segunda-feira, 22 de abril de 2013

Jack Reacher: O Último Tiro - (Jack Reacher) - 2012


Segundo trabalho na direção de longas metragem de CHRISTOPHER MCQUARRIE, que foi o roteirista responsável por ótimos trabalhos como OS SUSPEITOS (1995) e O TURISTA (2010), além de OPERAÇÃO VALQUÍRIA (2008) que sempre quis ver e ainda não consegui. Ele ainda assina o roteiro desse excelente JACK REACHER: O ÚLTIMO TIRO (2012) que conta a história de um super investigador de homicídios, com treinamento militar, que já está desaparecido a muitos anos mas se vê envolvido em um assassinato, ao assistir os noticiários.

Já tinha escutado falar que o filme era um grande trabalho do ator TOM CRUISE que também é o produtor da obra e pude comprovar que é a mais pura verdade. Com seu carisma e experiência, ele consegue criar um personagem crível, mesmo com todas as habilidades que o tornam um super investigador, com treinamento em batalha, tiro e militar. Um verdadeiro super herói, que prefere viver a margem da sociedade, totalmente escondido de todos e tudo e que só aparece, por que havia feito uma promessa ao atirador envolvido no assassinato de 5 pessoas.

A presença da atriz ROSAMUND PIKE dá um charme todo especial a obra e para não ficar falando apenas dos personagens e de suas atuações, o roteiro do filme é muito bem amarrado, nos reservando surpresas interessantes e bem vindas, que ajudam a manter o ritmo da obra durante toda a sua duração. Voltando rapidamente ao elenco, também a presença de ROBERT DUVALL e de RICAHRD JENKINS ajudam a dar credibilidade para uma história repleta de detalhes incríveis.

Sem o exagero de explosões incríveis, excesso de sangue na tela, o diretor consegue através de cenas bem executadas de combate e perseguições de carros nos brindar com um filme de ação intrigante e realmente interessante. E não me assustaria se o investimento na produção feito por TOM não indique possíveis continuações para seu personagem, que tem facilmente cacife para ser um novo JASON BOURNE. 

Minha Nota: 6.6
IMDB: 7.0

domingo, 21 de abril de 2013

Operação Dragão - (Enter the Dragon) - 1973


Trabalho do diretor americano ROBERT CLOUSE que depois disso chegou a ter diversos trabalhos em seu currículo de artes marciais e que nos conta aqui, a história de um monge praticante de artes marciais, que vai atrás de um ex membro de sua congregação em uma ilha, onde ele organiza um torneio de artes marciais.

O que me chamou mais a atenção foi observar que a trilogia de filmes de BRUCE LEE que levam o nome dragão em seus títulos, A FÚRIA DO DRAGÃO (1972), O VÔO DO DRAGÃO (1972) e OPERAÇÃO DRAGÃO (1973), feitos em sequência, não tem o mesmo personagem interpretado por BRUCE LEE em nenhum dos filmes. São histórias totalmente distintas.

Esse é o último trabalho do mestre das artes marciais de frente das telas antes de sua morte, o que é uma verdadeira pena, pois BRUCE estava no auge da sua entrada no cinema americano e a partir daí, surgiu o boom dos filmes desse estilo nesse país.

Esse é o melhor trabalho dos três, contudo, não chega a ser um grande filmes. Novamente temos um roteiro fraco que serve de suporte para que as sequências de lutas que são abrilhantadas nessa obra por outros atores também famosos na época, mas também é um trabalho que envelheceu ao tempo, não chega a empolgar, mas já mostra que o ator começa a ficar mais a vontade diante das câmeras e atua o filme todo falando em inglês.

Minha Nota: 5.6
IMDB: 7.6

O Vôo do Dragão - (Meng long guo jiang) - 1972


O primeiro trabalho na direção do ator e mestre em artes marciais BRUCE LEE que nos conta a história de um homem viaja até a Itália para ajudar uma parente distante a resolver um problema que está interferindo no funcionamento de seu restaurante. Através de seus talentos em kung fu, ele ajuda a evitar as constantes investidas feitas por um gângster local, para forçar a jovem dona do estabelecimento a vendê-lo.

O filme me chamou a atenção pela utilização de uma lente que parece objetivar um maior alcance de filmagem, mas que me incomodou bastante pois distorce as imagens obtidas nos dois cantos da tela. Tirando isso, BRUCE LEE nos conta uma história que serve apenas para desaguar nos combates que fizeram do ator a celebridade que o imortalizou para todo o mundo.

O vigor com que ele grava seus combates, surpreende e também a não utilização dos atuais recursos de efeitos especiais, tornam os combates mais reais e palpáveis.

Esse filme também é considerado um clássico, por se tratar de uma das primeira aparições de CHUCK NORRIS que interpreta o mestre em artes marciais que irá desbancar BRUCE LEE.

A história ainda conta com uma surpresa para incrementar seu roteiro, mas nem as cenas de combate nem essa surpresa, salvam a obra de ter envelhecido ao tempo, mas não deixa de valer a pena ver o mestre em ação.

Minha Nota: 5.0
IMDB: 7.1

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Terra prometida - (Promissed Land) - 2012


Filme do diretor americano GUS VAN SANT, responsável por trabalhos aclamados como GÊNIO INDOMÁVEL (1997) e ELEFANTE (2003), nos conta agora a história de um executivo recém contratado por uma companhia de gás, que tem por objetivo, comprar várias fazendas de uma pequena cidade do interior, para a extração do combustível natural.

Apesar de não ser tão grande, o plano sequência inicial de TERRA PROMETIDA (2012) já serve como cartão de visitas de seu diretor, que sempre gostou muito desse tipo de recurso. Em outros momentos, também podemos notar a câmera sempre criativa desse gênio, por exemplo no instante em que o personagem de MATT DAMON desce do ônibus, e a câmera se despede dele, continuando a viagem, coisa de gênio e executada com maestria que é o mais importante.

Agora não é baseado em belos ângulos de câmera, ou através dos planos sequências que o tornaram famoso esse cineasta, que GUS quer pegar o seu espectador e sim através de uma história, e principalmente, através do desenvolvimento de seus personagens, de sua postura, caráter e principalmente, dos valores trazidos por cada um.

O roteiro nos reserva algumas surpresas, mas que na verdade, não são assim tão surpreendentes, pois acabei matando todas elas antes de seu momento derradeiro, contudo, o importante é que seus personagens não nos decepcionam e cumprem com o seu difícil papel. Talvez por esse motivo, ainda não consegui estabelecer elementos que liguem a obra do diretor, com seus trabalhos anteriores e suas características marcantes, tirando breves momentos, mas é um filme para refletir sobre e ter novas considerações sempre.

O filme venceu prêmios no festival de Berlim e em um festival americano nas categorias de Melhor Filme e Menção Especial.

Minha Nota: 7.0
IMDB: 6.4

terça-feira, 16 de abril de 2013

We Are Legion: The Story of the Hacktivists - (We Are Legion: The Story of the Hacktivists) - 2012


Passando por diversos fatos que ficaram mundialmente conhecidos de todo o público, principalmente os mais ligados a internet e seus assuntos, o diretor BRIAN KNAPPENBERGER, responsável por mais outros 3 documentários, nos conta a história do grupo hacker mais famoso da história da humanidade, o Anonymous. Em seu trabalho de documentar conversas com alguns membros e suas visões de como o grupo se motivou em seu início, através de ações que visavam muito mais a justiça do que lucros financeiros propriamente ditos.

Seguindo o mecanismo de entrevistas, o diretor consegue colocar uma ordem cronológica nos acontecimentos que foram dando notoriedade para o grupo. É interessante o fato também, de que o diretor se mostra partidário na maior parte do tempo, as ações do grupo, colocando em discussão em alguns momentos apenas, através do posicionamento de alguns jornalistas que levantam a ideia de que a ação desse grupo é perigosa, pois ele atua, contra tudo que vai de frente das suas crenças, e por não ter um líder e sim diversas frentes de movimento, se torna mais e mais vasto, os fatores e pontos de vistas a serem defendidos por esse grupo.

Na parte final, o diretor nos deixa claro, através da visão de uma jovem membro do grupo, que o que importa é que você tenha direito de ser ouvido, de ter a sua opinião escutada por quem quer que seja.

Minha Nota: 5.2
IMDB: 7.5

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Nome Próprio - (Nome próprio) - 2007


Filme do diretor carioca MURILLO SALLES que tem diversos trabalhos na função de diretor de fotografia e que aqui, nos conta a história de uma jovem mulher que resolve escrever e começa a partilhar sua vida através de um blog.

Interpretada pela atriz LEANDRA LEAL, que aparece em um papel de uma pessoa confusa. Que tem um objetivo mas não sabe ao certo como atingi-lo e por isso, vive aquele momento que a vida lhe oferece de uma forma muitas vezes inconsequente e sem responsabilidade, afastando assim, as pessoas que ama e que a cercam nesses momentos de loucura.

O diretor optou por um filme com uma sequência de monólogos muito grandes, que geralmente resultam em cenas que preenchem a tela com palavras que são escritas por sua autora. Somo assaltados pelos pensamentos hora de desespero, hora de dúvida, quase sempre, sentimentos que demonstram um vazio que ela tenta preencher através da escrita.

A atriz aparece despida em grande parte da obra, como se isso fosse um simbolismo utilizado pelo diretor, para mostrar o quanto ela se sente vazia e desprovida de um sentido para sua vida. Sempre atrás de uma amor, uma paixão que lhe traga inspiração para escrever. 

Tudo isso não torna o tema abordado no filme interessante, me fazendo ficar apenas com as belas cenas de nudez da atriz, e principalmente da atriz ROSANNE MULHOLLAND que faz uma pontinha como uma amiga que vem visitar Leandra.

A interpretação de LEANDRA lhe valeu o Kikito de Ouro do festival de Gramado de Melhor Atriz e o filme ainda recebeu algumas indicações em festivais pelo Brasil a fora.

Minha Nota: 5.6
IMDB: 6.3

Apocalypto - (Apocalypto) - 2006



Esse é o quarto longa metragem na direção do do ator americano MEL GIBSON que nos conta a história da vida de uma tribo de índios maias que tem que encarar os progressos instituídos pela modernidade e pela construção de templos, que necessitam de sacrifícios humanos.

Todo o filme é falado em dialeto maia, o que já é uma característica de MEL GIBSON que já havia feito um trabalho todo falado em aramaico. Outro elemento marcante presente em suas obras, é a violência. O sangue jorrando na tela sem artifícios para o esconder em suas cenas. Contudo, além de ser um elemento que pode ser considerado como impactante, na verdade para o diretor, parece ter uma função cenográfica significativa e não o simples fato de impressionar.

Além dos elementos já citados, Gibson consegue uma fotografia fantástica, nos apresentando um povo real aos nossos olhos. Assustador em diversos momentos, causando uma marca visual muito forte, mas tudo que foi dito até aqui, somente serviu para nos presentear com uma obra de uma tensão a muito tempo não vista. Apesar de ser uma história sobre uma civilização encantadora, e ter uma série de símbolos que podem representar a evolução de todas as civilizações que nesse processo, muitas vezes deixam de existir, o filme consegue através de uma história a princípio simples, criar um clima de tensão com momentos brilhantes de cinema.

O filme foi indicado ao Óscar de Melhor Som e Melhor Maquiagem, além de indicado também ao Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro.

Minha Nota: 8.2
IMDB: 7.8

Show Bar - (Coyote Ugly) - 2000



Filme do diretor inglês DAVID MCNALLY que não foi responsável por nada de grande em sua carreira e que conta através desse filme do fim da década 90 pelo qual eu tenho um carinho muito grande, a história de uma garota do interior, que vai para cidade grande com o sonho de se tornar compositora mas acaba em um bar um pouco diferente dos padrões de onde ela veio.

Fiquei com vontade de ver novamente esse filme, depois de ter assistido recentemente A ESCOLHA PERFEITA (2012) e ter lembrado imediatamente dessa obra.

Acredito que meu carinho por esse filme, esteja nas belas canções que figuram em sua duração. O casal também é bastante carismático, sem falar nas garotas do bar, que são simplesmente lindas. Interessante o fato de nenhum dos atores do grupo ser famoso, salvo o caso do eterno JOHN GOODMAN.

O filme quase não envelheceu, apesar de suas canções entregarem um pouco a época de sua realização. Não se trata de uma obra prima, mas acredito que reviver os sentimentos que eu senti na época, conseguiram me emocionar novamente e curtir também dessa vez a sua exibição.

Minha Nota: 6.8
IMDB: 5.4

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Caça aos Gângsters - (Gangster Squad) - 2013


Esse é apenas o terceiro trabalho na direção de longas metragens do diretor RUBEN FLEISCHER de quem eu curti muito o trabalho ZUMBILÂNDIA (2009) que também contava com a participação da bela EMMA STONE e que agora, nos conta uma história de gângster no melhor estilo anos 50 nesse seu CAÇA AOS GÂNGSTERS (2013), baseada em uma série de reportagens jornalísticas feitas na época, sobre o domínio que a cidade de Los Angeles sofria, sob o comando de uma mafioso judeu violento e audacioso.

Muito difícil não lembrar de OS INTOCÁVEIS (1987) poi aqui, temos uma equipe de policiais secreta, que é reunida para desmantelar o império do mafioso vivido competentemente pelo ator SEAN PENN. Na equipe de policiais, temos a presença daquele que foi o responsável na minha opinião, por tornar o filme algo interessante, RYAN GOSLING. O ator novamente consegue compor um personagem, que traz tudo aquilo que já vimos em outros personagens seus, mas agora empregado em um outro contexto e como se trata de uma figura carismática, consegue agradar com facilidade.

A história como disse, não traz nenhuma inovação as histórias já vistas nas telas produzidas pelo cinema de Hollywood, mas o diretor tenta empregar uma pitada de autoria, contudo, alguns recursos, depois da primeira vez que ele utiliza, se tornam dispensáveis e chegaram a me incomodar em determinados momentos, pois chegaram a quebrar um pouco a dinâmica do filme, parecendo querer forçar uma carga dramática para determinadas cenas.

Mas como resultado final, o filme não chega a desagradar, mas não deixa de ser também uma diversão totalmente esquecível.

Minha Nota: 6.0
IMDB: 6.9

quinta-feira, 11 de abril de 2013

A Doce Vida - (La dolce vita) - 1960


Filme do cineasta italiano considerado uma lenda do cinema FREDERICO FELLINI com trabalhos aclamadíssimos e que nos apresenta nesse A DOCE VIDA (1960) um trabalho que conta uma série de histórias que seguem a semana de um jornalista sensacionalista em Roma.

Para conseguir ver todo o filme, levei cerca de três dias. O principal motivo é o filme ter envelhido muito fortemente, não só pela utilização do pretor e branco, mas também por se tratar de um filme tradicional, e termos de enquadramento e interpretação, apesar de realmente parecer moderno e ousado em seu argumento, contudo, isso pode ser considerado apenas para a época.

Acho que é o primeiro filme que assisto com o galã MARCELLO MASTROIANNI em minha vida e pude comprovar que era realmente um ator muito competente. O filme merece destaque também, por trazer belas mulheres para a tela, que nos enebriam com seus belos rostos em diversos momentos da obra.

Apesar de não ter gostado tanto, por conta desse envelhecimento que senti na obra, me parece que a intenção de FELLINI era retratar que o dinheiro e o poder, o sucesso e a fama, não são garantia de felicidade para ninguém. Por isso, seus personagens são de certa forma vazios e carentes de uma felicidade real, mais tangível, que não é encontrada em todo o sucesso financeiro que eles possuem em suas vidas.

O filme ganhou o ÓSCAR de Melhor Figurino e a ainda foi nomeado a Melhor Diretor e Melhor roteiro. Com esse trabalho FELLINI ganhou CANNES e diversos outros prêmios.

Minha Nota: 5.4
IMDB: 8.0

domingo, 7 de abril de 2013

O som ao redor - (O som ao redor) - 2012


Primeiro longa de ficção do diretor KLEBER MENDONÇA FILHO de quem eu havia visto até hoje, apenas o seu curta VINIL VERDE (2004). Muito aguardado por fãs dos trabalhos anteriores do diretor, esse O SOM AO REDOR (2012), conta a história da chegada de uma milícia em uma rua de classe média na zona sul do Recife e como a vida de alguns moradores tem suas vidas alteradas. Ao mesmo tempo em que alguns comemoram a tranquilidade trazida pela segurança privada, outros passam por momentos de tensão. Ao mesmo tempo, uma mãe tenta encontrar um modo de lidar com o barulhento cachorro de seu vizinho.

Pelo pouco que acompanhei do trabalho do diretor, eu já esperava a atmosfera que encontrei em sua obra, gerada por cenas que não apenas cumprem a função de contar uma história, mas sim, imprimem em seu espectador, sentimentos que vão dos suspense até mesmo ao medo em alguns momentos. A naturalidade do filme também é algo impressionante. Conquistado com a presença de muitos não atores e de uma utilização do som ambiente, com uma inspiração fantástica, realçando sons que fazem parte de nossas vidas e que aqui, são destacados, mostrando tanto o quanto são importantes positiva e negativamente.

Gostei muito de algumas cenas do filme por sua beleza plástica. Não consigo tirar da cabeça também, a cena da máquina de lavar, que não mostra nada de exagerado, mas consegue ter um erotismo fora de série e tudo isso através do poder de sugestão.

Escrito em 2008, o roteiro de O Som ao Redor foi premiado pelo Fundo Hubert Bals, do Festival de Roterdã, onde o filme fez sua première mundial. O roteiro também foi premiado em editais Filme selecionado para a Mostra competitiva Première Brasil do Festival do Rio 2012.

Minha Nota: 6.2
IMDB: 7.7

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Dentro da Casa - (Dans la maison) - 2012


Filme do diretor francês FRANÇOIS OZON que conta a história de um garoto de 16 anos começa a escrever, motivado por seu professor de francês, sobre suas experiências de convívio que teve com uma família que ele vinha observando a algum tempo.

Contando com a presença da maravilhosa EMMANUELLE SEIGNER e da belíssima KRISTIN SCOTT THOMAS, o filme é um trabalho muito interessante sobre literatura e leitores em sua essência. Um jovem, dirigido por seu professor, que acredita que ele tem talento para escritor, começa a contar a história de suas vivências na casa da família de um amigo de escola, que ele já acompanhava havia algum tempo, como uma espécie de voyer.

É interessante como todo leitor, é representado como um curioso, ávido por observar as vidas dos personagens de seus livros e o filme, consegue uma interação interessante, pois nesse caso, o leitor, o professor, consegue interferir nas atitudes de seus personagens, pois ele além de orientar sobre o estilo de escrita do aluno, dirige as ações de seu personagem em meio a vida das pessoas que ele vem retratando, tornando seu romance vivo e mutável.

Apesar de nos atingir com sensações como o suspense principalmente, a historia não se torna interessante em grande parte de seu decurso, mas acredito que o grande mérito da obra, seja próximo ao seu final, quando o diretor nos mostra a visão do jovem, que faz de sua mania ou obsessão, como o espectador preferir chamar, por tentar desvendar as histórias que lhe cercam, nos mostrar que todos nós temos essa parcela de curiosidade e avidez, por conhecer novas histórias, como o sultão do conto de Sherazade.

Minha Nota: 6.4
IMDB: 7.3

terça-feira, 2 de abril de 2013

Os compradores de penas - (Skupljaci perja) - 1967


Não sei por que motivos eu fui ver esse OS COMPRADORES DE PENAS (1967) do diretor francês ALEKSANDAR PETROVIC que nos conta a história de um cigano, casado com uma mulher de idade, se apaixona por uma jovem, com a qual ele se oferece para cassar, contudo, o cunhado que abusava da jovem, não quer autorizar esse casamento, pois quer continuar a se servir das tarefas que ela cumpre em sua casa.

É interessante a forma como o diretor nos insere no universo do povo cigano. Um povo alegre, barulhento e de costumes bem característicos, mas que principalmente é muito pobre. Vivendo em situação de pobreza extrema em um ambiente totalmente desumano, que não tem dinheiro algum e que vive das hábeis negociações que deixaram esse povo tão famoso por elas.

Na obra, os personagens principais são negociantes de penas de ganso. Existe inclusive uma disputa entre dois homens fortes nesse comércio, que também disputam o amor da jovem cigana que na verdade, quer apenas sair da vida que leva, de abuso por parte de seu cunhado e realizar o sonho de se tornar cantora.

O filme além de ter envelhecido por ser muito antigo, também é realizado de uma forma a tornar mais próxima a sensação de pobreza desse povo sofrido, que além de encontrar refúgio na bebida e nas canções, sempre se envolvem em jogos de azar e negociatas envolvendo dinheiro.

Não fosse o aspecto cultural, que sempre vale a pena, pois assim conhecemos novas culturas, o filme tem um roteiro um tanto quanto fraco e o diretor não consegue criar o clima necessário para o seu desfecho dramático, contudo, consegue momentos de fotografia e cinema de mágica.

Indicado ao prêmio de Melhor Filme Estrangeiro no Óscar, o filme ainda foi nomeado também nessa categoria ao Globo de Ouro, tendo vencido diversos outros prêmios em festivais pelo mundo.

Minha Nota: 5.4
IMDB: 7.4

Escola de Rock - (The School of Rock) - 2003


Sou fã de carteirinha dos trabalhos ANTES DO AMANHECER (1995) e ANTES DO PÔR-DO-SOL (2004) do diretor RICHARD LINKLATER e já a algum tempo, estou para ver esse ESCOLA DO ROCK (2003) que conta a história de um candidato a estrela do rock fracassado, se faz passar por um professor substituto para conseguir algum dinheiro e acaba montando uma banda de rock com seus alunos do ensino médio, mudando as vidas de todos os envolvidos.

A trilha sonora do filme é clássica, na verdade, sou fã de rock e como o filme traz vários clássicos desse estilo, não tem como não gostar e não sentir a energia fantástica que esse som produz na gente. Inclusive é esse o ponto forte da interpretação do comediante JACK BLACK, os momentos que ele interpreta algumas canções. O exagero por parte do ator é o que mais me irritou no filme, o que quase me irritou, mas o resultado da obra agrada muito na sua conclusão, como o diretor nos preparou esse momento.

Não tem como não curtir a presença de MIRANDA COSGROVE, ainda muito novinha, mas esbanjando o carisma que ela ainda esbanja em seu programa de tv em canais infantis.

O filme foi indicado ao Globo de Ouro de Melhor Ator de Musical/Comédia, além de ter sido indicado em outras categorias e festivais pelo mundo.

Minha Nota: 6.2
IMDB: 7.0

A Minha Versão do Amor - (Barney's Version) - 2010


Filme do diretor RICHARD J. LEWIS que não possui tantos longas em seu currículo mas que conseguiu um ótimo resultado com esse A MINHA VERSÃO DO AMOR (2010) que conta a história de amor de um personagem politicamente incorreto, vivido espetacularmente como sempre pelo ator PAUL GIAMATTI, que comandado por seus impulsos, resolve abandonar sua vida de recém casado, ao encontrar a mulher da sua vida no dia de seu casamento.

Além da ótima atuação de Paul, temos ainda a presença de DUSTIN HOFFMAN vivendo o pai judeu e muito engraçado, que é muito ligado a seu filho. Além de um ótimo trabalho de atores, o filme ainda aborda o casamento de uma forma muito especial e carinhosa. O diretor nos mostra um personagem que apesar de totalmente desregrado, consegue achar um motivo para ter uma vida séria ao lado de uma pessoa que ele ama. E para engrandecer a obra, o diretor ainda consegue inserir elementos na história, que são totalmente possíveis e imagináveis. Ciúmes, rotina, necessidade de novas experiências, filhos, bebida, cigarro, falhas que são totalmente comuns nos relacionamentos e que mesmo que de forma gradativa e lenta, desgastam a relação.

A história de amor é linda, pois o diretor consegue nos mostrar um amor verdadeiro, que termina de forma totalmente acidental. E o elemento melodramático inserido no filme, nos proporciona um dos momentos mais bonitos da obra, que é o instante que a ex-esposa se perde de seu marido após o jantar no restaurante.

Pra não dizer que só existem coisas boas e que o filme é uma obra prima, vi como falha a sua duração exagerada, além disso, a inserção de alguns elementos que teriam a função de modernizar o filme, mas acabam atrapalhando um pouco o resultado final.

O filme foi indicado ao Óscar de Maquiagem, e venceu o prêmio de Melhor Ator de Comédia/Musical para PAUL GIAMATTI, além de outros prêmios em festivais pelo mundo, inclusive prêmio de Melhor Diretor no festival do Canadá.

Minha Nota: 7.0
IMDB: 7.2