sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Curvas da Vida - (Trouble with the Curve) - 2012
Primeiro longa metragem do até então assistente de direção de CLINT EASTWOOD, o diretor americano ROBERT LORENZ que já tem o privilégio de ter o próprio Clint como protagonista vivendo o papel de um velho olheiro de beisebol, próximo de se aposentar e que está enfrentando problemas de saúde e com isso, em uma viagem, acaba se aproximando de sua filha.
Na verdade, desde 1993 Clint Eastwood não atuou apenas como ator em um filme e mesmo depois de ter anunciado que após Gran Torino não atuaria mais, aceitou o convite de Robert em consideração aos anos de trabalhos juntos.
Assistir um filme que traz um esporte como o basebol, mesmo como pano de fundo e ainda para melhorar as coisas para mim, trata do relacionamento pai e filha já começa com uma larga chance de me agradar. Na verdade eu já começo a assistir a filmes assim com um nó na garganta, pronto para chorar ao primeiro sinal de emoção que venha da tela.
Na verdade eu já começo com uma empolgação totalmente favorável para a obra e foi o que ocorreu nesse CURVAS DA VIDA (2012). Clint como sempre, faz o papel de um homem velho, introspectivo, carrancudo e que mostra dificuldades de relacionamento. Assim como era em GRAN TORINO (208) e MENINA DE OURO (2004) para não ficar fazendo a lista ficar enorme aqui.
Como personagem que tenta se aproximar e entender esse distanciamento que é imposto pelo personagem do veterano ator, aparece a encantadora AMY ADAMS. Até aí tudo bem. A história já se desenha de uma forma digamos até mesmo previsível, contudo, o encantamento do filme, vem do cuidado em mostrar as semelhanças entre pai e filha. Como nossos filhos são na verdade, um espelho de vários aspectos de nossas personalidades, mesmo que existam problemas na relação, como é o caso dos personagens dessa obra.
O desempenho de Clint e Amy é muito bom. E para completar o time, ainda temos John Goodman no melhor de sua forma. Um dos aspectos de distingue muito a obra de Robert Lorenz da obra de seu mentor, Eastwood, é o fato de não termos um final menos convencional, mas de qualquer forma, o filme consegue emocionar e ainda mostra que a tecnologia não pode substituir o amor e a experiência em determinados campos da vida e que relações, precisam que cada um seda um pouco para que funcionem.
Minha Nota: 7.0
IMDB: 6.7
Pulp Fiction - Tempo de Violência - (Pulp Fiction) - 1994
PULP FICTION - TEMPO DE VIOLÊNCIA (1994) é apenas o segundo longa metragem do diretor QUENTIN TARANTINO e mostra exatamente por que o jovem se tornou um dos diretores mais conceituados e populares da história do cinema.
O filme passeia entre as vidas de dois homens da máfia, um lutador de boxe, a esposa de um gangster e um par de bandidos que se entrelaçam em quatro contos de violência e redenção.
Ontem a noite, vi que não ia conseguir dormir rapidamente e resolvi assistir um filme para que o sono viesse mais facilmente. Eu já havia visto o filme e tinha em minha memória algumas cenas antológicas mas não tinha claramente na cabeça todo o enredo dessa obra prima.
É muito difícil apontar tudo que é mérito nesse espetáculo que nos é apresentado pelo diretor. Um roteiro que é contato em espiral, pois sua história começa a ser contada da metade da obra, para terminar também nessa mesma metade já é uma sacada absolutamente fantástica.
Soma-se uma coleção de cenas, que parecem ter sido desenhadas na cabeça do diretor, que sempre nos surpreende com câmeras inovadoras e que fazem todo o sentido. Como a câmera a partir do chão, no momento em que uma criança escuta a história de como o relógio de seu pai chegou a até ele, as diversas cenas em que a câmera acompanha seus personagens de forma fluida, proporcionando sempre algo novo e inesperado.
As músicas servindo ao propósito de pano de fundo para o espetáculo visual que vemos extasiados e uma história, que na verdade, funciona perfeitamente pois o diretor pode colocar aqueles diálogos longos e aparentemente sem propósito que dão o tom de sarcasmo e envolventes. Um filme praticamente perfeito, que se peca em algum ponto, o que na minha opinião não acontece, é o de não ter interpretações fantásticas, mas por que todos os seus personagens e atores, apenas servem a história que por si só, já é brilhante e olha que o time de atores é de respeito, com JOHN TRAVOLTA, SAMUEL L. JACKSON, BRUCE WILLIS e UMA THRUMAN, isso para citgar apenas os grandes nomes, pois Tarantino ainda tem um grupo de atores que parecem acompanhar o diretor em praticamente todas as suas obras, como é o caso de PTER GREENE, STEVE BUSCEMI e CHRISTOPHER WALKEN.
O filme ganhou o Óscar de Roteiro Original e foi indicado ainda nas categorias, Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator para John Travolta, Melhor Coadjuvante para Samuel L. Jackson e Melhor Atriz Coadjuvante para Uma Thruman, além de faturar outros 58 prêmios em outros festivais como a Palma de Ouro em Cannes por exemplo.
Minha Nota: 9.6
IMDB: 9.0
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Miragem - Coma ou seja comido - (Iluzija)
Primeiro longa metragem do diretor macedônico SVETOZAR RISTOVSKI que conta uma história passada durante a difícil fase de transição pela qual a Macedônia, antiga Iugoslávia, passou depois de sua independência. Com o foco em um menino, que vive em uma família pobre e totalmente desestruturada, se vê empurrado para um meio de vida que não é o que ele sempre imaginou para si.
Somos apresentados a uma criança aparentemente criativa e comportada, que estuda em uma escola onde reina a baderna e a revolta por parte de seus alunos completamente indisciplinados, talvez, um reflexo da confusão pela qual deve passar o país naquele momento.
Esse jovem é convidado por seu professor para escrever um poema tendo em vista, os ótimos textos que vem produzindo dentro de sala e recebe a motivação, da possibilidade de ir para Paris, caso o seu poema seja selecionado. O filme se inicia inclusive, com a frase "A esperança é o pior dos males, pois prolonga o tormento do homem." do filósofo alemão Friedrich Wilhelm Nietzsche.
E a partir da proposta recebida pelo garoto, suas esperanças de poder sair daquele inferno que sua vida parece, se ascendem junto com o desejo de conseguir escrever o tal poema. Contudo, a dureza da vida, a perseguição que o menino sofre na escola, em casa, por sua irmã descontrolada, o convívio com um pai totalmente anarquista e uma mãe que parece ter sido sub julgada por toda essa loucura, fazem com que seus caminhos se alterem e como resultado dessa obra sofrida, o diretor nos mostra que resta apenas ao garoto, matar esse mal que apenas serviu para prolongar o seu tormento, como acreditava o filósofo.
Talvez a maior estranheza que o filme nos cause, é a dos costumes e principalmente, da situação política e social da época e da região habitada pela família do garoto. Senti meu senso de impunidade ser exercitado o tempo todo, mas sem sequer uma ponta de esperança de que ele fosse acalmado. Isso incomoda bastante, mas talvez, esse seja o resultado esperado por seu autor.
Minha Nota: 6.4
IMDB: 7.3
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Um Conto Chinês (Un cuento chino) - 2011
Terceiro longa metragem dirigido por SEBASTIÁN BORENSZTEIN que conta a história de um dono de uma loja de ferragens, interpretado brilhantemente pelo ator argentino RICARDO DARÍN, um homem metódico, solitário, amargo mas muito correto e que se vê diante de um problema que aparentemente não tem solução. Ajudar um imigrante chinês que não fala espanhol e que está a procura de um tio que ninguém sabe o paradeiro.
Segundo Ailton Monteiro, quando nos identificamos com uma obra, ou nos reconhecemos, ou reconhecemos alguém próximo a nós, em um personagem, em uma história, nos sentimos bem mais ligados aquela obra do que normalmente ficaríamos. Assim aconteceu comigo e com o personagem de Darín, tornando mais fácil, entender a dificuldade e a tortura que é para uma pessoa com a personalidade de seu personagem, ter que conviver com um estranho em sua casa. Alterando em algumas vezes seus hábitos e costumes. Se privando da solidão que é tão valiosa para esse tipo de pessoa.
E o encanto do filme, está justamente na observação que o diretor faz desses homens sem vínculo. Na observação das pequenas alegrias que cabem ao comerciante, quando o mesmo encontra uma notícia absurda para fazer parte de sua coleção. Afinal de contas, ele acredita piamente que nada nessa vida faz sentido. Enquanto que seu hóspede indesejado, acredita justamente no contrário.
E de uma forma encantadora o diretor nos mostra que é verdade. Tudo nessa vida está conectado, por menor sentido que isso possa fazer.
O filme ganhou o prêmio de melhor filme Iberoamericano no festival de Goya, Menção Especial em Havana e venceu o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro.
Minha Nota: 6.8
IMDB: 7.2
Elina - Como se eu não existisse - (Elina - Som om jag inte fanns) - 2002
Filme do diretor finlandês KLAUS HARO que conta a história que se passa em uma área rural da Suécia no início dos anos 1950 e que conta a história de uma garota, que depois de se recuperar de uma tuberculose, vai começar a estudar na escola local e tem que confrontar as atitudes muitas vezes discutíveis de uma professora autoritária, com a personalidade forte que ela herdou de seu pai.
Uma obra sensível e que tem o encantamento emprestado pela pequena atriz NATALIE MINNEVIK que além de linda, se mostra segura no papel da criança que não suporta as injustiças que vê acontecem com seus colegas de escola, que estão sob a autoridade de uma professora que os trata como um banco de bárbaros que precisam receber educação e aprender o nobre idioma sueco, só por serem pobres e finlandeses.
O diretor pinta muito claramente os tons de bem e mal entre seus personagens, fazendo com que rapidamente nos simpatizemos por uns e nos revoltemos com outros. A violência presente no filme, não é física, mas serve para mostrar que tão grave quanto uma surra, as palavras podem fazer com que nos sintamos ofendidos e feridos.
A sutileza com que as lições de moral são empregadas na obra, talvez incomodem, como me incomodaram, por estarmos em um país de costumes diferentes e por isso, e talvez também pelo nosso sangue latino, que é mais quente, nos pareça pouca e não compense as injustiças feitas. Mas analisando friamente, sob a ótica de um povo que tem seus costumes diferentes, talvez seja forte o suficiente e apenas eu não percebi.
Minha Nota: 5.6
IMDB: 6.9
A Menina Que Brincava Com Fogo - (Flickan som lekte med elden) - 2009
O filme é a continuação do sucesso OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES (2009) mas que é dirigido dessa vez pelo sueco DANIEL ALFREDSON que foi o responsável também pelo capítulo final da trilogia A RAINHA DO CASTELO DE AR (2009).
Nesse A MENINA QUE BRINCAVA COM FOGO (2009) vemos a hacker do primeiro filme, interpretada novamente de forma brilhante pela agora atriz hollywoodiana NOOMI RAPACE, ser acusada da autoria de três assassinatos, o que acaba a unindo novamente ao jornalista, interpretado novamente por MICHAEL NYGVIST, no intuito de limpar seu nome.
O filme se baseia num texto policial bastante competente, cheio de mistérios e elementos que criam uma trama complexa e recheada de armadilhas. Novamente me senti incomodado com os nomes suecos que me confundiam, fazendo com que eu tivesse dificuldades de saber rapidamente de que personagem se tratava aquele nome mostrado em algum documento ou caixa postal. Mas dessa vez, esse confusão pelo menos foi esclarecida em alguma parte da projeção.
Quanto a mudança de diretor, podemos notar alguns planos fechados que servem ao propósito de manter o clima alto de suspense e a utilização de câmeras interessantes, como em algumas cenas em que a câmera fixa a partir do solo somada a uma luz intrigante que provoca no espectador um sentimento de curiosidade muito grande. Outro mérito do diretor, é conseguir mudanças de ritmo a sua obra, que dão um charme todo especial.
A trama se fecha de maneira rápida, como acontece na obra antecessora, mas dessa vez, fica um pouco mais claro o desfecho da trama, o que para mim não aconteceu no filme de NIELS ARDEN OPLEV, que na minha opinião é uma obra melhor, graças aos elementos que compõe o roteiro, que são bem mais ricos do que nesse filme.
O filme foi indicado a categoria de melhor filme do Festival Europeu de cinema pelo voto popular.
Minha Nota: 6.4
IMDB: 7.0
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Marcados para morrer - (End of Watch) - 2012
Esse é o terceiro trabalho na direção de longas metragem do diretor americano DAVID AYER que também assina o roteiro desse MARCADOS PARA MORRER (2012) e de quem eu já havia visto e gostado também do filme também policial OS REIS DA RUA (2008), e que na verdade, tem como maior sucesso o roteiro do fantástico DIA DE TREINAMENTO (2001) e de VELOZES E FURIOSOS (2001).
Nesse seu trabalho, temos a história de dois policiais companheiros de trabalhos, que acabam sendo marcados para morrer, por um cartel de entorpecentes mexicano, que quer se vingar das últimas baixas que teve com os trabalhos realizados pelos dois oficiais da lei.
Parece que o tema policial ronda o currículo do diretor David Ayer, que na maioria dos seus trabalhos, traz personagens que além de trabalharem contra o crime, são uma espécie de super policiais, sempre envolvidos em ocorrências que acabam em grandes apreensões ou confrontos com tiro e até mesmo morte.
Seu roteiro, somado a sua direção, que utiliza em diversos momentos a câmera em primeira pessoa, como em um polícia 24 horas e a uma fotografia de cores frias e as vezes com tons de penumbra e escuridão, conseguem gerar um clima de suspense e apreensão em seu espectador, que tem a impressão de estar fazendo a ronda junto com os personagens, vividos de forma muito acertada tanto por JAKE GYLLENHAAL quanto por MICHAEL PEÑA.
Destaque também para a bela mocinha ANNA KENDRICK que eu já adoro ver em cena e para uma outra moça que eu não conhecia e que me impressionou muito, pois sou fã da beleza da mulher latina, a americana NATALIE MARTINEZ.
Na minha opinião, o filme falha um pouco na injustificada necessidade de sempre termos alguém filmando alguma ocorrência, o que parece ser uma lei que é burlada em determinados momentos inadivertidamente e na construção da amizade e do carinho entre os dois policiais parceiros, mas nada disso atrapalha o ótimo resultado alcançado pelo filme, só não deixando-o se tornar uma obra de primeiríssimo escalão.
Destaque para a perseguição inicial do filme que é um show de realismo e que já consegue colocar seu espectador no clima da obra.
Minha Nota: 6.6
IMDB: 7.8
domingo, 9 de dezembro de 2012
Eu matei a minha mãe - (J'ai tué ma mère) - 2009
Primeiro trabalho na direção de XAVIER DOLAN que além disso escrever o roteiro dessa história semi-autobiográfica e também interpreta o papel de seu personagem, um jovem, homossexual, que vive normalmente em desacordo com sua mãe, vendo sua vida se tornar um verdadeiro martírio.
Falado em francês, o filme parece herdar uma das características que é marcante nos filmes desse país que uma grande quantidade de diálogos. E esses diálogos que acontecem normalmente entre o jovem e a sua mãe, que vemos uma torrente de sentimentos ser despejada diante de nossos olhos.
Conflitos geralmente desencadeados do nada. Quase que nivelando a posição mãe e filho, em um confronto de interesses, onde um faz exatamente o oposto ao que o outro deseja. A mãe, parece ter tido problemas por sua vez com a mãe dela, que em alguma parte do filme a descreve como neurótica, mas fica bastante alterada se comparada a ela. O filho, apesar de explosivo como sua progenitora, ainda tenta de certa forma, agradá-la para que a paz reine nem que por breves momentos de sua vida, mas geralmente sem obter sucesso em sua empreitada.
Um citação interessante da inicio ao filme. "Amamos nossa mãe sem percebermos, e somente depois do último adeus é que tomamos consciência da profundidade desse amor.", que mostra talvez, o sentimento que ocupa o coração a maioria dos adolescentes que nessa idade, se encontram em conflito com seus pais, mostrando isso talvez de uma forma potencializada, mas que serve para refletir bem todos esses conflitos dessa idade.
Após a sua exibição no Festival de Cannes, o filme recebeu uma ovação de aplausos de 8 minutos. Indicado ao César de Melhor Filme Estrangeiro, ganhou dois prêmios de revelação em Cannes, Menção Especial em Bangkok e o prêmio de Melhor Atriz para ANNE DORVAL em Palm Springs.
Minha Nota: 6.4
IMDB: 7.2
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
10 Timer til paradis - (Teddy Bear) - 2012
Primeiro longa metragem do diretor dinamarquês MADS MATTHIESEN que ganhou o prêmios nos festivais de Sundance e da Europa na direção e que conta a história de um fisiculturista de 38 anos que vive com a mãe e que quer encontrar o amor verdadeiro, mas nunca teve uma namorada. Para isso, ele vai até a Tailândia em busca dessa companheira.
O filme é tocante. Apesar das poucas falas presentes na projeção, o diretor consegue nos mostrar um homem, aparentemente forte, já que seu físico é monstruosamente construído ao longo dos anos, que vive com uma mãe controladora e ao seu lado, mostra ser completamente submisso as vontades da senhora.
Somente nas cenas em que de frente ao espelho, o atleta exibe seu corpo esculpido com disciplina, é que podemos ver sinais de alegria. Em todos os outros momentos, vemos uma pessoa frágil e tímida por trás de todos aqueles músculos e tatuagens, que precisa mentir para sua mãe, para que consiga fazer uma viagem em que acredita conseguirá encontrar uma companheira.
A resistência ao sexo fácil e a se exibir para as moças que vai conhecendo assim que chega a Tailândia, deixa uma dúvida sobre que problemas atormentam o pobre homem forte que vemos na tela.
Uma impressão que é passada, é que o povo dinamarquês é mais fechado, o que é potencializado no protagonista, pois até mesmo um tio seu, teve que sair do país para que conseguisse se casar. Em contrapartida, o povo tailandês é mostrado como mais amistoso e liberal, ao mesmo tempo que vemos inúmeras meninas buscando apenas vender os seus corpos como meio de vida. Um filme sensível, que talvez para um público como o nosso, careça um pouco mais de diálogos que expliquem melhor essas culturas tão distantes de nós.
Minha Nota: 6.0
IMDB: 7.1
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Chopper - Memórias de um Criminoso - (Chopper) - 2000
Esse é o primeiro trabalho do diretor neozelandês ANDREW DOMINIK, por quem confesso, nunca tive curiosidade, até ler a crítica de Pablo Vilaça sobre seu novo trabalho, O HOMEM DA MÁFIA (2012) tecendo elogios a todos os seus trabalhos. O que me fez procurar esse CHOPPER - MEMÓRIAS DE UM CRIMINOSO (2000), que conta a vida de um criminoso que se tornou lendário na Austrália por conta da sua violência e inúmeros crimes. Ele escreveu sua autobiografia enquanto cumpria pena em uma prisão e que serviu como base para a obra fictícia que o diretor conta aqui.
O filme já começou me surpreendendo, primeiro por que a caracterização do ator ERIC BANA como o assassino que é protagonista da história, é impressionante e no decorrer da obra, vemos que não é só a caracterização, mas a interpretação do ator, mantém um nível muito Alto. Além disso, também no início do filme, os créditos são apresentados de uma forma muito interessante, com cenas internas da prisão e com o céu acelerado sob uma música que nos transmite um clima de colônia de férias, mesmo clima que é passado pela entrevista mostrada com o próprio Chopper, que parece estar a vontade em sua clausura, chegando até mesmo a se divertir.
O personagem é fascinante, com uma gama de mudanças de humor que tornam sua compreensão difícil, ao mesmo tempo que se mostra totalmente a parte da dor e portador de um sangue frio quase que irreais, para que logo após seus atos de violência, demonstre um arrependimento quase que palpável.
É bem vinda também a presença da belíssima atriz KATE BEAHAN que interpreta a prostituta par amoroso com o criminoso Chopper e que não tem tantos trabalhos assim relacionados com cinema, mas tem um rosto que pode estar na memória de algumas pessoas como estava na minha.
Gostei muito da escolha do diretor para terminar seu filme, mostrando que a satisfação sentida por seu protagonista, não passa de algo temporário e que na verdade, seu mundo se resume e algo mais restrito do que a popularidade que ele atingiu.
Minha Nota: 7.6
IMDB: 7.2
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Sempre ao seu lado - (Hachi: A Dog's Tale) - 2009
Trabalho do diretor sueco LASSE HALLSTRÖM que também é o responsável por ótimos filmes, como CHOCOLATE (200) e REGRAS DA VIDA (1999). O diretor parece ter uma preferência por filmes que emocionam seu público e não é diferente esse SEMPRE AO SEU LADO (2009).
O filme é uma refilmagem de HACHIKÔ MONOGATARI (1987) que conta o drama baseado na história verdadeira de um professor universitário e seu vínculo com o cão abandonado que ele leva para sua casa.
Não que eu seja avesso a animais de estimação, mas eu não sou um fã ferrenho de filmes que trazem esses bichinhos como tema central, apesar de sempre me declara um espectador sedento por filmes emocionantes e dramáticos, feitos com o objetivo de fazer seu público se esvair em lágrimas e esse SEMPRE AO SEU LADO (2009) é isso. Um filme que emociona e acredito eu, que se fosse um pouquinho mais apegado a bichos, teria até desmanchado de tanto chorar.
O diretor constrói de forma eficiente, os laços afetivos entre o cão e seu dono. Mostrando com muito cuidado e sem pressa, como a ligação entre os dois vai aumentando gradativamente. E a história, por si só, já é incrível suficiente, pois um animal que passa a acompanhar seu dono até a estação de trem todos os dias e ainda voltar ao final do dia no horário em que ele chega, é de surpreender qualquer um.
Não gostei muito da forma que o diretor escolheu para contar a história, pois fica muito difícil acreditar que qualquer um vai ficar ouvindo com paciência uma narrativa na escola, que demore o tempo que a narrativa do neto faz. Outro problema, esse já é mais uma coisa particular, eu não consigo me encantar e envolver com os olhares do bichinho, como a maioria das pessoas comumente se envolvem, o que para mim, tira muito do efeito dramático de certas cenas, que dependem de uma compreensão mais clara por parte dos sentimentos de seus personagens, mas nada que atrapalhe a apreciação da obra.
Minha Nota: 6.4
IMDB: 8.1
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Indomável Sonhadora - (Beasts of the Southern Wild) - 2012
Esse é o primeiro longa metragem do diretor americano BENH ZEITLIN mas que também já lhe rendeu o Camerá d'Or no festival de Cannes, prêmio dado ao melhor primeiro trabalho apresentado no festival, geralmente nas mostras paralelas. Além disso, o filme também rendeu ao diretor 15 outros prêmios e 10 indicações em festivais pelo mundo.
Em sua história, INDOMÁVEL SONHADORA (2012) conta a história de uma menina de apenas 6 anos, que se vê morando em uma pequena ilha, prestes a desaparecer do mapa, graças a rápida evolução da maré que ameaça cobrir todo o local, mas é ensinada por seu pai, um homem forte de de temperamento explosivo e opinião inabalável, não quer deixar a sua casa por nenhum motivo existente.
A fotografia que já nos mostra a casa da pequena garotinha, que parece morar sozinha a princípio em algo mais parecido com um barracão de um aglomerado qualquer feito de pedaços de objetos encontrados em qualquer lugar, é de arrepiar. As cores, os ângulos, a sensação que o diretor nos consegue transmitir, é a mais real possível.
Isso faz com que qualquer espectador já prenda a sua atenção, mesmo que o roteiro nos apesente elementos fantasiosos, originários da imaginação da garota, que é bastante criativa e sente a falta e dialoga com sua mãe, que a abandonou ainda pequena, deixando a ilha e o seu pai sem uma explicação clara.
O roteiro nos carrega junto com essa garota e seu pai, na maior parte do tempo, na intenção de mostrar a união dessas pessoas, apesar da recusa do pai que quer apenas preparar a sua cria para que seja forte e consiga sobreviver a qualquer adversidade que a vida lhe impuser.
A teimosia de seu pai, talvez seja o maior problema do filme, pois apesar de saber que não existe uma forma simples de continuar naquele lugar, o homem insiste em permanecer ali e o que é pior, alimenta a imaginação de sua filha, de que ali é o seu lugar.
Minha Nota: 6.6
IMDB: 7.6
Em sua história, INDOMÁVEL SONHADORA (2012) conta a história de uma menina de apenas 6 anos, que se vê morando em uma pequena ilha, prestes a desaparecer do mapa, graças a rápida evolução da maré que ameaça cobrir todo o local, mas é ensinada por seu pai, um homem forte de de temperamento explosivo e opinião inabalável, não quer deixar a sua casa por nenhum motivo existente.
A fotografia que já nos mostra a casa da pequena garotinha, que parece morar sozinha a princípio em algo mais parecido com um barracão de um aglomerado qualquer feito de pedaços de objetos encontrados em qualquer lugar, é de arrepiar. As cores, os ângulos, a sensação que o diretor nos consegue transmitir, é a mais real possível.
Isso faz com que qualquer espectador já prenda a sua atenção, mesmo que o roteiro nos apesente elementos fantasiosos, originários da imaginação da garota, que é bastante criativa e sente a falta e dialoga com sua mãe, que a abandonou ainda pequena, deixando a ilha e o seu pai sem uma explicação clara.
O roteiro nos carrega junto com essa garota e seu pai, na maior parte do tempo, na intenção de mostrar a união dessas pessoas, apesar da recusa do pai que quer apenas preparar a sua cria para que seja forte e consiga sobreviver a qualquer adversidade que a vida lhe impuser.
A teimosia de seu pai, talvez seja o maior problema do filme, pois apesar de saber que não existe uma forma simples de continuar naquele lugar, o homem insiste em permanecer ali e o que é pior, alimenta a imaginação de sua filha, de que ali é o seu lugar.
Minha Nota: 6.6
IMDB: 7.6
Butter - (Butter) - 2011
Esse é apenas o segundo trabalho em longa metragem do diretor inglês JIM FIELD SMITH e eu confesso que só peguei esse filme para ver, por que ao assistir o seu trailer, me deparei com a simpática figura da mocinha YARA SHAHIDI. É claro que a presença de JENNIFER GARNER me chamou também a atenção e não precisa nem dizer que definitivamente, resolvi assistir ao filme, depois de ver que OLIVIA WILDE faria o papel de uma prostituta o que possivelmente renderia belas cenas de seu belo corpo.
O enredo do filme já é para ser uma espécie de piada pronta. Em uma pequena cidade americana, anualmente é disputado um concurso de esculturas feitas em manteiga. Uma menina adotada, descobre seu talento e pede a seus pais que lhe inscrevam nesse concurso, contudo, ela não sabe que terá que enfrentar uma mulher ambiciosa e que quer o título a qualquer custo.
É claro que o concurso tem lá a sua importância, mas as piadas do filme se constroem principalmente em seus diálogos e situações. É claro que não é um filme que consegue proporcionar vastas gargalhadas de seu espectador, mas consegue cumprir o papel de divertir seu público.
Uma coisa que não posso deixar de comentar é que foi muito grata a surpresa de ver na tela novamente a atriz ALICIA SILVERSTONE que já foi considerada sexy simbol na década de 90 e hoje se tornou uma bela mulher já com os seus 36 anos.
Minha Nota: 5.8
IMDB: 6.0
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
A arte de pensar negativamente - (Kunsten å tenke negativt) - 2006
Primeiro longa metragem do diretor BARD BREIEN e que traz um humor negro tão próprio que só poderia ser produzido nos países nórdicos que tem uma cultura e um meio de vida todo próprio. Na história, um grupo de apoio psicológico a deficientes, um possível novo membro, não percebendo que ele irá levá-los a uma situação crítica.
Com um grupo de personagens parcial ou quase totalmente deficientes, que para a maioria das pessoas pode causar um pesar gigantesco. O diretor não tem pudor em pintar com tons de chacota o tratamento positivista dado pela psicóloga para seu grupo, com técnicas caricatas e que absurdamente parecem surtir efeito para o grupo, para depois, jogar na cara de seu público como por mais que tentemos entender, o problema dessas personagens é muito mais profundo do que imaginamos.
Suas deficiências causaram um dano psicológico que pode ser maior ainda do que a limitação física causada por ela. Mas mesmo mostrando esse aspecto dramático da coisa, seu protagonista insiste em mostrar a realidade para todo grupo, o que gera situações de humor que fazem com que o espectador ria, a princípio timidamente mas depois, de forma descontraída mesmo que com certo pesar.
Minha Nota: 6.0
IMDB: 7.0
sábado, 1 de dezembro de 2012
Picardias Estudantis - (Fast Times at Ridgemont High) - 1982
Nesse PICARDIAS ESTUDANTIS, que não me recordo de ter visto nem mesmo na época mas me lembro de seu nome, conta o dia a dia de um grupo de adolescentes perto da sua formatura. Com os assuntos alternando entre sua escola, shoppings, sexo e rock n 'roll.
O filme conta com a presença de atrizes lindas e que fizeram sucesso na década de 80 como JENNIFER JASON LEIGH de quem eu me recordava mais pois a vi no filme EXISTENZ (1999) e com outra menina linda, PHOEBE CATES que fez menos trabalhos, mas chegou a atuar em GREMLINS (1984), além, é claro de SEAN PENN fazendo o papel de um adolescente surfista e drogado.
Como a maioria das comédias que tem por tema a adolescência, temos uma comédia baseada em desejos e valores da época. Ter um emprego, conquistar as garotas, perder a virgindade, baile de formatura, drogas e carros. O filme não é tão engraçado quando eu esperava pois acredito que tenta dar uma certa lição de moral por trás de seus personagens, o que é até válido como filme formador de opiniões, principalmente para o público da época, mas que envelheceu e perdeu seu encanto.
Minha Nota: 5.4
IMDB: 7.2
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