segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Zeitgeist: Addendum - (Zeitgeist: Addendum) - 2008



Nesta segunda obra, o diretor americano PETER JOSEPH, nos aplica uma pequena noção de como funciona o sistema financeiro mundial. Como funciona a criação do dinheiro, e os mecanismos criados pelas instituições financeiras, apoiadas por seus governos, para que o lucro seja o principal objetivo da nossa sociedade, criando assim um novo tipo de escravidão mundial. O diretor nos mostra também que a corrupção é algo inerente para o esquema financeiro que impera em nosso planeta e aproximando do final de sua obra, nos oferece uma das possíveis solução para o problema identificado.

É muito interessante sermos confrontados com informações tão contundentes de difíceis de serem contrapostas. É sabido que todos os meios de comunicação, não cumprem o papel de nos informar, mas sim de nos manter longe do conhecimento, que já produziu tecnologia suficiente para que vivêssemos em um mundo auto sustentável, mas que pelo contrário, impera a escassez em diversos países e classes sociais, nos impulsionando sempre para a competitividade.

Uma citação fantástica, dentre tantas que são mostradas na obra, é de que "Não é demonstração de saúde ser bem ajustado a uma sociedade profundamente doente". Estamos todos confortáveis, em nossas vidas cheias de dívidas e compromissos financeiros, nos alegrando quando conseguimos gastar menos do que ganhamos e podemos com isso, usar nossos salários para realizar algum pequeno sonho ou satisfazer algum pequeno prazer com isso, mas ao mesmo tempo, todos temos consciência de que vivemos reféns de recursos como o petróleo, que estão bem próximos de acabar e gerar uma crise mundial, que pode tomar rumos inesperados e sempre bastante pessimistas de se imaginar, mas tentamos não pensar nisso por acreditar que não presenciaremos esses tempos.

Minha Nota: 5.8
IMDB: 8.4

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Zeitgeist - (Zeitgeist) - 2007


Trabalho do documentarista americano PETER JOSEPH que mostra, através de uma série de vídeos e matérias levantados ao longo de seu trabalho, uma visão completamente reveladora, sobre os Estados Unidos e a alguns fatos que podem ser vistos por outra perspectiva.

Nesse trabalho, que já tem duas continuações, o diretor, que o divide em três partes, começa em sua primeira parte, por quebrar o mito do cristianismo, mostrando como toda a fé que é pregada pelo mundo judaico cristão, se baseia em uma série de religiões mais antigas, que possuem as mesmas referências que aparecem na bíblia.

Em seguida, na segunda parte do filme, o diretor mostra uma série de informações que ficaram ocultas da grande população mundial, a respeito do atentado de 11 de setembro, deixando claro que tanto esse desastre que marcou a história mundial, quanto alguns outros fatos de igual ou maior importância, podem ter sidos forjados por seus próprios governantes.

Na parte final, o diretor expõe como funciona o sistema financeiro não só americano, como mundial e como, através de guerras e manobras internas, estamos caminhando para um governo único e mundial.

É impressionante como tudo faz sentido e soa como verdadeiro e plausível. O diretor nos deixa com o sentimento de enganados, pela mídia e por nossos governantes e no mínimo, nos da conteúdo de sobra sobre o que pensar. Não é fácil analisar a obra como um filme, ou cinema de diversão, mas sem dúvida alguma, como fonte de conhecimento, é um conteúdo quase que obrigatório para qualquer pessoa que goste de questionar vários pontos importantes sobre a humanidade que vivemos.

Mais importante do que se tudo que é dito é verdade ou não, é termos a opção de poder questionar tudo que nos é imposto, para que possamos analisar de forma livre, toda doutrina e conceito que nos é apresentado.

Minha Nota: 6.0
IMDB: 8.3

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Mulheres Sexo Verdades Mentiras - (Mulheres Sexo Verdades Mentiras) - 2008



Esse MULHERES SEXOS VERDADES E MENTIRAS (2008) é um trabalho do diretor carioca EUCLYDES MARINHO que nos traz uma espécie de falso documentário, realizado por sua protagonista, interpretada pela atriz JÚLIA LEMMERTZ, documentarista no filme, que resolve, depois de se descobrir sexualmente após um casamento de longa data, fazer um filme sobre os desejos femininos e as impressões de mulheres de várias classes sociais e idades tem sobre o assunto.

Confesso que me emocionei com uma declaração dada logo no início do filme, por uma senhora, que fala da sensibilidade que o homem deveria ter e conta um episódio ocorrido com ela em sua lua de mel.

Contudo, o filme se torna uma verdadeira colcha de retalhos, já que os depoimentos vão e vem, apenas girando sobre um assunto, que na verdade, não consegue ser esgotado seja em uma obra de 1:20 minutos, ou mesmo através de opiniões subjetivas que são dadas por suas personagens.

Acredito também, que senti falta de mais ousadia nas cenas de nudez do filme. Acho que nessas cenas, o diretor deixou escapar a oportunidade de mostrar de maneira mais prática as impressões que seus personagens exprimem verbalmente.


Minha Nota: 4.8
IMDB: 5.1

Mulher, Mulher - (Mulher, Mulher) - 1979



Filme do diretor paulistano JEAN GARRET e conta a história de uma mulher, recém viúva, que resolve passar uma temporada em um sítio afastado e acaba encontrando gravações feita pelo seu marido que era psicólogo e com isso, tenta se rediscobrir.

A presença de HELENA RAMOS é o grande destaque do filme na minha opinião. A beleza de seu corpo nu, filmada de forma quase intrusiva, garante os pontos altos do filme.

Apesar de uma interpretação melancólica, de uma mulher que está sofrendo com sua viuvez, mas que descobre que a causa maior desse sofrimento, está alojada em uma parte mais obscura de sua essência, talvez pudesse prejudicar um pouco a apreciação da obra, contudo, o trabalho do diretor e da fotografia do filme, que agem como voyeur, observando a beleza feminina acima de tudo, podem trazer um prazer especial para a obra.

Interessante o recurso, da protagonista trafegar pelas cenas em que sua ela está apenas lembrando de fatos, como se a mesma estivesse presente apenas como voyeur do ocorrido.

Cheguei até esse filme, graças a um post do Ailton Monteiro, que citava tanto a cena da ducha, quanto a famosa cena do cavalo, que realmente são momentos de rara beleza e erotismo conseguido pelo diretor. Ainda acrescentaria a essas, a cena em que a protagonista se lembra de um envolvimento que teve com um amigo do casal, em uma das loucas ideias as quais seu marido lhe submetia.


Minha Nota: 5.2
IMDB: 6.5

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Coração Selvagem - (Wild at Heart) - 1990


Filme do conceituadíssimo diretor americano DAVID LYNCH responsável pelo sucesso CIDADE DOS SONHOS (2001) que preciso rever com calma, pois me lembro de não ter gostado quando o vi pela primeira vez, e que conta a história de dois jovens apaixonados, que começam uma viagem depois que o rapaz sai da cadeia, onde ficou preso por dois anos.

O filme conta em seu elenco com a presença do então novato NICOLAS CAGE, com a belíssima atriz LAURA DERN e com WILLEM DAFOE fazendo um pequeno papel de um assassino contratado.

Lynch tem um estilo próprio difícil de descrever, pois são vários os elementos que permeiam sua obra, mas nem sempre usados em todas elas. Aqui podemos ver a estranheza muitas vezes usadas em seus filmes, que é representada em alguns personagens como é o caso do personagem de Willem Dafoe. A violência mostrada sem escrúpulos também está presente em algumas cenas, o que faz lembrar inclusive o estilo de outro diretor conceituado, DAVID CRONENBERG e uma atmosfera que muitas vezes soa como um conto de fadas, vide as frequentes citações a obra de o mágico de oz, feitas principalmente pela personagem de Laura Dern. 

O roteiro nos reserva algumas surpresas e em seu desfecho, Lynch torna a fábula essencial para sua obra, o que me incomoda um pouco, tirando um pouco da sua seriedade na minha opinião.

Mas sem dúvida, as cenas de erotismo tem um talento admirável, e criam uma mistura de prazer com dor e medo, que mexem com seu espectador. Destaque para a cena de Dafoe no quarto de Laura Dern, que está muito sensual no papel e que é de tirar o fôlego.

Minha Nota: 5.6
IMDB: 7.2

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Rock of Ages: O Filme - (Rock of Ages) - 2011


O americano ADAM SHNKMAN tem poucos trabalhos como diretor para o cinema, mas sem dúvida nenhuma acertou a mão com esse ROCK OF AGES: O FILME (2012). Um musical adaptado de uma peça de sucesso na Broadway.

Na história, uma linda jovem vem de uma pequena cidade, com o sonho de cantar e se tornar famosa em Hollywood. Todos nós já vimos vários enredos com essa premissa. Mas acredito que pela qualidade das músicas que abrilhantam o filme, com versões muito bem cuidadas, tanto em sua interpretação, quanto na criatividade dos arranjos escolhidos, quanto pela beleza de JULIANNE HOUGH, MALIN AKERMAN e CATERINE ZETA JONES ou pelo talento de TOM CRUISE, ALEC BALDWIN e PAUL GIAMATTI, quanto pelo clima que o rock and roll cede para a obra ou a ainda contando com uma edição competente escolhida pelo diretor Adam Shinkman, que não deixa que o filme perca seu ritmo em quase nenhum momento de sua exibição, esse trabalho consegue ser uma referência bem melhor do que tudo que foi feito nesse sentido antes dele, conseguindo sair da mesmice.

Geralmente musicais são cansativos, repetitivos e monótonos. Mas não tive nenhuma dessas impressões durante as duas horas de exibição do filme. Inclusive, todos os méritos citados, conseguem até mesmo fazer com que o roteiro que é simples e de solução fácil, seja irrelevante para o resultado que é atingido.

Minha Nota: 7.6
IMDB: 6.1

Entre o amor e a paixão - (Take This Waltz) - 2011


Segundo longa metragem para o cinema feito pela diretora canadense SARAH POLLEY que já havia sido indicada por melhor roteiro adaptado com o filme LONGE DELA (2006) e que já tinha uma carreira como atriz em vários filmes.

Na história desse ENTRE O AMOR E A PAIXÃO, uma mulher casada, vivida pela belíssima MICHELLE WILLIAMS de quem confesso que fiquei fã após a sua brilhante interpretação em SETE DIAS COM MARILYN (2011) e no emocionante e amargurante NAMORADOS PARA SEMPRE (2010), vive um casamento aparentemente feliz, contudo, se apaixona por uma artista solitário que vive do outro lado de sua rua, que parece lhe oferecer algo que sua relação não lhe da mais.

O filme mostra uma fotografia muito bonita. A diretora abusa do foco, para mostrar o quanto seus personagens se encontram perdidos em determinados momentos de sua vida, entre o desejo e o conforto, de uma relação duradoura e que parece ser feliz.

O filme tem grandes momentos. As moças tomando banho no vestiário, separadas de algumas senhoras. Os corpos mais novos, mostrando a beleza da mulher contrastando com a velhice, nos fazem pensar em como tudo na vida pode ser passageiro. Nesse momento os personagens discutem a calmaria que um casamento de muitos anos, em que o marido geralmente nem mais repara quando ela raspa suas pernas. Será que vale a pena trocar isso por algo novo. O novo é brilhante, diz uma das jovens mulheres e uma senhora diz, o novo se torna velho. Cabe a cada um, buscar realizar suas vontades e decidir se vale a pena, pagar pelo risco que essas vontades podem trazer para nossas vidas.

Linda também a cena que a diretora gira sua câmera ao redor do casal, que aos poucos, realiza seus desejos e vontades, suprindo sua protagonista, de tudo que ela sempre desejou e nunca teve ao lado de seu marido.

Minha Nota: 6.6
IMDB: 6.6

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Exótico Hotel Marigold, O - (The Best Exotic Marigold Hotel) - 2011


Filme do diretor inglês JOHN MADDEN, responsável pelo excelente SHAKESPEARE APAIXONADO (1998) e que traz novamente com esse O EXÓTICO HOTEL MARIGOLD (2011), um trabalho de qualidade para as telas do cinema contando a história de um grupo de ingleses aposentados, que viajam para a Índia para fixar residência no que eles acreditam ser um hotel recém-restaurado, um verdadeiro paraíso.

Contando com um elenco de atores experientes de impor respeito a qualquer aficionado por cinema, composto por JUDI DENCH, BILL NIGHY e TOM WILKINSON dentre outros.

Apesar da idade da maioria dos intérpretes, o filme tem a vitalidade de qualquer comédia romântica bem realizada que se vê produzida hoje em Hollywood. Além disso, a história é bem amarrada e prende a atenção do espectador do início ao fim. 

Acho que o filme deixa escapar um pouco, a beleza da Índia como ela é retratada no próprio filme, suas cores, sons e seu povo, que como é citado na obra, encara a vida como uma dádiva. Também poderia ser abordado de uma forma mais séria talvez, todos os transtornos que a velhice nos trará, mas isso também tornaria o filme numa coisa mais séria e ele funciona muito bem como comédia. Mas, tirando ao fotografia que não é um primor, e poderia muito bem ser, o filme funciona bem e chega mesmo a emocionar com sua história romântica e bem contada.

Minha Nota: 6.8
IMDB: 7.3

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Ponto final - (Match Point) - 2005


Sem sombra de dúvida esse é o trabalho do diretor WOODY ALLEN pelo qual sou mais apaixonado. E apaixonado é o adjetivo que melhor condiz pelo sentimento que nutro por esse filme. Eu já o havia visto em 2007, mas tinha muita vontade de vê-lo novamente e ter a oportunidade de escrever minhas impressões sobre a obra além é claro, que matar a saudade desse trabalho tão brilhante.

Em seu roteiro, super bem trabalhado, temos a história de um jovem solteiro que é ex-jogador profissional de tênis e que começa a dar aulas em um clube elegante de Londres, terminando por entrar em uma família tradicional e com muito dinheiro, que lhe consegue um emprego promissor e todo o conforto com qual jamais havia imaginado.

Meu conceito sobre o filme cresceu assustadoramente. Já de cara, somos presenteados com a frase, eu prefiro ter sorte a ser bom em algo. Que durante toda a projeção, é referenciada através das situações mostradas no filme. Além disso, Woody Allen nos mostra toda a sua habilidade, ao fazer com que nos apaixonemos a primeira vista por SCARLETT JOHANSSON, o que não é tão difícil, mas já li isso em algum lugar e sou obrigado a repetir aqui, nunca a vi tão bela na tela. Sua segurança na primeira parte do filme, sua certeza sobre o poder que tem sobre os homens que estão ao seu redor, tudo isso, faz com que seu personagem exale uma sensualidade sem igual.

Ao mesmo tempo, o talento do diretor e de sua atriz, conseguem transformar esse personagem em uma outra mulher, totalmente diferente. Frágil, insegura, até mesmo irritante em suas investidas, na busca por segurança junto ao homem que está lhe enganando.

Mas não é só o trabalho de Allen com sua atriz que chama atenção, a beleza nos cenários que compõe cada cena, são claramente resultados de um olho de mestre, de uma cabeça que imagina exatamente o que quer. Brindar o seu espectador com uma história incrível, mas ao mesmo tempo, contada com o cuidado de um mestre. Outro ponto positivo é o crescendo que a tensão do filme ganhe em sua parte final, nos coroando com uma conclusão que não poderia ser de outra forma mais brilhante e inesperada.

O filme ganhou indicação ao Óscar de roteiro original e ao Globo de Ouro nas categorias, filme, diretor, atriz coadjuvante para Scarlett Johansson e melhor roteiro ganhando o prêmio de melhor filme no festival de Goya.

Minha Nota: 8.8
IMDB: 7.7

Três Vezes Amor - (Definitely, Maybe) - 2008


Encantador esse trabalho do diretor ADAM BROOKS que é apenas o seu quarto trabalho em direção de longas metragens, mas que já tem diversos títulos como roteirista, como BRIDGET JONES: NO LIMITE DA RAZÃO (2004) e o também encantador WIMBLEDON - O JOGO DO AMOR (2004).

Nesse TRÊS VEZES AMOR (2008), um consultor político, vivido por RYAN REYNOLDS, tenta explicar seu divórcio iminente e alguns relacionamentos passados a sua filha de 11 anos de idade vivida pela encantadora ABIGAIL BRESLIN.

O filme é delicioso, pois a narrativa, sempre que é intercalada pelos comentários da menina em pontos chaves, faz com que tenhamos aquela pausa que geralmente damos em alguma programação para comentar com alguém determinado fato que precisa ser comentado, seja por que concordamos com ele ou não. Além disso, a beleza de RACHEL WEISZ e de ELIZABETH BANKS abrilhantam a tela de forma muito agradável. Não posso esquecer também da participação de KEVIN KLINE que dá um toque de humor britânico muito bem vindo para a obra.

Cheguei a me emocionar por três vezes durante o filme. É claro que filmes sobre relacionamentos sempre me tocam muito, pois sou um homem completamente apaixonado por minha esposa e tudo que remete as dificuldades que a vida nos apresenta e como temos que lutar e aprender a conviver com os nossos e com os defeitos e dificuldades do outro, fazem valer a pena ou não, dedicar nosso amor a uma pessoa.

Claro que o fato de ter uma tendência muito forte de ficar completamente apaixonado por filmes que adentrem o gênero romance de forma efetiva, o que pode interferir sempre meu julgamento positivamente nessas obras, acho que pequenos detalhes em seu roteiro, que existem provavelmente para facilitar o fechamento da história, fazem com que o trabalho não seja totalmente um primor, mas com certeza, um filme para quem, como eu, curte o gênero romance não perder.

Minha Nota: 6.4
IMDB: 7.2

Besouro Verde, O - (The Green Hornet) - 2011


As vezes a noite eu perco o sono e recentemente, estou tentando a tática de ver filmes até que consiga enfim baixar a excitação do corpo e conseguir dormir. Na verdade, não deu muito certo, pois eu só tinha esse O BESOURO VERDE (2011) fácil as mãos e depois que terminei, fiquei achando que ia dormir. Ledo engano, pois lembro que ao perder os sentidos, havia visualizado no relógio do quarto o belo horário de 03:40. Vou tentar agora ficar sempre prevenido.

Agora falando o filme. Uma diversão facilmente esquecível esse trabalho do diretor MICHEL GONDRY, até então desconhecido para mim, e que conta a história de um rapaz, que após a morte de seu pai, se torna herdeiro de um grande jornal local e de toda a sua fortuna. Depois de um episódio em que ele ajuda um casal de namorados, contando com a colaboração de seu motorista/mordomo, resolve formar uma dupla de combatentes ao crime.

Lendo assim, parece que estou falando de uma infinidade de super heróis que são herdeiros de fortunas, que formam duplas dinâmicas, ou seja, novidade nenhuma. E assim mesmo, sem novidades que o filme tenta nos pegar. Talvez no humor por trás da cara já engraçada do ator SETH ROGEN e das situações em que ele demonstra que sempre foi um rico mimado que nunca soube fazer nada e era revoltado com o pai, por ter lhe dirigido uma criação rigorosa.

Além do roteiro nada criativo, o filme tem problemas técnicos e criativos. Não gostei nada das cenas de luta, em que o auxiliar do Besouro demonstra seus dotes de artes marciais. O filme sugere super poderes para o rapaz que se sente tão mais rápido que seus adversários, que é como se os mesmos estivessem em câmera lenta, contudo, as cenas não são bem executadas e chegam a causar estranheza.

Como alento, serve ver novamente na tela a fascinante CAMERON DIAZ, que só por sua beleza, muitas vezes compensa uma olhada em determinadas obras, contudo, dessa vez, ela é um alento um pouco menor do que o filme necessitava.

Minha Nota: 5.2
IMDB: 6.0

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Cosmópolis - (Cosmópolis) - 2012


Mais recente trabalho do diretor DAVID CRONENBERG, esse controverso COSMÓPOLIS (2012) conta uma história nada comum no universo desse diretor, um empresário bilionário, quer atravessar a cidade de Manhattan para cortar seu cabelo em sua limousine durante uma visita do presidente americano, que faz com que a cidade toda esteja um caos, entre manifestações e ameaças de ataque terrorista.

Cronenberg ficou marcado pela estranheza de seus trabalhos, que sempre trouxeram em destaque a violência mostrada de uma forma nua e crua e o sexo, sempre com uma tensão muito erótica e forte. Esses dois aspectos estão presentes em seu filme mais recente. Além disso, ele transfere a estranheza, que muitas vezes permeia seus roteiros, para os diálogos e situações pelas quais o personagem de ROBERT PATTINSON desenvolve com seus interlocutores, muitas vezes em momentos que não tem tanto sentido durante a projeção.

Talvez esse seja o ponto mais fraco do filme, que abusa de idéias talvez ousadas demais, ou pseudointelectuais, que chegam a deixar a produção de 1:49 muito maior e até mesmo cansativa. Mas e justamente a expectativa sobre o que o diretor nos reserva, que nos leva a apenas observar os enquadramentos e a criatividade do diretor, de conseguir transformar um mesmo ambiente, o interior do carro que leva o empresário pela cidade, em algo interessante e que consegue até mesmo nos surpreender.

O filme ainda conta com a presença de JULIETTE BINOCHE e PAUL GIAMATTI em seu elenco, além da belíssima SARAH GADON que faz o papel da esposa de Pattinson. Não me considero um fã dos trabalhos do diretor, sempre achando o universo de seus filmes muito irreal para conseguir me envolver profundamente em suas histórias, mas não tenho como reconhecer que ele possui trabalhos importantes em sua carreira, como SENHORES DO CRIME (2007) seguido de MARCAS DA VIOLÊNCIA (2005), que são meus trabalhos preferidos dentre os que vi.

Minha Nota: 6.2
IMDB: 5.6

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Control - (Control) - 2007


Filme do holandês ANTON CORBIJN que tem em seu currículo trabalhos com bandas como Metálica e U2 e que trás esse CONTROL (2007), baseado na história do vocalista da banda pós-punk Joy Division que se suicidou aos 23 anos de idade.

O filme retrata um adolescente introspectivo e criativo, que se casa muito cedo e que entra para a banda depois de assistir a uma apresentação dos Sex Pistols, quando ele decide que quer estar em cima do palco e não do outro lado.

Com uma trilha sonora que encanta, até mesmo pessoas que não são tão conhecedoras do rock inglês da época, como é o meu caso e com uma fotografia em preto e branco que ajuda a dar o clima de depressão que ronda o enigmático vocalista, o diretor nos brinda com um trabalho que não deixa claro os motivos que levaram o jovem ao suicídio, mas ao mesmo tempo mostra a sua dificuldade em lidar com o relacionamento amoroso que tinha com uma jornalista belga e sua esposa, com quem teve uma filha. Inclusive, vale dizer que é belíssima a atriz romena ALEXANDRA MARIA LARA.

Lendo um pouco a história da banda, podemos ver que o filme é bem fiel aos fatos, inclusive, meu prazer em ver o filme foi aumentado, ao ver que o mesmo conversa com o trabalho A FESTA NUNCA TERMINA (2002) que retrata o cenário musical da época.

Vendo ao obra, me senti um pouco triste, por não termos o mesmo cuidado com nossa música, que na minha opinião, ainda não teve um trabalho com uma produção e um cuidado tão grande, quanto esse CONTROL (2007) nos brinda.

Minha Nota: 7.0
IMDB: 7.7

Grande ano, O - (The Big Year) - 2011


Filme do diretor DAVID FRANKEL, também realizador de MARLEY E EU (2008) e do O DIABO VESTE PRADA (2006), esse O GRANDE ANO (2011) conta a história de dois entusiastas da observação de pássaros que tentam derrotar o recorde do arrogante e impiedoso atual recordista mundial, em um ano de competição.

Na verdade se trata de uma comédia que conta com a presença de nomes importantes do meio. OWEN WILSON, JACK BLACK e STEVE MARTIN. 

Isso por si só, já faz com que o espectador se prepare para dar boas risadas, o que não acontece no filme. Na verdade, é uma história amarrada em um argumento um tanto quanto diferente. Sobre uma competição anual, que consiste em registrar o maior número de pássaros de diferentes espécies que serão visualizados ou fotografados durante um ano.

No desenrolar do filme, vemos que são vários os temas abordados. Amizade, o problema de se pesar os valores de sua vida. O que vale mais? Correr atrás de seu sonho ou perder o tempo de convívio com as pessoas que realmente importam na sua vida.

Tratando desses assuntos de uma forma um tanto quanto superficial, o filme não consegue nem fazer rir, nem emocionar. Acredito que nem mesmo os amantes dos pássaros, consigam se empolgar com a competição que nos parece boba e sem sentido. Acredito que a apenas a cena das duas águias possa trazer alguma emoção para seu espectador, mas não aconteceu assim para mim. Como um turista fala em determinado momento do filme, apenas os americanos mesmo para transformar em competição a observação de pássaros.

Minha nota: 4.8
IMDB: 6.1

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Alien, o Oitavo Passageiro - (Alien) - 1979


Segundo longa metragem do diretor inglês RIDLEY SCOTT para o cinema e já um clássico que o consagrou para a posteridade como componente do time de grandes diretores do cinema e que posteriormente, teve uma continuação de muito sucesso, ALIEN, O RESGATE (1986) dessa vez dirigido por JAMES CAMERON e mais recentemente, teve um possível prólogo de sua história, dirigido pelo próprio Scott PROMETHEUS (2012).

Na história de ALIEN, O OITAVO PASSAGEIRO (1979), uma nave de mineração, tem sua rota alterada, para que seus tripulantes investiguem uma mensagem aparentemente de SOS, e com isso, aterrissa em um planeta distante e em outra galáxia, possibilitando a entrada de um passageiro indesejado em sua nave.

Com cenários que podem ser considerados futuristas e tecnológicos até mesmo para o ano de 1979, somando-se uma trilha sonora criativa e clássica que funcionam positivamente para o clima de terror e suspense que permeia toda a obra, o diretor consegue nos prender e carimbar um dos vilões que seria a partir de então, mais temidos e que ainda seria referenciado em uma série de trabalhos até mesmo em outras mídias.

Como protagonista e heroína de sua obra, temos a atriz americana SIGOURNEY WEAVER em início de carreira, esse que era apenas o seu terceiro longa metragem para o cinema. É ela a responsável por uma cena que é o ápice do longa e que reúne, sensualidade e um suspense de tirar o fôlego de qualquer espectador.

Claro que eu já havia visto o filme a muito tempo atrás e pelo fato de ter visto recentemente Prometheus e de ainda não ter uma nota para a sequência de filmes de título Alien, me incumbi de dar uma repassada por esses filmes. O argumento de Alien pode ter seus furos, o que costuma acontecer em filmes de terror e suspense, que precisam de algumas justificativas, as vezes de peso duvidoso, para que seus personagens se coloquem em situações de perigo, que vão causar o susto desejado em seu espectador, no caso desse filme, o gato é quem cumpre essa função, mas sem prejudicar demais toda a trama, inclusive, se tornando peça fundamental como poderá ser comprovado em trabalhos futuros..

Minha Nota: 6.6
IMDB: 8.5