõe esse OS INFIÉIS (2012).

Através desses dez pequenos trechos, temos na tela uma série de possíveis situações, em sua maioria cômicas, que tratam sobre o tema da infidelidade.

Na maioria das histórias, são as caras de JEAN DUJARDIN e de GILLES LELLOUCHE que são exploradas, mas ainda há espaço para que outros atores demonstrem seus dotes nessa comédia, que tem muito do humor francês, mas que já dá sinais de americanizar um pouco o seu humor, inclusive incluindo cenas polêmicas e de gosto duvidoso, que fogem um pouco do tema do filme.

O filme é muito bem executado e como um trabalho de atores, pode ser visto como uma boa realização. Chega a ser engraçado em alguns momentos, com situações constrangedoras, que se tornam engraçadas em algumas vezes e tem seu ponto alto, no episódio OS INFIÉIS ANÔNIMOS, que é impagável.

Em diversos trechos, essa obra pode ser considerada uma obra machista em excesso, e de fato, várias sequências trazem esse caráter, mas ao mesmo tempo, vemos que não é nada de irreal e que o filme apenas retrata com tons mais acentuados, uma realidade que continuamos a viver.

No mais, tirando uma média de todo o filme, acaba sendo uma realização que não diverte tanto quanto sua publicidade divulgou, o que decepciona aqueles que como eu, entraram com uma expectativa forte sobre a obra.

Minha Nota: 6.2
IMDB: 5.7

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Branca de Neve e o Caçador - (Snow White and the Huntsman) - 2012


Primeiro trabalho na direção de um longa do diretor RUPERT SANDERS que veio da publicidade e que emprega nesse BRANCA DE NEVE E O CAÇADOR (2012) uma série de, não sei se referências seria a palavra mais adequada ao que o diretor faz, mas enfim, seu trabalho saiu uma mistura de O SENHOR DOS ANÉIS: A SOCIEDADE DO ANEL (2001) com sua floresta viva e árvores assustadoras, CREPÚSCULO (2008), pois é impossível não ligar a bela KRISTEN STEWART ao seu personagem Bela e THOR (2011), pois também ficou impossível para mim, desvincular o personagem de CHRIS HEMSWORTH do Deus do trovão, que agora, no lugar de seu martelo, usa um machado, o que é bem vinking de toda forma.

A história é uma adaptação de um dos mais famosos conto de fadas Branca de Neve e os sete anões, mas que nessa história, transforma a princesa em uma espécie de guerreira, que deve reunir um exército para retomar seu reino das mãos de uma bruxa malvada.

Sei que é chover no molhado, dizer o quanto CHARLIZE THERON está mais bela que a própria Branca de Neve. O que acaba tornando inverdade o papo de que existe alguém mais bela do que ela. Outro fator que me incomodou um pouco, é o fato do filme gastar uma boa parte de sua duração na perseguição que é empregada atrás do coração da jovem, sendo que a bruxa consegue fazer isso num piscar de olhos depois de vários minutos de tentativas frustadas.

Mas tirando essas bobagens, que na verdade, servem apenas para dar ao filme toda a aura de superprodução que lhe é pertinente, sobram qualidade. Efeitos visuais de primeira linha, um grupo de anões de causar inveja a qualquer produção mediana para o cinema e talvez, o fator determinante para o prazer do espectador, é o fato dessa aura de filmes de sucesso que permeia o filme e deixa o espectador confortável nessa aura medieval e ao mesmo tempo de conto de fadas.

Minha Nota: 6.8
IMDB: 6.3

Hick - (Hick) - 2011


Segundo longa metragem do diretor americano DERICK MARTINI e que conta a história de uma adolescente ao fazer seus 13 anos, resolve mudar sua vida e abandonar seus pais, bêbados e totalmente desestruturados.

O filme traz JULIETTE LEWIS no arquétipo de mãe irresponsável, bêbada e que se relaciona com o pior tipo de homem existente e que com isso, não consegue promover para sua filha, uma festa melhor do que um encontro regado a bebida em um bar da cidade. Um tipo de papel que cabe bem dentro das costumeiras loucas vividas pela atriz. Seu marido, vive o tempo todo alcoolizado, como o diretor nos mostra logo no início do filme, quando ele vai buscar a menina na escola e bate num dos brinquedos a frente da escola. A adolescente é vivida pela linda atriz CHLOË GRACE MORETZ, que já tem vários trabalhos em seu currículo com apenas 15 anos de idade.

Apesar de promissor em seu início, dando a impressão que teremos uma protagonista completamente problemática, refletindo os anos vividos junto a violência e a bebedeira de seus pais, temos uma menina inocente e doce, que através de caronas, quer chegar até Las Vegas, mas já na sua primeira carona, encontra um rapaz que a ajuda e que terá papel importante na trama.

Sem muitos motivos ou explicações, a moça é conduzida a cometer pequenos delitos e se envolve em algumas confusões também. Mas parece que o diretor se perde, sem conseguir mostrar algum envolvimento mais forte que possa gerar os acontecimentos que fazem com que o filme tome o rumo que toma, com uma pequena mudança em seu final, que é criativa e até mesmo satisfatória, mas que não salva seu desenvolvimento.

Minha Nota: 5.4
IMDB: 5.3

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Cirque du Freak - O Aprendiz de Vampiro - (Cirque du Freak: The Vampire's Assistant) - 2009


Trabalho do diretor americano PAUL WEITZ, autor de um outro filme que gosto demais, UM GRANDE GAROTO (2002), esse CIRQUE DU FREAK - O APRENDIZ DE VAMPIRO (2009) é bem mais descompromissado e não entra tanto nos problemas de seus personagens, como acontecia em Um grande garoto. 

Nesse filme, dois adolescentes, amigos e de comportamentos diferentes, pois um é estudioso e correto em sua maneira de agir e o outro é um daqueles garotos problemas, visitam um show de horrores, ondem conhecem um homem misterioso que acaba mudando o rumo de suas vidas.

Ver a atriz mexicana SALMA HAYEK na tela novamente, mesmo que por poucos momentos e as vezes de barba, é muito bom. O filme conta também com a presença do ótimo JOHN C. REILLY mas nada disso o torna grande.

Sua história é simples e todos as relações que o filme aborda, são superficiais. As aberrações que são mostradas, são sem criatividade e o exagero acaba tirando o charme que poderiam ter. Nem mesmo o vilão, recebe um tratamento adequado, sendo mostrado apenas como um estudioso de poderes magníficos e que quer começar uma guerra para que ele se torne o novo governante do mundo. Pelo menos, é o que parece.

Minha Nota: 5.2
IMDB: 6.0

Moonrise Kingdom - (Moonrise Kingdom) - 2012


Nova obra do diretor americano WES ANDERSON responsável pelo conceituado trabalho OS EXCÊNTRICOS TENENBAUNS (2001) que além de trazer uma atmosfera exótica, com cores fortes e uma fotografia muito bem cuidada, tinha um senso de humor raro e uma história bastante criativa. 

Nesse MOONRISE KINGDOM (2012), temos a história de um par de jovens, desajustados e isolados em suas realidades, cada um a sua maneira, que tentam fugir de sua cidade localizada em uma ilha na Nova Inglaterra, e com isso, fazem com que praticamente todos os habitantes se espalhem e suas buscas.

A atmosfera estranha, dessa vez cores opacas, mas o mesmo cuidado com a fotografia e a presença de objetos que nos chamam a atenção ao aparecerem na tela, como é o caso do toca discos que a mocinha carrega com ela em grande parte da trama, são marcas registradas do diretor. O senso de humor apurado também está lá. A presença de atores super competentes como BILL MURRAY, EDWARD NORTON e BRUCE WILLIS também acontece na obra.

Contudo, talvez por não ser mais uma novidade toda essa atmosfera que permeia os trabalhos do diretor. A história se torna boba. Tirando praticamente todo o charme que o filme poderia ter. Outro aspecto importante que se pode notar, é que o diretor não deixa espaço para o desenvolvimento dos dramas pessoais de seus personagens, jogando na tela em determinados momentos, os possíveis motivos que moldaram suas personalidades através de flashback muitas vezes entrecortados e muito rápidos.

Minha Nota: 6.0
IMDB: 8.2

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Código, O - (Safe) - 2012


Já tinha ouvido falar desse sexto trabalho de direção do americano BOAZ YAKIN, que até o momento eu desconhecia, esse filme de ação, que traz como protagonista o competente JASON STATHAM, é um ótimo exemplar de um filme de ação, mas ainda não havia visto pois estava esperando uma cópia com boa qualidade.

Em sua história, esse O CÓDIGO (2012) traz uma menina de memória notável, que recebe um código numérico de valor inestimável e passa a ser perseguida pela máfia russa, policiais corruptos de Nova York e pela máfia chinesa e acaba cruzando o caminho de um policial decadente, que já não tem mais ânimo de viver, interpretado por Jason Statham.

Interessante a utilização da câmera na cena em que a garota é sequestrada, logo após receber uma sequência de números. A câmera de dentro do carro, consegue algumas imagens de ângulos bem pensados, além de utilizar os retrovisores, passando a sensação de que fazemos parte da cena, como se estivéssemos sentados no banco de traz. O diretor acaba fazendo novamente a utilização dessa câmera que na minha opinião, foi o me deu a impressão de um trabalho diferenciado e de qualidade.

O tempo do diretor para as cenas de perseguição e as cenas de ação é muito bom, o que resulta em um ótimo entretenimento para quem gosta desse gênero, nos brindando com uma história interessante e várias cenas de combate armado e desarmado.

Minha Nota: 6.0
IMDB: 6.5

Escape - (Escape) - 2012


Não faço a mínima ideia do motivo que me impulsionou  a assistir a esse ESCAPE (2012), filme do diretor PAUL EMAMIM, que é o seu primeiro trabalho em longa metragem para o cinema.

No filme, dois médicos, marido e mulher, precisam de uma mudança drástica depois da morte inexplicável de seu bebê e para isso, viajam para a Tailândia, onde pretendem se dedicar a exercer a medicina em um lugar onde a população precisa de seus talentos.

Com nenhum nome conhecido abrilhantando a obra, o diretor nos apresenta rapidamente aos seus personagens e nos dá a ideia de que eles tiveram uma perda muito grande, a morte de sua filha e por isso, resolvem abandonar suas vidas e fazer o que sonhavam quando ainda eram adolescentes e não haviam se casado, sair pelo mundo ajudando pessoas.

O andamento é rápido nessa primeira parte e parece ser ditado assim, para que entremos definitivamente no que deve ser o filme, ou pelo menos o que eu esperava que fosse o filme, algo como um filme de prisioneiro pressionado pela sensação de morte ou coisa parecida.

Mas somos levados para uma direção que não tem nada disso, ou apenas um pouco de tudo. Temos a princípio um pouco de filosofia, sobre por que Deus reserva para boas pessoas, momentos de sofrimento?

Mas para resumir a coisa toda, mesmo com um cenário lindo como a Tailândia sendo usado como pano de fundo para o filme, mesmo com algumas situações que trazem lampejos de lembrança de uma grande obra como O SOBREVIVENTE (2006), o filme se perde em soluções fáceis e até mesmo cenas mal acabadas e sem nenhuma inteligência em sua realização, tornando totalmente descartável e desaconselhável.

Minha Nota: 4.0
IMDB: -

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Apenas te amo - (Tada, kimi wo aishiteru) - 2006



Primeiro longa metragem feito direto para o cinema do diretor japonês TAKEHIKO SHINJO e me surpreendi positivamente com esse APENAS TE AMO (2006) que é um filme cheio de sensibilidade e com uma fotografia belíssima.

A premissa do filme é simples, um rapaz tímido, fugindo da Cerimonia de Entrada para a faculdade, acaba conhecendo uma sorridente caloura que precisa de ajuda para atravessar a a rua. A partir daí, esses dois jovens, diferentes, cada uma a sua maneira, e por isso, afastados do restante dos estudantes, começa uma relação de amizade, que aos poucos se torna mais que isso.

O filme tem o velho problema das interpretações muito acentuadas, que é uma característica frequente do cinema oriental, mas o diretor tenta e em diversos momentos consegue, compensar esse, que para mim é um problema, com uma trilha sonora fantástica e com uma fotografia muito bem cuidada, fazendo com que qualquer frame da obra, nos proporcione um prazer raro de olhar para a tela.

Muito dessa beleza toda que o filme nos traz, é em função das belíssimas atrizes, com suas belezas orientais características, AOI MIYAZAKI  e principalmente de MEISA KUROKI. 

O andamento lento e um roteiro que nos prende a atenção, como se fosse uma ótima comédia romântica americana, são outro ponto forte do filme, que não se torna grande apenas por detalhes e soluções convencionais, que não prejudicam o filme pelo menos.

Minha Nota: 6.6
IMDB: 7.2

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Fantasma de Buenos Aires - (Fantasma de Buenos Aires) - 2008


Primeiro longa metragem do diretor argentino GUILLERMO GRILLO, esse FANTASMA DE BUENOS AIRES (2008), conta a história de um espírito do passado, que faz contato com três jovens que estão fazem um experimento de contato com os mortos.

Impressionante a beleza da atriz PAULA BRASCA, que é o par romântico do rapaz que se interessa pelo fato de poder ter contato com um fantasma, no intuito de responder perguntas fundamentais sobre, se existe Deus, como é a vida depois da morte e coisas do tipo.

Com leves tons de comédia, o filme se inicia com indas e vinda temporais, no intuito de apresentar seus personagens rapidamente. Em seguida, passamos a seguir a investigação que o fantasma e do rapaz, que está hospedando esse fantasma, na procura por um velho amigo. Durante esse tempo, o diretor nos mostra que o garoto nutre um carinho especial pela irmã de seu amigo, mas sua personalidade reclusa e acovardada, lhe impede de tomar qualquer atitude.

O roteiro, tirando a premissa que é uma novidade e já nos faz imaginar inúmeras soluções interessantes para obra, cai na característica comum das comédias românticas, o que empobrece um pouco as soluções que o diretor vai apresentando. Mas não estraga o divertimento como um todo. E confesso que gostei de ver esse cinema argentino com cara de cinema nacional.

Minha Nota: 6.0
IMDB: 6.3

12 horas - (Gone) - 2012


Primeiro trabalho do diretor pernambucano HEITOR DHALIA em terras americanas, ele que é responsável pelo CHEIRO DO RALO (2006), esse 12 HORAS (2012) não traz nada demais, a não ser uma desses histórias com uma aura de suspense. Na história, uma mulher, vivida pela exótica AMANDA SEYFRIED, está convencida que o responsável pelo sequestro que a deixou internada por muito tempo em um sanatório, já que ninguém acreditou em sua história voltou, e dessa vez, levou a sua irmã em seu lugar e ela crê que tem apenas 12 horas para resolver o caso sozinha, já que a polícia novamente não acreditará em sua história.

O filme tem o mérito de conseguir fazer com que fiquemos presos em sua história, pois, como nem mesmo a protagonista sabe como é a cara do responsável pelo seu sequestro, ficamos tão curiosos quanto ela para descobrir o autor da façanha. Contudo, o que vemos, é uma caçada de proporções grandiosas, da polícia atrás da mocinha.

E olha que ela consegue despistar todo mundo o tempo todo, o que faz com que o filme perca muito da sua credibilidade. Somado a esse fato, temos um vilão que continua sem aparecer, nos deixando curiosos de sua face por mais tempo do que gostaríamos e além disso, se mostra um assassino em série sem um pingo de talento.

Acho que faltou trabalhar um pouco o valor do vilão, que de tão pequeno, acaba não coroando a obra com sucesso para o seu público.

Minha Nota: 5.4
IMDB: 5.7

domingo, 23 de setembro de 2012

Contos da Lua Vaga - (Ugetsu monogatari) - 1953


Filme do diretor japonês KENJI MIZOGUCHI, cheguei até a esse CONTOS DA LUA VAGA (1953) graças a um post que li no blog do Ailton Monteiro e realmente, ele tem razão em vários aspectos que comentou, sobre essa obra que é um grande exemplar do cinema oriental.

Em sua história, no início da primavera, no período das Guerras Civis japonesas do século XVI, dois casais tentam aproveitar para enriquecer com seu trabalho.

Desprezando completamente o perigo que a guerra trouxe, eles se dedicam ao trabalho em tempo integral e buscam meios alternativos de chegarem a cidade para conseguir comercializar seus produtos cerâmicos. Dos dois casais, os homens são os principais sonhadores, um, com o objetivo de ficar rico e poder presentear sua esposa com roupas caras e o outro, sonha em se tornar famoso, se tornando um samurai importante.

As mulheres tentam ser o ponto seguro dos homens, tentando lhes alertar quanto aos perigos que lhes reservam esses sonhos, mas acaba sendo em vão. O diretor nos mostra que somente através do sofrimento, é possível adquirir um aprendizado. É fantástico como sem a utilização de recursos de efeitos especiais, o ele consegue nos passar a atmosfera que deseja, alterando essa atmosfera apenas através da direção de seus atores.

O que me incomoda e sempre incomodou no cinema tradicional oriental, é o fato da interpretação exagerada e particularmente nessa obra, a constância com que o som é aplicado ao fundo do filme, de forma constante e hipnótica.

Minha Nota: 6.0
IMDB: 8.2