quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Selvagens - (Savages) - 2012
Senti um certo ar de renovação e uma aura de leveza nesse novo trabalho do consagrado diretor OLIVER STONE. É claro que grande parte das características comuns de seu trabalho estão presentes, mas eu senti que o diretor trabalhou bastante com as cores e o um certo clima de descontração nessa sua nova obra.
No enredo do filme, que foi escrito pelo mesmo autor do livro homônimo, dois amigos que criam sua produção de maconha particular e conseguem se popularizar junto a sua clientela pela qualidade do produto que eles produzem, se veem envolvidos com um poderoso cartel de drogas mexicano que intenciona aprender o método de criação da droga dos rapazes.
O diretor como sempre, mostra com tranquilidade a violência na tela, sem que cause no seu espectador nenhum impacto, mesmo quando beira o gore em suas cenas. Outro destaque, é o elenco de peso que atua como suporte para seu filme, BENICIO DEL TORO faz um assassino de sangue frio que trabalho como um certo capataz da traficante interpretada por SALMA HAYEK que está muito bem como a maléfica chefe do cartel de drogas mexicano e ainda conta com a presença de JOHN TRAVOLTA interpretando um policial corrupto.
Como disse todas essas presenças funcionam como ferramentas para a história interessante e deixar que o trio de jovens atores que funcionam como protagonistas do filme, deem o tal do clima que eu cheguei a falar de novidade para a obra. Uma frase interessante dita pela belíssima BLAKE LIVELY, que inclusive ganhou o papel de belas candidatas, inclusive OLIVIA WILDE, é "Drogas são ruins, mas em um mundo muito ruim, elas são boas. Ou, as drogas são a resposta racional á insanidade".
O que atrapalha toda a tentativa de novidade da obra, é seu roteiro, que soa como algo que já vimos em algum outro lugar, mas isso não atrapalha em nada sua apreciação. Oliver Stone chegou a um patamar, em que podemos usar quase sempre uma frase que eu ouvi uma vez sobre sexo, "mesmo quando ruim, acaba sendo bom".
Minha Nota: 6.4
IMDB: 6.6
Boy - (Boy) - 2010
Segundo longa metragem que conta com a direção de TAIKA WIATITI que além de responsável pelo roteiro, interpreta o pai do garoto que da nome ao filme. Passado na costa leste da Nova Zelândia, no ano de 1984, um garoto de 11 anos de idade e fã ardoroso de Michael Jackson, tem a chance de conhecer seu pai, que reapareceu depois de anos, a procura de um tesouro que ele enterrou anos atrás.
O filme tem um aspecto visual interessante e começa com uma história contada pela criança protagonista, que dita um ritmo que agrada bastante a primeira vista, contudo, impossível de ser mantido por muito tempo. E retirando o ritmo que impressiona, o filme cai na categoria desses filmes alternativos que mostram um conflito que é mundial, pais que abandonam os filhos e depois reaparecem, mas visto por uma ótica e por costumes, que não são de nosso convívio, pois tudo acontece com nativos da Nova Zelândia, os maori.
Uma frase interessante dita em determinado momento da obra, quando o menino pergunta para a amiga se a mãe dela costuma a ganhar nos jogos de azar que ela é viciada, a menina cita a frase dita pela mãe "É melhor arriscar o seu dinheiro em algo grande e ser realmente pobre, do que sentar por aí sendo menos pobre". Uma filosofia um tanto quanto arriscada, mas ao mesmo tempo, a esperança por trás de ganhar, alimenta a alma com sonhos de uma forma tão fácil e imediata, que chega a ser compreensível essa visão por parte de algumas pessoas.
Voltando para BOY (2010), o filme consegue ser um pouco mais do que uma comédia. Apesar de não fazer rir através de piadas, mas de situações, que também não chegam a ser hilárias, o filme consegue mostrar o conflito que se passa com o garoto, que não teve o seu pai presente e se tornou o responsável pelas crianças de sua casa, mas que com o retorno do pai, acaba buscando uma forma de o agradar mas acaba passando a ter os desejos dele, sem perceber que sua vida já tinha tudo que ele precisava para ser feliz.
Minha Nota: 5.0
IMDB: 7.3
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
A Noite dos Mortos-Vivos - (Night of the Living Dead) - 1990
Filme do ator TOM SAVINI em seu primeiro trabalho de direção em longas metragens, ele que já havia atuado em vários filmes de horror na década de 70, 80 e 90 e que é uma refilmagem da obra original de 1968 do fantástico GEORGE A. ROMERO, criador desse gênero que atualmente voltou a ser aclamado com o seriado americano THE WALKING DEAD e que conta sobre um grupo mortos que retornam à vida e começam a aterrorizar um pequeno vilarejo, deixando seus últimos sobreviventes, encurralados em uma casa abandonada.
É interessante que a obra remasterizada da um novo ar para o filme, mas nem isso impede que ele envelheça. Para as gerações mais novas, deve ser muito difícil ver os mortos que estão tão na moda, andando tão vagarosamente, que fica simples demais se livrar das ameaças. Cheguei a lembrar da paródia TODO MUNDO QUASE MORTO (2004) em que seus protagonistas escolhem discos para jogar nos mortos vivos que lhes atacavam, tendo tempo de escolher antes, os títulos a serem jogados nos zumbis.
Voltando para a obra A NOITE DOS MORTOS-VIVOS (1990), o que interessa mesmo e acredito que é o que fez o gênero ser revitalizado tantas vezes desde 1968, é a ideia que permeia a obra. O desespero de não ter uma saída, o término da esperança, fazendo que com os sobreviventes muitas vezes, comecem a deixar aflorar seus instintos de sobrevivência acima de qualquer racionalidade, gerando conflitos entre si que podem ser catastróficos.
Como todo filme de terror, seus personagens caem sempre nos clichês e nas falhas, que nós espectadores já conseguimos antecipar, e que chegam a irritar pessoas que como eu, não são fãs do gênero, mas é impossível não reconhecer a importância dessa obra baseada em um conceito que deixou tantas referencias para tudo que veio depois dela.
Minha Nota: 4.8
IMDB: 6.7
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Ted - (Ted) - 2012
Primeiro longa metragem de SETH MACFARLANE que ficou conhecido principalmente, pelos episódios escritos para Uma família da pesada.
Nesse TED (2012) temos como história a realização de um desejo de uma criança solitária, que queria um amigo para lhe acompanhar pela vida toda e como resultado, ganha um urso de pelúcia que começa a falar e andar e o acompanha por toda a vida.
A discussão passa a ser, a falta de maturidade do dono do ursinho, que agora está namorando com uma executiva de sucesso, mas foge de qualquer tipo de compromisso, passando a maior parte de seu tempo, vendo velhos filmes na TV junto com seu urso e fumando maconha.
Na minha opinião o filme poderia ser categorizado como um filme família, ou talvez uma paródia dos bons e velhos filmes de natal, lançados para a família americana. Contudo, me incomodou o fato de se tratando de uma paródia, o filme seguir a mesma linha de elementos pouco criativos e clichês repetitivos.
A presença do urso, realmente ameniza as piadas muitas vezes pesadas e escatológicas, mas que na minha opinião, não cumprem o seu papel que é de fazer rir.
O filme conta com a presença de dois atores que para mim são contraditórios. Um deles eu nunca gostei, MARK WAHLBERG, mesmo o ator estando presente em filmes que eu gosto muito como BOOGIE NIGHTS - PRAZER SEM LIMITES (1997) e O VENCEDOR (2010) mas que cumpre sua função no filme, interpretando um homem envelhecendo mas se recusando a entender isso, e uma atriz que me encantou por sua beleza e pela bela aparição em CISNE NEGRO (2010), MILA KUNIS, mas que depois disso só fez trabalhos fracos e sem inspiração, como nesse filme, em que só empresta sua beleza para sua personagem.
Talvez a expectativa que eu tinha sobre o filme, tenha aumentado muito meu grau de exigência para a obra e por isso não tenha gostado tanto, mas realmente, os efeitos especiais e o cuidado em todas as cenas em que o belo ursinho aparece, fazem do filme um divertimento passageiro, mas não tão divertido.
Minha Nota: 5.0
IMDB: 7.4
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
360 - (360) - 2011
Filme mais recente do diretor paulista FERNANDO MEIRELLES que conta várias histórias, algumas delas entrelaçadas entre si, sobre várias pessoas de diferentes origens sociais, que estão passando por momentos de definição em suas vidas, sejam elas amorosas, ou mesmo profissionais.
Gosto muito da forma com que Fernando Meirelles cuida de certos elementos que escolhe para utilizar em seus filmes. Nesse 360 (2011), ele faz uso de várias coisas interessantes e que me chamaram a atenção.
Para citar algumas delas. A forma com que ele brinca com o reflexo, mostrando sempre uma inversão da imagem original, com uma perícia que chega a causar certa confusão confortável aos nossos olhos, talvez, para traduzir exatamente a confusão de seus personagens nesses momentos é muito interessante, além disso, me agradou bastante a forma com que ele usa a divisão da tela, na vertical, hora na horizontal, hora em 2 partes ou mesmo 3 ou 4 partes, para mostrar ações paralelas em diferentes locais, o que serviu para alimentar o clima de suspense ou mesmo apenas para mostrar aquele arco dramático de diferentes pontos de vista. A passagem do carro dos russos para dentro do ônibus mostra a preocupação do diretor com a fluidez de sua obra. Além disso, ele usa a mudança do foco de uma forma, que parece interrogar a pessoa em evidência, sempre depois de uma pergunta contundente.
Enfim, uma série de coisas servem para nos mostrar o quão talentoso é esse diretor brasileiro que está cada vez mais conquistando seu espaço em Hollywood. O filme em si, não chega a ser uma obra prima ou mesmo a conquistar o público, acredito eu, por ter um número de personagens exagerados e que causam, uma série de dificuldades para que seu roteiro consiga ser arrebatador.
O filme recebeu indicação para a categoria de melhor filme no Festival de Londres de Cinema.
Minha Nota: 6.2
IMDB: 5.9
domingo, 11 de novembro de 2012
Totalmente Inocentes - (Totalmente Inocentes) - 2012
Eu já não esperava muita coisa desse filme do diretor RODRIGO BITTENCOURT que eu tinha até escutado alguém falando que era uma paródia do filme TROPA DE ELITE 2: O INIMIGO AGORA É OUTRO (2010), mas escolhi vê-lo, por conta de sua duração. Estava tentando assistir algo rápido no intuito de iniciar mais um no dia de hoje.
Em sua história, um jovem apaixonado pela irmã mais velha de seu melhor amigo, acaba tentando entrar para o mundo do crime, com o intuito de fascinar a sua amada.
Acho que minha expectativa de que o filme fosse ruim, não conseguiu prever o quanto ele seria ruim de verdade. Na verdade, eu cheguei a ficar com vergonha de estar assistindo a essa obra, que na verdade, na minha opinião, não consegue cumprir nenhum anseio de seu espectador. O filme não é engraçado, não consegue ser sexy, nem mesmo com a presença da bela MARIANA RIOS e de uma atriz de quem eu gosto muito, VIVIANNE PASMANTER, não passa perto de ser divertido e o que é pior, nem mesmo quando tente soar como uma paródia, seja de CIDADE DE DEUS (2002) ou mesmo dos filmes Tropa de elite, faz boas piadas ou mesmo soa interessante ou divertido.
Um roteiro infantil, a utilização mal feita de elementos de cartoon, como foi feito no ótimo 2 COELHOS (2012), soa como vexatório e apenas serve para ilustrar alguns supostos combates que o filme nos apresenta, como em um jogo de luta de vídeo game. Até mesmo alguns atores dos quais eu gosto por seus talentos, como é o caso de INGRID GUIMARÃES e de FÁBIO ASSUNÇÃO, parecem estar desconfortáveis em seus papéis e não soam naturais, mesmo por que, o filme não é natural em quase nenhuma de suas cenas.
Enfim, parece que alguns críticos estão com razão, quando dizem temerem pelo futuro do cinema nacional, que está caminhando para ser uma extensão de programas de TV padrão globo de televisão, como Zorra Total.
Em sua história, um jovem apaixonado pela irmã mais velha de seu melhor amigo, acaba tentando entrar para o mundo do crime, com o intuito de fascinar a sua amada.
Acho que minha expectativa de que o filme fosse ruim, não conseguiu prever o quanto ele seria ruim de verdade. Na verdade, eu cheguei a ficar com vergonha de estar assistindo a essa obra, que na verdade, na minha opinião, não consegue cumprir nenhum anseio de seu espectador. O filme não é engraçado, não consegue ser sexy, nem mesmo com a presença da bela MARIANA RIOS e de uma atriz de quem eu gosto muito, VIVIANNE PASMANTER, não passa perto de ser divertido e o que é pior, nem mesmo quando tente soar como uma paródia, seja de CIDADE DE DEUS (2002) ou mesmo dos filmes Tropa de elite, faz boas piadas ou mesmo soa interessante ou divertido.
Um roteiro infantil, a utilização mal feita de elementos de cartoon, como foi feito no ótimo 2 COELHOS (2012), soa como vexatório e apenas serve para ilustrar alguns supostos combates que o filme nos apresenta, como em um jogo de luta de vídeo game. Até mesmo alguns atores dos quais eu gosto por seus talentos, como é o caso de INGRID GUIMARÃES e de FÁBIO ASSUNÇÃO, parecem estar desconfortáveis em seus papéis e não soam naturais, mesmo por que, o filme não é natural em quase nenhuma de suas cenas.
Enfim, parece que alguns críticos estão com razão, quando dizem temerem pelo futuro do cinema nacional, que está caminhando para ser uma extensão de programas de TV padrão globo de televisão, como Zorra Total.
Minha Nota: 3.6
IMDB: 2.7
Para Roma com amor - (To Rome with Love) - 2012
Gosto demais dos trabalhos do diretor WOODY ALLEN e com isso, me tornei um interessado sobre tudo que o diretor faz. Esse PARA ROMA COM AMOR (2012) o diretor nos conta várias histórias, algumas engraçadas, utilizando de seu humor peculiar, algumas românticas, como sempre complicadas e inconstantes, como são os romances nas histórias do diretor, enfim, recheado de elementos que Allen vem trazendo ao longo dos anos em sua filmografia e que já cativaram milhares de fãs pelo mundo.
Como a maioria de seus trabalhos, o filme está recheado de astros e estrelas da nova e da antiga geração, com presenças como JUDY DAVIS, ROBERTO BENIGNI, ALEC BALDWIN, ELLEN PAGE além do próprio WOODY ALLEN.
As musas inspiradoras também estão presente, além da belíssima e renomada PENÉLOPE CRUZ, ainda somos apresentados para a beleza da italiana ALESSANDRA MASTRONARDI.
O humor do diretor está presente em várias das cenas vistas no filme, mas dessa vez, ele é diluído pela quantidade de personagens e assuntos abordados. Que na minha opinião, por não terem uma coesão, acabam soando como uma novela, que tem seus núcleos separados e que nem sempre tem a necessidade de fazer com que eles coexistam.
É claro que a ausência de uma história impactante, para qualquer uma das histórias começadas, faz com que o filme seja apenas um bom divertimento para aqueles que como eu, gostam muito do gênero de comédias a lá Woody Allen.
O filme continua a peregrinação do diretor pela europa, depois de realizar quatro trabalhos em Londres, um em Barcelona e o último em Madri, ele chega a Roma.
Como a maioria de seus trabalhos, o filme está recheado de astros e estrelas da nova e da antiga geração, com presenças como JUDY DAVIS, ROBERTO BENIGNI, ALEC BALDWIN, ELLEN PAGE além do próprio WOODY ALLEN.
As musas inspiradoras também estão presente, além da belíssima e renomada PENÉLOPE CRUZ, ainda somos apresentados para a beleza da italiana ALESSANDRA MASTRONARDI.
O humor do diretor está presente em várias das cenas vistas no filme, mas dessa vez, ele é diluído pela quantidade de personagens e assuntos abordados. Que na minha opinião, por não terem uma coesão, acabam soando como uma novela, que tem seus núcleos separados e que nem sempre tem a necessidade de fazer com que eles coexistam.
É claro que a ausência de uma história impactante, para qualquer uma das histórias começadas, faz com que o filme seja apenas um bom divertimento para aqueles que como eu, gostam muito do gênero de comédias a lá Woody Allen.
O filme continua a peregrinação do diretor pela europa, depois de realizar quatro trabalhos em Londres, um em Barcelona e o último em Madri, ele chega a Roma.
Minha Nota: 6.5
IMDB: 6.4
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Rocky II - A Revanche - (Rocky II) - 1979
Segundo trabalho na direção de longas metragem de SYLVESTER STALLONE e ele consegue um resultado muito bom comparado o filme anterior que foi dirigido por JOHN G. AVILDSEN mas com roteiro do próprio Stallone.
Nesse segundo filme, o lutador desafiante ao título, passa por algumas dificuldades financeiras depois de seu casamento e acaba aceitando a revanche do campeão que se sente envergonhado depois de receber várias críticas pelo resultado do primeiro combate.
Em alguns momentos, o filme consegue atingir uma certa carga dramática que agrada aos olhos, mesmo que sem surpreender o seu espectador, como no momento que sua esposa volta do coma após o parto de seu primeiro filme. A figura de bom moço que é característica de seu protagonista, ajuda na empatia do público. Fatos esses que sempre colaboraram para o sucesso dessa sequências de filme que projetaram Stallone para o status de mega estrela que mantém até os dias de hoje.
Já havia visto o filme na minha adolescência e lembro de ser mais um dos ardorosos fãs de vários aspectos abordados pela obra, sem deixar de falar na trilha sonora, que é de agarrar na cabeça por muito tempo, contudo, nessa revisão, me incomodou muito a luta final, que mostra a determinação do desafiante, que é sobre humana, mas que se torna irreal, comparado ao esportista absurdamente poderoso que é o campeão. Rock mal se defende, desde o primeiro round. E não existe uma estratégia clara para que ele consiga derrotar o campeão. Ou pelo menos, a estratégia não conta muito visualmente, no momento que ele decide empregá-la.
Mas é claro que o filme tem seus méritos e para época, pois hoje em dia podemos considerar que a obra envelheceu e traz todo ar dos anos 80 pra tela, tanto que é verdade, que ganhou os prêmios de melhor filme e de escolha popula em dois festivais de cinema americanos.
Minha Nota: 6.0
IMDB: 6.9
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Procura-se um Amigo para o Fim do Mundo - (Seeking a Friend for the End of the World) - 2012
Primeiro trabalho na direção de LORENE SCAFARIA e que já conta com uma dupla de protagonistas de peso e em ótima forma, STEVE CARELL e KEIRA KNIGHTLEY.
Na história, um homem sozinho, depois que sua esposa o deixa e com a iminência do fim do mundo, decide fazer uma viagem para encontrar uma antiga namorada do tempo de escola, acompanhado de sua vizinha lunática, que acabara de conhecer e que se sente culpada por não ter entregado a correspondência dele antes.
Apesar do tom catastrófico, o filme tem todo um tom de comédia e absurdo, o que é normal para a situação em que se passa a obra. Mas aos poucos, a diretora consegue fazer com que nos esqueçamos de todas essas informações e impressões que ela mesma nos dá, para transformar seu trabalho em um filme de reflexão.
Reflexão pois, não conseguimos ficar alheios ao fatídico fim que cerca seus personagens sem deixar de projetar nossos pensamentos sobre o que faríamos se estivéssemos em seus lugares. O filme teria tudo para ser bem pra baixo, bem depressivo, mas a presença de Carell deixa a atmosfera um pouco mais cômica, apesar de sua postura totalmente over e sem dúvida, como a crítica tem apontado, uma de suas melhores atuações, além disso, na minha opinião, a diretora consegue seu objetivo, de nos entregar um trabalho de redenção de seus personagens, que estavam perdidos, a procura de algo, um sentido para o resto de suas vidas.
Minha Nota: 6.6
IMDB: 6.7
terça-feira, 6 de novembro de 2012
O Espetacular Homem-Aranha - (The Amazing Spider-Man) - 2012
Confesso que diversas sensações me tomaram durante esse O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA (2012) do diretor MARC WEBB de quem conheço apenas o seu 500 DIAS COM ELA (2009). Acredito que isso tenha ocorrido, pelo excesso de referências que trago comigo. Como já fui leitor ferrenho de revistas em quadrinho, mais os excelentes trabalhos de SAM RAIMI, fizeram com que na primeira parte do filme, diversos fatores me incomodassem, mas com o passar da projeção, acredito que tudo se dissipa, graças ao ótimo trabalho que vemos na tela.
Dessa vez, o herói das multidões, amigo da vizinhança, tem um novo início. O diretor nos conta a origem desse personagem do seu ponto de vista e nos apresenta como vilão dessa vez, o Homem-Lagarto.
No papel do herói, temos ANDREW GARFIELD, que representou um aranha mais novo, digo até adolescente com seu cabelo moderninho e seu skate a tira colo. Como musa inspiradora, temos a belíssima e talentosíssima EMMA STONE que representa a primeira namorada do aranha nos quadrinhos, mas como uma mocinha mais adulta, que foi um dos pontos que me incomodou no início.
Um amigo meu disse que gostou, por que o aranha agora apanha mais. Isso é uma verdade e se aproxima bem do que os quadrinhos sempre passaram. Apesar das licenças tomadas pelo diretor, seu personagem está interessantemente mais humano, inclusive, acredito que as cenas sem máscara, estão mais presentes do que as com máscara. Mas isso não quer dizer que o homem aranha mascarado tenha ficado pior. O diretor opta por diversos ângulos de câmera durante os vôos do aracnídeo, o que ficou bem bacana, isso tudo, sem levar em conta que a cena da luta na biblioteca é um balé sensacional.
Acho que o diretor poderia ter se livrado de alguns clichês como usou no final do filme, mas não podemos esquecer que é um filme para o grande público e que foi feito para agradar a todos, o que acredito que deva conseguir com facilidade.
Minha Nota: 7.2
IMDB: 7.4
sábado, 3 de novembro de 2012
Salon Kitty - (Salon Kitty) - 1976
Já fazia um tempo que eu não via um trabalho do diretor italiano TINTO BRASS, por que eu estava vendo filmes mais curtos recentemente e os trabalhos do diretor que tenho para ver, tem uma duração maior do que 2 horas e por isso ficaram para depois.
Nesse SALON KITTY (1976), um bordel na Alemanha nazista é usado para uma operação que objetiva subornar oficiais do alto escalão da SS. Para isso, eles substituem todas as prostitutas por espiãs recém contratadas e treinadas para essa missão.
O diretor, como sempre nos brinda com uma bela protagonista, nesse caso a atriz inglesa TERESA ANN SAVOY e com alguns elementos que comumente são encontrados em suas obras. Além do erotismo e nudez, tanto masculina quanto feminina, é muito prazeroso identificar esses elementos. A utilização dos espelhos para mostrar as imagens, como que um voyer que não quer olhar diretamente para uma cena, além de sua bela protagonista se lavando em um bidê, são elementos comuns da filmografia do diretor.
O que pude notar, é que dessa vez, muito do entusiasmo e o tempo dedicado a esses momentos não são mais os mesmos. Talvez, nesse trabalho, ele estivesse interessado em mostrar de uma forma mais presente, os alemães mas sempre que eles acontecem e que os identificamos dentro da obra do diretor, parece que a gente entendeu uma piada que só funciona para quem sabe algo dito nos bastidores.
De qualquer forma, um filme irregular, como vários de seus trabalhos, mas que perde muito por não trazer o charme e o talento do diretor no quesito erotismo, que sempre mostrou ser o seu forte.
Minha Nota: 5.0
IMDB: 5.3
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Como esquecer - (Como esqueceer) - 2010
Não que eu tenha gostado da interpretação de ANA PAULA ARÓSIO e também, não é por não ser fã da atriz que eu não tenha gostado, mas sou obrigado a reconhecer que ela é a responsável pelo clima melancólico que envolve esse COMO ESQUECER (2010) da diretora MALU DE MARTINO. Na verdade, me senti incomodado com a não presença de alegria no semblante de Ana mesmo quando seu personagem mostra estar sentindo alegria. Talvez isso tenha sido uma cartada, que não tenha dado certo apenas comigo.
De qualquer forma, o filme conta a história de uma professor de Literatura Inglesa, luta contra a depressão depois da separação de sua companheira e para isso, acaba se mudando com um amigo e uma recém conhecida, para uma casa no interior.
Na verdade. A mim, o filme soou como um ensaio sobre como diferentes personagens lidariam com a solidão e com a necessidade de esquecer uma outra pessoa. No caso do personagem de MURILO ROSA, como esquecer de seu companheiro que morreu. No caso de NATÁLIA LAGE, como esquecer seu namorado que a deixou depois de descobrir que ela estava grávida. E no caso de Ana, esquecer o amor de sua vida.
Muito é dito, algumas citações dos personagens alunos de Ana Paula Arósio sobre romances clássicos e sobre possíveis dificuldades de seus atores em lidarem com os sentimentos que os estavam inspirando na composição de tais obras. Algumas reflexões da professora vivida por Ana Paula. Tudo soa um pouco sofisticado demais na minha opinião, o que pra mim se tornou um problema, pois cria um distanciamento do espectador com o personagem e sua história.
Minha Nota: 4.8
IMDB: 6.3
Boca do Lixo - (Boca do Lixo) - 2010
Filme do diretor carioca FLÁVIO FREDERICO, esse BOCA DO LIXO (2010) é adaptado a partir da autobiografia do então Rei da Boca do Lixo (uma região no centro de São Paulo dos anos cinquenta conhecida pelos seus clubes noturnos) que iniciou de forma organizada a prostituição e o tráfico de drogas nessa região.
Com a interpretação sempre competente de DANIEL DE OLIVEIRA, o filme conta a trajetória, regada a mulheres, bebidas e droga, pela qual seu personagem passou.
A direção de Flávio é firme e trata de contar a história, desse personagem controverso, digo controverso pois o diretor começa seu filme, com uma negativa a esse título, que é requisitado por aquele que posteriormente conheceríamos como o seu maior inimigo, mas de qualquer forma, o diretor nos mostra seu personagem se enfiando no vício. Que se adapta ao surgimento sempre de novas drogas. Talvez para dar uma melhor noção da época, tenha escolhido em uma certa parte do filme, pela fotografia em preto e branco.
Acredito que um dos problemas do filme, talvez seja a frieza com que o personagem é traduzido, o que poderia ser uma característica dele, mas que na tela, se traduz em algumas mortes, das quais ele pessoalmente foi o responsável, mas que que passam na tela, sem se diferenciar, seja a morte de um homem que o provocou no bar, seja a morte de seu amigo de infância. Nada tem qualquer impacto sobre o protagonista, a não ser o ódio que ele demonstra nessas horas.
Não existe também, uma preocupação muito rígida com o tempo em que os fatos ocorrem, mesmo o diretor utilizando o recurso de nos informar o ano em que eles acontecem e não é revelado, quem fica por trás dos negócios quando seu protagonista não está por perto ou está fugindo da polícia.
Minha Nota: 6.0
IMDB: 5.7
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Sem controle - (Sem controle) - 2007
Filme de estréia da diretora CRIS D'AMATO em longas metragem e que conta a história de um diretor de teatro vivido por EDUARDO MOSCOVIS que está passando por uma crise, depois de ver seu projeto mais recente totalmente rejeitado pela crítica e que com isso, acaba parando em uma clínica recuperação de loucos, levado por uma amiga médica que trabalha lá. É quando ele conhece o personagem de MILENA TOSCANO, essa belíssima atriz, que além de uma atuação respeitável, mostra toda a sua beleza que é difícil de tirar da cabeça, principalmente as cenas em que mostra seu belo corpo. Depois de conhecê-la, sem saber que se trata de uma interna, ele se envolve e começa a montar uma oficina de teatro dentro da clínica.
O escritor é obcecado por Mota Coqueiro, personagem histórico do Brasil, que foi considerado como o precursor da extinção da pena de morte no país, depois que sua condenação aconteceu sem que existissem provas concretas sobre o crime de que o estavam acusando.
O filme trata da decepção de seu protagonista com a injustiça, que o leva praticamente a loucura. Mas esse papo de loucura e ijustiça é usado pela diretora como pano de fundo de uma trama que leva o diretor a vivenciar o drama de seu personagem mais recente. São tratados também alguns sentimentos, como o desejo e principalmente o ciúmes. Que em uma pessoa que não tem o controle das emoções, pode ter consequências lastimáveis.
Uma frase dita pelo protagonista que vale ser lembrada e que é retirada da obra de Goethe, um dos maiores escritores e pensadores alemão que diz que "Tudo nos falta quando estamos em falta com nós mesmos". O que serve para ilustrar o que sentimentos adversos podem fazer com uma pessoa, mesmo ela tendo total controle de suas faculdades mentais.
Talvez o único problema do filme, que me incomodou bastante, foi o fato de deixar de lado toda a fragilidade mental que os internos mostravam desde o início da trama, na parte final da obra. Quando eles são mostrados totalmente sem dificuldades ou barreiras, sem sequer introduzir essa mudança em cada um aos poucos, ou mesmo justificar o fato de alguma outra forma.
Belíssima também a presença da atriz VANESSA GERBELLI, que também me agrada muito no vídeo.
Minha Nota: 6.0
IMDB: 6.9
Inversão - (Inversão) - 2010
Vários elementos me agradaram nesse INVERSÃO (2010) do diretor brasileiro EDU FELISTOQUE que conta a história do sequestro de um empresário que acaba, juntamente com seus sequestradores, sofrendo um acidente de avião, caindo no meio da mata fechada.
Curti muito o jogo que o diretor faz com o nome de seu filme, colocando os volantes dos carros e os dizeres das placas de trânsito pelo caminho, do lado invertido. O filme também faz alusão ao episódio que aconteceu em São Paulo em 2006, em que o crime organizado inverteu os papéis e caçou a polícia durante um período, espalhando o terror na capital. O uso do recurso de voice over, é empregado na medida certa, apenas para dar um charme a obra. E outra sacada que é usada, é fechar os acontecimentos do filme ao subir os créditos finais, apesar de poder ser um pouco mais usado.
O diretor já de início, emprega uma câmera inquieta, que acaba nos passando o clima de insegurança em que ele quer mergulhar sua obra, contudo, a insistência na utilização desse recurso em diversos outros momentos do filme, me incomodou muito.
Vale dizer que a beleza de GISELLE ITIÉ é sempre muito bem vinda as telas.
Minha Nota: 5.8
IMDB: 4.8
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