terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Os desafinados - (Os desafinados) - 2008


Filme do diretor carioca WALTER LIMA JR. que conta a história de um gruo de bossa nova formado por jovens amigos, que se juntam e tentam ganhar o mundo através de sua música.

O diretor conta seu filme dividindo entre o presente, onde alguns dos componentes do grupo se reúnem para falar de sua juventude depois da morte da vocalista da banda, interpretada pela bela CLÁUDIA ABREU e ao se recordarem do passado, ele foca sua narrativa nesse tempo.

Apesar de não nos mostrar nada de cinematograficamente genial e nem de trazer um roteiro incrível, mesmo por que ele parece seguir um estilo bem documental, uma coisa me incomodou. Em diversos momentos temos a impressão de que seu atores estão realmente interpretando as obras que são executadas, RODRIGO SANTORO por exemplo, consegue ser bastante realista nesse quesito. Contudo em outros momentos, temos a impressão de que o que está sendo executado não condiz com o que vemos na tela, por exemplo o cantor e músico JAIR DE OLIVEIRA, aquele mesmo do eterno Balão Mágico, em diversos momentos, aprece estar totalmente fora da música.

Outro coisa me incomodou, e só comecei a percebê-la já perto do final, as vozes dos atores que interpretam, por exemplo a versão mais velha de SELTON MELO, foram dubladas. Isso foi para mim, foi o fim da picada.

O filme ganhou alguns prêmios em festivais nacionais e tem realmente uma bela triha sonora, mas apenas isso.

Minha Nota: 6.2
IMDB: 6.3

A Última Casa da Rua - (House at the End of the Street) - 2012


Segundo longa metragem do diretor MARK TONDERAI e nos traz a história de mãe e filha que se mudam para uma nova cidade, na tentativa de recomeçarem a vida juntas, e vão morar ao lado de uma casa, onde ocorreu um episódio de assassinato ocorrido a alguns anos, assombra os moradores da redondeza.

A presença da talentosíssima JENNIFER LAWRENCE e da apaixonante ELISABETH SHUE devo confessar, fizeram com que o filme me despertasse algum interesse. Cada cena abrilhantada por essas duas belas mulheres, era um prato delicioso para os olhos, além de ficar surpreendido pelas canções que Jennifer canta com uma assustadora beleza.

Mas além disso, A ÚLTIMA CASA DA RUA (2012) ainda nos presenteia com um roteiro que pretende ser surpreendente e até consegue, usando artifícios interessantes, para reservar algumas surpresas para seu espectador, que podem agradar a grande maioria do fãs de filme de terror e suspense, mas é aí que eu acredito que esteja a principal falha na minha opinião, a falta do clima de suspense e terror.

Mesmo nos pregando as tais surpresas em seu roteiro, o diretor, não consegue nas cenas que deveria servir para assustar e impressionar seu público, emocionar realmente. De qualquer forma, me senti satisfeito de ver novamente minha musa eterna na tela.

Minha Nota: 5.8
IMDB: 5.3

A ilha da imaginação - (Nim's Island) - 2008


Esse é o único filme da diretora JENNIFER FLACKETT feito em parceria com o diretor MARK LEVIN e que conta a história de uma menina, vivida pela carismática ABIGAIL BRESLIN, que vive em uma ilha isolada com seu pai cientista, o sósia de RUSSELL CROWE o ator inglês GERARD BUTLER, que acaba por se comunicar com a autora dos livros de aventura de que é fã, a agorafóbica vivida por JODIE FOSTER e acaba precisando de sua ajuda, pois seu pai está desaparecido.

O filme recebe a categoria de família, mas acho que é mais para infantil, o que não seria nenhum demérito, visto que temos tantos trabalhos cada vez mais fascinantes dedicados a esse público, mas infelizmente não é o caso de A ILHA DA IMAGINAÇÃO (2008).

Não falo isso pela besteira que é ver a garota se comunicando com os animais que são seus amigos na ilha, mas sim por não ter muita vontade de seus executores de nos entregar uma obra que se defina mais. O filme não consegue nada do que se propõe. Não me fez rir nos momentos de comédia, não me fez chorar nos momentos de emoção e nem me assustou ou me preocupou em seus momentos de tensão.

Mas para não dizer que o filme só tem defeitos, a presença de seus atores, podemos considerar assim, salvam a obra de um fracasso maior. Enfim, apenas mais uma obra lançada com o intuito de entreter e coletar algum dinheiro baseado em um elenco que pode trazer um público fiel para as fileitas de sua exibição.

Minha Nota: 5.4
IMDB: 6.0

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

A viagem - (Cloud Atlas) - 2012


Filme do diretor alemão TOM TYKWER de ótimos trabalhos dentre eles o inovador CORRA, LOLA, CORRA (1998) e o espetacular PERFUME - A HISTÓRIA DE UM ASSASSINO (2006) em parceria com os irmãos WACHOWSKI do revolucionário MATRIX (1999) e conta uma série de histórias, que se entrelaçam ou não, através dos tempos, de acordo com a crença de cada um, ligados talvez por reincarnações, "Nossas vidas não nos pertencem, do útero ao túmulo estamos ligados aos outros, passado e presente e por cada crime e bondade renasce o nosso futuro". Não sou afeito de qualquer crença, mas consigo ver o que há de bonito em cada uma delas, que faz com que sejam seguidas por milhares de pessoas, pois trazem a elas, o conforto que supre o desconhecido.

Com uma duração exagerada mas justificada, pois traz diversas histórias e uma infinidade de personagens para sua trama, que servem também para que diversos tipos de filmes nos sejam exibidos, hora ação,  mistério, romance, comédia e vários outros gêneros, o filme consegue reunir momentos interessantes e até mesmo criar um elo de ligação nas situações de cada época tratada, o que eu achei interessante, contudo, a confusão que resulta de todas essas histórias, tira um pouco o brilho da obra. 

Acredito que não buscar um sentido em tudo que é mostrado, talvez seja a chave para uma apreciação menos tensa. A presença de TOM HANKS e HALLE BERRY, apesar de os reconhecer como ótimos atores, não acrescentam valor para a obra, poderiam ser muito bem substituídos por outros, mas a presentaç de HUGH GRANT, a quem eu não via em um filme já a um bom tempo, traz seus méritos em quase todos os personagens interpretados por ele, e vale destacar também a presença do ator HUGO WEAVING que dá um verdadeiro show também nos personagens que interpreta.

Uma bela citação que encontrei no filme foi, "Faça o que fizer, nunca será mais do que uma gota em um oceano sem fim. Mas o que é um oceano senão uma multiplicação de gotas", pois também acredito que nossos atos e postura, por mais que sejam muitas vezes considerados em vão, fazem a diferença no todo.

O filme foi indicado ao GLOBO DE OURO na categoria de Melhor Roteiro Original, além de receber diversas outras indicações e prêmios pelo mundo.

Minha Nota: 6.2
IMDB: 7.9

Argo - (Argo) - 2012


Terceiro longa metragem da carreira do ator BEN AFFLECK e o primeiro, que não se ambienta em sua cidade, Boston. No filme, temos a dramatização de uma operação da CIA 1980 em conjunto com o Canadá, para extrair seis fugitivos americanos, componentes do corpo diplomático da embaixada americana no Irã, em meio ao início de uma revolução.

O peso do filme, está em seu caráter fantástico, pois trata de uma operação nada convencional e quase inimaginável, que precisou de esforços em diversos setores, inclusive cinematográfico, para que pudesse ser realizada. Para apimentar ainda mais a trama, que merece todos os créditos, por se tratar de uma história verídica, o governo tenta desistir da operação bem perto de sua conclusão.

Em meio a tantos trabalhos baseados e fatos reais produzidos por Hollywood, Ben Affleck faz questão de mostrar uma série de documentos que comprovam a existência dessa operação tão arriscada e com características de um verdadeiro filme de 007.

A presença de JOHN GOODMAN em mais um filme, serve para comprovar o talento dessa ator incrível, que consegue, a cada trabalho em que aparece, criar personagens fascinantes mesmo com um curto espaço reservado para a sua participação. A tensão que o diretor consegue criar no filme também é quase que palpável, o que mostra que Ben realmente é um diretor promissor e de talento.

O filme recebeu o GLOBO DE OURO de Melhor Diretor e Melhor Filme e foi indicado nas categorias de Melhor Roteiro Original e Melhor Ator além de 7 indicações para o Óscar.

Minha Nota: 6.6
IMDB: 8.1

Até que a sorte nos separe - (Até que a sorte nos separe) - 2012


Primeiro trabalho do diretor ROBERTO SANTUCCI após a comédia DE PERNAS PRO AR (2010). Esse longa foi livremente inspirado no best-seller "Casais Inteligentes Enriquecem Juntos" e conta a história de um pai de família que tem sua rotina transformada ao ganhar na loteria. Em quinze anos ele gasta todo o dinheiro com uma vida de ostentação ao lado de sua mulher até que descobre que estão falidos.

O filme tem a presença do comediante LEANDRO HASSUM como protagonista ganhador da loteria, o que pode ser considerada a sua maior qualidade ou o seu maior problema. Em sua primeira parte, a obra funciona como um programa de entretenimento em que o seu roteiro, serve como base para as piadas em que seu protagonista consegue arrancar de seu público, vastos risos, dando uma sensação de sucesso, contudo, o desenrolar do roteiro e a necessidade de solucionar a trama, são necessários momentos que não são cômicos e é nesse ponto, que o filme começa a incomodar, causando um certo desconforto de seu públicos.

Além de Leandro, ainda conta com a presença da bela DANIELLE WINITS que não está tão bela, com sua caracterização exagerada, inclusive maquiagem simulando plásticas, que servem apenas para causar o riso fácil e que também depois de um tempo, cansam e colaboram para um resultado no mínimo insatisfatório.

Minha Nota: 4.6
IMDB: 5.5

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Elefante branco - (Elefante blanco) - 2012


Filme do diretor PABLO TRAPERO, o mesmo do fantástico ABUTRES (2010) e que novamente, com seu cinema que parece servir como denúncia contra as coisas erradas de seu país, nos trás uma obra que serve para refletir sobre a corrupção humana e principalmente a corrupção de nossos governantes.

Em ELEFANTE BRANCO (2012), vemos a história de dois padres, amigos de longa data, que trabalham incansavelmente para ajudar a população local, de uma das favelas Buenos Aires chamada a Vila.

O diretor aproveita para mostrar o descaso de seus governantes quando mostra a construção de um hospital, o maior da América latina e que entra governo, sai governo, tem suas obras retomadas e paradas. Além disso, a igreja também é criticada na obra, pois seu papel de se manter nula, com medo de se envolver em problemas políticos, faz com que ela se distancie do seu povo, se encarregando como sempre, apenas de cuidar da fé, sem demonstrar preocupações com seus fiéis. Através de planos sequências que soam orgânicos a obra, o diretor consegue aproximar seu espectador da realidade vivida por aquele povo pobre e sofrido.

A belíssima atriz argentina MARTINA GUSMAN está presente no papel de uma assistente social que convive com a dura tarefa de lidar com o povo, que inquieto por não receber o auxílio e o cumprimento das promessas feitas a ele, cobra de quem está mais próximo, mesmo sabendo que não se trata do responsável pela sua insatisfação. RICARDO DARÍN, o SELTON MELO da Argentina, está de volta, e agora vive o papel do padre preocupado com o próximo, em se doar, extrapolando e batendo de frente com seus superiores, por não concordar com a imparcialidade da igreja em momentos importantes para o povo.

A fotografia de Pablo é bela, com posicionamento de câmera pensados com carinho e conseguindo ressaltar a beleza até mesmo de um lugar pobre e de condições humanas desfavoráveis como fundo.

O filme recebeu diversas indicações no festival de cinema argentino e até em Cannes.

Minha Nota: 6.0
IMDB: 6.6

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Max Payne - (Max Payne) - 2008


Filme do diretor JOHN MOORE que acredito seja baseado no jogo lançado para vídeo game e que conta a história de um policial vivido por MARK WAHLBERG que teve sua família foi morta como parte de uma conspiração. Ele se junta a uma russa, vivida por MILA KUNIS, depois de ter sua irmã também morta misteriosamente, no intuito de desvendar quem são os responsáveis pelos crimes.

Na verdade, para mim que não conheço o jogo, o filme não passa de um entretenimento principalmente para aqueles amantes de filmes policiais e que gostam de bastante tiroteio, a velha moda dos mestres SYLVESTER STALLONE e ARNOLD SCHWARZENEGGER, mas com MARK WAHLBERG, que acho que já manifestei por mais de uma vez aqui, que nunca mereceu a minha simpatia, salvo poucos trabalhos em que esteve presente. 

A história é fraca e não se preocupa em elaborar uma solução mais trabalhada. Mas o diretor não decepciona nas cenas de tiro que reserva para seu público e nos efeitos especiais do filme. Destaque para a beleza da atriz ucraniana OLGA KURYLENKO que faz uma participação rápida mas que marca pela sua beleza.

Minha Nota: 5.2
IMDB: 5.3

O Voo - (Flight) - 2012


Filme do diretor americano ROBERT ZEMECKIS que está concorrendo ao Óscar de Melhor ator pela interpretação de DENZEL WASHINGTON que faz o papel do piolo de avião que evita de maneira espetacular, que seu voo tenha consequências mais catastróficas do que se é esperado, contudo, a investigação que se incia após o acidente, revela algo preocupante sobre sua história.

A sequência inicial do filme, que retrata o acidente acontecido com uma aeronave ocupada por 102, é simplesmente incrível e serve para mostrar, o grau de dificuldade e perícia exigidos de um piloto nas condições em que o avião se encontrava. Depois disso, quando nós espectadores estamos certos de que o piloto será considerado um herói, o diretor começa a nos mostrar um aspecto que será a tônica de seu filme dali por diante, o alcoolismo desse piloto.

A interpretação de Denzel é realmente muito boa. Ele consegue nos passar as dificuldades que um viciado em álcool deve enfrentar com o seu vício, mas me incomodou um pouco, o distanciamento desse descontrole com os problemas que o cercavam. O personagem parece não se importar com o seu distanciamento de seu filho, o que me incomodou bastante. Mas ele consegue de certa forma, compensar isso com seus momentos de lucidez pacata e embriaguez agressiva e cheia de si.

A presença de JOHN GOODMAN é sensacional, fazendo um traficante irreverente que serve para aliviar um pouco o tom de drama do filme e KELLY REILLY não pode ser esquecida, apesar de seu papel, não ter uma influência direta na história do protagonista de ROBERT ZEMECKIS. O diretor demonstra uma certa confusão nesse personagem que soa como uma ferramenta que ele inseriu com algum objetivo, que ele se esqueceu no meio da trama.

A sacada final do filme já é esperada, como ouvi recentemente em SETE PSICOPATAS E UM SHIH TZU (2012), fechar filmes com sonhos é coisa de bichinha, mas tudo bem, funciona como uma lição moral e social e ainda consegue inserir o elemento emotivo que até me pegou e conseguiu arrancar algumas lágrimas.

O filme concorre ao Óscar de Melhor Ator e Melhor Roteiro e recebeu diversos prêmios e indicações em outros festivais, quanto ao prêmio de Ator, apesar de ter visto apenas 2 dos 5 indicados, fico com o abalado emocional de BRADLEY COOPER do O LADO BOM DA VIDA (2012).

Minha Nota: 7.0
IMDB: 7.4

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A febre do rato - (A febre do rato) - 2011


Terceiro filme do diretor CLÁUDIO ASSIS, autor de AMARELO MANGA (2002) que tive o prazer de ver no cinema e de BAIXIO DAS BESTAS (2006) filme bastante polêmico e muito premiado.

A FEBRE DO RATO (2011) é uma expressão nordestina popular que significa, aquele que está fora de controle e é assim que seu protagonista, um poeta inconformado e anarquista, que através de um tablóide, se manifesta contra a classe dominante enaltecendo aquilo que acha de mais importante para o ser humano, o sexo, a maconha e o amor. Ele se apaixona por uma jovem, mas a recusa da garota, serve como combustível para que o poeta se inspire e crie mais e mais.

Dessa vez, o diretor deixa de lado a violência crua de seu filmes anteriores, mas continua a nos brindar com elementos comuns em suas obras, o sotaque do povo nordestino, suas expressões peculiares e a pobreza alarmante dessa região do país tão esquecida do povo brasileiro, são uma marca registrada do trabalho do diretor. Quanto ao filme, acredito que poesia seja a palavra chave. Há poesia em suas falas, o que é gritante e palpável, mas há poesia também em suas imagens e na sua bela fotografia. A ousadia com que a câmera capta imagens através de ângulos totalmente inesperados, principalmente sobre seus personagens, somada a fotografia em preto e branco que serve para acrescentar mais valor ainda para o efeito visual da obra, terminam por mostrar na tela um resultado bastante agradável aos olhos.

O enredo não se preocupa muito em se desenvolver de forma clara e acabamos por por pequenos instantes das vidas de alguns personagens e os diversos momentos de poesia visceral e bonita, como em algum momento um dos personagens diz, "acho bonito, eu gosto de coisa que eu não entendo" e esse sentimento parece ser o principal aspecto que une aqueles que cercam o protagonista, a beleza da junção das palavras, mesmo que sem um significado palpável, fácil. Algumas cenas memoráveis e polêmicas também compõe a obra e dão o tom costumeiro do diretor de impressionar, como a cena da personagem de NANDA mijando no barco na frente do poeta, ou mesmo as cenas de sexo do protagonistas com algumas putas de idade.

A obra traz a presença em seu elenco de IRANDHYR SANTOS que vive brilhantemente o papel do poeta protagonista, o monstro do cinema nacional MATHEUS NACHTERGAELE e da bela NANDA COSTA que vive a musa inspiradora do poeta, mas a beleza do corpo nu da atriz MARIANA NUNES é talvez o que mais me chamou a atenção, conjugando perfeitamente com a poesia do filme.

O filme ganhou prêmios no Festival de Paulínia nas categorias de Melhor Filme, Melhor Ator para IRANDHIR SANTOS, Melhor Atriz para NANDA COSTA, Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhor Trilha Sonora, Melhor Edição e Prêmio da Crítica.

Minha Nota: 6.6
IMDB: 7.1

The Paperboy - (The Paperboy) - 2012


Segundo filme que vejo seguido com a atriz NICOLE KIDMAN no papel de um dos protagonistas, na verdade, a presença dela é que me fez passar o filme na frente da minha lista, claro que somado o comentário de um amigo sobre uma cena que havia gerado um burburinho em torno da obra, mas nada que mereça ser mencionado.

Esse é apenas o terceiro filme do diretor LEE DANIELS que tem em seu currículo o ótimo filme indicado ao Óscar PRECIOSA - UMA HISTÓRIA DE ESPERANÇA (2009) e que conta a história de um repórter que retorna à sua cidade natal para investigar o caso de um prisioneiro condenado a morte de uma forma um tanto quanto suspeita.

Além de Nicole, o filme traz em seu elenco a presença de nomes como MATTHEW MCCONAUGHEY  e de JOHN CUSACK, que faz o papel do condenado em uma atuação fantástica, fazendo um novo personagem que poderia muito bem ficar memorável se, na minha opinião, o diretor tivesse aproveitado melhor a sua presença no filme.

Diversos elementos acabam servindo como mecanismo para que o foco do espectado não fique preso na linha narrativa central, mas acaba trazendo uma certa fragilidade para obra, deixando seu espectador meio que perdido em uma história a princípio simples, mas que tenta gerar um suspense e sensações de descoberta, mais por conta de sua morosidade do que por trazer elementos interessantes em seu roteiro ou por recursos de linha cronológica. 

Outro problema, é que o diretor se foca muito nos sentimentos de seus personagens, na vontade de conseguir uma história incrível, descobrir uma falha cometida do estado, ou mesmo no interesse de libertar o preso para se casar com ele, contudo, com o decorrer da história, esses desejos são deixados de lado para dar espaço para o mistério, que quando parece estar se encaminhando para a solução, inexplicavelmente toma uma vertente diferente.

De qualquer forma, é se aproximando do final, que a obra consegue gerar em seu espectador, uma sensação de suspense muito forte, que chegou até a me incomodar, mas que creditei como talvez a única coisa que realmente compensasse ter visto no filme.

Minha Nota: 5.8
IMDB: 5.8

Reencontrando a Felicidade - (Rabbit Hole) - 2010


Filme do jovem diretor americano JOHN CAMERON MITCHELL que é autor de um filme curioso que vi recentemente SHORTBUS (2006), repleto de atores desconhecidos e que agora trás um trabalho com a presença de nada mais nada menos que NICOLE KIDMAN e AARON ECKHART.

Na história, um casal, depois da morte de seu filho ainda criança, tem que aprender a conviver com a perda que trás a eles ainda uma dor lacerante.

O filme tem uma aura pesada e começa sem nos dar elementos suficientes para termos a trama totalmente esclarecida já de início, mas aos poucos, o diretor nos entrega elementos que servem para fortalecer as idéias que vamos construindo aos poucos, a cerca da história de seus protagonistas que nos parecem pessoas que passaram recentemente por algo bastante doloroso em suas vidas.

E basicamente, a obra se trata disso. Da dor e da convivência com uma dor que não vai embora, por mais que se tente diversas formas de fazê-la ir. Li que o diretor se sentiu atraído pelo projeto, pois aos 14 anos ele perdeu um irmão de 10 de uma forma tão inesperada, que até hoje, todos na família ainda estão sob efeito do acontecido.

O andamento é lento e acredito que propositalmente, para que o filme soe bastante reflexivo e seu final é emocionante, culminando todos os sentimentos que nos são passados durante o filme e que servem apenas para nos encher com as emoções que deixamos transbordar no final.

REENCONTRANDO A FELICIDADE (2010) recebeu indicação ao Óscar e ao Globo de Ouro de Melhor Atriz para NICOLE KIDMAN, que além de continuar linda, vive com muita sinceridade o papel da mãe que perdeu seu filho de forma trágica, contudo, me incomodou um pouco algo em seu rosto, que na minha opinião parece botox aplicado nas maçãs de seu rosto, mas isso foi apenas uma coisa que eu não pude deixar de comentar, além disso, o filme também recebeu outras indicações em festivais pelo mundo. 

Minha Nota: 5.8
IMDB: 7.1

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Sete Psicopatas e um Shih Tzu - (Seven Psychopaths) - 2012


Esse é apenas o segundo trabalho na direção de longas metragem do diretor MARTIN MCDONAGH responsável pelo bem falado NA MIRA DO CHEFE (2008) e o que pode ser dito é que ele parece ter um estilo próprio bem peculiar.

Nesse SETE PSICOPATAS E UM SHIH TZU (2012), um roteirista com problemas criativos, se envolve no submundo criminoso de Los Angeles depois de seus amigos excêntricos, sequestram um cão de um gangster provocando assim, a revolta do criminoso contra eles.

O filme traz a presença de um time de artistas invejável, COLIN FARRELL no papel do roteirista viciado em álcool com problemas criativos, WOODY HARRELSON no papel do hilário gângster apaixonado por seu cão e que quer matar os sequestradores, o sempre criativo SAM ROCKWELL como amigo do roteirista e que se revela um personagem importante para a trama e o sempre talentoso CHRISTOPHER WALKEN.

Como disse no início do texto, MARTIN parece ter um estilo bastante dele, com uma atmosfera depressiva envolvendo todos os seus personagens, mesmo estes expostos a situações que geralmente encaram com um humor negro afiadíssimo, que é outra das características principais do diretor. COLIN FARRELL, que trabalha pela segunda vez com o diretor, imprime a aura de que estou falando e que parece tanto ser perseguida pela direção do inglês, que faz piada até com sua terra natal, além de também fazer chacota se referenciando ao cinema francês que possui diálogos demais.

Talvez por ser algo tão diferente do que normalmente vemos, o filme pode incomodar algumas pessoas, justamente por sua atmosfera que não o deixa deslanchar nem como um filme de ação e tiroteio, como uma dos personagens insiste em dizer que é o ideal de obra para ele, nem como um filme de paz, como é a intensão inicial do confuso roteirista.

Minha Nota: 6.2
IMDB: 7.4

Obssessiva - (Obsessed) - 2009



Com uma largar carreira na direção de séries de TV, OBSESSIVA (2009) é o primeiro longa metragem do diretor STEVE SHILL e conta com a curiosa presença de BEYONCÉ KNOWLES como a esposa do protagonista da trama.

Na história, um empresário de sucesso, que está progredindo rapidamente em sua carreira e está muito feliz em seu trabalho e em seu casamento, começa a ter problemas ao ser assediado por uma belíssima estagiária que passa a persegui-lo, colocando em risco, tudo que ele mais preza.

A história lembra em diversos momentos o clássico ATRAÇÃO FATAL (1987) mas com a diferença de ue aqui, o homem não teve a intenção de motivar a mocinha a flertar com ele, apesar de em determinado momento, ele ficar confuso e nem se lembrar mais se teve ou não teve essa postura. Daí para a frente, o filme tem aquela aura de suspense e consequências assustadoras, como se toda mulher que se envolve com um homem, fosse uma psicopata capaz de entrar em carros e casas trancados.

Um fator positivo que não pode ficar sem ser comentado é a presença de belas mulheres, além de contar com a já citada superstar BEYONCÉ KNOWLES, o filme traz no papel da maníaca destruidora de lares, a também belíssima ALI LARTER que é bem conhecida de quem viu as primeiras temporadas de Heros como eu vi.

As falhas são muitas, mas todas elas, remetem as mesmas cometidas para produções realizadas diretamente para a TV. O filme não consegue imprimir a atmosfera de suspense que ele tenta, não tem uma química entre seus personagens, o que pode ser justificado pela não experiência de BEYOUNCÉ como atriz, apesar de ser dela uma das melhores interpretações, nos momentos finais em que ela luta com a sua rival, além de efeitos especiais mal cuidados e um roteiro muito batido.

O filme concorreu ao Framboesa de Ouro de _Pior Atriz e Pior Atriz Coadjuvamente além de ser indicado na categoria Melhor Cena de Luta do prêmio de cinema da MTV.

E para aqueles que se perguntam, como eu, por que diabos eu fui ver um filme desses, a justificativa é, sabe aqueles dias que você já se deitou, está com preguiça de fazer qualquer coisa, mas perdeu o sono e quer ver um filme, seja ele qual for, até que o sono venha e acaba sem opções tendo que ver a Tela Quente? Essa é a justificativa.

Minha Nota: 4.6
IMDB: 4.6

O lado bom da vida - (Silver Linings Playbook) - 2012


Filme do diretor DAVID O. RUSSELL responsável por trabalhos aclamados como TRÊS REIS (1999), que ainda não vi mas está na minha lista de prioridades e o consagrado vencedor de Óscars O VENCEDOR (2010).

Nesse O LADO BOM DA VIDA (2012), temos a história de um ex-professor de história que fica internado por uma longa temporada em uma instituição mental, depois de um episódio de traição que o deixa completamente transtornado. Ao sair do hospital ele volta para a casa de seus pais e tenta se reconciliar com sua ex-esposa, contudo, mas coisas começam a se complicar depois que ele conhece uma jovem, também recém saída de um tratamento psicológico, que se aproxima dele na busca por amizade.

Digamos que o filme se destaca bastante por ser um filme de atores. Podemos presenciar uma atuação sensacional de BRADLEY COOPER que interpreta o protagonista da trama, da sempre ótima JENNIFER LAWRENCE e para compor o elenco, temos a presença de luxo de um ROBERT DE NIRO com alguns tons que puderam já ser vistos nas comédias ENTRANDO NUMA FRIA (2000) mas agora um pai com remorso por não ter sido presente na vida do filho problemático.

Além das interpretações já mencionadas, o filme consegue se manter perfeitamente entre o tom de comédia e drama, o que pode ser considerado tanto um mérito do diretor quanto as atuações de seus atores. Além disso, a empatia entre seus protagonistas, conseguem fazer com que nos emocionemos pelos destinos desses personagens. Muito engraçado a forma que o diretor escolhe para nos mostrar que cada um a sua maneira, somos seres cheios de nossas pequenas loucuras, tocs, manias, vícios e assim,  não podemos tentar nos manter completamente alheios as dificuldades sociais que as outras pessoas possam enfrentar.

Talvez apenas o final da trama, que caminha para o concurso de dança tão esperado no filme, é a parte mais fraca da obra. Isso pode ser um artifício criado pelo diretor, para quebrar o clima de comédia que até então ditava a toada do filme e em sua parte final, ele precisa de um espaço, para que tenhamos a catarse de emoções que viemos acumulando durante toda a projeção. 

O filme já recebeu diversos prêmios pelo mundo e ainda venceu o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Comédias/Musicais para JENNIFER LAWRENCE e foi indicado para as categorias de Melhor Filme Comédia/Musical, Melhor Ator Comédia/Musical e Melhor Roteiro e ao Óscar em diversas categorias.

Minha Nota: 7.0
IMDB: 8.1