quarta-feira, 6 de março de 2013
007 - Operação Skyfall - (Skyfall) - 2012
A algum tempo eu estava relutando para assistir esse 007 - OPERAÇÃO SKYFALL (2012) por que eu não havia visto os dois últimos filmes do agente inglês, mas hoje eu resolvi não ficar esperando demais e concluir logo essa missão um tanto quanto agradável, visto que sempre fui muito empolgado com as histórias do espião em todas as suas versões.
Nessa obra, dirigida por SAM MENDES, nada mais nada menos que o diretor que estreou com a belíssima obra BELEZA AMERICANA (1999), que lhe rendeu o Óscar de direção, o herói vai ter sua lealdade a M testada, quando o passado da comandante volta para assombrá-la.
DANIEL CRAIG assumiu com total competência essa nova fase de James Bond. Ele se machuca de maneira mais real, tem suas limitações como problemas com álcool, enfim, uma séria de coisas que não eram vistas em suas versões anteriores e que serviram para aproximar pelo menos um pouco, esse mito da realidade.
A obra realmente tem suas qualidades, principalmente na parte inicial do filme, que mantém as características incríveis do personagem com cenas de perseguição e destruição. Depois dessa parte inicial, somos apresentados ao vilão vivido por JAVIER BARDEM que está muito bem no papel do ex-agente que quer se vingar de M, contudo, é justamente nesse momento que o filme cai um pouco na minha opinião, pois toda a tecnologia, destruição de prédios apenas com a utilização do computador, são deixadas de lado para que o filme se torne realmente uma obra de vingança mas muito mal acabada.
A trilha sonora da obra realmente é um primor e a música de Adele, encaixa de forma perfeita ao clima do filme, rendendo o Óscar de Melhor Canção Original. Além disso, o filme também ganhou Melhor Edição de Som e foi indicado em mais 3 categorias.
Minha Nota: 6.8
IMDB: 7.9
terça-feira, 5 de março de 2013
Sr. ninguém - (Mr. Nobody) - 2009
Filme do diretor belga JACO VAN DORMAEL que conta a história de um homem, o último conhecido ainda por mortal, que descreve toda a sua vida quando está próximo de sua morte.
O filme foi premiado no festival europeu como Melhor Filme, além de ter arrecadado ainda outros prêmios em outros festivais, o que me fez colocá-lo na minha lista de filmes a assistir.
Contando com a presença em seu elenco de JARED LETO, que eu não via na tela já a muito tempo, e com a belíssima DIANE KRUGER, se fossemos resumir bastante poderíamos dizer que temos uma obra fundamentalmente sobre o amor. Mas o resultado é algo muito mais complexo do que esse resumo.
Jaco nos apresenta uma história fantástica, baseada em uma série de teorias que explicam o tempo como a física o descreve no dia de hoje, através de alguns conceitos de física que ele tenta tornar acessíveis ao seu público, como a teoria das cordas e o efeito borboleta por exemplo.
Assim, sua história não precisa se limitar as amarras do espaço tempo. Nem mesmo da realidade pura e simples que conhecemos. Essa viagem proposta por Jaco é fascinante, mas ao mesmo tempo, confusa e perturbadora. A fotografia do filme é maravilhosa, com a utilização de posicionamentos de câmeras inovadores e efeitos que me agradaram muito. A trilha sonora, parece que de propósito, é inserida no filme para aumentar a sensação de estranheza que seu protagonista experimenta ao visitar cada uma de suas linhas temporais. E como eu já estava esperando, o filme tenta se explicar de forma a fechar as inúmeras situações em que deixa seu espectador a vagar, mas isso vai acontecer apenas a 10 minutos de seu final.
Um filme curioso e intrigante, apesar de ter certeza que várias pessoas irão se dar por vencidas para a sua história um tanto quanto confusa e longa, mas que tenho certeza, não sairá da cabeça daqueles que conseguirem chegar ao seu final.
Minha Nota: 7.0
IMDB: 7.8
O homem com os punhos de ferro - (The Man with the Iron Fists) - 2012
Primeiro trabalho do rapper RZA na direção de um longa metragem. Nesse O HOMEM COM OS PUNHOS DE FERRO (2012) o diretor nos conta a história de um carregamento de ouro que desperta a ganância de um grupo de assassinos e ainda une, um soldado que objetiva proteger o carregamento e acaba sendo auxiliado por um ferreiro que quer evitar que sua vila seja dizimada juntamente com as pessoas que ama.
O filme é uma verdadeira história recheada de personagens fantásticos e interessantes, que se perdem em meio a um roteiro mal amarrado e uma direção incompetente. Mesmo contando com a presença de atores como RUSSELL CROWE e LUCY LIU, a força dos personagens acaba a media que eles são jogados na história, sem um cuidado com seu passado e suas habilidades.
No frigir dos ovos, temos alguns combates quase bem coreografados, um banho de sangue e assassinatos absurdos, que de tão fantasiosos não dão medo nem mesmo em mim, que não consigo ver uma cirurgia de retirada de verruga na tv. O filme conseguiu uma façanha de marketing que pode atrair um público considerável para essa armadilha, em seus créditos iniciais, aparece a frase apresentado por QUENTIN TARANTINO, o que poderia realmente valer a pena mas não vale.
Outro fator que me incomodou bastante, a trilha sonora utilizada na maioria das cenas de luta, não combinavam e inclusive, conseguia até mesmo quebrar o clima. Não acredito que o estilo utilizado no caso, o rap, seja o responsável, pois até no momento que temos um trecho de rock sendo executado, a música não encaixa. Faltou um pouco de feeling para adequar o que estava sendo exibido com o que estava sendo tocado.
Minha Nota: 5.4
IMDB: 5.5
segunda-feira, 4 de março de 2013
A Queda! As Últimas Horas de Hitler - (Der Untergang) - 2004
Filme do diretor alemão OLIVER HIRSCHBIEGEL que conta, através da visão de uma jovem que se ofereceu na época da segunda guerra ao cargo de secretária de Adolf Hitler, como foram as últimas horas de vida dessa personalidade que entrou para a história de forma totalmente negativa, se tornando o principal responsável pelo maior massacre da humanidade.
O que talvez seja o mais interessante da obra, já que diversos filmes e livros abordem de maneira rotineira temas sobre a segunda guerra mundial, é que aqui temos um relato do lado oposto ao que costumeiramente encontramos. Aqui temos uma visão dos alemães, pelos alemães, que compartilhavam das ideias de conquista e destruição disseminadas por Hitler.
A interpretação que o ator suíço BRUNO GANZ dá para o ditador é algo de precioso. Vemos um ditador hora humano, uma pessoa comum e simples até momentos de fúria, de um comandante que se vê em uma situação de desvantagem, o que até então não era conhecido por ele. O reflexo da mão trêmula as costas, baseada nos estudos que o ator fez sobre pessoas que sofriam de mal de parkinson antes do início das filmagens, é algo pensado com tamanho cuidado, que nos da a impressão de que sempre imaginamos aquele personagem daquela forma. O ator também fez questão de treinar seu sotaque com um jovem ator nascido na mesma região do ditador.
Outro fator interessante que podemos comprovar na visão do diretor dada para a sua obra, é como os comandantes do exército de Hitler, tinham seu objetivos entranhados em si, a ponto de entregarem suas vidas, comprovando teorias de que o que ocorreu, foi uma falta de sanidade coletiva, despertada por uma pessoa altamente influente, de discurso apaixonado e eficaz.
Uma obra notável, com um novo ponto de vista sobre um acontecimento importantíssimo da história da humanidade e que não apaga nada do que já sabemos, pelo contrário, apenas reforça o quão revoltante foram as atitudes daquelas que participaram dessa insanidade.
O filme recebeu indicação ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro e ganhou diversos outros prêmios pelo mundo.
Minha Nota: 6.6
IMDB: 8.3
As Aventuras de Pi - (Life of Pi) - 2012
Esse já é o décimo segundo trabalho na direção de longas do diretor chinês ANG LEE conhecido por diversos trabalhos mas que chegou ao estrelado com sua obra prima O TIGRE E O DRAGÃO (2000). Nesse AS AVENTURAS DE PI (2012) ele nos traz uma história fantástica, inspirada originalmente no livro Max e os felinos, do escritor brasileiro Moacyr Sciliar. No filme, um jovem, após sobreviver a um naufrágio, se vê sozinho do no mar, a bordo de um bote salva vidas juntamente com um tigre de bengala.
Baseado em um argumento tão fantástico, Ang parece ter se sentido a vontade para contar as histórias de Pi, um indiano bem peculiar, recheado de acontecimentos fantásticos que povoam a sua vida e que descreve todos para um jornalista em busca de um tema para seu livro.
O ator SURAJ SHARMA, o personagem adolescente, havia ido aos testes do filme para acompanhar seu irmão, contudo, os integrantes da equipe de produção gostaram tanto dele, que o convidaram também para fazer o teste. Ele acabou sendo o escolhido dentre outros 3 mil garotos e temos que louvar o trabalho do garoto e aí também a direção de Ang Lee, que conseguem nos entregar uma obra fantástica, com um tema fantasioso, mas cheia de verdade em seu desenvolvimento.
O trabalho de efeitos visuais do filme é realmente louvável, tanto que levou o Óscar de efeitos especiais, mas não só os efeitos do tigre criado no computador impressionam. Todo o filme é recheado de cores e imagens, que encantam o público a todo instante.
Gostei da surpresa que o a história nos reserva para seu final, mas não consegui ver a ligação que a todo instante o protagonista do filme tenta passar em sua história, a respeito da presença e existência de Deus. Mas de qualquer forma, o filme conseguiu entrar para o pequeno hall de boas obras lançadas para essa temporada de premiação.
Além do prêmio de Efeitos Especiais, o filme ganhou também o Óscar de Melhor Fotografia, Melhor Direção e Melhor Trilha Sonora, que na minha opinião, não chamou tanto a atenção assim.
Minha Nota: 7.4
IMDB: 8.2
sexta-feira, 1 de março de 2013
Espartalhões - (Meet the Spartans) - 2008
Diretor de diversos trabalhos ligados a comédia, JASON FRIEDBERG é o responsável, juntamente com o canadense AARON SELTZER por esse ESPARTALHÕES (2008) que intenciona ser uma paródia a obra 300 (2006), baseada em uma hq escrita por FRANK MILLER.
O filme conta a lenda dos 300 guerreiros de Sparta, que lutaram bravamente contra uma exército gigantesco em um desfiladeiro e que tinham uma bravura incomparável.
Um amigo meu comentou e sou obrigado a concordar, é impressionante como eles conseguiram inserir uma série de personagens que se parecem muito com personalidades que aparecem no filme. Não tem como não gostar também, da presença da sexy CARMEN ELECTRA, que abrilhanta cada cena em que aparece.
Agora, tirando isso, o filme é uma tremenda bobagem. Não sei se eu estava um pouco ranzinza durante a projeção, e se além disso, por ser dirigido ao público americano, fazendo piadas de seus ídolos e de fatos ocorridos na época das filmagens, não consegui me divertir.
Recheado de situações escatológicas e insinuações que colocam em dúvida a masculinidade de seus personagens, o filme a todo momento interrompe sua história para inserir referências a outras obras e para fazer as já citadas piadas com programas como o American Idol e assim por diante. Até comecei a gostar das cenas de batalha, que foram substituídas por disputas de dança, mas perdeu a graça logo e o diretor se demorou demais nelas.
No final eu já estava torcendo para que o filme terminasse logo e para minha surpresa, depois do número musical final, o filme volta, como se quisesse contar mais histórias ou apenas para inserir trechos que foram cortados da versão oficial, como se fosse um resumão do filme em poucos minutos, que se eu soubesse, poderia ter visto que teria uma ideia da grande bobagem que é toda a obra.
Minha Nota: 4.6
IMDB: 2.6
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Rock Brasília - Era de Ouro - (Rock Brasília - Era de Ouro) - 2011
Esse ROCK BRASÍLIA - ERA DE OURO (2011) que foi indicado por meu amigo Anderson Camilo, conta histórias principalmente de três das principais bandas oriundas desse estado e criadas no início dos anos 80.
Li no blog do Ailton Monteiro, que esse trabalho é o terceiro filme de uma trilogia do diretor sobre a formação histórica e política de Brasília, sendo os primeiros CONTERRÂNEOS VELHOS DE GUERRA (1991) e BARRA 68 – SEM PERDER A TERNURA (2001).
O documentário tem seu aspecto político bem presente, mas o apaixonante mesmo, são as histórias sobre o surgimento de bandas importantíssimas para o cenário do pop rock nacional. Achei interessante a opção do diretor, de inserir em determinados momentos, atores ou recursos de animação, para ilustrar passagens sob a narração de algum entrevistado, o que não é muito comum em documentários, mas o que me emocionou mesmo, foi o retorno ao passado, o saudosismo e principalmente, o fato do filme conseguir fazer com que eu voltasse a experimentar sensações que apareceram naquela época que não volta mais.
O filme ganhou o prêmio de Melhor Documentário no Festival de Paulínia.
Minha Nota: 6.8
IMDB: 7.5
Fahrenheit 11 de Setembro - (Fahrenheit 9/11) - 2004
Nesse trabalho, o famoso diretor de documentários MICHAEL MOORE mostra sua visão, baseada em entrevistas com os envolvidos, sobre o que aconteceu aos Estados Unidos após 11 de setembro e como a administração Bush supostamente usou o trágico evento para iniciar as guerras injustas tanto no Afeganistão quanto no Iraque.
Como sempre polêmico, Moore brinda seu telespectador com uma série de fatos que passam desapercebidos em meio a cobertura tendenciosa que a imprensa sempre faz dos fatos, trazendo a tona, discussões profundas e necessárias, que esclarecem atitudes que nem sempre são aceitas, mas que não necessariamente necessitam ser aceitas para que nossos governantes as tomem como definitivas.
Interessante saber que após sua primeira exibição no Festival de Cannes, Fahrenheit 11 de Setembro foi aplaudido por mais de 15 minutos, considerada a maior ovação já recebida por um filme em toda a história do festival, sendo também, apenas o segundo documentário a ganhar tal prêmio. Outro fato curioso, é que Moore abriu mão da candidatura ao Óscar em seu ano, para que o filme pudesse passar em TV aberta, antes das eleições presidenciais, visto que essa era uma exigência da academia.
Além de ganhar a Palma de Ouro em Cannes, o filme recebeu indicação de Melhor Filme Estrangeiro ao César além de outras indicações em outros festivais.
Minha Nota: 6.6
IMDB: 7.5
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Rurôni Kenshin: Crônicas de um espadachim na era Meiji - (Rurôni Kenshin: Meiji kenkaku roman tan) - 2012
Esse é apenas o segundo trabalho em longas metragem do diretor japonês KEISHI OHTOMO que tem várias séries de tv em seu currículo e que aqui, nos conta a história de um samurai, que após o fim da guerra Bakumatsu, promete não matar mais e sim, defender aqueles que precisarem de sua ajuda, para isso, ele se torna um andarilho que se utiliza de uma katana de lâmina invertida, contudo, como diz o ditado oriental, viver pela espada, morrer pela espada.
Com uma fotografia clara e bonita, que ressalta a tradição japonesa em suas construções, comidas e armas, o diretor nos mostra uma obra que não esconde a violência e o sangue, que na verdade, jorra sem nenhum pudor. O protagonista por si só, já é atrativo, mas além dele, o diretor consegue ainda criar diversos personagens bem construídos e que parecem ser oponentes que trarão algum desafio para o herói. Existem problemas como a construção de alguns personagens caricatos, que devem ter sido inseridos pelo diretor, para garantir a gargalhadas que não vêm. Mas esse não é o problema maior do filme. O herói citado, teima em oscilar, hora demonstrando um poder e habilidade fantásticos, hora sofrendo muito para conseguir bater um oponente que não deveria lhe impor tal resistência.
Apesar de se preocupar em mostrar os motivos que levaram seu protagonista a abandonar o caminho das mortes e principalmente, o que realmente o motivou a se tornar o assassino lendário de outrora, todas essas justificativas perdem o efeito ou parecem sem propósito, quando em uma cena próxima do final, o herói não demonstra nenhum ressentimento em quebrar sua promessa. E por falar do final, o diretor nos mostra que parece ter pensado bem em como terminar sua história. Ele consegue inclusive criar uma expectativa grande em seu público para tão esperada conclusão. Contudo, ele se perde na realização, assim como parece ter se perdido em diversos momentos de sua obra que resumindo, acaba apresentando uma relação tempo/benefício ruim para seu espectador.
Talvez essa longa duração seja um reflexo dos longos anos dedicados as séries de TV, assim como a ótima criação de personagens.
Minha Nota: 5.4
IMDB: 7.5
Ran - (Ran) - 1985
Um clássico do diretor japonês AKIRA KUROSAWA que trás também em seu currículo outro filme que entrou para a história do cinema, o lendário OS SETE SAMURAIS (1954). Durante 10 anos Akira planejou cada cena de RAN (1985), contudo, na época em que se iniciaram as filmagens da obra, a visão do diretor já estava bastante prejudicada o impedindo de rodar sozinho essas cenas. Sendo assim, ele contou com a ajuda de diversos ajudantes que se baseavam nos storyboards já prontos para preparar as cenas.
Ainda como curiosidade sobre a realização do longa, várias das centenas de figurinos usados no filme, foram criados a mão, num processo que levou dois anos, mas além de todos esses detalhes, existem diversas coisas louváveis, que mostram por que esse filme é considerado até hoje por vários críticos de cinema, um clássico. A construção de um épico da magnitude de RAN (1985) em uma época que os efeitos especiais eram tão escassos, é fantástica.
Akira nos mostra exércitos numerosos e batalhas sangrentas, coisas que para a época eram avançadas demais. Além disso, a trama da obra, coloca em cheque assuntos totalmente atuais, na verdade, que nunca vão deixar de ser atuais. Ele mostra como a vida é injusta na maioria das vezes, e ainda, coloca em questiona de onde vem essa injustiça que mais parece divina, como se os deuses que acreditamos, fossem verdadeiros sádicos que se divertem apenas quando fazem nós mortais sofrermos.
Na história, um governante, resolve dividir seu império entre seus três filhos, que acabam aceitando o resolução do pai. Contudo, a influência da esposa de um deles, acaba gerando um problema que se amplifica de tal forma, que irmãos e pai, acabam por trilharem caminhos cruéis e sem volta. Tudo isso, graças a uma mente feminina motivada por merecida vingança.
Uma bela fotografia, um primor de roteiro e os velhos problemas de interpretação característicos do cinema oriental. Tudo bem que o filme envelheceu um pouco e sua duração nesse caso, parece ser ainda maior do que realmente é. Mas de qualquer forma, é uma honra conhecer um trabalho tão bem cuidado e tão bem realizado por um cineasta que vem bem antes dos ninjas voadores do cinema japonês que conhecemos aqui no ocidente.
RAN (1985) ganhou o Óscar de Melhor Figurino e foi indicado a Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia e Melhor Direção. Ganhou também o Bafta e o César de Melhor Filme Estrangeiro, além de diversos outros prêmios e indicações em festivais pelo mundo.
Minha Nota: 6.6
IMDB: 8.3
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Não - (No) - 2012
Quarto trabalho do diretor chileno PABLO LARRAÍN e que nos conta a história de como aconteceu o referendo em 1988 no Chile, que tinha por objetivo, permitir que Pinochet permanecesse no poder por mais 8 anos ou não.
Em diversos momentos não tive como não ligar a história ao ocorrido aqui mesmo em nosso país, quando depois de perder diversas eleições para a presidência da república, através de uma campanha publicitária ousada conseguiu-se mudar diante dos olhos do povo brasileiro, a figura do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva.
É basicamente dessa ótica, que o diretor Larraín nos reconta a história dessa época. Pela visão criativa de um grupo que apesar de sofrido e carente de expor a todo o povo de seu país, as atrocidades cometidas durante o governo dos militares.
GAEL GARCÍA BERNAL está simplesmente fantástico, como é seu costume, no papel do publicitário cabeça da campanha. Com um sotaque característico e a pronúncia das palavras feitas de forma arrastada e quase incompreensível o ator mexicano parece ter nascido naquela nação tamanha a perfeição de seu personagem.
O filme rendeu ao filme a indicação ao Óscar de Melhor Filme Extrangeiro e o prêmio de Melhor Diretor a Pablo no festival de Cannes.
Minha Nota: 6.4
IMDB: 7.6
Perder a razão - (À perdre la raison) - 2012
Filme do diretor belga JOACHIM LAFOSSE que conta a história de um casal de jovens que se apaixonam e vão viver juntos com o pai adotivo do noivo, um médico vivido pelo excelente ator francês NIELS ARESTRUP a seu pedido. A bela história de amor dos dois, lhes rendem 4 filhos, mais os dramas diários que a vida a dois, mais a presença de uma terceira pessoa podem trazer.
A bela personagem de ÉMILIE DEQUENNE a princípio, apenas vive o sonho de constituir sua família ao lado de seu amado. Contudo, os pequenos problemas caseiros, começam a afetar sua disposição e seu ânimo.
A obra é sensível e mostra de forma bastante competente, como essas coisas que vendo apenas como espectadores, podem nos parecer pequenas, mas em uma breve reflexão, projetando esses problemas para as nossas vidas, podemos compreender o verdadeiro peso que essa personagem está sentindo sobre os ombros. Além disso, o filme se propõe a discutir, a questão dos casamentos por interesses que parece ser tão frequente na filmografia Européia.
Acredito que o final, que já é revelado em partes logo no seu início, é o ponto chave da obra, mas que tivesse sido realizado apenas com uma interpretação com mais entonação da mãe, poderia tornar o filme muito maior. Acredito que tenha sido uma opção de seu diretor, mas o resultado não tira todo o brilho da obra, que se trata de um trabalho forte e audacioso que representa a realidade nua e crua.
O filme rendeu o prêmio de melhor atriz para Émilie em Cannes alem de ter recebido indicações de Melhor Filme e Melhor Filme estrangeiro em outros festivais.
Minha Nota: 6.4
IMDB: 6.6
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Robin Hood - (Robin Hood) - 2010
Épico como seus trabalhos GLADIADOR (2000) e A CRUZADA (2005) é esse ROBIN HOOD (2010), filme do diretor americano RIDLEY SCOTT e que conta a história de como surgiu a lenda do mais famoso justiceiro existente, que consagrou a ideia de roubar dos ricos para dar aos pobres.
Passado em uma época em que a Inglaterra sofria com as batalhas entre a França e também as batalhas internas entre os barões que não concordavam com todas as atitudes de seu rei, que depois de morto, dá lugar a um outro monarca que apenas se preocupava em sugar do povo, já pobre, o máximo de riquezas que eles ainda pudessem ter.
A partir dessa situação que Ridley desenvolve o personagem de ladrão, que aqui assume o papel de líder nato, que consegue unir um povo separado e magoado com seu governante, em um esforço conjunto contra uma ameaça comum.
A beleza e a habilidade do diretor nas cenas de ação e combates, assim como RUSSELL CROWE no papel de liderança, bem parecido com o que desempenhou em Gladiador, são indiscutíveis. Talvez como crítica, na minha opinião, apenas a relação entre o famoso ladrão e a personagem representada pela bela CATE BLANCHETT, não tenha uma química, mesmo com uma duração grande, que proporcionou ao diretor desenvolver essa ligação, mas que efetivamente não funcionou.
Minha Nota: 6.4
IMDB: 6.7
TPB AFK: The Pirate Bay Away from Keyboard - (TPB AFK: The Pirate Bay Away from Keyboard) - 2013
Primeiro trabalho do diretor SIMON KLOSE, esse documentário conta o período de 2009 a 2010, em que as principais empresas de cinema de Hollywood entraram na justiça contra os idealizadores e responsáveis pelo principal site de busca de torrents da internet, o Pirate Bay.
O filme, apesar de cumprir de forma modesta o papel de propor um tema para discussão, até onde um site que divulga um arquivo que está na máquina de um determinado usuário, para outros usuários poderem baixá-lo, é responsável pela pirataria tão falada hoje em dia na internet. Na minha forma de ver, concordo que empresas estão perdendo quantias muito grandes de dinheiro com a propagação desses arquivos, mas acredito, que isso faça com que elas busquem por trabalhos com qualidade cada vez maior, a ponto de causar tamanha gama de atrativos para seu público, que faça com que todo ele queira consumir esses produtos de forma totalmente legal, seja vendo no cinema, seja comprando um DVD.
Mas vale lembrar que os valores muitas vezes cobrados para esses entretenimentos, nem sempre correspondem a valores aceitáveis, visto o quanto são milhonárias todas essas produtoras de cinema pelo mundo.
De qualquer forma, o filme se foca em acompanhar os três jovens que idealizaram o site e que se expõe de forma corajosa, tentando explicar aos seus inquisitores, que não são eles quem fazer a pirataria, ou melhor, que ferem o direito de Copyright, e sim as pessoas que disponibilizam os arquivos na web. Mas acredito que se o foco fosse mais social, se a discussão fosse mais ampla, e colocasse em pauta o absurdo que é, tentar evitar que a informação esteja livre na rede, como deve ser, o filme teria um resultado muito melhor.
Minha Nota: 5.0
IMDB: 7.9
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Cafundó - (Cafundó) - 2005
Cafundó é um filme que mistura realidade com ficção na vida de João de Camargo, um ex-escravo negro que viveu de 1858 a 1942 em Sorocaba, e que na sua velhice, começou a fazer milagres e fundou uma igreja que até hoje existe, a igreja da água vermelha, uma mistura de candomblé e catolicismo.
Primeiro e único filme em que o ator PAULO BETTI atua atrás da câmera, como diretor, mas também faz uma pontinha em sua obra que ainda conta com a presença do talentoso ator LÁZARO RAMOS e da sensual LEONA CAVALLI nessa história que é uma mistura de história e religião.
O filme é repleto de simbolismos do candomblé e a minha falta de conhecimentos da religião, prejudicam é claro, a compreensão da obra, mas como o cinema é uma linguagem universal, em que vemos uma história e ao terminarmos, formamos nossa opinião sobre o quanto aquela história, seus personagens, sua trilha sonora e as imagens exibidas na tela, nos agradaram e nos marcaram. No caso desse CAFUNDÓ (2005), acredito que dê para se aproveitar a boa interpretação de Lázaro no papel de JOÃO CAMARGO que na verdade, é um preto veio, ou um ser de extrema sabedoria e poder em sua cultura.
Contudo, a falta de clareza no desenrolar da história e a utilização de simbolismo para contá-la, podem pelo menos para mim, ter prejudicado a apreciação, diminuindo bastante o resultado, para um filme comum sobre um homem que realmente se esforçou para ajudar o próximo.
Minha Nota: 5.6
IMDB: 7.0
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