sábado, 29 de dezembro de 2012

A última noite - (25th hours) - 2002


Esse é apenas o segundo trabalho do aclamado diretor americano da nova geração SPIKE LEE que vejo e confesso que depois de terminar, fiquei com vontade de ver outros trabalhos desse diretor.

Nesse A ÚLTIMA NOITE (2002) um traficante é condenado a 7 anos de prisão, depois de ser flagrado com uma quantidade de drogas e dinheiro e seu apartamento e se recusar a entregar o seu fornecedor, agora, ele tem 24 horas antes de ir para a prisão e que vão funcionar como uma espécie de reavaliação de sua vida.

O filme conta com a presença do sempre fantástico EDWARD NORTON e um membro ilustre em seu elenco de apoio, PHILIP SEYMOUR HOFFMAN. Além disso, as belíssimas, cada uma a seu estilo, ROSARIO DAWSON e ANNA PAQUIN.

A direção de Lee é segura e tem diversos tons autorais, além de diálogos que transcendem os dramas vividos pelos seus personagens e que se propõe discutir diversos problemas sociais e culturais, o diretor opta por um filme não sequencial, se utilizando do recurso de ir e vir em seu roteiro, para esclarecer todos os fatos que envolvem a trama, fatores que engrandecem enormemente o resultado. 

O filme ganhou 4 prêmios e teve mais 7 indicações em 9 festivais pelo mundo nas categorias de Melhor Diretor, Filme, Roteiro e Melhor Ator. Apesar de seu roteiro simples e direto, Spike aproveita todas as possíveis discussões que possam surgir a respeito do tema, para nos apresentar uma obra acertada e sensível.

Minha Nota: 7.4
IMDB: 7.8

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Relação explosiva - (Hit and Run) - 2012


Segundo trabalho em longa metragem feito pelo diretor americano DAVID PALMER em parceria com DAX SHEPARD que também é o autor do roteiro e interpreta o ex-piloto de fuga, que se tornou uma testemunha protegida pelo estado, e que compromete sua nova identidade, a fim de ajudar sua namorada chegar a Los Angeles, até que os federais e sua antiga gangue de assaltos a banco, começam a persegui-los na estrada.

O filme tem belos carros, belas cenas de perseguição e traz em seu elenco a belíssima KRISTEN BELL que só agora não consegui lembrar que eu já conhecida da série HEROES que parei de assistir em sua terceira temporada, ela tem um charme todo seu e seu personagem colabora para que ela consiga brilhar no papel de uma professora pós graduada em uma área em que mais ninguém o é. Outra presença ilustre é a de um dos novos queridinhos da América, o ator BRADLEY COOPER e ainda temos um brinde muito bem vindo que é a pontinha feita pelo excelente ator e comediante  JASON BATEMAN.

A trilha sonora é divertida quando aparece e alguns diálogos são interessantíssimos e me lembraram muito QUENTIN TARANTINO e para terminar, utiliza muito bem um recurso que eu gosto muito, que são as cenas durante os créditos finais, nos dando um pouco mais do gostinho do filme.

Na verdade, uma grata surpresa, visto que eu não tinha nenhuma indicação antes de assistir ao filme.

Minha Nota: 6.4
IMDB: 5.9

O Último Matador - (Last Man Standing) - 1996



Filme do diretor americano WALTER HILL responsável por um filme pelo qual eu tenho um carinho enorme, A ENCRUZILHADA (1986) e que tem seu roteiro escritor por nada mais nada menos que AKIRA KUROSAWA.

Precisando de dinheiro para atravessar a fronteira com o México, um assassino profissional para em uma cidade no meio do nada e acaba se envolvendo em uma guerra entre a máfia irlandesa e italiana na época da Lei Seca.

No papel do assassino protagonista da trama, nada mais nada menos que BRUCE WILLIS que já tinha conquistado sua fama depois do sucesso da franquia iniciada em DURO DE MATAR (1988) o que faz com que o filme não cause estranhamento pelo número de mortes e tiroteios que são exibidos na tela, além é claro, de uma dose de sofrimento para seu protagonista que sempre supera todos os intempéries para dar a volta por cima.

Em meio a um cenário que poderia ser muito bem empregado em qualquer filme clássico de faroeste, vemos uma séria de personagens que a princípio parecem deslocados daquele cenário, pois no lugar dos cowboys de costume, vemos homens bem vestidos em ternos tanto do lado dos irlandeses quanto do lado dos italianos, que são os gângsters que lutam pelo tráfico de bebida local.

O fato de dois grupos dividirem uma cidade completamente abandonada é o mais intrigante da trama. Qual a glória e qual o proveito essas pessoas podem tirar do dinheiro que ganham.

As constantes mudanças de lado que o personagem de Willis faz durante a trama, são outro ponto falho na minha opinião, tornando os seus inimigos, muito burros e inocentes, o que faz com que a obra perca quanto a figura de um desafio para seu protagonista.

Minha Nota: 5.4
IMDB: 6.2

A arte da Conquista - (The art of getting) - 2011



Esse é o primeiro trabalho na direção de longas metragens do diretor GAVIN WIESEN e conta a história de um adolescente solitário e fatalista, vivido pelo garoto FREDDIE HIGHMORE que está prestes a completar o seu último ano de escola sem nunca ter se concentrado ou completado seus trabalhos dentro e fora da escola e que faz amizade com uma garota popular, vivida pela belíssima sobrinha de JÚLIA ROBERTS a garota EMMA ROBERTS, que traz em seu gem o carisma da tia pelo menos, que é complicada, e que vai estreitar seus laços de afinidade com esse jovem também problemático.

O filme pode ser taxado facilmente como um romance adolescente, mas seu diretor, usa inteligentemente seu material humano, afinal de contas, o casal de protagonistas do filme tem um carisma que salta a tela e ainda, nos presenteia com sua direção suave, de fotografia belíssima, que cresce de maneira fabulosa, juntamente com o final da projeção, como se o seu objetivo fosse encher algo que estava vazio, como acontece com a vida do personagem principal.

Interessante como essa onda de fatalismo é vista em diversas camadas da sociedade, onde pessoas valorizam o fato de que a vida é uma ilusão, não temos por que nos preocuparmos com coisas menores, visto que todos nós estamos fadados a morrer de uma forma ou de outra. Acho que isso pode estar sendo mostrado com mais força hoje em dia, por termos uma desvalorização das religiões, que não precisam de muita ajuda, para se tornarem cada vez mais, um retrato da corrupção e charlatanice de seus comandantes.

O filme foi indicado ao prêmio de direção no festival de Sundance. Além dos protagonistas, gostei muito de ver novamente a atriz, paixão da minha adolescência e acho que também de outros marmanjos da minha idade, ALÍCIA SILVERSTONE e de outro encanto que é a americana ELIZABETH REASER de JOVENS ADULTOS (2011).

Minha Nota: 6.6
IMDB: 6.4

Valente - (Brave) - 2012


Eu tinha feito uma promessa para mim mesmo que não iria catalogar as animações que eu visse esse ano e como eu estava com o objetivo de ver 366 filmes até que o ano acabasse, deixei de lado as animações e o que era uma promessa acabou sendo esquecido e deixado de lado, tanto que não tive o interesse de ver nada nessa vertente, contudo, tenho um filho de 13 anos que até me acompanha nas raras seções de cinema que fazemos em casa, mas que vivia me cobrando de ver vários dos lançamentos em animações com ele e como eu já atingi meu objetivo, chamei o Túlio para ver minha primeira animação do ano.

Primeiro longa metragem dirigido por MARK ANDREWS que já teve participação na equipe de artes de outras animações, por exemplo o fabuloso GIGANTE DE FERRO (1999) e com esse valente, nos traz a história de uma princesa, que determinada a fazer o seu próprio caminho, desafia os costumes de seu reino, mas acaba causando uma confusão tamanha, que lhe obrigará a utilizar sua confiança, coragem e sua habilidade com arco e flecha para desfazer uma maldição inesperada.

O roteiro é cheio de fatos esperados, o que na minha opinião prejudicou um pouco a apreciação do filme. Mas cumpre o papel de divertir e entreter, principalmente ao público ao qual ele é destinado.

Os efeitos gráficos e os coloridos são sensacionais. Outro observação que vi em um blog e que cabe muito bem para o filme, é um dos primeiros trabalhos da produtora Pixar que lida com temas épícos, mas o tema não atrapalhou a equipe criativa de nos brindar com um festival de cores vivas e belíssimas, além de determinados momentos de fotografia muito bem cuidada e o que é o melhor, sem perder o humor, que é chave para obras com caráter infantil.

Minha Nota: 6.0
IMDB: 7.3

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Sem vergonha - (Bez wstydu) - 2012



Primeiro longa metragem do diretor polonês FILIP MARCZEWSKI e que lhe rendeu uma indicação na categoria de diretor revelação do festival de Chicago de cinema.

O filme nos conta a história de um rapaz de 18 anos, que chega a casa de sua meia-irmã mais velha, para passar férias, contudo, o que ele sente pela irmã, ultrapassa os sentimentos que normalmente são aceitos pela sociedade. 

Uma história interessantíssima a que nos é mostrada nessa obra pois além de trazer um trio de atores carismáticos composto pelo rapaz vivido pelo ator polonês MATEUSZ KOSCIUKIEWICZ, sua irmã, interpretada pela bela, sensual e também polonesa AGNIESZKA GROCHOWSKA e pela cigana ANNA PRÓCHNIAK que fazem com que qualquer cena em que um deles apareça nos desperte interesse por seus dramas particulares e conflitos internos sempre presentes.

O charme e o brilho da trama, aparece principalmente com a presença da cigana, que afirma para o rapaz que será sua esposa. O que é encantador. E a partir daí, ficamos na torcida para que ele resista a tentação de se envolver com sua irmã, que mesmo sendo meia irmã, e por mais que tenhamos nossas cabeças abertas e desvinculadas de vários tabus que eram tão presentes nos nossos antepassados, mas que por mais modernos que sejamos, ainda vão estar fortemente ligados a nós.

Para que se apaixone pela bela ciganinha, que não quer seguir os costumes de seu povo com casamentos arranjados, danças, roupas e tudo mais e quer se tornar uma médica de sucesso.

Acredito o mundo cigano e essa cultura facista, pelo para mim, como habitante do mundo ocidental, sejam uma cultura desconhecida e talvez por isso, esse filme seja tão atrativo.

Minha Nota: 6.6
IMDB: 5.4

Um Olhar do Paraíso - (The Lovely Bones) - 2009



Filme do diretor neo zelandês PETER JACKSON que ficou mundialmente conhecido por sua trilogia baseada na obra de Tolkien e que está lançando esse final de ano seu trabalho mais recente, O HOBBIT: UMA JORNADA INESPERADA.

No filme, uma garota de 14 anos está voltando para casa quando é abordada por seu vizinho que a convence a entrar em um abrigo que ele construiu e lá ela é assassinada. Seus pais tem dificuldades em lidar com a dor da perda, seu assassino, tem que apagar seus rastros e planeja novas investidas e enquanto isso, a garota observa tudo a sua volta, até que esteja preparada para seguir o seu caminho.

Das características que depois se tornaram marca registrada de Jackson, podemos presenciar paisagens fantásticas que se alternam o tempo todo, no lugar que podemos chamar de purgatório, em que a garota fica vagando enquanto no se livra dos sentimentos do ódio que nutre pelo seu assassino, de vontade de fazer uma série de coisas que não fez ainda em vida, enfim, de tudo que ainda a mantém ligada a sua vida terrena.

O filme conta com a então desconhecida e bela atriz SAOIRSE RONAN, adolescente que interpreta a protagonista da obra, com a presença de um ator que não gosto e que novamente não me convenceu no papel de pai principalmente, MARK WAHLBERG e ainda com a carismática, sensual, além de muito talentosa, RACHEL WEISZ. Para completar, ainda temos de brinde a brilhante SUSAN SARANDON que está fantástica com a avó da família, moderna, alcoólatra, mas em um personagem que tem a função de trazer a carga cômica e de descontração tão necessárias a trama e sem falar da bela atuação de STANLEY TUCCI no papel do vizinho assassino.

Sempre acho discutível essas obras que abordam uma visão espiritualista, seja de seus diretores ou mesmo dos que a escreveram. Não consigo engolir com facilidade, o fato das garotas estarem prontas para partir, todas juntas por exemplo, mas de qualquer forma, o diretor tenta nos conquistar ao trazer um filme multi facetado, com elementos de suspense, um crime que pode ser desvendado a qualquer momento e um assassino que tem que ser detido, sem contar no drama familiar que se instala nessas pessoas, que tem muita dificuldade em aceitar uma morte tão prematura.

Os cenários de Jackson podem marcar alguns espectadores, mas no final das contas, a obra me pareceu um tanto quanto irregular. A obra teve várias indicações, dentre elas Melhor Ator Coadjuvante para STANLEY TUCCI tanto no Óscar quanto no Globo de Ouro.

Minha Nota: 6.2
IMDB: 6.6

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Calígula - (Caligola) - 1979



Dentre os filmes que me comprometi a visitar da filmografia diretor italiano TINTO BRASS estava esse CALÍGULA (1979) que traz detalhes e o ponto de vista particular de seus diretores, sobre a história chocante do mais inegavelmente polêmico e cruel César de Roma, Gaius Germanicus Caligula. Digo de seus diretores, pois Tinto divide a direção desse filme com os italianos BOB GUCCIONE e GIANCARLO LUI.

O filme se inicia com a frase "Que lucro teria um homem ao ganhar o mundo inteiro e perder a sua própria alma?" Marcos 8:36 e a partir daí, temos uma descrição minuciosa de toda a loucura que dominou o imperador Calígula durante o tempo que durou seu governo a frente do império romano, desde a sua obsessão por perder o trono, seu relacionamento com sua irmã e adoração por seu cavalo. 

Na maior parte da projeção, o clima da obra segue pela promiscuidade que permeava a época e o governo de Calígula, o que naturalmente indica ninguém melhor do que o diretor TINTO BRASS para reger essa orquestra de orgias e depravação, contudo, o filme perde no que diz respeito a ser encarado como uma obra confiável, pois o caráter alegórico, que comumente é utilizado pelo diretor, nos faz encarar as cenas mais absurdas e dantescas mostradas, com uma certa aura de leveza, visto que sua exibição acontece de forma fluída a trama, talvez com a normalidade que era pertinente a essas atitudes do imperador.


A megalomania, determinações muitas vezes cruéis e absurdas, são vistas a todo instante mas mesmo nos apresentando algo que já esperado, o filme se resume em uma ode sexual, como a maioria dos trabalhos do diretor, não acrescentando nada além de erotismo para seu público, apesar da maioria dos fatos mostrados, estejam realmente ligados a realidade dos fatos históricos.

Me vejo obrigado a ressaltar a fantástica atuação de MALCOLM MCDOWELL no papel de Calígula e a beleza da atriz inglesa que interpreta dua irmã TERESA ANN SAVOY, velha conhecida de Tinto.

Minha Nota: 4.6
IMDB: 5.0

A escolha perfeita - (Pitch Perfect) - 2012



Super divertido o filme de estréia do diretor americano JASON MOORE que já era acostumado com séries de TV e que agora chega com um musical moderno para as telonas, contando a história de um grupo de canto à capela formado apenas por garotas, que apostam no visual perfeito para tentar conquistar o título de uma competição intercolegial. O grupo passa por uma decepção terrível, mas é chegada a hora da renovação, que vai mudar mudando um pouco a estratégia dessas meninas, para atingir os seus objetivos na nova competição.

O filme talvez não possa ser considerado um musical, visto que as apresentações musicais exibidas, não tem a mesma frequência e utilização, que os musicais tem, mas dão todo o charme para o filme e além disso, traz uma trilha sonora moderna e de uma vivacidade impressionante. Outro destaque, são as belezas de ANNA KENDRICK que mostra que consegue com esse seu ar juvenil, fazer atuações cada vez mais competentes. Ainda temos as belíssimas ALEXIS KNAPP, BRITTANY SNOW e ANNA CAMP além da talentosíssima comediante REBEL WILSON no papel de uma das integrantes do grupo vocal, papel que lhe rendeu duas indicações a Melhor Atriz de comédia e que dá o tom engraçado para o filme, sempre que ela aparece.

E é justamente nesse tema que o filme é muito bem sucedido como uma diversão despretensiosa mas feito com muito cuidado para atingir o sucesso, apesar de não fugir das fórmulas mais clichês do gênero de comédia romântica para encontrar suas soluções, o que também, não atrapalha em nada seu resultado.

Minha Nota: 6.6
IMDB: 7.3

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Mulheres em perigo - (Damsels in Distress) - 2012


Este é o quarto trabalho do diretor WHIT STILLMAN na direção de longas metragem. Confesso que eu não conhecia nenhum outro trabalho desse diretor, que já foi premiado recebendo um Óscar de Roteiro por METROPOLITAN (1990).

Dessa vez, ele nos conta a história de um trio de garotas que usam seu tempo vago, para ajudar novas estudantes na ambientação de sua escola, além de outro serviços considerados por elas como sociais, como auxílio a possíveis suicidas e a garotos imbecis que não conseguem se relacionar com as garotas.

O filme tem uma aura oitentista em suas roupas e também na representação dos filmes de colegiais que já fizeram tanto sucesso nessa década, contudo, a música que funciona como pano de fundo e que a princípio, parecia ser uma tentativa de piada que eu estava achando até interessante, mas depois de ver que ela estava sendo utilizada de forma séria, fiquei impressionado com o mal gosto dessa trilha sonora. 

Como se não bastasse isso, o roteiro é medíocre, desinteressante como seus personagens, que parecem ser fúteis, com uma pequena diferença de que o diretor tenta mostrar um certo drama por baixa dessa atmosfera artificial que eles tem, não consegue mostrar nada de proveitoso realmente.

O filme valeu um prêmio de Melhor Atriz para GRETA GERWIG em um festival na Irlanda.

Minha Nota: 4.0
IMDB: 6.0

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Artes liberais - (Liberal Arts) - 2012


Esse é apenas o segundo longa metragem do diretor americano JOSH RADNOR que além da direção, é responsável também pelo roteiro e pelo personagem principal desse ARTES LIBERAIS (2012) em que conta a história de um ex-aluno de 30 anos, que retorna a sua antiga escola, para prestigiar um professor querido que o convida para a cerimônia em sua homenagem. Nessa viagem, ele acaba se aproximando da filha de um casal de ex-alunos, por que começa a nutrir um sentimento confuso de atração mais forte que a diferença de idade entre eles.

O filme começa com uma interessante frase, "O que aumenta em conhecimento aumenta em dor" Eclesiaste 1:18, que eu já havia a escutado e confesso que quando isso ocorreu, ele me marcou profundamente, pois cheguei a conclusão, de que somente depois que tomamos consciência de algumas coisas, é que podemos ser considerados responsáveis pelas atitudes que temos depois de adquirir esse conhecimento.

A história é agradável, como a maior parte das comédias românticas são agradáveis para mim, o que pode ser uma observação tendenciosa da minha parte, e a presença da irmã Olsen mais talentosa e desde algum tempo a minha predileta ELIZABETH OLSEN, aumentam os pontos para o lado positivo da projeção. Gosto muito também da discussão sobre como é importante para a formação de uma nação, a cultura de seu povo, que atualmente é só baseada em programas de TV que não se interessam em acrescentar nada a vida das pessoas, o que é citado no filme, inclusive mostrando que não só a TV como essas literaturas que surgiram recentemente também cumprem o papel de alienar leitores sem formar cidadãos com senso crítico.

O filme também nos propõe outras discussões importantes como pararmos algum tempo em nossas vidas, para levarmos conversas engrandecedoras que não são apenas sobre negócios mas sim criatividade e senso crítico, sobre saber envelhecer e reconhecer os benefícios e responsabilidades que a vida adulta nos traz, sobre a responsabilidade de temos por sermos mais velhos e sobre nos abrir ao mundo, deixando de lado radicalismos e manias que servem apenas para nos fechar para o que a vida tem a nos oferecer.

Talvez o maior problema do filme, na minha opinião, esteja em não fazer apologia maior aos autores que ele aborda, pois assim, ele estaria cumprindo o papel de disseminar cultura. Talvez a carga romântica que é o que dá força a obra até a sua metade, seja atenuada ou até mesmo completamente dissipada, quando de uma forma muito rápida e sem sutileza, o diretor inverte completamente o direcionamento de seu personagem. Mas de qualquer forma, o resultado para mim foi satisfatório.

Minha Nota: 6.4
IMDB: 6.6

Clube da luta - (Fight Club) - 1999


Filme do diretor DAVID FINCHER que já havia conseguido sucesso de público e bilheteria com o seu fantástico SEVEN - OS SETE CRIMES CAPITAIS (1995), conseguiu se superar e lançou um filme como essa obra prima chamada de CLUBE DA LUTA (1999).


No filme, um trabalhador de escritório com insônia, conhece um fabricante de sabão com quem incia um clube que se espalha pelo submundo da cidade e acaba se transformando em uma organização anti social.

O filme tem um roteiro espetacular que brinca até com aquele espectador mais atento, criando personagens fortes, que são vividos por dois brilhantes atores, BRAD PITT e EDWARD NORTON em atuações memoráveis, e ainda conta com a conpetente HELENA BONHAM CARTER interpreta um personagem que se encaixa perfeitamente em seu estilo de atuação. Uma curiosidade sobre uma das cenas, é que tanto Brad quanto Norton estavam realmente embrigados na cena em que seus personagens são mostrados jogando golfe em uma rua abandonada as altas horas da noite.

Ágil em seu desenvolvimento, com um time perfeito e não se prende em explicar com muita exatidão a sua trama, mesmo por que, o filme é um crítica a diversos temas que sempre vão estar em voga em qualquer sociedade, a comodidade, a busca por um sucesso baseado apenas no poder financeiro, enfim, uma série de assuntos que devem ser instigados, para provocar em seu público, uma discussão pós-projeção, o que só faz aumentar o prazer de seu espectador, presente também a uma violência plástica e com todo um sentido por trás de sua exibição.

O filme ganhou o Óscar de efeitos sonoros além de outros 4 prêmios em festivais pelo mundo e mais 19 indicações.

Minha Nota: 8.6
IMDB: 8.9

As palavras - (The Words) - 2012


Esse é primeiro trabalho do diretor BRIAN KLUGMAN juntamente com LEE STERNTHAL e que traz a história intrigante, que na verdade é contada em uma espiral, de um escritor esta falando sobre o sucesso de seu livro que conta a historia de um escritor também, que por sua vez chegou ao sucesso, após transcrever um livro que ele encontrou por acidente em uma viagem feita a França.

O filme lida com a frustração de um jovem e talentoso escritor, que dedica seu tempo a trabalhar incansavelmente em um trabalho, que é reconhecido como uma obra de arte, mas que não tem mercado, o que vai lhe privar de continuar seu trabalho da forma que ele imaginava.

A presença das belas ZOE SALDANA, que interpreta a esposa do personagem que encontra o livro, vivido por BRADLEY COOPER e de OLÍVIA WILDE, em um papel menor e que faz uma aspirante a escritora que está ouvindo a palestra do escritor que está contando sua história, vivido por DENNIS QUAID, são de encher os olhos.

Talvez o filme queria nos mostrar como erros, que muitas vezes acreditamos serem pequenos e inofensivos, podem trazer consequências sérias ou mesmo, como as palavras passam a ter propriedade após terem sidos combinadas em frases, em histórias, assumindo a identidade daquela pessoa que as escreveu ou mesmo proferiu.

Minha Nota: 6.4
IMDB: 6.8

A fuga - (Deadfall) - 2012


Filme do diretor austríaco STEFAN RUZOWITZKY que já ganhou um Óscar de Melhor Filme estrangeiro com seu trabalho OS FALSÁRIOS (2007) e que agora vem com a história de dois irmãos que depois de um roubo bem sucedido, sofrem um acidente durante a fuga e são obrigados a se separarem para que depois se juntem e concluam a sua fuga.

Já de cara, somos brindados com uma cena de acidente de carro logo no início da projeção, que á um primor, apesar de não ser uma novidade sua execução, mas ela consegue o impacto e a beleza que só o cinema pode nos proporcionar. Além disso, um outro destaque a ser exaltado no filme, é a presença da belíssima OLIVIA WILDE em seu elenco, que segundo li, apareceu em uma cena em que seu personagem é encontrando quase congelando, em meio a uma nevasca de temperatura baixíssima, apenas com o vestidinho que ela está usando no momento da cena do acidente. Ainda temos a presença do ator ERIC BANA que está muito bem por sinal em seu papel.

Talvez o problema da obra, se é que isso é realmente um problema, mas que na minha opinião, incomoda um pouco, é que seu diretor deixa de lado a abordagem inicial sobre a fuga, que ele conduz com segurança e de forma bem sucedida, para na parte final da trama, o tornar um filme de tensão e terror psicológico, que faz com que a credibilidade caia um pouco.

Tudo bem que ele quer nos mostrar que todos os seus personagens tem dramas internos a serem resolvidos e expostos, para exorcizar seus demônios interiores, mas achei esse o momento mais fraco do filme.

Minha Nota: 6.4
IMDB: 6.4

Extraído - (Extracted) - 2012


Primeiro longa metragem do diretor NIR PANIRY que tem uma cara de filme lançado diretamente para a TV, daqueles que parecem ter sido feito com um orçamento baixo, o que a princípio pode depor contra a obra, mas que nesse caso, traz um roteiro ousado e inteligente, que pode surpreender positivamente os espectadores que arriscarem dar uma conferida.

Em sua trama, um cientista inventa um equipamento que lhe permite entrar na memória das pessoas. Seu objetivo inicial é ajudar aquelas que tiveram problemas com alguma área do cérebro, ajudando-os a recuperar recordações que possam estar perdidas, ou mesmo auxiliar em doenças como alzheimer, contudo, ele não consegue encontrar investidores interessados em lhe ajudar, até receber a proposta de utilizar seu invento de uma forma que ele não havia imaginado ainda.

É realmente uma pena que o filme aparentemente, tenha sido feito com baixos recursos de orçamento, pois o resultado final poderia ter sido bem melhor, principalmente incrementando um pouco seu elenco, que não compromete com interpretações ruins, mas que por não trazer estrelas mais talentosas, desperdiça o potencial dos interessantes personagens criados para a película.

Uma grata surpresa a presença da bela atriz JENNY MOLLEN, mas é devido ao seu roteiro inteligente, ousado e inovador, que temos um resultado realmente surpreendente para um filme que pode não inspirar confiança logo no início de sua projeção.

Minha Nota: 5.8
IMDB: 5.8