segunda-feira, 11 de março de 2013

Chumbo Grosso - (Hot Fuzz) - 2007


Já tem um tempo que esse filme saiu, mas algum problema nas fontes que consegui dele, me impediram de vê-lo antes. Filme do diretor inglês EDGAR WRIGHT, responsável pelos ótimos TODO MUNDO QUASE MORTO (2004) e SCOTT PILGRIM CONTRA O MUNDO (2010).

O filme conta a história de um policial que é transferido para uma cidade pequena no interior da Inglaterra, onde conhece um novo parceiro e tem que se ambientar a vida do campo, contudo, se vê envolvido em uma série de acidentes que lhe despertam suspeitas.

Muito divertido o filme que em sua parte inicial se utiliza de cortes rápidos e uma dinâmica de vídeo clipe para apresentar seu protagonista, o ator britânico SIMON PEGG, que também colabora na elaboração do roteiro do filme, um policial exemplar, que é deslocado para uma cidade do interior, por ser tão eficiente, que pode acabar prejudicando os demais policiais. Outros atores britânicos, como o hilário BILL NIGHY fazem parte do elenco desse CHUMBO GROSSO (2007), mas é seu eterno parceiro, o comediante NICK FROST que vai novamente contracenar na maior parte do filme com Simon.

Interessante as referências que o diretor usa através do personagem de Nick, que é um fã de filmes policiais da década de 80. Como disse, o início da obra é interessante e divertido, contudo, da sua metade para frente, o filme se perde, demonstrando uma certa dificuldade de seus roteiristas em fechar sua trama daquele ponto em diante. Mas de qualquer forma, é uma diversão esquecível e nada prejudicial.

Minha Nota: 6.0
IMDB: 7.9

Uma Garrafa no Mar de Gaza - (Une bouteille à la mer) - 2011


Filme do diretor THIERRY BINISTI, esse UMA GARRAFA NO MAR DE GAZA (2011) conta a história de uma adolescente que vive em Israel, pede ao seu irmão, um soldado do exército, que jogue uma garrafa no mar. Essa garrafa é encontrada por um grupo de amigos que estão em Gaza e desses jovens, um começa a se corresponder com ela pela internet.

Considero esse tipo de filme importante para que possamos compreender melhor conflitos que acontecem em nosso planeta em lugares muito distantes da nossa realidade e esse filme, tem por pano de fundo a eterna disputa entre esses povos, mas se foca principalmente na relação criada pelos dois adolescentes que se correspondem.

O filme é sensível e consegue, mesmo se propondo como uma história de amor, mostrar o quanto os conflitos entre os dois países se refletem nas vidas de seus habitantes, gerando muitas vezes revolta e sentimentos controversos sobre as atitudes tomadas pelos governantes de seus países.

Acredito que faltou um pouco profundidade tanto no relacionamento dos jovens quanto nos confrontos que estavam acontecendo, mas isso é reflexo na verdade, da minha falta de conhecimento sobre a situação real nesses países.

Minha Nota: 6.0
IMDB: 6.6

Hitchcock - (Hitchcock) - 2012


Dirigido por SACHA GERVASI, o britânico responsável pela sensível obra O TURISTA (2004), esse HITCHCOCK (2012) conta a história da concepção da obra prima PSICOSE (1959) do mestre do suspense ALFRED HITCHCOCK. Como pano de fundo para a história da escolha do tema até os cortes finais do filme, temos a relação de Alfred com a a sua esposa ALMA REVILLE, que sempre teve um papel fundamental na carreira do diretor, pelo menos, como é contado na obra.

Nunca fui muito fã de Hitchcock mas é impressionante a interpretação que o ator ANTHONY HOPKINS dá para o diretor. Trejeitos próprios de um típico inglês de alta classe, sua ansiedade que era descarregada em ataques a geladeira, o que não me é nada estranho.

Outro fator positivo é que o filme consegue ilustrar o processo de criação de um filme, podendo gerar uma versão que é apresentada para a censura e que não tem impacto algum, para depois de editado a duas mãos por Hitchcock e sua esposa, se tornar o clássico que se tornou.

A presença da belíssima e sedutora SCARLETT JOHANSSON tem sempre que ser exaltada, mas é HELEN MIRREN quem rouba a cena, interpretando a esposa do famoso diretor, com todos os seus dramas pessoais. A atriz na vida real, é casada com um diretor de Hollywood, o que dizem, facilitou na composição do seu personagem que lhe rendeu o a indicação ao prêmio de Melhor Atriz do Bafta. O filme também concorreu por Melhor Maquiagem no Óscar.

Na minha opinião, faltou ao diretor exibir melhor os méritos de Hitchcock na direção, pois na sua obra, fica a impressão de que ele é uma pessoa sem inspiração e perdida em meio ao que quer apresentar, o que sabemos através de suas obras, que não é bem assim.

Minha Nota: 6.2
IMDB: 7.0

Procurando por Sugar Man - (Searching for Sugar Man) - 2012


Realizado pelo diretor sueco MALIK BENDJELLOUL, cheguei até esse filme por conta de um texto entusiasmado do Ailton, que me fez colocar o filme na frente de tudo que eu já tinha para ver, como já aconteceu com algumas outras obras, e novamente ele acertou na veia. 

Na história desse documentário, dois sul africanos iniciam uma investigação sobre o passado de um ídolo daquele país, cantor de rock da década de 70 que se tornou uma lenda de passado desconhecido, e que fez mais sucesso do que Elvis para toda aquela nação, contudo, era totalmente desconhecido nos Estados Unidos sua terra natal.

Um fator que me impressionou e que eu não posso deixar de comentar, é o de não gostar do estilo de música que tornou tão conhecido e aclamado, na África do Sul, o protagonista desse filme, mas a obra é tão bem feita, que qualquer pessoa, acredito eu, não terá dificuldade em reconhecer que é um trabalho realmente fantástico, o que é uma das magias da música que consegue traduzir as pessoas através do som.

O filme foi o candidato da Suécia para o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro no Óscar e é uma obra fantástica. Através de uma série de entrevistas com os envolvidos e alguns arquivos de imagem mas principalmente com uma montagem muito competente, o diretor consegue emocionar de forma avassaladora ao seu espectador, nos mostrando uma história incrível sobre um homem que teve seu talento deixando a margem por uma série de razões que fizeram com que a vida fosse diferente para ele.

Mas no final podemos acreditar, que cada um vive a vida da forma que ela se apresenta e que em alguns momentos isso pode ser mágico e na maioria dos outros, não.

Minha Nota: 7.8
IMDB: 8.2

O Hobbit: Uma Jornada Inesperada - (The Hobbit: An Unexpected Journey) - 2012


Dirigido pelo diretor PETER JACKSON que foi o responsável por colocar na tela a obra prima de J. R. R. TOLKIEN dividindo os livros em três filmes e que agora, nos mostra um filme baseado na obra anterior do escritor O Hobbit.

Nesse O HOBBIT: UMA JORNADA INESPERADA, um jovem e relutante Hobbit, se vê envolvido em um jornada inesperada que irá ajudar um grupo de anões a recuperar seu lar, que foi tomado por um dragão, que dorme sobre o tesouro de seus antepassados.

O filme tem o mesmo DNA dos três O SENHOR DOS ANÉIS, o que por si só, já deve render uma bilheteria considerável, levando em conta o número de fãs pelo mundo, do universo incrível criado para contar essa história maravilhosa, contudo, para quem conhece os livros, talvez se sinta incomodado durante a projeção.

Jackson não segue a narrativa original. Na verdade, eu tive a impressão de que a intensão do diretor, e talvez dos produtores, é criar algo parecido com o que GEORGE LUCAS fez com GUERRA NAS ESTRELAS. Três filmes que contam o que aconteceu antes do SENHOR DOS ANÉIS. Interessante ver também que o projeto sofreu diversos problemas desde a sua idealização até a sua realização, inclusive problemas com racismo.

Existem alguns problemas nessa ideia de contar o que veio antes do SENHOR DOS ANEIS, o principal deles. O livro não trás anões guerreiros, capazes de lutar contra uma orda de orcs ou um grupo de trolls com seus machados e sua fúria no combate. A história não tem nada disso. Mas voltando para a nova história que nos é apresentada, seu visual é tão belo quanto poderia ser com efeitos especiais que nos dão a sensação de que o que estamos vendo é real e faz parte daquele universo fantástico. A trilha sonora que alavancou o épico anterior também está presente, inclusive a presença de Golun, o eterno portador que perde o anel e passa toda a sua existência atrás dele, está presente também, contudo, os personagens são engolidos por essa fórmula de contar histórias desse universo e perdem sua força, o que não quer dizer que não seja um belo filme.

Agora é esperar, o quanto essa esticada que a obra ainda vai ter, com mais dois filmes já encomendados para 2013 e 2014 vai prejudicar ou ajudar no resultado final. O filme recebeu indicação para 3 categorias do Óscar e a outros festivais, dentre elas, Melhor Maquiagem e Efeitos Especiais.

Minha Nota: 7.0
IMDB: 8.2

Detona Ralph - (Wreck-It Ralph) - 2012


Primeiro longa metragem do diretor RICH MOORE e que conta a história de um vilão de vídeo game que para se tornar um herói e assim alcançar o sonho de ser reconhecido com um igual pelos membros de seu jogo, inicia uma aventura através de outros jogos do fliperama, no intuito de conseguir uma medalha, que ele acredita que lhe dará o reconhecimento desejado.

O filme venceu diversos prêmios em festivais pelo mundo e concorreu ao Óscar de melhor animação, contudo, perdeu para VALENTE (2012), o que na minha opinião é uma completa injustiça, pois a obra consegue um resultado impressionante.

Acompanhando a nova tendências das animações, que deixaram de ser obras completamente infantis para tratarem de assuntos mais complexos do que a velha luta do bem contra o mal, ou mesmo apenas o fato de entreter e divertir seu telespectador, DETONA RALPH (2012) consegue elaborar uma história que emociona, diverte, prende e encanta, com uma eficiência admirável.

É muito prazeroso para novos e velhos fãs de vídeo game, identificar alguns personagens que não são os preferidos pelo público, mas que causam uma nostalgia deliciosa para quem vê a obra. Além disso, o diretor consegue mostrar que o rótulo de vilão e mocinho, não deve ser empregado a qualquer pessoa. Todos nós temos nossos sentimentos e precisamos de amigos e de reconhecimento das pessoas que estão ao nosso redor.

As cores e as imagens pensadas, resultam em uma fotografia brilhante, uma trilha sonora que se preocupa em manter o público no clima dos velhos arcades também merece registro, mas o que chama mesmo a atenção é o cuidado com os personagens que aparecem em cena, pois, quando são personagens de jogos mais velhos, tem seus movimentos robóticos, o que é realmente brilhante, uma observação de meu filho que viu o filme comigo e também ficou fascinado.

Minha Nota: 7.8
IMDB: 7.9

quinta-feira, 7 de março de 2013

Paris, Te Amo - (Paris, je t'aime) - 2006



Não me lembro de ter visto algum filme em episódios dirigidos por diferentes diretores mas eu que achava que não ia curtir a experiência, fiquei realmente fascinado por esse PARIS, TE AMO (2006). 

Na verdade esse tipo de obra leva uma vantagem sobre os filmes comuns, pois só assim temos a oportunidade de ver em cena nomes como JULIETTE BINOCHE, WILLEM DAFOE, NICK NOLTE, a sexy e fascinante MAGGIE GYLLENHAAL, ELIJAH WOOD, NATALIE PORTMAN e GÉRARD DEPARDIU para citar apenas que são conhecidos da grande maioria do público, dirigidos por nomes como GUS VAN SANT, os irmãos COEN, WALTER SALLES, ALFONSO CUARÓN, WES CRAVEN e ALEXANDER PAYNE, para citar apenas aqueles que tenho uma ligação afetiva maior.

São um total de 18 curtas que apresentam, através do olhar de cada cineasta, alguns bairros de Paris, em pequenas histórias que tem por base o tema amor. Mas o trunfo principal desse PARIS, TE AMO (2006), é ver em cada uma dessas pequenas obras, um pouco das características de cada diretor. É fantástico.

Nenhum dos filmes chegou a me tocar realmente, mas a nova experiência me agradou muito e quase não vi o tempo passar. Na média geral, os trabalhos são ótimos, salvo o final que tenta unificar as obras e não consegue isso nem de perto, mas é amenizado por uma bela canção. Dos diretores que não citei, por não conhecer seus históricos, me surpreendeu a sensibilidade de GURINDER CHADHA, uma diretora queniana que mostra um encontro em um rapaz francês e uma garota muçulmana, o excelente segmento dirigido por ISABEL COIXET, em que um homem marca um encontro para terminar com sua esposa e o trabalho de OLIVIER SCHMITZ, que conta a triste história de um homem ferido em uma praça.

Dentre os citados e mais conhecidos pelo grande público e por mim, tenho que dizer que o trabalho dos COEN traz a tona o brilhantismo dos irmãos em uma sequência que passa raspando pelo tema amor, já que o forte deles é mostrar a comédia baseada no acaso, GUS VAN SANT que traz para a tela a sua obsessão por jovens rapazes e o amor entre iguais, mas filmada com uma personalidade inigualável, o plano sequência de CUARÓN que consegue em um breve quarteirão, nos levar a pensar milhares de soluções para seu curta e o de WALTER SALLES, na minha opinião o melhor curta do filme, que conta a história de uma mãe que deixa sua criança em uma creche antes de ir ao trabalho.

Minha Nota: 7.2
IMDB: 7.3

Wimbledon - O Jogo do Amor - (Wimbledon) - 2004



Filme do diretor inglês RICHARD LONCRAINE que conta a história de um tenista da Gran Bretanha que está prestes a se aposentar e recebe o convite para disputar Wimbledon, o torneio mais tradicional e considerado um dos mais importantes do mundo do tênis.

Sou fascinado por filmes esportivos e gosto muito desse esporte em questão, o tênis, pena que não tive ainda a oportunidade de pratica-lo, mas quem sabe qualquer dia desses. Mas a abordagem de WIMBLEDON - O JOGO DO AMOR (2004) é toda voltada para uma comédia romântica que exalta o amor, mas que aproveita o seu ambiente para também exaltar o amor de um país por um esporte nobre que nasceu na Inglaterra.

PAUL BETTANY é o tenista que teve uma carreira mediana e sempre foi muito inseguro e que já entra no torneio anunciando a sua aposentadoria que não é do interesse de ninguém a princípio, mas que vê o seu jogo transformado depois de conhecer KIRSTEN DUNST, uma jovem promessa americana como tenista, que se encanta pelo jeito atrapalhado do tenista e com isso, começa um romance tórrido e escondido com ele.

Lembro de ter visto esse filme a muito tempo atrás e de ter adorado. Dessa vez, aproveitando que estava passando na tv e que eu tinha pegado ele desde o seu começo, resolvi rever, contudo, foi uma pena que a exibição no canal em questão estivesse dublada e para piorar, com alguns erros de áudio que me irritaram muito, mas não foram capazes de diminuir a empolgação que o filme conseguiu me passar novamente.

Kirsten está encantadora como sempre e Paul, que sempre vejo atuando em papéis secundários mas com muita competência, faz um excelente protagonista aqui. Algumas sequências durante o jogo, filmadas em plano sequência, apesar de um pouco caricatas, são fantásticas e o diretor, para coroar a sua obra, consegue ainda, passar um pouco do sentimento que toma a nação inglesa durante esse torneio tão importante para o país e para o mundo.

Minha Nota: 6.4
IMDB: 6.3

Meus Caros Amigos - (Amici miei) - 1975


Filme do produtivo diretor italiano MARIO MONICELLI, esse MEUS CAROS AMIGOS (1975) é uma comédia como a muito eu não assistia. Em sua história, quatro amigos, um dono de bar, um jornalista, um arquiteto e um conde quebrado, vivem em Florença, amigos de longa data, passam seu tempo livre juntos, organizando piadas complexas e terríveis para todas as pessoas que se tornam seus alvos.

Digo que a muito tempo eu não via nada no estilo por que o filme consegue ser divertido baseado em situações realmente engraçadas e melhor, em uma postura diante da vida que faz toda a diferença. Esse grupo de amigos se recusam a esmorecer frente aos problemas da vida, que no caso dos 5 são constantes, uns mais que os outros, mas sempre presentes, assim, através de seus encontros, eles conseguem a válvula de escape que faz com que a vida seja muito melhor de se viver.

É claro que como comédia que é, o filme não se aprofunda nesses dramas que poderiam gerar uma obra totalmente diferente, mas é justamente esse o encantamento que o filme nos passa. A diversão pura e simples através de situações realmente cômicas, conseguiram me prender como espectador e me divertir de verdade com o filme.

O filme recebeu cinco premiações em fetivais italianos de cinema para Melhor Ator (UGO TOGNAZZI), Melhor Filme e Melhor roteiro, além de outros. 

Minha Nota: 6.2
IMDB: 8.0

quarta-feira, 6 de março de 2013

007 - Operação Skyfall - (Skyfall) - 2012



A algum tempo eu estava relutando para assistir esse 007 - OPERAÇÃO SKYFALL (2012) por que eu não havia visto os dois últimos filmes do agente inglês, mas hoje eu resolvi não ficar esperando demais e concluir logo essa missão um tanto quanto agradável, visto que sempre fui muito empolgado com as histórias do espião em todas as suas versões.

Nessa obra, dirigida por SAM MENDES, nada mais nada menos que o diretor que estreou com a belíssima obra BELEZA AMERICANA (1999), que lhe rendeu o Óscar de direção, o herói vai ter sua lealdade a M testada, quando o passado da comandante volta para assombrá-la.

DANIEL CRAIG assumiu com total competência essa nova fase de James Bond. Ele se machuca de maneira mais real, tem suas limitações como problemas com álcool, enfim, uma séria de coisas que não eram vistas em suas versões anteriores e que serviram para aproximar pelo menos um pouco, esse mito da realidade.

A obra realmente tem suas qualidades, principalmente na parte inicial do filme, que mantém as características incríveis do personagem com cenas de perseguição e destruição. Depois dessa parte inicial, somos apresentados ao vilão vivido por JAVIER BARDEM que está muito bem no papel do ex-agente que quer se vingar de M, contudo, é justamente nesse momento que o filme cai um pouco na minha opinião, pois toda a tecnologia, destruição de prédios apenas com a utilização do computador, são deixadas de lado para que o filme se torne realmente uma obra de vingança mas muito mal acabada. 

A trilha sonora da obra realmente é um primor e a música de Adele, encaixa de forma perfeita ao clima do filme, rendendo o Óscar de Melhor Canção Original. Além disso, o filme também ganhou Melhor Edição de Som e foi indicado em mais 3 categorias.

Minha Nota: 6.8
IMDB: 7.9

terça-feira, 5 de março de 2013

Sr. ninguém - (Mr. Nobody) - 2009



Filme do diretor belga JACO VAN DORMAEL que conta a história de um homem, o último conhecido ainda por mortal, que descreve toda a sua vida quando está próximo de sua morte.

O filme foi premiado no festival europeu como Melhor Filme, além de ter arrecadado ainda outros prêmios em outros festivais, o que me fez colocá-lo na minha lista de filmes a assistir.

Contando com a presença em seu elenco de JARED LETO, que eu não via na tela já a muito tempo, e com a belíssima DIANE KRUGER, se fossemos resumir bastante poderíamos dizer que temos uma obra fundamentalmente sobre o amor. Mas o resultado é algo muito mais complexo do que esse resumo. 

Jaco nos apresenta uma história fantástica, baseada em uma série de teorias que explicam o tempo como a física o descreve no dia de hoje, através de alguns conceitos de física que ele tenta tornar acessíveis ao seu público, como a teoria das cordas e o efeito borboleta por exemplo.

Assim, sua história não precisa se limitar as amarras do espaço tempo. Nem mesmo da realidade pura e simples que conhecemos. Essa viagem proposta por Jaco é fascinante, mas ao mesmo tempo, confusa e perturbadora. A fotografia do filme é maravilhosa, com a utilização de posicionamentos de câmeras inovadores e efeitos que me agradaram muito. A trilha sonora, parece que de propósito, é inserida no filme para aumentar a sensação de estranheza que seu protagonista experimenta ao visitar cada uma de suas linhas temporais. E como eu já estava esperando, o filme tenta se explicar de forma a fechar as inúmeras situações em que deixa seu espectador a vagar, mas isso vai acontecer apenas a 10 minutos de seu final.

Um filme curioso e intrigante, apesar de ter certeza que várias pessoas irão se dar por vencidas para a sua história um tanto quanto confusa e longa, mas que tenho certeza, não sairá da cabeça daqueles que conseguirem chegar ao seu final.

Minha Nota: 7.0
IMDB: 7.8

O homem com os punhos de ferro - (The Man with the Iron Fists) - 2012


Primeiro trabalho do rapper RZA na direção de um longa metragem. Nesse O HOMEM COM OS PUNHOS DE FERRO (2012) o diretor nos conta a história de um carregamento de ouro que desperta a ganância de um grupo de assassinos e ainda une, um soldado que objetiva proteger o carregamento e acaba sendo auxiliado por um ferreiro que quer evitar que sua vila seja dizimada juntamente com as pessoas que ama.

O filme é uma verdadeira história recheada de personagens fantásticos e interessantes, que se perdem em meio a um roteiro mal amarrado e uma direção incompetente. Mesmo contando com a presença de atores como RUSSELL CROWE e LUCY LIU, a força dos personagens acaba a media que eles são jogados na história, sem um cuidado com seu passado e suas habilidades.

No frigir dos ovos, temos alguns combates quase bem coreografados, um banho de sangue e assassinatos absurdos, que de tão fantasiosos não dão medo nem mesmo em mim, que não consigo ver uma cirurgia de retirada de verruga na tv. O filme conseguiu uma façanha de marketing que pode atrair um público considerável para essa armadilha, em seus créditos iniciais, aparece a frase apresentado por QUENTIN TARANTINO, o que poderia realmente valer a pena mas não vale. 

Outro fator que me incomodou bastante, a trilha sonora utilizada na maioria das cenas de luta, não combinavam e inclusive, conseguia até mesmo quebrar o clima. Não acredito que o estilo utilizado no caso, o rap, seja o responsável, pois até no momento que temos um trecho de rock sendo executado, a música não encaixa. Faltou um pouco de feeling para adequar o que estava sendo exibido com o que estava sendo tocado.

Minha Nota: 5.4
IMDB: 5.5

segunda-feira, 4 de março de 2013

A Queda! As Últimas Horas de Hitler - (Der Untergang) - 2004


Filme do diretor alemão OLIVER HIRSCHBIEGEL que conta, através da visão de uma jovem que se ofereceu na época da segunda guerra ao cargo de secretária de Adolf Hitler, como foram as últimas horas de vida dessa personalidade que entrou para a história de forma totalmente negativa, se tornando o principal responsável pelo maior massacre da humanidade.

O que talvez seja o mais interessante da obra, já que diversos filmes e livros abordem de maneira rotineira temas sobre a segunda guerra mundial, é que aqui temos um relato do lado oposto ao que costumeiramente encontramos. Aqui temos uma visão dos alemães, pelos alemães, que compartilhavam das ideias de conquista e destruição disseminadas por Hitler.

A interpretação que o ator suíço BRUNO GANZ dá para o ditador é algo de precioso. Vemos um ditador hora humano, uma pessoa comum e simples até momentos de fúria, de um comandante que se vê em uma situação de desvantagem, o que até então não era conhecido por ele. O reflexo da mão trêmula as costas, baseada nos estudos que o ator fez sobre pessoas que sofriam de mal de parkinson antes do início das filmagens, é algo pensado com tamanho cuidado, que nos da a impressão de que sempre imaginamos aquele personagem daquela forma. O ator também fez questão de treinar seu sotaque com um jovem ator nascido na mesma região do ditador.

Outro fator interessante que podemos comprovar na visão do diretor dada para a sua obra, é como os comandantes do exército de Hitler, tinham seu objetivos entranhados em si, a ponto de entregarem suas vidas, comprovando teorias de que o que ocorreu, foi uma falta de sanidade coletiva, despertada por uma pessoa altamente influente, de discurso apaixonado e eficaz.

Uma obra notável, com um novo ponto de vista sobre um acontecimento importantíssimo da história da humanidade e que não apaga nada do que já sabemos, pelo contrário, apenas reforça o quão revoltante foram as atitudes daquelas que participaram dessa insanidade.

O filme recebeu indicação ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro e ganhou diversos outros prêmios pelo mundo.

Minha Nota: 6.6
IMDB: 8.3

As Aventuras de Pi - (Life of Pi) - 2012


Esse já é o décimo segundo trabalho na direção de longas do diretor chinês ANG LEE conhecido por diversos trabalhos mas que chegou ao estrelado com sua obra prima O TIGRE E O DRAGÃO (2000). Nesse AS AVENTURAS DE PI (2012) ele nos traz uma história fantástica, inspirada originalmente no livro Max e os felinos, do escritor brasileiro Moacyr Sciliar. No filme, um jovem, após sobreviver a um naufrágio, se vê sozinho do no mar, a bordo de um bote salva vidas juntamente com um tigre de bengala.

Baseado em um argumento tão fantástico, Ang parece ter se sentido a vontade para contar as histórias de Pi, um indiano bem peculiar, recheado de acontecimentos fantásticos que povoam a sua vida e que descreve todos para um jornalista em busca de um tema para seu livro. 

O ator SURAJ SHARMA, o personagem adolescente, havia ido aos testes do filme para acompanhar seu irmão, contudo, os integrantes da equipe de produção gostaram tanto dele, que o convidaram também para fazer o teste. Ele acabou sendo o escolhido dentre outros 3 mil garotos e temos que louvar o trabalho do garoto e aí também a direção de Ang Lee, que conseguem nos entregar uma obra fantástica, com um tema fantasioso, mas cheia de verdade em seu desenvolvimento.

O trabalho de efeitos visuais do filme é realmente louvável, tanto que levou o Óscar de efeitos especiais, mas não só os efeitos do tigre criado no computador impressionam. Todo o filme é recheado de cores e imagens, que encantam o público a todo instante.

Gostei da surpresa que o a história nos reserva para seu final, mas não consegui ver a ligação que a todo instante o protagonista do filme tenta passar em sua história, a respeito da presença e existência de Deus. Mas de qualquer forma, o filme conseguiu entrar para o pequeno hall de boas obras lançadas para essa temporada de premiação.

Além do prêmio de Efeitos Especiais, o filme ganhou também o Óscar de Melhor Fotografia, Melhor Direção e Melhor Trilha Sonora, que na minha opinião, não chamou tanto a atenção assim.

Minha Nota: 7.4
IMDB: 8.2

sexta-feira, 1 de março de 2013

Espartalhões - (Meet the Spartans) - 2008


Diretor de diversos trabalhos ligados a comédia, JASON FRIEDBERG é o responsável, juntamente com o canadense AARON SELTZER por esse ESPARTALHÕES (2008) que intenciona ser uma paródia a obra 300 (2006), baseada em uma hq escrita por FRANK MILLER.

O filme conta a lenda dos 300 guerreiros de Sparta, que lutaram bravamente contra uma exército gigantesco em um desfiladeiro e que tinham uma bravura incomparável.

Um amigo meu comentou e sou obrigado a concordar, é impressionante como eles conseguiram inserir uma série de personagens que se parecem muito com personalidades que aparecem no filme. Não tem como não gostar também, da presença da sexy CARMEN ELECTRA, que abrilhanta cada cena em que aparece.

Agora, tirando isso, o filme é uma tremenda bobagem. Não sei se eu estava um pouco ranzinza durante a projeção, e se além disso, por ser dirigido ao público americano, fazendo piadas de seus ídolos e de fatos ocorridos na época das filmagens, não consegui me divertir. 

Recheado de situações escatológicas e insinuações que colocam em dúvida a masculinidade de seus personagens, o filme a todo momento interrompe sua história para inserir referências a outras obras e para fazer as já citadas piadas com programas como o American Idol e assim por diante. Até comecei a gostar das cenas de batalha, que foram substituídas por disputas de dança, mas perdeu a graça logo e o diretor se demorou demais nelas.

No final eu já estava torcendo para que o filme terminasse logo e para minha surpresa, depois do número musical final, o filme volta, como se quisesse contar mais histórias ou apenas para inserir trechos que foram cortados da versão oficial, como se fosse um resumão do filme em poucos minutos, que se eu soubesse, poderia ter visto que teria uma ideia da grande bobagem que é toda a obra.


Minha Nota: 4.6
IMDB: 2.6