quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Segurando as pontas - (Pineapple Express) - 2008
Arrisquei assistir a esse SEGURANDO AS PONTAS (2008) que conta com a presença do comediante SETH ROGEN e do ator JAMES FRANCO sob a direção de DAVID GORDON GREEN de quem ainda não havia visto nenhum outro trabalho, mas confesso que não curti.
Na história, um servidor de processo e seu traficante de maconha, acabam fugindo de assassinos e de uma policial corrupta depois dele testemunhar o assassinato de um traficante inimigo.
O filme teoricamente, seria uma comédia, mas em raríssimos momentos eu consegui me sentir confortável com a obra a ponto de me divertir. Uma sequência muito grande de cenas com o uso de maconha e besteiras feitas pelos seus usuários, são mostradas no vídeo.
Na verdade, a proposta do diretor, é ser fiel ao seu roteiro, mas seus personagens, são carregados de uma imbecilidade que não conseguiu me levar a gargalhada. Temos cenas de ação e até mesmo perseguição durante o filme, mas nada que faça valer a pena a sua apreciação.
Minha Nota: 5.2
IMDB: 7.0
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Querô - (Querô) - 2007
Continuando a minha peregrinação pelos filmes nacionais que eu tinha guardados para assistir, cheguei até esse QUERÔ (2007), filme do diretor CARLOS CORTEZ que conta a história de um adolescente órfão, filho de prostituta morta logo após o seu nascimento, foi criado na rua e teve uma vida voltada para o crime e a violência.
Confesso que fiquei surpreendido, pela qualidade do filme. Através de recursos de câmera e com um corte dinâmico, o diretor consegue nos traduzir, muito do sofrimento que permeia a vida de seu protagonista. Ele consegue nos dar a impressão de todas as dificuldades e problemas sociais pelos quais passamos, com uma instituição para correção de adolescentes contraventores, que não serve para corrigir ninguém e sim, para instaurar na maior parte dos casos, o medo e a violência nesses meninos que geralmente, são apenas um reflexo da vida violenta e sem amor que lhes foi mostrada desde que se entendem por gente.
A interpretação de MAXWELL NASCIMENTO é de encher os olhos. Apesar de já não ter o biotipo que pode ser facilmente estereotipado que normalmente encontramos em obras que tratam de garotos de rua, ele consegue passar verdade em sua interpretação.
Talvez o maior pecado do filme, seja em seu roteiro. Que se limita a acompanhar a sucessão de acontecimentos que servem apenas para reforçar o ódio que foi inserido em seu protagonista, lhe roubando de forma bem rápida, os poucos momentos de esperança, não que eu acredite que o filme tivesse que tornar tudo um mar de rosas, mas em alguns momentos, a escolha do personagem por soluções violentas, não são justificadas a meu ver.
O filme ganhou prêmios de melhor ator, diretor, roteiro e filme nos festivais de Brasília, Ceará e Cuiabá.
Minha Nota: 5.2
IMDB: 6.9
Passagem, De - (De passagem) - 2003
Atualmente tenho visto alguns filmes nacionais, mas por conta de sua duração e por que eles estavam na minha fila de filmes para serem vistos com a minha esposa, mas já que ela está ainda muito envolvida com a finalização de seu curso, resolvi não esperá-la e eliminando esses filmes da minha lista.
Não gosto de reconhecer isso, mas nosso cinema não tem produzido grandes obras nos últimos dez anos, o que faz com que grande parte dos filmes vistos, sejam muito fracos. Acabei assistindo esse DE PASSAGEM (2003) no meio dessa leva de filmes curtos nacionais. Filme do diretor RICARDO ELIAS que conta a história de um militar, que depois de anos, volta a sua casa para reconhecer, juntamente com um amigo de infância, o copo de seu irmão do outro lado da cidade.
O filme conta a história dos três amigos quando crianças e uma experiência que serviu como divisor de águas para as vidas dos jovens e paralelamente, mostra o irmão mais velho, atualmente um estudante do colégio militar e o seu amigo de infância, que tem que atravessar a cidade para reconhecer o corpo de seu irmão mais novo, que acabou indo para a Febem e se envolvendo com o mundo do crime.
Baseado na interpretação de SILVIO GUINDANE e de FABINHO NEPO, que cada um a sua maneira, convivem com os sentimentos e as lembranças dos tempos de criança, dividem suas recordações e memórias sobre seu irmão, um, revoltado pela vida que ele escolheu, enquanto que o outro, tenta defendê-lo dizendo que não foi bem uma escolha.
O filme tem várias falhas na minha opinião. Não consegue passar ao seu espectador as emoções que supostamente deveriam estar presentes em seus protagonistas.
Minha Nota: 4.8
IMDB: 7.0
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Segurança Nacional - (Segurança Nacional) - 2010
Filme do diretor brasileiro ROBERTO CARMIANATI que conta a história do Governo brasileiro contra os cartéis de drogas sul americanos e as medidas tomadas por esses cartéis para reassumir o controle do tráfico.
Já li alguns comentários sobre filmes nacionais que se parecem com as novelas que vemos na tv. Mas nunca vi um exemplar tão fiel a esse comentário quanto esse SEGURANÇA NACIONAL. O filme tem defeitos que representam bem essa característica de novela, a perseguição de carros e os efeitos visuais utilizados nessa cena além dos clichês e músicas utilizadas nos momentos que a narrativa exigia uma mudança de ares, são alguns deles.
A interpretação do ator global THIAGO LACERDA também colaboram para que o espectador se sinta assistindo a uma novela ou alguns daqueles especiais feitos pela Globo esporadicamente. Tudo isso não seria problema se tivéssemos um roteiro interessante, contudo, além do roteiro excessivamente fantasioso, a realização desse roteiro termina de colocar por terra toda qualidade possível que é empregada na obra.
Enfim, melhor perder o tempo assistindo a um episódio de qualquer novela da emissora do que as duas horas destinadas a essa obra e olha que eu sou até que bastante aberto a ver o cinema nacional sem tantos preconceitos.
Minha Nota: 3.6
IMDB: 4.3
domingo, 28 de outubro de 2012
Quanto Dura o Amor? - (Quanto Dura o Amor?) - 2009
Filme do diretor brasileiro ROBERTO MOREIRA que conta a história de três jovens em busca do amor em meio ao ritmo frenético de São Paulo. Uma atriz que quer fazer sucesso através de sua arte. Uma advogada, que divide o seu apartamento com a jovem atriz e tem um segredo a ser revelado e um escritor, que está apaixonado por uma garota de programa.
Cada um a sua maneira e vivenciando a sua história, descobre talvez quanto tempo dura o amor. É claro que tudo acontece de forma bastante simplificada. Talvez a utilização de três vertentes tenha prejudicado a possibilidade de investir mais em uma história única que avaliasse a proposta que o filme faz em seu título.
De qualquer forma, temos uma bela interpretação, em dado momento do filme, da jovem e bela atriz SÍLVIA LOURENÇO, que acabou lhe rendendo o prêmio de melhor atriz no Festival de Paulínia, mas que não salva o filme como entretenimento.
O filme ganhou prêmio de melhor atriz para a bela SÍLVIA LOURENÇO e para MARIA CLARA SPINELLI no festival de Paulínia.
Minha Nota: 4.8
IMDB: 6.5
Tempos de paz - (Tempos de paz) - 2009
Filme do consagrado diretor da tv brasileira DANIEL FILHO, esse TEMPOS DE PAZ (2009) traz DAN STULBACH e TONY RAMOS nos papéis de um oficial da alfândega que tem o papel de autorizar ou não a entrada de imigrantes poloneses recém-chegados da Europa depois de declarado o fim da II Guerra Mundial e que se depara com incomum fato de encontrar um desses imigrantes falando fluentemente o português e sem nenhum pertence.
O filme deixa no ar todo o clima de terror e mudanças que envolvia o país nessa época. Ao mesmo tempo, a demora para que as informações percorressem todos os departamentos que estavam instaurados e ainda continuam instaurados nas nossa enorme burocracia.
O foco principal recai sobre os dois protagonistas. O duelo entre um homem duro, inabalável, vivido por Tony, que não está disposto a deixar que o recém chegado polonês vivido por Dan, possa ficar no país. Apesar de alguns conflitos inseridos na trama do filme para dar uma carga de suspense, nada tira o foco do diálogo entre seus protagonistas e um problema que se desenha, é que o pouco foco da as histórias ao redor dos protagonistas, perdem seu sentido se mostrando verdadeira bobagem para o final da trama.
O filme ganhou prêmio de melhor roteiro adaptado no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro e recebeu indicações também nesse festival para as categorias de Diretor, Ator e Fotografia.
Minha Nota: 6.0
IMDB: 7.0
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Killer Joe - (Killer Joe) - 2011
Chegou até as minhas mãos esse KILLER JOE (2011) do diretor americano WILLIAM FRIEDKIN, que tem em seu currículo o espetacular O EXORCISTA (1973).
Dessa vez com uma obra que foge do terror, o diretor nos conta sobre um rapaz, que tem uma dívida que coloca sua vida em perigo, e que faz com que ele elabore um plano arriscado, para que ele receba um seguro que pode lhe salvar a pele.
O filme conta com a presença de MATTHEW MCCONAUGHEY que já é um grande ator e que aqui, recebe todas as atenções e carrega o filme diagmos assim, ainda tem a presença de uma atriz pela qual eu sou fascinado desde LIGADAS PELO DESEJO (1996) GINA GERSHON e ainda conta com a belíssima JUNO TEMPLE.
O filme tem uma certa atmosfera erótica, apesar de suas personagens femininas não serem simplesmente mulheres belas, pois uma é muito vulgar e a outra, apresenta uma certa loucura, andando inclusive sempre com os cabelos desgrenhados. Mas o diretor nos brinda com seus belos corpos com uma certa frequência, o que para mim já é um mérito.
O roteiro nos reserva algumas surpresas, mas o interessante, é que não são elas que se tornam o mais importante do filme. Ele consegue prender nossa atenção a interpretação e ao clima tenso gerado pelo personagem de Mattew, que intimida a família o tempo todo, através de sua violência e bons modos.
Um final desconcertante aguarda o espectador, que pode ficar sem saber ao certo o que viu do filme, o que pode ser apenas uma cartada do diretor para deixar que seu público pense, mas na minha opinião, não consegue passar de um bom entretenimento com uma ótima interpretação de seu protagonista.
Minha Nota: 6,4
IMDB: 7.2
Ruby Sparks: A Namorada Perfeita - (Ruby Sparks) - 2012
Filme do diretor americano JONATHAN DAYTON em parceria com sua esposa VALERIE FARIS, os mesmos responsáveis pelo estrondoso sucesso de PEQUENA MISS SHNSHINE (2006), esse RUBY SPARKS: A NAMORADA PERFEITA conta a história de um escritor prodígio, que está passando por uma crise criativa e encontra o amor de uma forma bastante incomum: através da criação de uma personagem que representa seu verdadeiro amor e que se materializa em sua vida.
Com o roteiro da atriz ZOE KAZAN que interpreta o papel da namorada criada a partir do sonho do escritor vivido por PAUL DANO, o filme, apesar de seu elemento fantasia, e de ser uma ideia um pouco parecida com outras já contadas no cinema, é sensível e me tocou na medida certa para que eu possa dizer que gostei.
O clima indie, que é uma característica que também foi usada no trabalho anterior do diretor, está presente, mas só fica ressaltado mesmo quando os personagens vão fazer uma viagem para o interior, nas casa dos pais do escritor.
Mas o que me chamou a atenção, foi a delicadeza com que seus realizadores desenvolveram os personagens. O escritor, um nerd que parece ter tido sorte com seu primeiro romance e da sua personagem, combinam de maneira formidável. Além disso, a recusa do autor em ceder a tentação de poder usar a mulher como um objeto, que lhe sirva de todas as maneiras imagináveis que nós homens normalmente idealizamos para nossas companheiras, é que me chamou a atenção.
Apesar de ter todo o controle sobre sua parceira, o jovem prefere parar de escrever suas ações, para apenas curtir sua criação como uma namorada de verdade. É claro que as coisas dão errado e que ele tenta fazer pequenos ajustes para corrigi-las, mas sempre, levando em conta o amor que sente por sua parceira e o medo de perdê-la por qualquer motivo que seja.
Cheguei a me emocionar quando o filme atinge seu clímax e gostei muito da solução dada para a obra. Claro que o fato de ser um apaixonado por comédias românticas, faz com que minhas impressões sejam as melhores possíveis, mas consigo ver também, que se o assunto tivesse sido levado um pouco mais a sério, poderia render uma obra bem maior.
Minha Nota: 6.8
IMDB: 7.3
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Estamos juntos - (Estamos juntos) - 2011
Filme do diretor paulista TONI VENTURI de quem eu não conhecia nenhum trabalho e que conta a história de uma médica residente que vive sua vida aparentemente tranquila, até que uma situação inesperada muda os rumos dela.
Gosto muito da beleza da atriz LEANDRA LEAL que tem aqui um papel difícil, pois sua personagem se vê acometida de uma doença complicada, uma solidão sufocante e acaba se envolvendo com um rapaz, que se torna a causa do rompimento com seu amigo gay mais próximo, vivido pelo ator CAUÃ REYMOND, que faz um homossexual DJ e bastante afetado.
O diretor parece um tanto quanto perdido, nos enchendo de elementos muitas vezes desencontrados de sua trama o que deixa seu espectador com o incômodo de não estar acompanhando sua trama adequadamente, pelo menos foi a sensação que tive durante todo o filme.
A fotografia do filme se não é maravilhosa o tempo todo, nos brinda com uma bela cena de Leandra apenas de calcinha deitada na cama, e a câmera revelando seu corpo lentamente, além de uma tomada aérea de São Paulo, que casa perfeitamente com a fala de um de seus personagens que diz que na cidade, para se ver estrelas, teríamos que olhá-la do alto, pois o céu caiu sobre nossas cabeças.
O filme ganhou prêmios de Melhor filme, Diretor, Atriz, Roteiro e fotografia no festival do audiovisual de Pernambuco, mas infelizmente a mim não agradou.
Minha Nota: 5.4
IMDB: 5.6
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Começo ao fim, Do - (Do começo ao fim) - 2009
O filme do diretor carioca ALUIZIO ABRANCHES responsável pelo, na época, controverso UM CÓPO DE CÓLERA (1999), que segundo algumas reportagens divulgadas pela mídia, tinha cenas de sexo entre ALEXANDRE BORGES e a atriz JÚLIA LEMMERTZ, também na época sua esposa, é também o responsável por esse DO COMEÇO AO FIM (2009) que conta a história de dois meio irmãos que se apaixonam e tem que conviver algumas dores que o decorrer da vida lhes apresenta.
O tema já é controverso por si só, mas a história fica ainda mais apimentada, por serem esses irmãos, ambos homens. Iniciando sua obra com uma citação de George Bernard Shaw. "Algumas pessoas olham o mundo e pensam: Por que? Eu penso em coisas que nunca existiram e pergunto: Por que não?". O filme apresenta o afeto dos irmãos crescendo, desde o nascimento do caçula.
Mas não é a citação de Shaw que envolve a obra com sua filosofia, mas uma conversa que a mãe deles, personagem de JÚLIA LEMMERTZ que diz que na vida, quase tudo tem dois lados, o lado bom e o outro. E seu filho lhe pergunta. Então por que todo mundo não se concentra apenas no lado bom. Por que é difícil, ela responde. Confesso que repensei durante a projeção em diversos momentos nessa citação não só por conta das situações que diretor nos apresenta, mas por ter me feito pensar na vida mesmo.
Interessante identificar que por mais de uma vez, o diretor brinca com a presença do reflexo em sua projeção. Uma de suas marcas, está nas cenas de sexo, que sempre são belas e muito fortes. Em determinado momento, um dos personagens chega a machucar uma moça com a força de seus beijos.
Não gostei de notar que o diretor, em alguns momentos, nos entrega o que está prestes a acontecer, nos mostrando alguns símbolos que passam a fazer sentido logo adiante, o que me incomodou um pouco. E o recurso do narrador, desvenda fatos que não conseguiram ficar claros em suas cenas.
O final do filme também não arrisca, desperdiçando a chance de deixar o seu espectador com o pensamento preso na projeção, o que é uma pena.
Minha Nota: 5.0
IMDB: 6.5
Superclássico - (Superclássico) - 2011
Muito simpática essa comédia romântica do diretor dinamarquês OLE CHRISTIAN MADSEN que conta a história de um vendedor e apreciador de vinhos de Copenhague à beira da falência, que tenta impedir que sua esposa se separe dele, fazendo assim, uma viagem para a Argentina tentando salvar seu casamento.
Tanto o roteiro e o recurso de voice over utilizado no filme, dão o clima cômico que está presente em vários momentos do filme. Seu protagonista vivido pelo ator ANDERS W. BERTHLSEN interpreta bem o marido fracassado que na verdade, não sabe ao certo o que quer de sua vida, mas que ainda assim, tenta com todas as suas forças mudar o destino que se desenha a sua frente.
O personagem de PAPRIKA STEEN que vive a esposa que é empresária de um famoso jogador argentino, é mostrada de uma forma perfeita, que justifica todo o esforço e embates em que se envolve o seu protagonista que reluta em assinar o divórcio.
Não posso deixar de lado também, como é belo o corpo da atriz ADRIANA MASCIALINO que apesar de ser uma mulher madura e de não ter um belo rosto, surpreende a todos na cena da banheira. Além da bela fotografia com esse belo país como fundo e utilizando muito das fotografias tiradas pelo filho do casal como pretexto para as belíssimas paisagens mostradas, outro ponto positivo, é o belo o discurso feito pelo marido, em que ele cita que o amor que nutrimos por uma pessoa nunca morre, quer estejamos próximos a essa pessoa ou não. Me fez inclusive lembra de uma música da banda gaúcha Bidê ou Balde de nome Mesmo que mude em que se fala, "é sempre amor mesmo que acabe".
O filme, apesar de se apresenta como uma comédia, nos apresenta um humor requintado, construindo seus pontos cômicos na personagem de Anders e na liguagem, visto que é falado em dinamarquês, inglês, espanhol e até mesmo umas poucas frases em português e também no povo argentino e a sua paixão pelo futebol, mas não chega a fazer com que seu espectador caia na gargalhada e pelo contrário, consegue nos fazer pensar na instituição do casamento e no amor, mas sem se aprofundar nesse tema, se tornando superficial em todos os aspectos, mas não deixando de ser uma boa diversão.
Minha Nota: 6.4
IMDB: 6.5
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Erva do rato, A - (A erva do rato) - 2008
Filme do diretor Carioca JÚLIO BRESSANE em parceria com ROSA DIAS e que conta a estranha história de um homem que propões a uma mulher, que acabou de conhecer em um cemitério a beira-mar, que lhe permita que ele cuide dela e ela aceita a oferta, assim, os dois passam a viver juntos.
Todo o filme é permeado por uma atmosfera de estranheza. Seja por seu início de história totalmente inimaginável e sem nexo, seja nas infindáveis transcrições que o personagem de SELTON MELO dita para ALESSANDRA NEGRINI sobre os mais diversos assuntos ou mesmo pelas seções de fotografia as quais ele a submete.
Esse clima, na minha opinião, serve para incomodar muito o espectador, pelo menos eu me senti assim, incomodado. Tentei ver algum sentido por trás do que via na tela. Talvez o recurso de fotografar a mulher, seja uma forma de aproximação que o protagonista busca, sem se envolver com sua esposa, mas o que não faz sentido em toda a coisa, são os motivos pelos quais ele não quer essa aproximação.
Enfim, o filme acaba se perdendo na beleza das fotos do corpo nu que são exibidas, no sonambolism de Alessandra e na presença e tentativa de capturar o rato que está roendo as fotos de sua amada. Uma frase citada no filme talvez, seja a única recordação que vale a pena levar da obra, que infelizmente não conseguiu me conquistar nem de longe. "Nada dura nesse mundo, nem mesmo os nossos problemas".
Minha Nota: 4.8
IMDB: 6.8
Magic Mike - (Magic Mike) - 2012
Sempre gostei de assistir filmes e já tem um certo tempo que além de assisti-los, venho escrevendo minhas impressões sobre eles e acho que isso acabou me fazendo ficar mais atento a algumas características interessantes que muitas vezes não percebemos. Comecei esse assunto, por que para mim, fica muito claro quando estou vendo um filme de STEVEN SODERBERGH. Sua câmera, em muitas de suas obras, tem as características que vemos na cena que se segue a cena inicial do filme. Um filtro meio que amarelado para a imagem, a câmera parada, como que jogada por acaso em um canto da cena.
Assim começa esse MAGIC MIKE (2012) que conta a história de um experiente stripper, que começa a ensinar a um jovem que ele acaba de conhecer, a arte de seduzir as mulheres em um palco, no intuito de conseguir a maior quantidade de dinheiro possível delas.
Se Soderbergh já tem o dom de transformar em show, qualquer assunto que ele resolva filmar, como o assalto a um cassino por exemplo, com imagens e sequências de acariciar nossos olhos, o que dizer então, quando um show, é o tema central de sua obra. É claro que o filme vai ser bem mais agradável para o público feminino, pois temos uma série de sequências que mostram o funcionamento de um clube das mulheres com homens seminus dançando sobre um palco.
Em seu elenco, o filme conta com a presença de CHANNING TATUM, ator que não tenho ainda uma opinião formada sobre seu trabalho, mas que nesse filme, demonstra estar bastante a vontade com o seus dotes de dançarino, dando um show a parte e do ótimo MATTHEW MCCONAUGHEY que aqui faz um papel mais exibicionista do que uma brilhante interpretação. Na ala feminina, temos a presença da belíssima a atriz americana CODY HORN.
Na verdade, tudo parece que teria que funcionar como pano de fundo para uma história de amor, mas o filme tem boas cenas entre seus protagonistas, mas pelo menos não me cativou a relação amorosa do casal.
Minha Nota: 6.6
IMDB: 6.3
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Entre os Muros da Escola - (Entre les murs) - 2008
Filme do diretor francês LAURENT CANTET que ajudou também no roteiro desse ENTRE OS MUROS DA ESCOLA (2008) que é baseado no livro de FRANÇOIS BÉGAUDEAU, que aqui trabalha como protagonista, no papel do professor que tem que conviver com uma turma difícil de alunos de um bairro pobre de Paris.
A obra propõe uma discussão mais profunda sobre o ensino. Não especificamente na França, ou em escolas pobres, mas como lidar com a matéria prima humana que nossos professores tem nas mãos. Meninos e meninas com personalidades diversas, criações diferenciadas, que geram seres humanos mais complexos do que os simples papéis que os mesmos representam dentro de sala de aula.
Não sou muito bem informado sobre o ensino francês, nem mesmo a situação social no geral, mas o filme retrata um pouco da diferença racial que atualmente está bastante presente na França e como ainda fica velado, a questão do racismo. Pois os próprios alunos que tem mostra desse comportamento, tem receio em admiti-lo.
Na história, o protagonista passa por diversas situações em que tem que driblar a resistência de seus alunos em aprender ou mesmo a necessidades desses de se manifestarem como opostos a realidade com a qual eles tem que conviver. De qualquer forma, o filme deixa no ar a pergunta, nossos alunos estão realmente sendo auxiliados com as medidas punitivas que nosso sistema de ensino estabeleceu como corretas durante o passar dos anos, ou estamos diante de métodos que não acompanharam a evolução das sociedades e as novas necessidades e situações possíveis que apareceram juntamente com a esse crescimento.
O filme foi o primeiro de origem francesa que ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes. Além disso, foi indicado ao Óscar de Melhor filme estrangeiro e outras indicações em vários outros festivais.
Minha Nota: 5.6
IMDB: 7.6
domingo, 21 de outubro de 2012
Fúria de Titãs 2 - (Wrath of the Titans) - 2012
Com a direção do americano JONATHAN LIEBESMAN, aconteceu esse novo FÚRIA DE TITÃS 2 (2012), seguindo a obra anterior que contava a história do herói Perseu, que derrotou um monstro mitológico no filme anterior.
Dessa vez, o semi-deus Perseu, vai até as profundezas do inferno, parar resgatar Zeus, seu pai, que foi capturado por Hades e Ares, e tentar evitar que Cronos acabe com todo o planeta.
O filme conta com a presença de estrelas que estiveram em seu antecessor, LIAM NEESON, SAM WORTHINGTON, RALPH FIENNES e para esse segundo filme, ainda temos a aparição da belíssima ROSAMUND PIKE e a ótima participação de BILL NIGHY como o semi-deus Hefesto, responsável pela criação das principais armas dos principais deuses.
A história, parece ser uma adaptação de histórias, que conta com a presença de mitos conhecidos de todos, arranjados em uma nova história. Não existem dúvidas que o filme é uma diversão. Que possui um ritmo relativamente bom, apesar de uma fraca história por trás. A presença de Bill Nighy é de roubar a cena. Responsável por um personagem que a princípio parece ter dupla personalidade e nenhuma sanidade.
Uma série de imagens espetaculares, mas que parecem ter sido tiradas de outros filmes que já vimos, o que acaba cansando um pouco, mas, que não atrapalham tanto assim para sua apreciação.
Minha Nota: 6.2
IMDB: 5.8
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