sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Busca implacável - (Taken) - 2008


Filme do diretor francês PIERRE MOREL responsável também pelo excelente B13 - 13º DISTRITO (2004) que já dava mostras de um cinema de ação inovador, fui ver apenas agora esse BUSCA IMPLACÁVEL (2008), que conta a história de um ex-agente do governo, que tem que encontrar rapidamente sua filha que foi sequestrada em uma viagem pela França e que provavelmente deve ser encontrada rapidamente, antes que suma do mapa definitivamente.

A muito tempo não via um filme de ação tão funcional, perseguições de carros, combates corpo a corpo, tiroteios, investigação, enfim, uma orquestra de elementos que em harmonia, nos presenteiam com uma obra de ação e suspense memorável. Um roteiro dinâmico, que consegue prender o espectador de seu início ao seu final, mérito do renomado diretor e roteirista francês LUC BESSON, mas que não merece os louros sozinho, pois a realização do diretor PIERRE MOREL, com cortes rápidos nos momentos certos, dão uma dinâmica na tela, que reflete perfeitamente o que seu roteiro já calcula com precisão.

A presença de LIAM NESSON no papel de um ex-agente é perfeita, com sua tranquilidade natural que assusta mais do que olhares de fúria e agressividade, o que explica a sua reutilização em filmes desse gênero em trabalhos recentes como por exemplo A PERSEGUIÇÃO (2011).

Talvez o único ponto fraco do filme esteja nas cenas em que o diretor tenta nos mostrar as tentativas frustadas que o personagem de Liam tenta de se aproximar de sua filha, tentando compensar os anos a serviço do governo que significaram ausência para a garota, além disso, ao optar por concluir seu trabalho de forma tradicional e mais fácil, claro que agradando a grande maioria de seu público, que prefere personagens heroicos, quase intocáveis, que conseguem resistir a tudo e a todos e sempre trazem de volta a mocinha salvando o dia, no lugar de humanizar mais sua história refletindo as vidas difíceis, sem graça e quase sempre com acontecimentos desfavoráveis e finais não tão felizes, que cabem a nós reles mortais.

Minha Nota: 7.0
IMDB: 7.9

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Upside Down - (Upside Down) - 2012


Segundo longa metragem na carreira do cineasta argentino JUAN SOLANAS que conta a história de um jovem que se apaixona, ainda na adolescência, por uma menina de um outro mundo. Eles vivem em mundos com gravidades que puxam em direções opostas. Depois de passados dez anos de uma separação forçada, ele engendra uma perigosa missão para que possa reencontrar seu amor.

Reconheço que o filme tem diversas boas intenções e boas idéias também. Começando por seu roteiro, que é uma ideia nova e interessante de um romance originado entre duas pessoas de mundos diferentes, com gravidades invertidas, mas que tem uma proximidade que permitem que seus habitantes convivam, mas obrigados a seguir diversas regras. A utilização de cores neutras e escuras, nos ambientes representados pelo mundo inferior e pela empresa que se aproveita das riquezas naturais desse mundo e momentos de brilho e cor na tela, apenas nas aparições de KIRSTEN DUNST que como sempre aparece com seu carisma e beleza costumeiros. 

A ideia de separação dos mundos, ainda pode remeter a nossa realidade de países muito ricos e países muito pobres, onde sempre existe a exploração dos mais fracos pelos mais fortes e isso sempre é válido quando acarreta em uma reflexão por parte do público expectador.

Contudo, o que era para ser um grande filme baseado em uma grande ideia, acaba mal realizado, talvez por falta de recursos a serem utilizados, ou mesmo por falta de cuidado na exploração de todo o enredo disponível. Rapidamente ficamos cansados pelo excesso de utilização das câmeras de ponta a cabeça, sem falar na má realização de algumas cenas, com efeitos especiais primários que desvalorizam muito o filme. Outro problema, é que as regras que são impostas, em vários momentos, são deixadas de lado, sempre que se tornam uma barreira para seus realizadores, o que é uma pena.

Para concluir, quando caminha para seu final, o filme fica acelerado, como se seu diretor tivesse pressa em concluir a obra ou pior, não conseguisse ter nenhuma outra ideia para explicar melhor as soluções que ele propõe para sua conclusão, o que é uma pena.

Minha Nota: 5.8
IMDB: 6.4

As sessões - (The Sessions) - 2012


Trabalho do diretor polonês BEN LEWIN esse AS SESSÕES (2012) traz a história de um homem com paralisia, que precisa de um pulmão de aço para respirar, deseja perder sua virgindade com uma terapeuta sexual, mas por ser religioso, vê impedimentos nisso.

Acho que nunca comentei isso, mas sempre encontro situações, em que filmes que acabei de ver bem próximos uns dos outros, com uma frequência que chega a me assustar, tendem a ter ligações mais fortes do que terem sido feitos na mesma época, terem os mesmos atores atuando neles e mais uma infinidade de coisas.

Estou dizendo isso por que o protagonista desse AS SESSÕES (2012) é um escritor, poeta, assim como o do filme anterior, AS VANTAGENS DE SER INVISÍVEL (2012), os dois eram virgens e não sabiam o que esperar do seu primeiro relacionamento com uma mulher. No caso desse filme específico, seu protagonista sofreu de poliomelite na infância e tem  apenas movimentos com sua cabeça e boca que funcionam de forma adequada, necessitando até de um respirador mecânico para se manter na maior parte do tempo.

O diretor conseguem, mesmo com poucos ambientes, nos manter atentos ao drama vivido por esse jovem homem, que preso a sua maca, consegue conhecer o amor por 3 vezes, e sua relação com a terapeuta sexual vivida por uma HELEN HUNT madura, mas que continua com a essência de sua beleza viva em seu corpo maravilhoso, é algo tocante, que quase deixa de ser erótico. Vemos o personagem tendo que conviver com o surgimento de sentimentos e desejos que vão além da manifestação sexual natural a homens e mulheres.

A participação de WILLIAM H. MACY como padre e confessor do poeta é brilhante, e até um tanto quanto moderna, pois ele dá conselhos nada ortodoxos para seu fiel, que está querendo descobrir coisas que a igreja só o permitiria descobrir depois do sagrado o laço do matrimônio. A habilidade e sensibilidade de Ben na direção do longa, consegue nos colocar no lugar de seu protagonista e a fotografia deslumbrante ajuda na apreciação e contemplação da obra. Outro fator que engrandece o filme é a lição de vida que podemos tirar de tudo que vemos, além é claro, dos breves momentos em que a poesia toma conta da tela, pois o poema que o protagonista escreve para sua terapeuta é simplesmente fantástico.

Baseado em um artigo escrito pelo próprio protagonista sobre qual é contata a história, Mark O'Brien e vale lembrar que a interpretação do ator JOHN HAWKES é simplesmente impressionante, traduzindo com perfeição as dificuldades de uma pessoa acometida desse doença, sendo perfeito até mesmo em detalhes como a curvatura de seu corpo 

O filme consegue emocionar, mas não é um melodrama completo, o que o torna ainda mais valioso para seus apreciadores. Helen recebeu indicação ao Óscar de Melhor Atriz Coadjuvante pela obra.

Minha Nota: 7.2
IMDB: 7.3

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

As Vantagens de Ser Invisível - (The Perks of Being a Wallflower) - 2012


Primeiro trabalho na direção de um longa metragem do diretor americano STEPHEN CHBOSKY e que nos conta a história de um calouro introvertido que tem dificuldades em se ambientar ao ensino médio mas que acaba recebendo ajuda de um grupo de garotos desajustados.

O filme conta com a presença da belíssima EMMA WATSON no papel da amada do protagonista, um personagem que vive um drama pessoal que não nos é revelado de início e que desencadeou, um suposto problema emocional com o qual ele tenta lidar o tempo todo, e consegue refúgio e conforto em suas redações, no grupo de amigos que ele acaba de conhecer e no amor que começa a nutrir secretamente pelo personagem de Emma. O jovem ator EZRA MILLER merece destaque também pelo personagem que interpreta, mostrando uma faixada alegre e corajosa, enquanto faz isso apenas para esconder todos os dramas que vivenciou em seus poucos anos de vida.

A história consegue emocionar, eu mesmo contei e me emocionei por 3 vezes com os dramas vivenciados pelos personagens do filme, pois a obra refletir alguns momentos que podemos reconhecer determinados momentos de nossas vidas e os dramas que neles vivenciamos, tornando nossa ligação com sua história mais palpável, além disso, o filme conta com uma bela fotografia que se utiliza de um recurso que nos transmite a impressão de ter sido rodado realmente nos anos 80.

A trilha sonora é um outro show a parte, trazendo uma série de sucessos da época, com músicas lindas que ainda nos remetem um sentimento de nostalgia fantástico, reforçando mais ainda a empatia que sentimos pelo personagens do filme.

O filme concorreu e também ganhou diversos prêmios em festivais independentes pelo mundo nas categorias de Melhor Roteiro, Melhor Atriz e Melhor Ator Coadjuvante, o que foi totalmente merecido.

Minha Nota: 7.0
IMDB: 8.2

domingo, 10 de fevereiro de 2013

A Mentira - (Easy A) - 2010


Filme do diretor americano WILL GLUCK, responsável pelo recente comédia romântica AMIZADE COLORIDA (2011) e que vem nos contar uma história de uma adolescente do ensino médio, que não é uma das alunas mais populares e por isso, inventa para sua melhor amiga dentro do banheiro, que perdeu a virgindade em um encontro inventado, contudo, uma fanática religiosa escuta a conversa das amigas e espalha por toda a escola, fazendo com que a garota tenha que, para manter a sua mentira e a sua popularidade, começa a contar uma sequência de mentiras que vão se tornando uma verdadeira bola de neve.

Mais uma comédia romântica, gênero que apesar de bobo e fraco, por ser quase sempre recheado de clichês, o que o torna filmes desse tipo um amontoado de obras contando histórias parecidas com finais bem próximos e que apesar de tudo isso eu adoro, esse A MENTIRA (2010) trás no papel da protagonista a talentosa e bela EMMA STONE, mas acho que nem o talento da atriz não é suficiente para manter o ritmo e a história do filme de forma eficiente e interessante. Na verdade, temos um filme um tanto quanto irregular, variando de momentos criativos e divertidos, a momentos batidos e sem graça.

De qualquer forma, a obra chega a ser divertida em alguns pontos, chegando mesmo até a emocionar aqueles que conseguirem se envolver com a história, mas não passa de mais um divertimento esquecível.

Minha Nota: 5.8
IMDB: 7.1

O mestre - (The master) - 2012


Filme do premiado diretor americano PAUL THOMAS ANDERSON responsável por trabalhos fantásticos como BOOGIE NIGHTS - PRAZER SEM LIMITES (1997) seu filme de estréia e MAGNÓLIA (1999) um dos filmes mais incríveis já vistos por mim, repleto de simbolismos e um talento impressionante.

Nesse O MESTRE (2012), Paul nos conta a história de um marinheiro vivido por JOAQUIN PHOENIX em um de seus melhores papeis na minha opinião, que tenta reconstruir sua vida, depois de ter sobrevivido a uma guerra que o traumatizou em diversos aspectos, além dos já costumeiros ataques de ansiedade e violência e de não conseguir controlar seus impulsos sexuais, problemas que parecem que o assombravam durante todos os momentos de sua vida, até que um dia, como que por acaso, ele conhece uma figura carismática e líder de uma organização religiosa conhecida como A Causa, representado por PHILIP SEYMOUR HOFFMAN em mais um papel marcante, que vai tentar ajudar essa alma errante e que acaba nos mostrando uma relação de troca que vai transformar esses dois personagens e suas almas.

A obra de Paul tem um cuidado e um carinho com seus personagens que é claro para seu espectador. Mesmo um personagem com tendências degeneradas que não mostra nenhum senso de civilidade, vemos seu diretor demonstrando compaixão por sua dor, além de compreensão e aceitação para seus problemas que são transformados em vícios e defeitos evidentes. Ao mesmo tempo, Paul não demonstra nenhuma tendência favorável ou contrária ao seu líder religioso, que ao pregar a sua filosofia, mostra conceitos de difícil aceitação, e como líder, tem episódios de explosão que mostram que ocultos a sua aparência serena e controlada, existe uma pessoa com instintos contidos e uma revolta controlada constantemente, o que pode explicar facilmente a ligação forte que esses dois personagens aparentemente tão diferentes estabelecem entre si.

A complexidade desses personagens, como qualquer ser humano que conheçamos e que caso nos propusermos a estudar profundamente, funciona como ponto forte e fraco desse filme, pois pode parecer decepcionante para parte do público que acredite que todas as explicações sobre esses personagens tão interessantes sejam fornecidas, mas essa faz parte justamente, da magia da obra de Paul.

Minha Nota: 7.0
IMDB: 7.6

Monty Python em Busca do Cálice Sagrado - (Monty Python and the Holy Grail) - 1975


Filme dirigido por TERRY GILLIAM em conjunto com TERRY JONES membros do grupo de comédia Inglês Monty Python e que nesse trabalho trazem a história do Rei Arthur, à procura de cavaleiros que possam acompanhá-lo em uma importante jornada: a busca do Santo Graal, ele viaja pelos confins da Inglaterra, para encontrar os cavaleiros corajosos que estivessem dispostos a lhe seguir nessa busca.

A obra é um clássico e já na sua primeira parte somos brindados por uma série de situações e cenas que na minha opinião são hilárias, abordando questões políticas e até mesmo piadas baseadas e situações impensáveis e absurdas, como um rei cavalgando sem cavalo e acompanhado por um escudeiro batendo cocos que fazem o som de sua cavalgada.

Baseado em um musical de sucesso, alguns números musicais são inseridos no filme e talvez esses números sejam os pontos mais fracos do filme, pois essas situações diminuem o ritmo da obra que até o primeiro número seguia de forma brilhante. Mas não tem como não reconhecer que um filme de 1975 que consegue manter-se engraçado mesmo para as novas gerações, pois vi juntamente com o Marco Túlio meu filho, que não conteve suas gargalhadas em diversos momentos do filme, merece todos os méritos e o status de obra prima da comédia mundial. Prova de que o cinema é realmente uma arte apaixonante, pois consegue popular nossas memórias com histórias e cenas memoráveis.

Minha Nota: 7.2
IMDB: 8.4

O Reino Proibido - (The Forbidden Kingdom) - 2008


Filme do diretor ROB MINKOFF que tem em seu currículo diversos títulos voltados ao público infanto juvenil e que nesse O REINO PERDIDO (2008) conta a história de um garoto de 17 anos, fanático por artes marciais, que encontra no fundo de uma loja que frequenta sempre, um cajado antigo, que povoa seus sonhos e depois de um episódio marcante em sua vida, ele acorda em uma vila na antiga China, juntamente com o cajado de seus sonhos e agora, com uma missão importantíssima a cumprir.

Com a presença de JACKIE CHAN e de JET LI esse é o primeiro trabalho em que os dois ícones dos filmes de artes marciais se encontram. Na obra, como era de se esperar, somos brindados com uma série de belíssimas cenas de combates que servem para engrandecer a história, que além de fantástica, é baseada em um dos 4 grandes clássicos da literatura chinesa. O filme também é o primeiro em que o ator KACKIE CHAN participa em Hollywood e que não tem as coreografias dos combates feitas por ele.

Um problema que me incomodou foi o seu caráter infantil da obra, pois o diretor acaba levando a história repleta de fantasia, para um lado muito lúdico e infantil, o que não era necessário na minha opinião, visto que o cinema de artes marciais por si só, traz a abertura para nós orientais de contar histórias de combatentes que voam pelos ares e são praticamente invencíveis. Outro fator que mostra a fragilidade do filme, é o pouco desenvolvimento da relação dos treinadores com o aprendiz que poderia ser melhor trabalhada e a utilização dos clichês que parecem perseguir o diretor que os utiliza com frequência.

De qualquer forma, o filme é uma diversão descompromissada e esquecível, mas que cumpre o que se propõe com eficiência, entreter.

Minha Nota: 5.8
IMDB: 6.6

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Os desafinados - (Os desafinados) - 2008


Filme do diretor carioca WALTER LIMA JR. que conta a história de um gruo de bossa nova formado por jovens amigos, que se juntam e tentam ganhar o mundo através de sua música.

O diretor conta seu filme dividindo entre o presente, onde alguns dos componentes do grupo se reúnem para falar de sua juventude depois da morte da vocalista da banda, interpretada pela bela CLÁUDIA ABREU e ao se recordarem do passado, ele foca sua narrativa nesse tempo.

Apesar de não nos mostrar nada de cinematograficamente genial e nem de trazer um roteiro incrível, mesmo por que ele parece seguir um estilo bem documental, uma coisa me incomodou. Em diversos momentos temos a impressão de que seu atores estão realmente interpretando as obras que são executadas, RODRIGO SANTORO por exemplo, consegue ser bastante realista nesse quesito. Contudo em outros momentos, temos a impressão de que o que está sendo executado não condiz com o que vemos na tela, por exemplo o cantor e músico JAIR DE OLIVEIRA, aquele mesmo do eterno Balão Mágico, em diversos momentos, aprece estar totalmente fora da música.

Outro coisa me incomodou, e só comecei a percebê-la já perto do final, as vozes dos atores que interpretam, por exemplo a versão mais velha de SELTON MELO, foram dubladas. Isso foi para mim, foi o fim da picada.

O filme ganhou alguns prêmios em festivais nacionais e tem realmente uma bela triha sonora, mas apenas isso.

Minha Nota: 6.2
IMDB: 6.3

A Última Casa da Rua - (House at the End of the Street) - 2012


Segundo longa metragem do diretor MARK TONDERAI e nos traz a história de mãe e filha que se mudam para uma nova cidade, na tentativa de recomeçarem a vida juntas, e vão morar ao lado de uma casa, onde ocorreu um episódio de assassinato ocorrido a alguns anos, assombra os moradores da redondeza.

A presença da talentosíssima JENNIFER LAWRENCE e da apaixonante ELISABETH SHUE devo confessar, fizeram com que o filme me despertasse algum interesse. Cada cena abrilhantada por essas duas belas mulheres, era um prato delicioso para os olhos, além de ficar surpreendido pelas canções que Jennifer canta com uma assustadora beleza.

Mas além disso, A ÚLTIMA CASA DA RUA (2012) ainda nos presenteia com um roteiro que pretende ser surpreendente e até consegue, usando artifícios interessantes, para reservar algumas surpresas para seu espectador, que podem agradar a grande maioria do fãs de filme de terror e suspense, mas é aí que eu acredito que esteja a principal falha na minha opinião, a falta do clima de suspense e terror.

Mesmo nos pregando as tais surpresas em seu roteiro, o diretor, não consegue nas cenas que deveria servir para assustar e impressionar seu público, emocionar realmente. De qualquer forma, me senti satisfeito de ver novamente minha musa eterna na tela.

Minha Nota: 5.8
IMDB: 5.3

A ilha da imaginação - (Nim's Island) - 2008


Esse é o único filme da diretora JENNIFER FLACKETT feito em parceria com o diretor MARK LEVIN e que conta a história de uma menina, vivida pela carismática ABIGAIL BRESLIN, que vive em uma ilha isolada com seu pai cientista, o sósia de RUSSELL CROWE o ator inglês GERARD BUTLER, que acaba por se comunicar com a autora dos livros de aventura de que é fã, a agorafóbica vivida por JODIE FOSTER e acaba precisando de sua ajuda, pois seu pai está desaparecido.

O filme recebe a categoria de família, mas acho que é mais para infantil, o que não seria nenhum demérito, visto que temos tantos trabalhos cada vez mais fascinantes dedicados a esse público, mas infelizmente não é o caso de A ILHA DA IMAGINAÇÃO (2008).

Não falo isso pela besteira que é ver a garota se comunicando com os animais que são seus amigos na ilha, mas sim por não ter muita vontade de seus executores de nos entregar uma obra que se defina mais. O filme não consegue nada do que se propõe. Não me fez rir nos momentos de comédia, não me fez chorar nos momentos de emoção e nem me assustou ou me preocupou em seus momentos de tensão.

Mas para não dizer que o filme só tem defeitos, a presença de seus atores, podemos considerar assim, salvam a obra de um fracasso maior. Enfim, apenas mais uma obra lançada com o intuito de entreter e coletar algum dinheiro baseado em um elenco que pode trazer um público fiel para as fileitas de sua exibição.

Minha Nota: 5.4
IMDB: 6.0

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

A viagem - (Cloud Atlas) - 2012


Filme do diretor alemão TOM TYKWER de ótimos trabalhos dentre eles o inovador CORRA, LOLA, CORRA (1998) e o espetacular PERFUME - A HISTÓRIA DE UM ASSASSINO (2006) em parceria com os irmãos WACHOWSKI do revolucionário MATRIX (1999) e conta uma série de histórias, que se entrelaçam ou não, através dos tempos, de acordo com a crença de cada um, ligados talvez por reincarnações, "Nossas vidas não nos pertencem, do útero ao túmulo estamos ligados aos outros, passado e presente e por cada crime e bondade renasce o nosso futuro". Não sou afeito de qualquer crença, mas consigo ver o que há de bonito em cada uma delas, que faz com que sejam seguidas por milhares de pessoas, pois trazem a elas, o conforto que supre o desconhecido.

Com uma duração exagerada mas justificada, pois traz diversas histórias e uma infinidade de personagens para sua trama, que servem também para que diversos tipos de filmes nos sejam exibidos, hora ação,  mistério, romance, comédia e vários outros gêneros, o filme consegue reunir momentos interessantes e até mesmo criar um elo de ligação nas situações de cada época tratada, o que eu achei interessante, contudo, a confusão que resulta de todas essas histórias, tira um pouco o brilho da obra. 

Acredito que não buscar um sentido em tudo que é mostrado, talvez seja a chave para uma apreciação menos tensa. A presença de TOM HANKS e HALLE BERRY, apesar de os reconhecer como ótimos atores, não acrescentam valor para a obra, poderiam ser muito bem substituídos por outros, mas a presentaç de HUGH GRANT, a quem eu não via em um filme já a um bom tempo, traz seus méritos em quase todos os personagens interpretados por ele, e vale destacar também a presença do ator HUGO WEAVING que dá um verdadeiro show também nos personagens que interpreta.

Uma bela citação que encontrei no filme foi, "Faça o que fizer, nunca será mais do que uma gota em um oceano sem fim. Mas o que é um oceano senão uma multiplicação de gotas", pois também acredito que nossos atos e postura, por mais que sejam muitas vezes considerados em vão, fazem a diferença no todo.

O filme foi indicado ao GLOBO DE OURO na categoria de Melhor Roteiro Original, além de receber diversas outras indicações e prêmios pelo mundo.

Minha Nota: 6.2
IMDB: 7.9

Argo - (Argo) - 2012


Terceiro longa metragem da carreira do ator BEN AFFLECK e o primeiro, que não se ambienta em sua cidade, Boston. No filme, temos a dramatização de uma operação da CIA 1980 em conjunto com o Canadá, para extrair seis fugitivos americanos, componentes do corpo diplomático da embaixada americana no Irã, em meio ao início de uma revolução.

O peso do filme, está em seu caráter fantástico, pois trata de uma operação nada convencional e quase inimaginável, que precisou de esforços em diversos setores, inclusive cinematográfico, para que pudesse ser realizada. Para apimentar ainda mais a trama, que merece todos os créditos, por se tratar de uma história verídica, o governo tenta desistir da operação bem perto de sua conclusão.

Em meio a tantos trabalhos baseados e fatos reais produzidos por Hollywood, Ben Affleck faz questão de mostrar uma série de documentos que comprovam a existência dessa operação tão arriscada e com características de um verdadeiro filme de 007.

A presença de JOHN GOODMAN em mais um filme, serve para comprovar o talento dessa ator incrível, que consegue, a cada trabalho em que aparece, criar personagens fascinantes mesmo com um curto espaço reservado para a sua participação. A tensão que o diretor consegue criar no filme também é quase que palpável, o que mostra que Ben realmente é um diretor promissor e de talento.

O filme recebeu o GLOBO DE OURO de Melhor Diretor e Melhor Filme e foi indicado nas categorias de Melhor Roteiro Original e Melhor Ator além de 7 indicações para o Óscar.

Minha Nota: 6.6
IMDB: 8.1

Até que a sorte nos separe - (Até que a sorte nos separe) - 2012


Primeiro trabalho do diretor ROBERTO SANTUCCI após a comédia DE PERNAS PRO AR (2010). Esse longa foi livremente inspirado no best-seller "Casais Inteligentes Enriquecem Juntos" e conta a história de um pai de família que tem sua rotina transformada ao ganhar na loteria. Em quinze anos ele gasta todo o dinheiro com uma vida de ostentação ao lado de sua mulher até que descobre que estão falidos.

O filme tem a presença do comediante LEANDRO HASSUM como protagonista ganhador da loteria, o que pode ser considerada a sua maior qualidade ou o seu maior problema. Em sua primeira parte, a obra funciona como um programa de entretenimento em que o seu roteiro, serve como base para as piadas em que seu protagonista consegue arrancar de seu público, vastos risos, dando uma sensação de sucesso, contudo, o desenrolar do roteiro e a necessidade de solucionar a trama, são necessários momentos que não são cômicos e é nesse ponto, que o filme começa a incomodar, causando um certo desconforto de seu públicos.

Além de Leandro, ainda conta com a presença da bela DANIELLE WINITS que não está tão bela, com sua caracterização exagerada, inclusive maquiagem simulando plásticas, que servem apenas para causar o riso fácil e que também depois de um tempo, cansam e colaboram para um resultado no mínimo insatisfatório.

Minha Nota: 4.6
IMDB: 5.5

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Elefante branco - (Elefante blanco) - 2012


Filme do diretor PABLO TRAPERO, o mesmo do fantástico ABUTRES (2010) e que novamente, com seu cinema que parece servir como denúncia contra as coisas erradas de seu país, nos trás uma obra que serve para refletir sobre a corrupção humana e principalmente a corrupção de nossos governantes.

Em ELEFANTE BRANCO (2012), vemos a história de dois padres, amigos de longa data, que trabalham incansavelmente para ajudar a população local, de uma das favelas Buenos Aires chamada a Vila.

O diretor aproveita para mostrar o descaso de seus governantes quando mostra a construção de um hospital, o maior da América latina e que entra governo, sai governo, tem suas obras retomadas e paradas. Além disso, a igreja também é criticada na obra, pois seu papel de se manter nula, com medo de se envolver em problemas políticos, faz com que ela se distancie do seu povo, se encarregando como sempre, apenas de cuidar da fé, sem demonstrar preocupações com seus fiéis. Através de planos sequências que soam orgânicos a obra, o diretor consegue aproximar seu espectador da realidade vivida por aquele povo pobre e sofrido.

A belíssima atriz argentina MARTINA GUSMAN está presente no papel de uma assistente social que convive com a dura tarefa de lidar com o povo, que inquieto por não receber o auxílio e o cumprimento das promessas feitas a ele, cobra de quem está mais próximo, mesmo sabendo que não se trata do responsável pela sua insatisfação. RICARDO DARÍN, o SELTON MELO da Argentina, está de volta, e agora vive o papel do padre preocupado com o próximo, em se doar, extrapolando e batendo de frente com seus superiores, por não concordar com a imparcialidade da igreja em momentos importantes para o povo.

A fotografia de Pablo é bela, com posicionamento de câmera pensados com carinho e conseguindo ressaltar a beleza até mesmo de um lugar pobre e de condições humanas desfavoráveis como fundo.

O filme recebeu diversas indicações no festival de cinema argentino e até em Cannes.

Minha Nota: 6.0
IMDB: 6.6